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FOTO DO DIA

Me mandaram por e-mail, estava num blog checo com várias outras fotos do incêndio. Acho que veio do Twitter oficial da F-1, originalmente. O garoto é parente de Maldonado, ao que parece. Primo ou sobrinho, não está muito claro. Que domingo, putz…

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FW34

SÃO PAULO (o Senegal é aqui) - Pelas minhas contas, com a apresentação da Williams agora há pouco em Jerez, ficam faltando apenas os lançamentos de três equipes: Mercedes, HRT e Marussia. A primeira já tinha avisado que só em Barcelona. As outras duas, quando der. E hoje já está todo mundo na pista rodando em Jerez.

O FW34, de Senna e Maldonado, é o primeiro produto de uma Williams reestruturada. Tecnicamente, com a saída de Head e a chegada de Coughlan, e motoristicamente, com o abandono dos Cosworth pelos Renault. Como disse Frank Williams, o time está começando de novo.

A dupla é fraca e inexperiente, mas traz os bolsos cheios. Poderiam, inclusive, ter contratado um designer, um frilinha de fim de semana, para fazer os macacões de seus pilotos. Nunca vi algo tão tosco. Já o carro segue o jeito ornitorrinco de ser, que já não me surpreende mais.

Estou convencido de que resolveram sacanear a McLaren. Reuniram-se todos os engenheiros para decidir o que fazer, o da McLaren faltou e como castigo não contaram para ele a história do degrau. Não é possível que todo mundo tenha tido a mesma ideia. Cada vez se torna mais verossímil a história do software “Drawing a F1 Car – The Ultimate Design Tool for FIA 2012 Technical Regulations”. Para a McLaren, mandaram a versão 2011.

E o que é esse S do Senna no suporte da asa dianteira, hein?

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SORRY FOR RUBENS

SÃO PAULO (fecha uma, abrem outras) – Não tenho certeza se foi lá mesmo, mas acho que foi. Na Alemanha, em Hockenheim, já no final de julho. Ou talvez na Hungria, algumas semanas depois. Mas isso não é relevante. Falo de 1996. Numa dessas corridas, Eddie Jordan deu um solene pontapé na bunda de Barrichello, que pela primeira vez admitiu que poderia correr na Indy. Porque ninguém aparentava estar lá muito interessado nele — a salvação viria de Jackie Stewart, que estava montando sua equipe e não se arrependeu nem um pouco de contratar o brasileiro.

Eu sei que estourou a notícia de que ele não ficaria, porque Eddie precisava de grana e viu cifrões em Ralf Schumacher (e Fisichella), e já andava emburrado com Barrichello por várias razões. Aí um jornalista conhecido, suíço, chegou para mim com cara de enterro e disse: “I’m sorry for Rubens”.

Eu estava cagando for Rubens e perguntei a ele por que aquele drama todo, mas naquela época parece que todo mundo na F-1 morria de dó de nós, brasileiros, por conta do que havia acontecido com Senna, e tal. Nunca entendi direito tamanha compaixão. Claro que Imola foi uma merda federal, deixou todo mundo chateado, mas vamos devagar com o andor. Ninguém precisava ficar com pena de mim só porque eu tinha nascido no mesmo país que Ayrton. Que bobagem é essa?, segui. Se você está sorry for Rubens, vai lá e diz isso pra ele, e não pra mim.

O jornalista suíço, Luc, grande figura, sacou, finalmente, que essa mistureba de patriotismo barato com esporte não fazia muito sentido, ao menos nunca fez para mim. “Alguém já disse que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas: quem não tem princípios morais costuma se enrolar em uma bandeira, e os bastardos sempre se reportam à pureza da sua raça. A identidade nacional é o último recurso dos deserdados.” Citação de um livro do Umberto Eco, não fui eu que escrevi isso. Mas concordo. E, também, não se trata, aqui, de discutir patriotismo. Foi só um pequeno “causo” para poder falar um pouco sobre a aposentadoria iminente de Barrichello a partir da oficialização, hoje, da contratação de Bruno Senna pela Williams.

Restou uma vaga na HRT que, creio, não deve interessar muito a Rubens. E assim, creio, encerra-se sem muita pompa ou circunstância a longa carreira de trezentos-e-cacetada GPs que teve lá alguns bons momentos, outros nem tanto, e sobre esses altos e baixos já escrevi bastante no passado e não estou a fim de repetir tudo. Aliás, na maioria das vezes, como neste texto aqui de 2009, defendi o rapaz da insana carga que sempre carregou por conta da imagem que a TV Globo fez questão de construir para ele — e ele, diga-se, incorporou alegremente, sem perceber que era dar um tiro no pé.

Rubens tuitou que estava fora da Williams pouco antes do anúncio oficial da equipe. E disse que seu futuro está aberto. Claro que o futuro está aberto. Sempre está. Ninguém sabe o que vai acontecer no próximo minuto. A questão é saber o que fazer com o futuro. É com isso que Barrichello tem de se preocupar agora. E, sinceramente, ninguém precisa ficar sorry for Rubens. O cara é jovem, tem grana, saúde, família, casa, comida e roupa lavada. Ninguém fica a vida toda correndo de F-1. E se a paixão pela velocidade é tamanha, está cheio de coisa legal para fazer ainda em carros de corrida pelo mundo afora.

Quanto ao Bruno, que tenha sorte e seja feliz. Vai ter uma temporada inteira numa equipe razoável, que já foi grande e hoje é nanica, mas tem nome e tradição. O time vai para o Mundial com dois pilotos pagantes (alguém aqui, agora, vai demonizar a grana do Eike Batista que permitiu a Senna-sobrinho virar titular?), motor Renault, sem Patrick Head, em meio a uma reestruturação, que busca reeditar um passado que já está bem distante. E vamos em frente.

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Detalhezinho, para concluir. Vi agora há pouco na Sportv matéria em Grove com Bruno e tal. A Globo, pois, sabia pelo menos desde ontem (para dar tempo de deslocar repórter e cinegrafista) que o contrato estava assinado. Mas sonegou a informação de seu público. Não que vá mudar o preço do dólar. O mundo não ia parar ontem se a Globo desse a informação (como o Grande Prêmio deu) de que o primeiro-sobrinho tinha assinado. Mas é uma boa mostra de como as coisas funcionam. Camaradagem para garantir exclusividade. Mesmo que o preço seja não informar quando se tem a informação. O jornalismo acabou.

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BRUNO E RUBENS

MONTEVIDÉU (pena que acaba) – Afirma Victor Martins em seu blog: Bruno Senna assinou hoje de manhã com a Williams, com a grana de Eike Batista (personagem da mais ridícula capa de revista de todos os tempos, a patética “Veja” desta semana), e será companheiro de Pastor Maldonado em 2012.

Eike, alguns dias atrás, já havia “confirmado” pelo Twitter que Bruno estava fechado. Mas sempre falta o chamego no papel, e o famoso anúncio oficial. Deverá ser feito em algumas horas.

Para Bruno, ótimo, claro. Finca de vez o pé na categoria, na qual começou claudicante em 2010 na Hispania, tendo retomado a trilha na Renault a partir de Spa. Começou bem, dois GPs convincentes, mas depois não fez nada. Agora, terá uma temporada inteira pela frente. E saber-se-á, afinal, do que é capaz.

O anúncio iminente encerra aparentemente a sólida carreira de Barrichello na F-1 depois de longos 19 anos, algumas vitórias, belas provas, regularidade nos resultados. Não sei como será a saída — se em silêncio, discretamente, ou com algum especial para o “Esporte Espetacular” com direito, claro, a lágrimas para que um pedaço possa ser usado no “Jornal Nacional”.

Digo “aparentemente” porque nunca se sabe. Alguém pode ter uma gripe forte e Rubens ser chamado para quebrar um galho e tal. Algo que, sinceramente, eu não recomendaria a ninguém. Depois de tanto tempo correndo, quando percebe-se que ninguém mais o quer seriamente, é hora de parar — independentemente do que ele próprio ache de suas condições de pilotar, que são tão aceitáveis quanto as da maioria que vai disputar o Mundial de 2012.

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SE O EIKE FALOU…

SÃO PAULO (não é fácil, não) – Eike Batista, novo darling do povo brasileiro depois que explicou passo a passo, no “Fantástico”, como ficar bilionário (eu preferia que ele explicasse como pegar a Luma), garantiu pelo Twitter que Bruno Senna vai correr na Williams. Bruno Senna, por sua vez, garantiu que não assinou nada.

Vocês, agora, vamos a duas perguntas: 1) quem você acha que fica com a vaga? 2) se você fosse Frank Williams, independentemente de grana, escolheria quem?

Vale escolher outros nomes além da dupla verde-amarela.

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BRUNO NA WILLIAMS

SÃO PAULO (e então…) – A notícia está se espalhando como rastro de pólvora por conta de algo divulgado pelo Twitter da rádio Bandnews. A informação é de Ricardo Boechat, apresentador da emissora e âncora da TV Bandeirantes: Bruno Senna assinou com a Williams e o anúncio sai em breve.

Não há porque duvidar de Boechat, um dos mais importantes e brilhantes jornalistas brasileiros, embora ele não tenha ligações com o automobilismo. Mas tem no campo empresarial e político. E o que tem isso a ver? Tem a ver com Gillette, Embratel, Eike Batista… Principalmente com Eike Batista.

É claro que é preciso esperar o anúncio oficial. Mas quando as coisas começam a se espalhar desse jeito, é porque não tem volta. E há outros indícios. Victor Martins recebeu a informação de que Bruno esteve sexta-feira na fábrica da Williams. E a frase “boa notícia pra começar a tarde” postada por um amigo meu no Twitter, com fortes ligações com a Gillette, me parece outro.

Creio que a carreira de Barrichello na F-1, assim, terminou. E, para Bruno, a Williams é uma boa opção. Agora, resta aguardar os acontecimentos.

Ah, e vai ser divertido, uma vez confirmada a contratação, saber o que acham aqueles que se descabelaram quando a Lotus fechou com Grosjean “por causa do dinheiro da Total”, uma completa injustiça com o talento verde-amarelo. Bruno, não é preciso dizer, não vai correr em lugar algum se não for o dinheiro de alguém. Mas brasileiro pode. Francês, se for para tirar lugar de brasileiro, não.

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DENTRO

SÃO PAULO (falta pouco) – Enquanto isso, a Williams confirmou a permanência de Maldonado, o que não é exatamente uma surpresa. Aqui mesmo neste blog a gente publicou o contrato da equipe com a PDVSA. A empresa tem, por cinco anos, o direito de escolher quem guia para a Williams. É a grande fonte de renda do time atualmente. Valtteri Bottas (predestinado, diria José Simão) será o piloto-reserva. O comunicado da Williams nada fala sobre Barrichello. Que aparentemente tem nessa vaga sua única chance de permanecer na categoria.

Rubens segue atrás de patrocínio, e assim como ele baterão à porta de Frank Williams os pilotos que forem preteridos pela Lotus. No caso, como diria aquela atendente de telemarketing, vamos estar esperando os currículos de Senninha, ou Petrov, ou Sutil, ou Grosjean.

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PLANO B

SÃO PAULO (vai demorar) – O Joe Saward, jornalista bem informado, conta que Raikkonen quer participação acionária na Williams para topar a volta à F-1. E que isso está empacando as negociações com a equipe.

É uma ótima notícia para Rubinho, porque a esta altura, a Williams não tem nenhum plano B. Ou talvez tenha. B de Barrichello.

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ARÁBICAS (3)

SÃO PAULO (que fase…) – Rubens Barrichello larga na última fila amanhã. Suponho que em 24°, porque nem fez volta na classificação. Seu companheiro Maldonado perde fez posições no grid, tinha feito o 17° tempo, mas teoricamente larga em 23° porque participou da classificação.

De qualquer forma, partindo em 23° ou em 24°, é a pior posição de largada de Rubens em toda sua vasta carreira na F-1. As piores, até então, tinham sido registradas em 2007: duas vezes em 22° com a Honda, na Turquia e na Malásia.

É triste ver sua situação dele e a da Williams, também. Ontem escrevi sobre a retomada que pode começar com a chegada da Renault e a possível contratação de Raikkonen, fazendo a ressalva: será apenas o primeiro passo de uma longa e demorada caminhada. O time não voltará a ser grande de um dia para o outro.

Na história, essa última fila da Williams não é o pior resultado da equipe em classificações. Mas é o maior desastre em grids da equipe desde 1984, quando Jacques Laffite partiu de 25° em Dallas para o GP dos EUA. 25° foi também a posição de Arturo Merzario no GP da Espanha de 1975 e de Jonathan Palmer no GP da Europa de 1983. Há registros, também, de três 24°s, além do de Abu Dhabi de hoje: François Migault no GP da França de 1975, Lella Lombardi no GP dos EUA de 1975 e Laffite na Áustria em 1983. A pior posição de grid de todas, no entanto, é um 28° do obscuro Jo Vonlanthen, em 1975, na Áustria.

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PRIMEIRO PASSO

SÃO PAULO (Mao já dizia) – A Williams não voltará a ser grande num passe de mágica com motores Renault, Raikkonen e dinheiro do Qatar. Mas é preciso iniciar a longa jornada de volta à ponta. E esse será um bom começo. É o tema da coluna Warm Up de hoje.

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QUASE LÁ

SÃO PAULO (ah, os charlatães…) – Depois do jornal, agora é a TV da Finlândia que crava Kimi na Williams. Com o detalhe: anúncio daqui a mais ou menos dez dias em Abu Dhabi, nos Emirados, de onde a equipe pretende tirar dinheiro não só para pagar o piloto, como para se reestruturar. Foi de lá, das arábias (no caso, agora, Qatar), que veio a grana que transformou a Williams num time grande no final dos anos 70. Não acho que vai virar grande de novo, ao menos não em curto prazo. Mas é uma chance de começar a pensar em voltar a ser.

Com Raikkonen, Barrichello sai. As opções estão se fechando para o brasileiro, que pode se despedir da F-1 em Interlagos. Que o público faça uma grande festa para ele.

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A VOLTA DE KIMI

SÃO PAULO (vai ser legal) – A imprensa finlandesa, ou parte dela, já dá como certa a contratação de Kimi Raikkonen pela Williams. Falta apenas anúncio oficial e coisa e tal. O silêncio da equipe e do piloto diz muito — na F-1 as coisas acontecem assim, isso não é novidade. Barrichello também não tem dado muitas declarações sobre o futuro. Certeza, no time, apenas uma: Maldonado continua, por conta do contrato com a PDVSA que mostramos aqui dia desses.

A possível volta de Kimi é uma boa notícia para a F-1. Ele faz parte de uma geração excepcional que tem Alonso, Hamilton, Button, Massa, Vettel, Schumacher, uns mais velhos, outros mais novos, uns que já foram melhores, outros que melhoraram, mas ainda assim uma geração de vencedores e campeões, ou quase isso. A questão é: qual Raikkonen está prestes a voltar à F-1? Aquele que brilhou até conquistar o título de 2007 ou o piloto apático de 2008 e 2009?

Saberemos no ano que vem, creio.

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POR TODA MINHA VIDA

SÃO PAULO (agonia à vista) - Como a Williams, pelo jeito, não se manifesta, Barrichello o faz. Semana sim, semana não, Rubens dá entrevistas e fala sobre sua vontade de continuar correndo, de permanecer na F-1, de ter um carro competitivo, das vantagens em se ter um piloto experiente.

O campeonato vai chegando ao final e o brasileiro se encontra numa situação parecida com a de 2008, quando estava literalmente desempregado até Ross Brawn comprar a Honda. Foi uma virada e tanto em sua vida. Seu ex-chefe na Ferrari apostou no que já conhecia, ficou com ele e Button e, improbabilidade das improbabilidades, a Brawn fez um carro imbatível para 2009 e de forma inacreditável ganhou o Mundial com Jenson. E Rubens teve suas últimas chances de vencer GPs.

Na Williams, realmente não deu para brigar por nada até agora. E a Williams também busca um rumo na vida. Barrichello garante que conversa com todo mundo no paddock. Mas, até agora ninguém manifestou publicamente interesse por ele. Não há lugares disponíveis, essa é a verdade.

Qual será o desfecho dessa situação, para vocês? Fica? Não fica?

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KIMI BACK?

SÃO PAULO (é umas) – Do nada, eis que ressurge no horizonte o nome de Kimi Raikkonen. Para correr na Williams no ano que vem, no lugar de Barrichello. A notícia estourou na BBC. Kimi esteve em Grove conversando com dirigentes da equipe, que confirmam a visita, mas não dão nenhum detalhe sobre o que foi conversado.

E o que Kimi teria a fazer na Williams, afinal? Bater um papo com Mike Coughlan, talvez. Um dos personagens do escândalo de espionagem envolvendo a Ferrari, Coughlan era pica grossa na McLaren quando o Iceman corria lá. Hoje é o picão da Williams.

Raikkonen passou os últimos dois anos dando tiros no escuro. Foi para o Mundial de Rali e inventou de montar um time e correr na Nascar. Nesses meses, jamais demonstrou alguma intenção de voltar à F-1.

Mas algumas coisas aconteceram em sua vida. A pior delas, a perda do pai. E Kimi parece ter perdido o rumo, também.

Faltou a uma etapa do WRC, sua equipe foi punida, os resultados não vieram, as coisas desandaram.

Voltar à F-1 seria uma forma de entrar no prumo de novo? Talvez.

Para a Williams, seria um grande lance de marketing. Mas precisaria dar certo, porque Raikkonen não é piloto pagante. Ao contrário, custa caro. Mais caro que Barrichello, provavelmente. Por outro lado, tem um potencial para atrair patrocinadores muito maior que o brasileiro.

Aqui com meus botões, acho que seria muito melhor ter um Raikkonen hoje do que um Barrichello, embora o finlandês esteja há dois anos fora da categoria. Primeiro, porque é um piloto melhor e mais jovem — 32 anos, contra os quase 40 de Rubens. Depois, pela questão financeira: se for para gastar com salários, e se os valores forem parecidos, que se gaste com alguém que possa chamar publicidade.

Rubens seria uma boa opção para qualquer equipe da parte de baixo do grid, onde está a Williams hoje, se soubesse aproveitar o bom momento econômico do Brasil para reforçar o caixa de seus empregadores. Só que há anos ele não tem patrocínios pessoais angariados por aqui. E não parece que exista muita gente disposta a investir nele. Barrichello deixou de procurar patrocínios no país quando passou a ganhar bem na Ferrari. Não precisava, porque o holerite era gordo.

A ver, pois. Se Raikkonen voltar, vai ser a grande notícia do mercado de pilotos para 2012. Porque o resto não vai mudar nada, lá na frente. Está todo mundo com contratinho renovado e/ou assinado.

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VOTO EM MIM

SÃO PAULO (à Controlar) – Dia cheio hoje. Vou levar um carro na Controlar. Fortes emoções à frente. Por isso, este blog ficará meio abandonado por algumas horas. Mas dá tempo de perguntar a vocês o que acham da entrevista de Barrichello à “Autosport”, fazendo campanha para ele mesmo continuar na Williams em 2012. Rubens considera que o mix “piloto experiente e motivado + novato endinheirado” é a fórmula apropriada para que a equipe siga sua vida.

Tem gente de olho nessa vaga, claro, até porque é uma das poucas abertas para o ano que vem. O que vocês acham? Rubens deve ficar? É a melhor opção para a Williams?

Volto mais tarde.

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CHUTOU O BALDE

SÃO PAULO (com razão) - Rubens Barrichello, em entrevista na Itália, deu um bico no balde da Williams. Com meros quatro pontos no Mundial, sem conseguir chegar ao Q3 nenhuma vez no ano, o veterano brasileiro, que ainda não renovou seu contrato, escancarou sua insatisfação com o time. Que é fraco, mesmo. Uma ex-grande, com parcas perspectivas de melhora no ano que vem. Vai trocar o motor Cosworth pelo Renault, o que não quer dizer muito (é só ver a Lotus verde, que fez o mesmo neste ano e continua lá atrás, apenas um tiquinho melhor que Hispania e Virgin). E está renovando seu corpo técnico sem estrelas ou loucuras financeiras, até porque a grana é curta. Vai seguir igual.

Rubens, ainda segundo a imprensa europeia, diz não saber se quer continuar, desse jeito. Talvez não seja nem uma opção. Sendo honesto, Barrichello pode ter a bagagem que tiver, mas não está nas suas mãos a decisão de ficar. A Williams é que vai escolher quem corre no segundo carro em 2012, porque o primeiro é de Maldonado, ou de quem a PDVSA indicar. Ah, antes que comecem a esbravejar, os ordinais “primeiro” e “segundo” na frase anterior se referem ao carro, não ao status de cada piloto. E se quiser dispensar Barrichello, dispensa.

Vai perder muito? De novo, sendo muito honesto, não. Claro que Rubens, com sua experiência e motivação, ajuda. Mas não depende dele transformar a Williams numa equipe vencedora. E quando começa a expor seu desagrado publicamente, passa a atrapalhar. O clima não fica legal. Daí que nomes começam a surgir no horizonte, sendo o de Hülkenberg o mais forte. Até porque o alemão já correu lá e foi o responsável pelo solitário brilhareco da Williams nos últimos anos, a pole em Interlagos na temporada passada.

O poderoso Hulk custa menos que Barrichello, é novinho e pode até ajudar nas finanças se sair atrás de patrocinadores na Alemanha. Rubens há anos não leva dinheiro para lugar algum. É bem remunerado e não tem patrocinadores brasileiros. É um funcionário que pesa na folha de pagamento.

Mais uma vez sendo muito honesto, Barrichello não é exatamente um bom negócio para o atual momento da Williams. Suas qualidades, que não são poucas, representam pouco na conta final quando se trata de avaliar investimento e resultados. A história de custo/benefício. O custo está ganhando.

Vão dizer que estou aposentando o piloto, mas não se trata disso. Trata-se de olhar para a situação com o distanciamento necessário, algo que a imprensa brasileira geralmente não tem quando fala de “nossos” atletas. A carreira de Barrichello, bom piloto, de currículo sólido e respeitável, está chegando ao fim. A questão relativa ao seu futuro se resume a: quem quer/precisa de um piloto como Barrichello?

Hoje, acho que ninguém. Porque a fila anda, é assim e pronto.

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PARADO

SÃO PAULO (quando anda?) – Muita gente esperava, depois das declarações da chefia, que Williams e Barrichello anunciassem a renovação de seu contrato por mais um ano na Alemanha. Não aconteceu, e o brasileiro disse que as coisas andam meio paradas. Dia desses alguém no time, já não lembro quem, falou que os pilotos de 2012 não serão necessariamente os mesmos de 2011. Maldonado será. O contrato da PDVSA com a Williams é de cinco anos. O outro ainda não está definido.

Apostas?

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DE VOLTA

SÃO PAULO (que frio é esse?) - A Williams volta a usar motores Renault no ano que vem e em 2013. As negociações vinham acontecendo havia algum tempo. Foi com a Renault, na década de 90, que o time de Grove viveu seus melhores anos. O que não significa que eles vão voltar, como num passe de mágica. A Williams é, hoje, uma ex-grande. Reluto em chamá-la de pequena. Ex-grande fica bem. Que pode voltar a ser grande um dia, mas isso ninguém é capaz de adivinhar. O time vai sofrer mudanças drásticas nos próximos meses, inclusive com a saída de Patrick Head, que resolveu se aposentar.

Serão quatro as equipes que terão os motores franceses no ano que vem: Lotus, Red Bull, Renault-Lotus-Genii-preta e Williams. A Cosworth vai perdendo espaço, sem deixar saudades.

No que diz respeito a pilotos, já se sabe que a Williams tem um contrato com a PDVSA de cinco anos e, portanto, um deles será venezuelano até lá. Barrichello fica? Há uma boa chance. Mas tem um outro brasileiro correndo por fora, Bruno Senna. A ver.

E vocês devem estar se perguntando o que é isso aí embaixo. É o fruto dos tempos de vacas gordas da Williams e da Renault. Uma Espace com motor de F-1 que o Prost andou pilotando. Renault e Williams foram parceiras entre 1989 e 1997. Nesse período foram conquistados quatro títulos de pilotos e cinco de construtores, com 63 vitórias. E como lembrou o Bruno Mantovani, tinha um tal de Adrian Newey na época assinando os carros.

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QUANTO VALE A VAGA

SÃO PAULO (interessante) - Você já viu um contrato de F-1? Conhece os termos, valores? Pois meu hermano Octavio Estrada, da Venezuela, mandou este link aqui com o contrato integral entre a PDVSA e a Williams. O acordo é de cinco anos e prevê que a estatal venezuelana indicará um dos pilotos do time até o final. Maldonado é o da vez, mas nada impede que a empresa mude o indicado. O valor inicial é de 20 milhões de libras anuais, e vai aumentando ano a ano. Pode ser mais, também, dependendo do espaço ocupado no carro. Vale a pena dar uma olhada.

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FEIA, A COISA

SÃO PAULO (e…?) - Barrichello reconheceu hoje que há muitas pressões na Williams por pontos. Que vêm de todos os lados, incluindo patrocinadores. E chefia. E pilotos. Nunca na sua história a equipe tinha iniciado um Mundial com quatro provas seguidas no zero. Nem quando apenas os seis primeiros pontuavam.

A pergunta agora nem é o que será de Barrichello. Pode ser que ele pare de correr no fim do ano, se ninguém se interessar por seu passe e se as perspectivas na Williams forem sombrias. A pergunta agora é: o que será desse time?

Durante a transmissão dos treinos para o GP da Turquia, Reginaldo Leme disse na Globo que a equipe tinha acertado com a Renault. Mas ninguém confirmou ainda e muita gente duvida da possibilidade de a fábrica francesa fornecer motores para quatro times diferentes (já são três, hoje).

Grande na história, pequena no desempenho, a Williams está numa encruzilhada. Patrick Head, aparentemente, se aposenta no final do ano. Frank está cada vez mais só. Na equipe e, por que não dizer, na F-1.

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