Arquivo da tag: SP Indy 300

#EURI

SÃO PAULO (se colocassem um Lada, eu processava…) – Ficou engraçada a brincadeira da turma do “Pânico” com Helinho, Tony, Bia e Simona. Um 147, uma Kombi, um Fusca e um Gurgel numa corrida no Anhembi. Corrida numas, claro. Ir e voltar numa reta.

Carros antigos, como sempre digo, fazem as pessoas sorrirem. Mesmo quando estão caindo aos pedaços.

Tags: , | 79 comentários

NO ANHEMBI

SÃO PAULO (coisa linda) – Foi absolutamente espetacular o final da etapa paulistana da Indy. As últimas voltas — com Sato, Newgarden, Hinchcliffe e um pouco mais atrás Andretti Neto — deixaram todo mundo de cabelos em pé, ainda mais pela dificuldade dos pilotos de controlarem seus carros nas lombadas do asfalto da Marginal e do resto do circuito.

Incrivelmente ninguém bateu nessa batalha derradeira. Hinchcliffe, conhecido como Rintintim, passou o jovem do jardim e partiu para cima do japonês feito um alucinado. Era um tal de puxar para passar (push to pass, sacaram?), mudar de trajetória, defender lado de dentro da curva, uma loucura completa até a última curva, quando Taku deu uma leve escorregada. Muito leve mesmo. Jimmy Cliff aproveitou e venceu lindamente.

A reação de Sato foi bárbara. Eu daria um tiro na cabeça. Na minha primeiro, na do vencedor depois. Não, isso não daria certo. Melhor inverter. Em todo caso, o japonês não deu tiro na cabeça de ninguém. Era só sorrisos e aplausos no pódio. Sabe que fez uma corridona e que não cometeu nenhum erro grave. E sabe, sobretudo, que o piloto da Andretti aproveitou aquele microssegundo de vacilo com uma manobra brilhante. Soube reconhecer os méritos de quem teve.

Se a Indy não é a categoria dos sonhos, se os carros são feios, se muitos pilotos carecem de alguns neurônios, não importa. A corrida de hoje foi bem legal. E é de corrida legal que o povo gosta. Quem não gosta muito é a população da cidade, porque por mais que o circuito tenha sido concebido para ficar nas franjas do Tietê para atrapalhar pouco, o trânsito da cidade, que já é uma merda até em feriado nacional de madrugada, fica ainda mais caótico com essa prova. O que não é nenhuma novidade. Outros eventos, é preciso ser justo, também atrapalham bastante o trânsito. Convivamos com isso.

Vocês que foram ao Anhembi, contem como foi. E quem não foi, obviamente, pode saber tudo que aconteceu no Grande Prêmio, com uma cobertura que encheu de orgulho este velho escriba aqui. O time do site fez (na verdade, ainda está fazendo, porque estão todos na sala de imprensa, ainda) um trabalho assombroso.

rintintim

Tags: , | 134 comentários

NÃO MUDA…

SÃO PAULO (e assim vamos) – Vexame do dia hoje no Anhembi foi o furto de equipamentos da TV Bandeirantes. Falha de organização e segurança, claro.

Mas, sobretudo, falha de caráter do brasileiro, que já está dando no saco.

Tags: | 84 comentários

WE ARE INDY

micsgpSÃO PAULO (vamos que vamos) – Os insanos Victor Martins e Evelyn Guimarães prepararam para este fim de semana a maior cobertura in loco do Grande Prêmio. Já nem sei quantos estarão no Anhembi. Vai ter até programa de TV. Minha parte, até agora, foi colocar os adesivos nas canoplas dos microfones.

Divirtam-se.

Tags: | 7 comentários

O COLUNISTA

SÃO PAULO (beleza) – Até domingo, um de nossos colunistas convidados é Heliocastro Neves, com “Direto do Alambrado”. O piloto, líder da temporada na Indy, vai mandar seus textos direto do Anhembi. Ótimo reforço para o Grande Prêmio, claro!

Aproveitem…

helinhocoluna

Tags: , | 13 comentários

ONE COMMENT

Ó que legal! Cliquem na imagem que ela fica gigantesca.

indies2013

Tags: | 12 comentários

À VENDA

SÃO PAULO (em pílulas) – A organização da etapa brasileira da Indy, marcada para o dia 5 de maio no Anhembi, já colocou ingressos à venda. Os detalhes estão aqui. Os preços são bem mais em conta que os praticados na F-1. E é um bom espetáculo, apesar da precariedade do circuito. Para quem gosta de automobilismo, a “tríplice coroa” paulistana neste ano merece alguma atenção: Indy, WEC e F-1.

Mas melhor que tudo isso será a segunda etapa da Classic Cup, no sábado. Depois passo os horários e outras informações.

Tags: | 12 comentários

PROGRAMA DE INDY (7)

Primeiro aquela caixinha de leite, agora isso. Pelamor…

Tags: , | 163 comentários

PROGRAMA DE INDY (6)

Foto Bruno Terena

ÂIN-ÊIN-BY – Danado, esse Will Power. Terminei de gravar minhas coisinhas para a TV, primeiro no pódio, depois no S do Samba, depois nas garagens, e estava lá fazendo os offs (quando o repórter fala e não aparece, sacam?) na imensidão do auditório Elis Regina quando ele passou tranquilo, ao lado de um assessor.

Saltei feito um raio, o Fábio ligou a câmera, cheguei no cabra e perguntei se ele tinha dois segundos para a ESPN. “ESPN?”, e estancou. Para a ESPN esses caras falam, não são bobos. Mas o assessor mala, carregando uma mala, diga-se, nem quis saber. “No, no”, e foram embora. Mas o Will Power deu uma dura no cara.

Não faz mal, já tínhamos ouvido o rapaz falando sobre sua incrível sequência de três vitórias no Sambódromo. Seria só uma cerejinha no bolo. A matéria foi sem cereja, mesmo. Power é um cara que destoa um pouco da maioria dos pilotos índicos, que são bem atrapalhados. Largou na pole e só ficou atrás de Dixon um pouquinho, até que ele tivesse de fazer sua última parada. Power guia tranquilo, bonito, não se apavora com a quantidade monumental de merdas que acontecem atrás dele.

E foram muitas na corrida de agora há pouco, mas todas depois da primeira batida, de Bryan Riscoe, irmão de Ryan Briscoe, sozinho. Até então, a prova estava meio sonolenta. Mas relargadas com esse S no fim da passarela do samba são garantia de fortes pancadas. Vi três delas de frente para o crime. Os caras chegam muito rápido, com carros pesados e diferença de piso na freada, numa curva estreita com zebras altíssimas. Bem bolado, como diz meu pai. O povo urra, é o maior barato.

A corrida ficou bem melhor a partir dessas bandeiras amarelas. Num certo momento, Antonie, Rú-Binhô! e Bia estavam em quarto, quinto e sétimo. Mas os dois primeiros foram vítimas da estratégia quase sempre equivocada de seu time. Bia se envolveu no congestionamento das últimas voltas, com oito carros, e também ficou para trás.

Hé Liocas Troneves acabou sendo o melhor brasileiro na Marginal, quarto colocado, tendo largado lá atrás. Tirando Power, claro, soberano, ele e Takuma Sato, primo da Sabrina, foram os destaques. O japa terminou em terceiro.

Como sempre, tivemos um simpático mico no pódio. Entregaram umas cervejas “premium” (que cazzo é uma cerveja “premium”?) aos primeiros colocados, mas ninguém conseguia abrir as garrafas. Esqueceram do abridor. Incrível como quem organiza essas coisas não pensa em necessidades básicas como abrir a garrafa. Já imaginaram um sujeito desses ser o responsável por um churrasco num sítio ermo e longe de tudo? Esqueceria o carvão.

O troféu, ao menos, ficou muito bonito e em boas mãos.

Tags: , , | 171 comentários

PROGRAMA DE INDY (5)

HÃ-HEIN-BI – Bom dia, um pouco atrasado. É que cheguei estavam terminando de servir o café. E logo depois começaram a servir o almoço. Servi-me de ambos.

Vim na van com um CQC. Descobri depois que era o Marco Luque. Quase o chamei de Felipe Andreoli. Ainda bem que fiquei quieto.

Trânsito OK, sem problema algum. Menos, claro, na hora em que apontei a proa do Fusca na avenida que dá acesso aos estacionamentos. Vieram dois agentes da CET me interpelar. “Você tinha de pegar a fila!” Olhei para trás, não havia fila. “Qual fila?”, perguntei. “A filinha aí atrás.” Olhei de novo. Vinha um ônibus lá da Santos Dumont para contornar a rotunda. Eu, por minha vez, viera da própria rotunda. Para pegar a filinha que o agente da CET queria que eu pegasse, possivelmente atrás do ônibus, seria necessário, ao concluir a rotunda, guinar à direita na contramão. Causaria um acidente com mortos e feridos. Meu Fusca seria trucidado pelo coletivo. Chamariam o Datena. Ibagens, quero ibagens! Intrigado, passei pela barreira de agentes ainda sem saber direito como pegar a fila. Ano que vem vou procurar fazer direito. Talvez tenha de me mudar para a Zona Norte, para não ter de contornar a rotunda e, assim, cair direto na fila.

Teve missa de manhã. Está no cartaz. É uma categoria muito católica, essa aqui. Tem padre, reza e tudo mais.

A Sabrina Sato, minha noiva, vai dar a bandeira verde na largada.

Na rádia oficial, apresentadores e repórteres passaram uma boa meia hora discutindo por que tinha carro com pneu de chuva na garagem e outros com pneus slick. Estão despistando? Querendo enganar os adversários? Estão em dúvidas? Virou o eixo da cobertura, todos emitindo suas opiniões, especulando sobre as técnicas diversionistas de equipes e pilotos. Isso uma hora e meia antes da largada.

Putaquelosparió.

Tags: , | 41 comentários

PROGRAMA DE INDY (4)

ÃIN-YEMBI – Fui lá ver os boxes. Ou garagens, na Indy. Já fiz algumas corridas da Indy, mas como sempre as coisas mudam muito com o passar dos anos. Cobri as 500 nos anos 90 e estive em Jacarepaguá quando o Rio construiu um oval. Em Indianápolis vi pela primeira vez de perto esse negócio de garagens. Elas ficam longe da pista, é uma outra configuração em relação à F-1. Os carros são levados aos pits pelo Gasoline Alley, que é um ótimo nome. No Rio, usavam os boxes antigos, também distantes do leito do oval. Aqui, usam o pavilhão de exposições onde fazem salão de automóvel, feira de sapato e reunião de nerds.

O pavilhão é enorme e ninguém pode reclamar de falta de espaço. O Anhembi é bem funcional para uma corrida. A área vira uma espécie de ponto de encontro, por onde todos passam, e tem ingresso que dá direito a visitar aquela balbúrdia divertida. Nada contra, absolutamente. É legal o contato do povo enfurecido com o carros e pilotos. A Indy sempre foi assim. Na F-1, neguinho veta qualquer um perto dos carros. Olhou muito para eles, mandam te tirar do paddock aos xutos e pontapés. Imagine um ambiente fresco de gente metida a besta. Multiplique por dez, é a F-1.

Mas tem seu charme. Ultimamente, desenvolvi uma tendência de ver algum charme em qualquer coisa. Pastel de feira, caldo de cana, calçada esburacada, prédio velho, janela quebrada, Del Rey dourado com escada no bagageiro e Crocs com meia.

Bem, infelizmente, quando fui às garagens, já não havia muita gente por lá. Como tem um hotel dentro do Anhembi e todos nele se hospedam, a turba que trabalha tratou de encerrar cedo o expediente e se mandou. Esse hotel, durante décadas, foi um esqueleto na Marginal. Achava, eu, que jamais seria concluída sua construção. Até que um dia passei lá e estava pronto. Dizem ser um bom hotel.

Saçariquei de um lado para o outro, vi os carros de perto e constatei que são de fato feios. As laterais e a proteção traseira fazem deles uns monstrengos desengonçados que levariam qualquer bom designer a cometer haraquiri. A Dallara poderia ter caprichado na estética. Já que são todos iguais, mesmo, era só dar um tapinha naquele calombo que desvia o ar dos pneus traseiros e redesenhar os parachoques.

Não encontrei fãs enlouquecidos. Na verdade, só duas meninas, e uma delas pediu para tirar uma foto comigo, me confundindo com alguém. Disse que achava o Will Power bonito, “apesar do nariz”, o Viso um gato, “apesar de parecer que levou uma martelada na cabeça”, o Newgarden lindo, “apesar de ter uma carinha de 15 anos”, o Pagenaud interessante, “apesar daquela cara de safado”, e a Simona de Silvestro fotogênica, “apesar de parecer um homem”. Scott Dixon mereceu uma análise mais crítica: “Parece uma lagartixa”.

Consegui uma foto do Will “Apesar do Nariz” Power, outra de Scott “Lagartixa” Dixon, e a outra é da moça que traçou o perfil de cada um, achando que eu era alguém famoso.

 

Tags: , | 37 comentários

PROGRAMA DE INDY (2)

NHAMNHAMBI – Seguiremos para as garagens em instantes, não sem algum receio de ser reconhecido pelo povo enfurecido. Sempre acho que o povo é enfurecido nesses eventos. Mas antes, falemos desta classificação recém-terminada.

Gui da Força larga na pole. Aqui vale uma explicação etimológica. William, que deve ser o nome de Will, vem do teutônico Wilhelm, que deu origem ao nosso Guilherme. Assim, Will Power nada mais é que um Guilherme, no caso Gui, no caso da Força, que nem aquele cara que é deputado, ou vereador, e era da Força Sindical.

Gui da Força é o Mr. Tietê, o Mr. Marginal, o Mr. A-Nham-Bi. Ganhou as duas corridas aqui, em 2010 e 2011, e larga na pole pela segunda vez no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo. Estou sendo bem específico na nomenclatura porque julgo importante, para fazer justiça aos patrocinadores e apoiadores, que se use a denominação oficial da prova que movimenta a Zona Norte da cidade: Itaipava Vila de São Paulo de Piratininga by Padre Anchieta Indy 300 Nestlé at Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo in Anhembi Park Known as Sambódromo. Assim é, assim será.

Bem, Gui da Força fez a pole sem fazer muita força e parece que se dá muito bem aqui. É quase um paulistano da gema que diz “puta volta, meu” e já anda procurando uma casinha para alugar na Freguesia, aqui do lado, porque curte a coxinha do Frangó. O sistema de classificação índico tem suas particularidades e depois da fase de grupos, mata-mata, eliminação no paredão, repescagem e disputa de pênaltis, só meia-dúzia briga pela pole de verdade e a ordem definida para a largada foi essa: Gui da Força, Dadá Maravilha Franquinho, Emulsão Scott Dixon, James Hinch%#*&@ffe, Ryan-Runter-Ray-Height-Ryndt-Wright e Justus Wilson.

Nenhum dos quatro cavaleiros do apocalipse tupiniquim esteve nessa briga. O melhor foi Antoine Kanaan, 12°. Rú-Binhô! ficou em 13°, Heliocas Troneves ficou em 20° e Ana Beatriz, em 23°. Não creio que irão lutar por vitória amanhã, mas a Indy é uma caixinha de surpresas, sei lá.

Autoridades progressistas da cidade e do Estado visitaram agora à tarde o Sambódromo e ficaram muito felizes com o que viram. Abaixo, três fotos que a organização capturou e mas enviou há pouco. Trata-se da dupla dinâmica Serra-Kassab, pela ordem ex-tudo (o calvo) e atual prefeito e Proibidor-Geral do Município. Ambos experimentaram um simulador de corridas. O primeiro espantou-se com o realismo do equipamento. ”Foi bem mais difícil do que imaginava, principalmente frear o carro antes das curvas”, declarou, mostrando profundo conhecimento automobilístico por frear antes, e não depois das curvas — o que de fato é mais recomendável. O Proibidor-Geral não disse nada de relevante. Pela maneira como segura o volante, nota-se que já foi piloto em alguma outra encarnação.

Como este é um blog democrático, políticos de outros partidos que estiverem no local estão convidados a mandarem suas fotos e impressões. O espaço, porém, não é franqueado a partidos envolvidos com o empresário Carlos Cachoeira.

Ops.

 

Tags: , , , , | 18 comentários

PROGRAMA DE INDY (1)

Ã’NHEM’BY – Demorei, mas cheguei. Estou me ambientando ainda. A última vez que entrei aqui foi para ver o Grupo de Acesso do Carnaval, dois anos atrás. Mas passo quase todas as semanas, duas vezes por semana, na verdade, por esse trecho que se chama de Reta dos Bandeirantes — conhecida também como Pista Local da Marginal Tietê Tem Trânsito Intenso no Sentido Castello Branco, mas o nome é grande demais ser dito pelos narradores.

(Aliás, pobres narradores, comentaristas e repórteres da emissora oficial. Eles não podem dizer simplesmente “o piloto está se preparando para a corrida”. Têm de dizer “o piloto está se preparando para a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé”. São 15 sílabas e 29 letras contra três sílabas e sete letras de “corrida”, que podem ser ainda mais reduzidas para duas sílabas e cinco letras caso se opte por “prova”. Não é hábito da imprensa brasileira usar o nome oficial que contém patrocínios de evento nenhum, a não ser que os patrocinadores paguem. No caso, a marca de cerveja e a fábrica de papinhas está pagando, obviamente. Duvido que meus colegas recebam algum quinhão da verba para ficar repetindo Itaipava e Nestlé por dias a fio. Talvez ganhem um pacote de latinhas e uma lata de leite em pó no final do evento, mediante uma senha, que devem ser retirados no almoxarifado da firma. Só sei que é um saco, um enorme saco, para quem ouve, esta longuíssima expressão. A ponto de desde já eu estar torcendo para que a próxima corrida seja realizada em Jaú, tenha 3 km de percurso total e seja patrocinada pela Skol e pelos lubrificantes KY, que podem ser lidos rapidamente como “qui”. E teríamos a Skol Jaú Indy 3 Qui, mais sucinta, econômica e palatável.)

Já aconteceram dois treinos livres e por enquanto, felizmente, nada de chuva. Esta pista, com água, quando não fica impraticável como as adjacências do córrego Aricanduva, torna-se muito perigosa. E aí não tem treino que flua. Flua é uma linda forma verbal. Já pela manhã houve muitas bandeiras vermelhas por conta de batidas aqui e ali. A mais célebre foi a de Heliocastro Neves com seu Penske amarelo.

(Aliás, outra dúvida cruel. Esse carro não era todo pintado com as cores da Shell? Aqui está como Penske Logistics. Não entendo os marqueteiros. Tem um Shell em cada esquina no Brasil. E, que eu saiba, empresas de logística não são assim tão populares. Por que, afinal, tiraram a Shell do carro do Helio Castroneves?)

Torcerei, nesta corrida, por Simon Pagenaud, o da foto acima, de autoria de Bruno Terena. Gosto muito da sonoridade do nome. Simôn Pajenô. Ou Saimon Pêijeno. Alimento também certa simpatia pelos irmãos gêmeos Ryan Briscoe e Bryan Riscoe, com quem sonho em promover um encontro emocionante, pois parece que eles não se veem há anos.

Cheguei há pouco, mas já deu para notar que Barrichello mantém sua torcida fiel, aquela que grita Rú-binhô!, como em Interlagos. Que o ambiente é camarada, tem rango de graça e café expresso na sala de imprensa, cadastram os laptops para evitar roubos como em anos anteriores, a internet é rápida e gratuita, o público será bom mas não sabe direito quem são os pilotos e muita gente usa camisetas com referências à F-1 nas arquibancadas.

Daqui a pouco começa a classificação. Depois farei um giro pelo pavilhão do Anhembi, transformado em garagens. É um ótimo espaço para as equipes trabalharem. O factual, vocês seguem no Grande Prêmio, que está com uma enorme equipe aqui. Eu só vou contar cascata, mesmo. Serei o cascateiro oficial da Indy em Sampa.

 

Tags: , | 25 comentários

ONE COMMENT

Digamos que há corridas de rua no mundo em cenários mais bonitos. O clique é de Bruno Terena, hoje pela manhã.

Tags: | 59 comentários

DIRETO DA MARGINAL

SÃO PAULO (vai lá!) – Hoje começam para valer as atividades no Anhembi para a corrida de domingo da Indy. Quem quiser acompanhar um relato em tempo real, ao vivo, de tudo que acontece na pista de rua paulistana pode seguir este serviço especial do Grande Prêmio. Temos sete jornalistas na cobertura. Estarei lá a partir de amanhã me juntando ao time.

Tags: | 29 comentários

PELA METADE

SÃO PAULO (não diga) - Dia desses, elogiei aqui a Prefeitura/organizadores da Indy por, finalmente, terem retirado os guard-rails da avenida Olavo Fontoura, a reta oposta do circuito do Anhembi. Elogio numas, porque aquela porcaria toda ficou mais de um ano ali, enfeiando o local e atrapalhando motoristas e pedestres. Mas, pelo menos, desta vez arrancaram. Aí o “Estadão” mostrou que na reta da Marginal as faixas de trânsito não tinham sido pintadas. Passarei lá por hoje e vou ver como está. É um perigo para quem usa a via expressa não ter faixas pintadas para orientação. Um perigo, um absurdo, uma irresponsabilidade do poder público, um escárnio.

E hoje o blogueiro Sidney Almeida me manda estas fotos, tiradas na feira de carros no fim de semana. Dentro do estacionamento do Anhembi, onde montaram os pits, os blocos de concreto colocados para a corrida continuam alegremente atrapalhando os usuários.

É espantoso como São Paulo é administrada nas coxas.

Tags: , | 28 comentários

POR AÍ (3)

AUGSBURG (e faz tudo sozinho, isso é meio chato…) - Sim, vamos meter o pau na Prefeitura! Não a daqui, mas a de SP. Semana passada elogiei a retirada dos guard-rails da Olavo Fontoura. OK, seja lá quem for o dono daquilo, fez sua obrigação. Mas a Marginal Tietê continua sem faixas na reta da Indy. É um puta absurdo. E a CET diz que tem “um projeto para pintar”. Um projeto? O projeto de mandar o ex-secretário de Esportes morar em Londres para “estudar a organização dos Jogos Olímpicos”, esse já foi colocado em prática. Estudar os Jogos Olímpicos? Vai ter Olimpíada em São Paulo?

Vão pro inferno, vão.

Tags: , | 26 comentários

UFA

SÃO PAULO (e não ficou bom?) – Embora todos não tenham feito nada mais do que a obrigação, cumpre celebrar que a Prefeitura de SP e os organizadores da Indy outrora malhados neste espaço (e como citei para malhar, cito para “desmalhar”: Bandeirantes, ReUnion, SPTuris, e se esqueci de alguém, me lembrem) retiraram os guard-rails da avenida Olavo Fontoura, atrás do Anhembi. Aqueles mesmos que ficaram expostos ao tempo por mais de um ano depois da prova inaugural de 2010.

Agora, um mês depois da corrida deste ano, já está tudo guardado em algum lugar. Como se vê, não foi preciso fazer nenhuma licitação (como alegou o secretário de esportes no ano passado, um baita cascateiro, esse mesmo que agora foi enviado pelo prefeito para Londres, para “observar” como a cidade se prepara para a Olimpíada…), o trabalho é simples e nem leva tanto tempo assim.

No lugar das defensas metálicas, plantaram pequenos arbustos. A avenida ficou bonita. Pena que, por conta da retirada, SP perdeu um de seus mais visitados pontos turísticos. Não foi isso, também, que alegou um assessor da Prefeitura no ano passado? Que os guard-rails eram uma atração para quem vinha de fora, multidões que acorriam ao Anhembi para fotografar os históricos trechos da pista da Indy?

Passei por lá ontem, mas não conseguir tirar fotos. Quem puder, mande. Caso contrário, tento clicar esta semana. Parabéns aos envolvidos e obrigado por devolver à cidade nossa avenida.

Tags: | 32 comentários

SATISFAÇÃO GARANTIDA OU…

SÃO PAULO (acho justo) - O Procon notificou a Band, promotora da corrida da Indy em SP, para que devolva o dinheiro dos ingressos daqueles que não puderam voltar ao Anhembi na segunda-feira para ver a corrida, suspensa no dia anterior. Sendo assim, sugiro aos que se entiram prejudicados que entrem em contato com o órgão para saber o que fazer.

Um diretor da emissora, no domingo, disse em entrevista coletiva que não iriam devolver nada, porque haviam feito um “espetáculo belíssimo”. Há controvérsias.

Tags: | 53 comentários

O BI DE POWER

SÃO PAULO (até que enfim) – Merecida a vitória de Will Power no Anhembi, no final das contas. Como no ano passado, sobrou competência a ele e à Penske, a única equipe da categoria que sabe fazer contas, num festival de confusões que foi a etapa paulistana da Indy. A corrida aconteceu hoje sem maiores problemas, com público próximo do zero, arquibancadas vazias (a foto é do Duda Bairros) e grandes congestionamentos no entorno. Choveu pouco, o que facilitou as coisas — as poças, no entanto, estavam lá, assim como as áreas de escape pintadas para escorregar ainda mais.

Ruim a participação de todos os brasileiros. Balanço bastante negativo de todo o fim de semana de oba-oba dos promotores, que deveriam, agora, se sentar para avaliar seus erros e planejar direito as coisas para o futuro. Assim, quem sabe no ano que vem se preocupem em fazer uma boa corrida, e não apenas um bom evento sócio-celebrity. Que nem isso conseguiu ser.

Tags: , | 152 comentários