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MIL PARABÉNS

fiavelocittaSÃO PAULO (tudo fervendo) – Está lá na página do Guiga Spinelli no Facebook: o Velo Città tornou-se o terceiro circuito brasileiro homologado pela FIA, ao lado de Interlagos e Curitiba. A pista, em Mogi Guaçu, é um primor. Idealizada por Eduardo Souza Ramos, tem sido usada para provas da Lancer Cup, da Mitsubishi, além de corridas de Porsche, Classic Cup, test-drives, cursos de pilotagem, track days etc e tal.

Parabéns a todos. De vez em quando o automobilismo brasileiro recebe uma boa notícia. Que, claro, nada tem a ver com os órgãos oficiais, como CBA e FASP.

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MOGIANAS (2)

SÃO PAULO (sobreviverei) – Foi um fim de semana tenso, em Mogi. Depois de bons treinos na sexta com o Meianov, fomos confraternizar naquela noite no renomado Koxixo, em Mogi Guaçu. Preocupados com meu desempenho, alguns adversários acrescentaram substâncias suspeitas à minha limonada e acabou que fui mantido em cativeiro por algumas horas, com a clara intenção dos elementos de impedirem minha participação no treino classificatório na manhã de sábado.

Consegui escapar dos meliantes graças à ação de comandos secretos e às 9h em ponto, para surpresa dos indigitados, estava ao volante do Meianov para cravar uma volta em 2min11 e alguma coisa (perdi a papeleta da classificação) e largar em 15° em nosso grid de 18 carros.

Na corrida, fiz uma largada estupenda, como se observa no vídeo acima, e travei luta de vida ou morte com o Passat de Dirceu “Borboleta” Depret no início da prova. Depois da ultrapassagem que vocês já conhecem, levei o Meianov até o fim sem maiores sobressaltos, porque não conseguiria chegar no Escort do nosso Henry Shimura, o Japonês Voador. A chance que eu tinha de alcançá-lo era de 5% e de cometer algum erro, 95%. Preferi ficar quietinho em quarto lugar na minha categoria.

O Chambel venceu na geral. Recebemos nossas salvas de prata, chiquérrimas, das mãos de Ingo Hoffmann. Uma honra, nem preciso dizer.

Foi, mais uma vez, um evento delicioso para todos. Voltaremos. Lista de agradecimentos? A todo o pessoal da Mitsubishi, Eduardo Souza Ramos à frente. Ao Rodrigo Ruiz, que organizou a bagaça. E a todos que foram a Mogi.

Do ponto de vista pessoal, agradecimentos efusivos ao Comandante Rossi, que me resgatou do cativeiro depois da tentativa espúria de meus adversários de impedirem minha participação na corrida. E a Guiga Spinelli, que dirigiu o carro na fuga. No pasarán!

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APERITIVO

SÃO PAULO (sem som, ainda) – O Zanardi fez isso em Laguna Seca em 1996 e virou deus. Meianov reeditou a manobra do italiano sobre Dirceu “Borboleta” Depret, mas com um grau de dificuldade muito maior, dadas as velocidades aferidas. Esta semana edito o vídeo inteiro da corrida com os melhores momentos e conto como foi a prova do Velo Città no sábado.

Ah, vejam em HD e tela cheia, fica mais bonito.

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MOGIANAS (1)

IMG_1736MOGI GUAÇU (Koxixo logo, porque a fome é grande e a sede, maior) – Estamos de volta ao Velo Città sete meses depois de nossa estreia nesta pista espetacular da Mitsubishi no ensolarado interior de São Paulo.

Que frase horrível.

Começando de novo.

Sabe sol e céu azul? Pois é. A mogiana viveu uma sexta-feira assim hoje, muito calor e secura, e 17 de nós acelerando no Velo Città. Faz sete meses que estivemos aqui pela primeira vez. Viemos, no fim do ano passado, com mais gente. Salvo engano, largamos com 23 carros, contra 18 que estarão no grid amanhã.

É a crise, é a crise, é a crise.

E, também, o calendário. Tivemos corrida faz poucas semanas em Interlagos e teremos outra no dia 20. Mas é o que deu para encaixar. Não se faz milagre. Alguns optaram por poupar o equipamento, sei lá. O que não é legal. A gente vive reclamando de Interlagos, disso e daquilo, e quando tem um evento desse porte, a preço justo, com almoço, café da manhã, janta, transporte, estrutura, tudo perfeito, muita gente rói a corda. Parece que tem medo de sair de Interlagos, tá doido…

Dada a bronca, à pista.

Atrasei para o primeiro treino porque fui resgatar meu convidado especial, Nipo Luso, hospedado num cinco estrelas do centro de Mogi. Guaçu, não Mirim. Consegui dar cinco voltas, a melhor delas em 2min14s269, 14° entre os 17 que treinaram. Não foi grande coisa, mas estava sem freio. Trocamos as pastilhas, Halls por Valda, e segundo meu chefe de equipe a bagaça vitrificou. Fingi que entendi e respondi que era melhor desvitrificar porque daquele jeito, de tarde, não ia dar.

Demos um jeito e, no treino depois do lauto almoço, completei 14 lautas voltas, a melhor delas em 2min12s939. Ano passado, na classificação, fiz 2min11s597. Meu carro e eu estamos sete meses mais velhos. Mas mais experientes e sabidos, também, o que significa que amanhã cedo, na classificação, qualquer tempo acima de 2min10s não será aceito e nos retiraremos da corrida.

Mentira.

Os 2min12s me deixaram em nono de tarde, segundo na minha categoria que, para variar, é a mais numerosa das três. O que significa que a chance de troféu é diminuta. São sete no meu grid e cinco serão os premiados. Vai ser dureza, porque tirando o Cury e seu Fusca voador, o resto está tudo na mesma balada.

Mas para isso temos Nipo Luso, escalado para chegar às 7h amanhã e colocar açúcar no tanque de todos eles. O sorrateiro oriental já me informou por SMS que armazenou 17 saquinhos de adoçante do hotel, também, para qualquer emergência.

O mais rápido do dia na nossa turma foi Antonio Chambel, Passatão miraculoso, 1min59s845. Foi dele também a maior velocidade registrada na reta, 160,483 km/h. Meianov passou a 140,448 km/h. Meu treino foi muito curioso porque nas últimas três voltas rodei miseravelmente no S e os bandeirinhas devem ter se dobrado de rir porque foram todas iguais.

Mal sabem dos meus planos, esses bandeirinhas. Aguardem. Foi tudo programado e pensado. Estratégia.

Classificamos amanhã às 9h. Corremos ao meio-dia com previsão de um calor de torrar amêndoas. Nossa infra é impecável, como sempre. Esse pessoal da Mitsubishi não sabe mais o que fazer para nos agradar. Tem até um aplicativo para todos os tipos de celulares do mundo neste link aqui, para acompanhar a cronometragem ao vivo.

Ah, e preciso fazer um registro. Depois de anos reencontrei Marcelo Battistuzzi, ex-piloto, que chegou à F-3000 e bateu na trave da F-1 lá pelo fim dos anos 90. São muitas histórias para contar, e contaremos. Marcelo e seu pai, que sempre o acompanhava nas corridas europeias, são grandes e queridas figuras. Fiquei feliz mesmo de vê-los. Estão montando um mega-simulador para a turma que anda de Lancer. Vai ser um equipamento precioso para os pilotos da Lancer Cup, com quem corremos aqui neste fim de semana.

E, agora, ao Koxixo.

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CARS & GIRLS

Concluída a seleção das Meianov-girls que estarão sábado no Velo Città.

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IN MOGI (4)

SÃO PAULO (dia esquisito…) – O Erick Grosso, que cultiva búfalos no interior de Minas e dirige um Fiat 147, acaba de colocar no ar este ótimo clipe da nossa corrida no Velo Città, dia 1° de dezembro. Divirtam-se!

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IN MOGI (3)

SÃO PAULO (já com saudades)Estão no ar resultados e fotos de nossa corrida no Velo Città, sábado passado. Os cliques são do obeso Dyonysyo Pyerotty. Essa que eu escolhi mostra quase o grid inteiro, colorido, cheio de carros legais. Valeu muito a pena.

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UNI-VOS!

SÃO PAULO (fiz tudo errado) – Finalmente um compacto na íntegra da nossa corrida de sábado no Velo Città, com trilha sonora e tudo. Será que vocês vão aguentar ver inteiro? Pra variar, subi num formato meio estranho, ficou pequeno, acho que vou ter de editar tudo de novo. Se tiver saco para tanto, depois troco.

Tem de tudo. Panca na minha porta, rodadas, lindas músicas, fotos históricas e tudo mais. Trabalho de profissional amador.

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LANCER LANÇADA

SÃO PAULO (muito bom o trocadilho) – Depois de algumas corridas-teste, a Mitsubishi oficializou hoje o lançamento da Lancer Cup, com seis etapas no Velo Città no ano que vem. Os detalhes estão aqui. O carro é um monstrengo mítico adorado por muitos, com legiões de fãs espalhados pelo mundo. E inimigos mortais também, os fãs de Subaru. Acho o máximo essas rivalidades. Gre-Nal, Atle-Tiba, Come-Fogo e Mit-Baru (ou Suba-Bishi, ainda não defini como vou chamar esse negócio). Subaru que, aliás, também deve ter um campeonato no ano que vem, a TRC Cup.

É o caminho que o automobilismo brasileiro está assumindo, de categorias monomarca para pilotos endinheirados. Tem sido assim recentemente com os Audi (essa acabou), Mini (também se foi), Mercedes Challenge, Porsche Cup (as duas funcionando). E isso só acontece porque se depender de iniciativas da CBA, o automobilismo morre. Cada um desses campeonatos é privado, só existe por insistência dos organizadores ou das montadoras. Ainda bem.

Guiei um desses no Velo Città dois meses atrás. É bravo, o negócio. E a estrutura toda do autódromo é bacana demais. Os pilotos vão curtir de montão.

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IN MOGI (2)

A marca registrada do Velo Città. Foto Dyonysyo Pyerotty

SÃO PAULO (esgotado, mas feliz) – Faltou piloto ao Meianov hoje. É a conclusão a que cheguei assim que terminou nossa primeira corrida no Velo Città. Que foi muito legal, um sucesso mesmo. Eu poderia colocar aqui uma interminável lista de agradecimentos, mas ia ficar chato. Já mandei e-mails para todos. Os que se empenharam além da conta para fazer essa corrida acontecer sabem quem são. E entre eles estamos nós, claro, os pilotos e integrantes das equipes.

Foi no dia 11 de outubro que fui ao Velo Città pela primeira vez, a convite do pessoal da Mitsubishi, para conhecer o autódromo. E em menos de dois meses fizemos tudo. Até a hora de alinhar nossas 23 jabiracas no grid para fazer um barulho danado e encantar todo o pessoal que lá estava para disputar mais uma etapa da Lancer Cup e para um “track day” com outras jabiracas mais encorpadas — esses Evo do capeta com seus milhares de cavalos que dão até medo quando viram a chave.

Mas eu dizia que faltou piloto, porque guiei mal pacas, culpa da esbórnia da noite anterior no Koxixo, histórica casa etílica de Mogi Guaçu, noite cheia de brindes por conta da corrida, do evento, da presença do Guiga Spinelli e da Bia Figueiredo conosco — ele, um dos maiores pilotos de rali do Brasil; ela, uma das maiores pilotas de qualquer coisa do mundo —, das histórias do Eric, da notícia que chegou de um prêmio aí.

O fato é que não acordei na minha melhor forma, física e moral, nem café da manhã tomei. Vesti o macacão e fui direto para a pista. Mas não serve como desculpa, não. Guiei mal, ponto.

Largamos precisamente às 12h18 com um sol de rachar lichia, e foi a única coisa boa que fiz na corrida, a largada. Larguei bem, como de hábito. Sou considerado um dos três maiores largadores do mundo na atualidade. Passei, sei lá, uns 20 carros. Mas na freada para a curva 1, no terceiro macaquinho, quando me preparava para passar outros 20 por fora, levei um encontrão na porta que, putz, quase me transferiu de Guaçu para Mirim (está logo nos primeiros segundos deste vídeo, tomado de dentro do Passat do Depret). Foi o Gol do Rafa Gimenez que deixou tinta na minha lateral. Depois da corrida foi lá explicar que errou uma marcha, entrou ponto morto, não deu para frear e pimba.

O momento da batida na largada. Foto Dyonysyo Pyerotty

Mas tudo bem, essas coisas acontecem em largadas, ainda mais para quem, como eu, sempre parte no pelotão da merda absoluta, depois de 15°. Desta vez, estava em 16° no grid. E a largada foi parada, não em movimento. Depois coloco vídeos. Preciso editar. Amanhã acho que consigo.

Se eu fosse um piloto-mimimi, poderia dizer que essa pancada me desconcentrou e tal. Picas. Fiquei meio puto porque deixei de passar um monte de gente por fora, uma estratégia brilhante sobre a qual refleti longamente por uns quatro segundos antes de dormir na madrugada anterior. Mas isso de desconcentrar é cascata. Estava concentradíssimo para não fazer nenhuma besteira, cuidando dos instrumentos, procurando não travar minhas rodas traseiras nas freadas (o que aconteceu várias vezes), tentando não errar marchas e acertar o traçado, olho no carro da frente para estudar onde dava para passar… Numa corrida não dá muito tempo para essas viadagens de “desconcentrar”.

Aí, rodei miseravelmente (adoro “miseravelmente”, já disse isso) na segunda volta, perdendo mais duas posições, para uma Brasília e um Zé do Caixão. Foi na curva da entrada dos boxes, cheio de gente no terraço vendo, uma vergonha da porra. Mas me estabilizei, e nas seis voltas seguintes andei muito perto do Puma laranja do Suero e do Passat vermelho do Depret. Perto mesmo, diria até que foi uma briga em certo sentido, até rodar miseravelmente, de novo, na volta 9. No mesmo lugar. A primeira rodada, no começo da corrida, me custou uns três segundos, só. Voltei rápido. A segunda, mais de 10 segundos. Um perfeito paspalho. Perdi o contato com os dois e fiquei deprê. Na sequência, menos de um minuto depois, rodei outra vez, numa curvinha tinhosa de segunda marcha. Mais 10 segundos para o saco, e por conta deles perdi a posição, que já não era lá muito animadora, para um carro amarelo que aparentemente estava entregando pizzas na cidade.

Vá à merda, um piloto assim.

OK que o Meianov tem o hábito de piorar ao longo de uma corrida, ainda mais com o calor que fez hoje, a pressão dos pneus subindo barbaramente, saindo de frente, essas coisas. Mas piloto tem de saber lidar com as dificuldades, e não fazer cagada uma em cima da outra. Ainda saí duas vezes na grama, depois das rodadas. Fui mal pra cacete, em resumo, e devolvi o carro todo sujo e esculhambado.

Mas a corrida foi boa, excelente, excepcional. Nos receberam muito bem, o pódio foi bonito, ganhamos salvas de prata (os cinco primeiros de cada categoria; 15 dos 23 ganharam salvas de prata; eu ganhei salva de palmas e olhe lá) e ainda almoçamos na linda área usada para os pilotos da Mitsubishi. O resultado completo está aqui. Na geral o vencedor foi o Luque, de BMW, da nossa equipe, a LF. Ele levou a Divisão 2, com Carlos Braz em segundo e Antonio Chambel em terceiro, ambos de Passat. A Divisão 1, a minha, claro que era a que tinha mais carros: dez. Assim, chances reduzidas de pódio. Terminei em sétimo, na vitória do Cristiano Canto (Fusca), com o Rafa Gimenez (Gol) em segundo e o Erick Grosso (Fiat 147) em terceiro, depois de uma excepcional recuperação — ele estava atrás de mim no grid, vocês vão ver depois nos vídeos. Na Divisão 3, vitória do Reinaldo Hernandez (Maverick), com João Peixoto (Bianco) em segundo e Waldevino Paiva Jr. (Puma) em terceiro.

Terminei em 15° na geral e pretendia protestar os resultados dos 14 primeiros. Ia inventar uma mentira para cada um, como ultrapassagens sob bandeira amarela, manobras bruscas com o sol na minha cara, asas-móveis escondidas, controles de tração, uso de canetas-laser por torcedores para me incomodar, peso excessivo ou reduzido, combustível irregular, estava tudo pronto para levar os protestos à torre, mas meu advogado não encontrou a torre e, assim, aceito o resultado final, conformado com minha desgraça. Que só não foi completa porque ganhei um presentinho.

Prêmio por ter sido considerado o piloto de Lada mais simpático do evento. Foto Dyonysyo Pyerotty

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IN MOGI (1)

MOGI GUAÇU (fervendo) – Corrida em pista nova é sempre legal demais. Estamos em Mogi, no Velo Città, junto com a turma da Lancer Cup para a primeira corrida da nossa categoria no autódromo da Mitsubishi. Primeira de muitas, espero.

A sexta-feira foi de treinos e familiarização com o circuito, que é fabuloso. Fez um calor dos diabos. O Celso, da Pirelli, mediu 65 graus dele mesmo no asfalto. O termômetro do meu carro marcava 37 quando saí da pista, lá pelas 16h.

Fizemos dois treinos livres e a classificação hoje. No Velo Città, curiosamente, os tempos são quase iguais aos de Interlagos, embora a pista seja menor — 3.430 metros. É um traçado evidentemente mais travado e lento. Mas fantástico. O tempo todo fazendo curvas, um trabalho insano para manter o carro na pista num asfalto que, com as altas temperaturas, estava escorregadio além da conta.

Os carros sofrem nos freios, principalmente. Interlagos é uma pista simples, sem nenhum segredo, que dá tempo até de chupar um picolé nas duas grandes retas. Aqui, não. Mal dá para respirar.

Falemos de Meianov, o bravo soviético. Eu tinha andado aqui uns meses atrás num Lancer Evolution de corrida, tração nas quatro, câmbio automático, pneus slick, controle de tração e tudo mais que esses japoneses bravíssimos oferecem. Conhecia a pista, pois.

Saí para virar 2min20s na primeira volta, 2min16s na segunda, e depois o tempo veio baixando até 2min13s286, 15° entre os 23 que andaram. Bom tempo, embolado com um Gol quadrado, na frente do Maverick, dos dois 147, de uns Pumas, uns Passats e outros inapelavelmente batidos pela excelência russa.

Doctor Luque, de BMW, virou 2min03s659 e foi o mais rápido. No segundo treino, meu freio começou a baixar. Mudei um pouco o jeito de atacar as curvas, as retas e os adversários, estes psicologicamente, e virei 2min13s674, P17. Todo mundo melhorou, o que prova que meus ataques psicológicos foram inúteis. Deu Luque de novo, 2min01s177.

Fomos almoçar no belo complexo montado pela Mitsubishi na entrada da pista e, de tarde, a classificação. Entrei no carro um pouco mais pesado. Meus adversários deixaram macacão, balaclava, capacete, luvas, camiseta antichamas e gravata borboleta no sol, achando que eu me abalaria com tamanha bobagem. Infames.

Freio arrumado (tinha estourado um caninho de molibdênio da Ucrânia), Meianov comportou-se divinamente, como mostra o vídeo. Viramos 2min11s597, o que considero uma façanha de orgulhar Lênin. P16 no grid amanhã, que terá na pole Antonio Chambel, de Passat, com 1min59s888. Seremos 23 no grid se os dois Fiats conseguirem andar, eles que tiveram problemas elétricos hoje — seus pilotos foram eletrocutados e estamos à procura de substitutos.

A previsão é de calor senegalesco na hora da corrida, por volta do meio-dia. Provavelmente venceremos. Todos os outros pilotos vão abrir o bico com 10 minutos de prova. Eu e Meianov, treinados nos extremos rigores da Sibéria, temos uma resistência maior. Podem confiar.

* Editei o maldito do vídeo em HD e ficou essa porcaria. Se alguém souber como colocar em HD no VocêTubo, me informe. Eu subo de novo. A qualidade do original é excepcional. No VocêTubo ficou uma merda. Mas se clicarem em “alterar qualidade” e colocarem 480p (que não sei o que quer dizer) ou 720p HD (que também não sei o que é) fica legal.

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NO VELO CITTÀ

SÃO PAULO (à estrada!) – É o seguinte, macacada. Neste fim de semana, nós da Classic Cup vamos correr pela primeira vez, a convite da Mitsubishi, no Velo Città. Já estive na pista de Mogi Guaçu. É um espetáculo. Estaremos juntos com a turma da Lancer Cup. É um evento privado, e por isso não faço aqui nenhum convite coletivo, porque o autódromo é particular e tem várias regras de acesso que, obviamente, respeitaremos.

Os planos para esta corrida estão sendo feitos há alguns bons meses e estaremos com 27 carros para a prova. Há uma enorme ansiedade de todos, claro. As máquinas foram carregadas ontem à noite e chegaram hoje ao Velo Città. A foto abaixo é do Carsten Horst.

Torçam pelo Meianov! Amanhã temos dois treinos livres e a classificação. No sábado, a corrida. Vai ser uma festa muito legal. Possivelmente este blog ficará às moscas por algumas horas. A vida não é aqui o tempo todo, como se sabe. É lá fora, principalmente. Assim, até amanhã à noite com notícias do interior!

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LANCER E IMPREZA NA PISTA

SÃO PAULO (caíram os verdes) – Ano que vem esse campeonato, a Lancer Cup, vem para valer, na pista da Mitsubishi em Mogi-Guaçu. Algumas “corridas-teste” já aconteceram. O autódromo é maravilhoso e os carros são bem legais. Andei num desses outro dia, a convite do pessoal da montadora japonesa.

Vamos ver se a categoria pega, assim como uma nova que será lançada terça-feira, a Touring Racing Club. Esta vai usar modelos Impreza WRX sedã da Subaru preparados pela Dragão Motorsport com motor 2.5 turbo e 350 hp. Estão por trás do campeonato a dupla Paulo Gomes e Marçal Melo. Fala-se em seis etapas com duas baterias cada com atrações “para tornar o evento uma experiência completa para toda a família, além de patrocinadores”. Ah, esses marqueteiros… Que tal fazer corridas em vez de experiências?

Quem quiser conhecer esse Subaru de pista, vai ter um “brunch” na terça numa concessionária da marca em São Paulo. Mas acho que é só para convidados, então não vou dar o endereço.

E assim ficamos para 2013: entram Subaru e Mitsubishi, sai a Mini — seu campeonato, o Mini Challenge, foi descontinuado. E mais uma marca pode deixar os autódromos. O DTCC, conduzido por uma revista chique junto com a Audi, não tem ainda futuro definido. A revista deixou a organização, mas não sei se a categoria será extinta. Aquele campeonato de Mercedes, de carros automáticos, também segue, pelo jeito.

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EM MOGI

SÃO PAULO (tá esquisito…) – Amanhã, o lindo e novíssimo autódromo Velo Cittá, em Mogi Guaçu, recebe 50 clássicos para um “track day” promovido pelo MG Club. É um rali de regularidade para carros fabricados entre 1946 e 1982. Começa às 9h.

Os pilotos escolherão tempos de volta entre 2min15s e 3min depois de três “voltas teste”. Aí, terão dez voltas para fazer tempos próximos ao escolhido. Serão duas baterias. Quem andar mais rápido ou mais devagar perde pontos. Os que perderem menos pontos ganham a competição.

Vai ser um grande barato. Pensei em participar, mas como tenho rádio amanhã, dancei. Vida de peão é triste…

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ONE QUESTION

O que um AC está fazendo no Velo Cittá? Esse carro eu conheci quando estava sendo restaurado em Curitiba, anos atrás. Pistas?

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VELO CITTÁ

SÃO PAULO (sensacional) – Dia 16 a Porsche Cup corre em Mogi no Velo Cittá. A pista de Mogim me agrada cada vez mais. Os vídeos da turma dos Fuscas chiques, também. Demais os macaquinhos nas placas. Esse circuito vai dar o que falar.

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EM SILÊNCIO…

SÃO PAULO (boa notícia) – Como deve ser feito, sem alarde, a Mitsubishi do Brasil finalizou a construção de um autódromo em Mogi Guaçu, a cerca de 160 km de São Paulo. A pista foi homologada recentemente pela CBA e tem padrão FIA. Já vai receber sua primeira competição oficial, de 14 a 16 de junho, com a Porsche Cup realizando lá sua quarta etapa do ano.

Como se nota pela imagem aérea, é um excepcional circuito, concebido por quem entende do assunto. Mas não tem arquibancadas e, pelo menos por enquanto, vai se prestar a eventos fechados. Natural, porque o autódromo não foi feito com estrutura para público, e sim para a prática do automobilismo. Mal comparando, bem mal comparando mesmo, é como se fosse um campo de futebol society para locação. As pessoas interessadas alugam, montam seus times e campeonatos, e jogam por puro prazer e esporte, sem que necessariamente alguém tenha de assistir.

Não diria que é uma tendência, essa de circuitos fechados e herméticos, mas é uma realidade que vai ao encontro do tipo de automobilismo que se tem no Brasil hoje, com muitas categorias monomarcas mais voltadas para quem corre do que para quem quer ver os outros correndo — Porsche, Audi, Mercedes etc.

De qualquer forma, é para se comemorar a inauguração, digamos, oficial do autódromo de Mogi — batizado de Velo Cittá, um lindo nome. Que sejam um sucesso as corridas da Porsche Cup, e que essa pista se transforme em mais uma alternativa neste país carente de palcos para corridas de automóvel. Para quem quiser ver mais do circuito, tem um vídeo aqui.

 

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