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A foto abaixo está na página da Lotus no Facebook com o título: entrega especial para Milton Keynes (onde fica a sede da Red Bull). Dispensa maiores comentários.

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VENDETTA

mafiavettelSÃO PAULO (uau) – Vettel disse na China que o que aconteceu na Malásia foi, indiretamente, uma vendetta pelo que aconteceu no Brasil.

Entenderam?

Traduzindo: Vettel disse na China (onde tem corrida domingo) que o que aconteceu na Malásia (passou Webber no fim desobedecendo ordem da equipe) foi, indiretamente (porque ele insiste que não entendeu direito a ordem, mas admite que ao desobedecê-la cometeu um erro e por isso se desculpou com todo mundo), uma vendetta pelo que aconteceu no Brasil (na largada do ano passado, disputava o título e foi espremido por Webber na largada).

Entenderam?

De fato, em Interlagos Webber foi inexplicavelmente agressivo no início da prova e quase tirou o companheiro da corrida. Escrevi sobre isso naquele dia (neste que é o mais brilhante relato de um GP em todos os tempos, inexplicavelmente ignorado pela Academia Mundial de Letras).

Resumo da ópera: Vettel se desculpou, pero no mucho. Sem muita convicção de tenha errado tanto assim. É provável que ele e Webber nunca mais se falem na vida.

Companheiros de equipe, nesse universo egoísta e egocêntrico da F-1, não precisam ser os melhores amigos do mundo. Mas quando são inimigos, é algo muito negativo. Contamina o time porque, como se sabe, cada piloto tem seus engenheiros, seus mecânicos, seus fisioterapeutas, seus cozinheiros. Cria-se uma cisão natural. Era assim com Piquet e Mansell, Senna e Prost, Alonso e Hamilton, eu e Marcelo Giordano. Cada um escolhe um lado e ninguém ganha.

Assim, tchau Webber. Está fora da Red Bull no ano que vem. Se bobear, neste ano, ainda, dependendo do que acontecer na pista daqui em diante.

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NEVER MORE

SÃO PAULO (estamos de olho) – Helmut Marko avisa: acabaram as ordens de equipe na Red Bull. É cada um por si.

Ótimo. Deveria ter sido sempre assim. Mas não dá para acreditar em quase nada do que se fala na F-1.

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CARS & GIRLS

Beitske Visser é essa lindinha aí num carro da Red Bull da Fórmula ADAC. Os caras estão de olho na moça, que acelera. E, claro, sonha com a F-1.

garotaredbull

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PARECE FÁCIL

SÃO PAULO (mas não está fácil) – Este vídeo divulgado pela Red Bull junto com o lançamento do RB9 mostra algumas das etapas da construção de um carro de F-1. Vale como contraponto àquele da BMW de ontem, em que quase tudo é feito por robôs. Um F-1 é artesanal. E muito mais complicado do que as imagens sugerem. Quando visitei a fábrica da Sauber, anos atrás, os caras me mostraram como cada parafuso é feito em casa, sob medida. Um trabalho do cão.

Mas é legal ver que Newey ainda usa a velha prancheta, lápis, papel e régua para conceber seus carros. Dizem que não é tipo, não. Adrian faz assim mesmo. E, depois, os computadores confirmam tudo que ele imaginou.

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RED BULL RB9

RedBull2013bSÃO PAULO (esquisito) – O que de mais estranho mostrou a Red Bull no lançamento do RB9 agora há pouco foi a ausência da marca energética na lateral. No seu lugar, Infiniti, a marca de luxo da Nissan, que pertence à Renault, que por sua vez pertence à Lada. E o tom roxo no lugar do azul escuro.

Sempre achei a pintura da Red Bull uma das feias da história da F-1, desde o início. Mas não se pode discutir a coerência. O desenho é praticamente o mesmo desde 2005, quando o time comprou a Jaguar, com uma mudancinha aqui, outra ali. O roxo no lugar do azul, naturalmente, só piora as coisas.

Mas, como se diz, carro bonito é carro que ganha corrida. E disso a Red Bull não pode ser acusada, de não ganhar corridas. Adrian Newey, o grande gênio por trás dos três títulos seguidos de Vettel, manteve o degrau no bico e deu um tapa na aerodinâmica, sua especialidade, de modo a otimizar a passagem do ar.

Creio que este será o último ano de Webber na Red Bull. Ele vem sendo alfinetado por gente graúda no time com frequência, embora muitas vezes de forma injusta. Não é um mau piloto, nem alguém que incomode muito. Meio desanimado, talvez, mas eficiente para aquilo que é necessário a  um segundo piloto de alguém que brilha como Tião Alemão.

Sebastian é candidato ao título, óbvio. Seus adversários serão Alonso e Button, creio. Hamilton pode entrar na luta, espero. Andei fazendo umas pesquisas e descobri que se a Red Bull ganhar de novo o Mundial, será a primeira vez que um carro roxo leva o título. Incrível, isso.

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OITO ANOS

SÃO PAULO (que hora decola?) – Os oito anos de vida da Red Bull contados em depoimentos de Christian Horner, Adrian Newey, Mark Webber e Sebastian Vettel. Mais um vídeo inovador da equipe, já que essa história curta e vitoriosa é relatada apenas em fotos e palavras, sem imagens de TV. O que obriga quem está assistindo a prestar atenção, algo que cada vez menos se faz hoje em dia.

Tem meia hora e é todo em inglês. São muito bacanas os depoimentos. Essa equipe é realmente muito especial. E o que ela já fez em tão pouco tempo, mais ainda.

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TRI IN SAMPA (FIM)

SÃO PAULO (aqui, pelo menos) – Andei fazendo minhas contas e este foi meu 25° GP do Brasil como jornalista. Nos últimos anos, o último post de uma cobertura em Interlagos tem começado sempre assim. “Foi meu…”. Bela merda. Mas como é um número semirredondo (tenho criado grandes palavras ultimamente), bodas de prata, talvez neste caso a informação seja relevante.

Cobertura intensa, como sempre, com o adicional emotivo de ter sido a última na nossa rádio, cuja parceria com a empresa que imprime jornais termina no dia 31. Haverá outra? Ou, como diria aquele que aprendeu a conjugar direito o insuportável verbo: haverão outras?

Ah, sim, haverá, haverão. Claro que sim. De um jeito ou de outro, estaremos aqui no ano que vem com microfones na mão, fones no ouvido, falando pelos cotovelos.

E como é fim de temporada, dia de agradecer a todo mundo, reservo-me o direito de. A começar pelo time do Grande Prêmio, esses incansáveis meninos e meninas que fazem do trabalho um sacerdócio. Evelyn, Juliana, Victor, Fernandão, Renan, Fagner e Giaco, um beijo a todos.

Everaldo, Conka, Zé Renato, Vanessa, Tonhão, Thiago, State, Josias, Edvaldo, Murilo, Rafael, Wladimir, William, o time da rádio, outro beijo.

E fica aqui um tchau por hoje, com uma homenagem a alguém que, gozado, quase sempre é esquecido quando jogamos às alturas os heróis do automobilismo: o carro.

Este é o carro de Vettel, campeão do mundo, esperando para ser embrulhado e mandado de volta para a Europa, onde será deixado em algum canto, um museu, talvez uma coleção.

Parabéns, carrinho. Foste um guerreiro, hoje.

 

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NOT BAD

SÃO PAULO (faltou) – A Red Bull conquistou matematicamente ontem seu terceiro título mundial de Construtores. É uma façanha. Afinal, a equipe disputou sua primeira temporada em 2005, como sucessora da não muito bem sucedida Jaguar — que por sua vez teve origem na Stewart.

A equipe divulgou alguns números dessa curta e vitoriosa trajetória na F-1. Reproduzo os mais relevantes:

- É a quarta equipe na história a conquistar três títulos seguidos de Connstrutores. As outras foram Ferrari (1975/76/77 e 1999/2000/01/02/03/04), McLaren (1988/89/90/91) e Williams (1992/93/94)
- 290 corridas disputadas
- 34 vitórias
- 46 poles
- 80 pódios
- 1.844,5 pontos
- 2 títulos de Pilotos (Vettel em 2010/11)

Não é difícil entender as razões do sucesso, embora seja dificílimo alcançá-lo. A Red Bull tem dinheiro, claro. Mas não tanto quanto a Ferrari, a Honda, a Toyota, a McLaren. Trabalha com orçamento enxuto, mas bem gasto. Investiu, sobretudo, em material humano. A equipe não tem ligação oficial com montadora alguma. Compra motores da Renault. E faz o resto em casa.

Adrian Newey está no centro dessa estrutura que funciona muito bem. Com passagens vitoriosas por Williams e McLaren (ganhou os Mundiais de pilotos de 1992/93/96/97/98/99), chegou a assinar com a Jaguar em 2001, mas acabou não indo. Ron Dennis convenceu-o a ficar. No final de 2005, foi parar na Red Bull. Ganhou mais dois títulos com Vettel, em 2010 e 2011. Está a um quarto lugar de faturar outro, domingo em Interlagos.

Christian Horner é outra figura fundamental. Jovem, homem das pistas e das corridas, sabe lidar com seus pilotos como poucos. Respeitado e competente, dirige uma equipe azeitada e eficiente. Helmut Marko, o Grilo Falante, homem de confiança de Dietrich Mateschitz — dono da empresa de energéticos —, faz o trabalho sujo de feitor e cuida da base.
Não sei se vai estabelecer uma hegemonia tão longeva quanto a que a Ferrari instaurou no início do século, baseada no quarteto Schumacher/Todt/Byrne/Brawn. É duro, num meio tão competitivo. Mas já fez muito. Muito mais do que seria possível imaginar em 2005, quando comprou a Jaguar. Na época, ninguém apostaria um euro furado na Red Bull, que era vista apenas como uma ferramenta de publicidade para vender latinhas de bebida esquisita.Com um marketing agressivo e antenado, a Red Bull é a modernidade num universo um tanto quanto envelhecido. Exemplo a ser seguido, o time faz aquilo que equipes bem mais antigas e tradicionais têm dificuldade em levar a cabo.

É muito mais que isso, como se vê.

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PENSE RÁPIDO

SÃO PAULO (fui mal…) – O site brasileiro da Red Bull está com um quiz que vai premiar o vencedor com dois ingressos para o GP do Brasil de F-1. Para participar, clique aqui. Mas tem de ser rápido nas respostas. As perguntas são capciosas. Imagino quem foi que elaborou…

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BORRACHUDO

SÃO PAULO (teorias) – Deem uma olhada com atenção no vídeo abaixo, exatamente aos 5 segundos, observando bem a mão direita do mecânico que vai remover o bico do carro de Vettel em Abu Dhabi:

Só eu notei uma consistência, digamos, meio borrachuda da parte amarela? Não. Mais gente notou. O blogueiro José Angelo Petit Neto mandou até um link de um blog gringo onde se discute se esse seria um dos segredos recentes de Adrian Newey.

Não sei de nada, mas que o nariz do carro parece de borracha, parece.

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RED BULL 360

SÃO PAULO (fiquei até tonto) – A Red Bull está distribuindo este vídeo incrível, gravado em 360 graus, com Buemi ao volante. Vou colocar logo aqui, antes que o Fábio Seixas descubra e publique também no blog mequetrefe dele.

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BOA NOVA

SÃO PAULO (na lama, na neve, no pó) – Passou batido ontem, mas sempre é tempo de comemorar boas notícias. A Hyundai anunciou em Paris que vai voltar ao WRC, agora com um modelo i20. Algumas provas em 2013 e tudo em 2014, é o que se comenta. Como equipe de fábrica. Mais Citroën, Ford, VW e Mini, e temos um campeonato. Mas dá para ter mais. A Red Bull vai assumir a organização do Mundial. Interessantes anos vêm por aí.

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N’AMÉRICA

SÃO PAULO (custa caro, isso) – Aí está o vídeo promocional que a Red Bull colocou no ar para ajudar a promover o GP da América, que será disputado nas ruas de Nova Jersey em junho do ano que vem. Ficou legal. O piloto é Coulthard.

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N’AMÉRICA

SÃO PAULO (chega de vídeos) – A Red Bull foi saçaricar pelos EUA nas férias, e sempre que isso acontece pintam vídeos legais, como aquele do Coulthard em Austin, no novo circuito, ainda de terra. Agora vai ter uma parada dentro do túnel Lincoln. Mas, antes de acelerar no túnel, “tocaram” o hino americano com o motor. Isso não é novo, há vídeos bem antigos de hinos “tocados” por motores de F-1. Dá para tocar qualquer música. É um treco mais ou menos simples, basta associar as notas ao ronco/frequência do som produzido pelo motor, programar o laptop e deixar que ele faça tudo sozinho. Vale pela curiosidade.

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MR. SINCERO

SÃO PAULO (coisa rara) – A Red Bull distribuiu hoje uma entrevista com Mark Webber, aquilo que a gente chama de ping-pong, perguntas e respostas. Tudo meio normal, elogios à equipe, a Vettel e tal, por que renovou, a empatia com o time, o fato de conhecer todo mundo há anos e tal, até a seguinte pergunta:

Were you tempted to think about moving elsewhere?
MW: There were discussions with Ferrari, but my decision was to stay here.

Chamou minha atenção essa resposta, porque não é comum pilotos revelarem negociações com outras equipes. Mas a confirmação de que a Ferrari o procurou é ainda mais significativa porque coloca Massa na roda. Como se vê, é mais do que concreta a disposição dos homens maranéllicos de substituírem o brasileiro. Ou era. Porque Felipe melhorou claramente nas últimas provas e aquela sensação do começo do ano, de que a Ferrari poderia até mandá-lo embora durante a temporada, se esvaiu. A não ser que Pérez desande a conseguir vitórias e pódios.

Acho que Massa fica, no fim das contas. E nas equipes grandes nada vai mudar — incluo nessa lista Mercedes e Lotus, além de Red Bull, Ferrari e McLaren. Daí para baixo, algumas mudanças podem ocorrer.

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VAI TU MESMO

SÃO PAULO (e faz bem) – Fez bem a Red Bull em renovar com Mark Webber — o anúncio pingou nas caixas postais hoje de manhã. Iria colocar quem em seu lugar, e com qual intenção?

Quando os rubrotaurinos mandaram para o limbo os jovenzinhos Alguersuari e Buemi, que vinham sendo preparados para a sucessão e não aprovaram, ficou claro que o processo seletivo teria de começar do zero, como está começando com Vergne e Ricciardo. Que não parecem ser especialmente especiais.

Assim, que se fique com o que está dando certo, ainda mais que o australiano anda numa fase boa, duas vitórias, vice-líder do Mundial, pode até ser campeão. E sejamos sinceros. Webber, apesar de não ter muito sex-appeal, de não ser midiático, carismático, fodástico do bairro Peixoto, faz muito bem seu trabalho e de vez em quando dá umas dentro, como em 2010, nada mau para um segundo piloto.

Leio por aí que a renovação acaba com a especulação sobre um possível estágio na Ferrari no lugar de Massa por um ano até Vettel chegar a Maranello e tal. Sempre achei essa história meio fantasiosa, por isso nunca fiz mais do que resvalar no assunto.

Webber vai, portanto, para sua nona temporada na Red Bull, equipe que defende desde 2007. “Ô, Gomes, não sabes fazer conta?” Sei. É que estou incluindo os dois campeonatos que o canguru realizou pela Jaguar, em 2003 e 2004. Foi a Jaguar, sucessora da Stewart, que deu origem à Red Bull. Assim, em 2007, Webber nada mais fez do que voltar à casa que defendeu nas duas temporadas seguintes à de estreia, em 2002, pela Minardi (na foto, o carrinho da época). Em 2005 e 2006, ele esteve na Williams, também.

Com Vettel, Webber partilha o telhado energético desde 2009. Formam uma boa dupla. Não são propriamente amigos, desde aquele episódio na Turquia em 2010. Mas se falam na boa, não sacaneiam um ao outro e tudo segue dentro da paz, da paz possível numa equipe de F-1.

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RED BOA

SÃO PAULO (legal, isso) - “Wings for Life” é uma entidade criada pela Red Bull em 2004 para financiar pesquisas e auxiliar pacientes em tratamento de lesões na medula. Para a corrida de Silverstone, a equipe fez uma campanha que arrecadou um milhão de euros. As pessoas tinham de doar uma graninha e, em troca, sua foto seria colocada num dos carros que vão disputar o GP da Inglaterra. Vettel e Webber vão levar, cada um, 25 mil caronas na prova deste fim de semana. Não é a primeira vez, mas é bem bacana, sempre.

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NOSSO VETTEL

SÃO PAULO (nem tudo é doce) – A história de Pedro Bianchini, garoto brasileiro que a Red Bull “adotou” quando ainda corria de kart e mal tinha saído das fraldas, é um daqueles casos enigmáticos que só o automobilismo é capaz de produzir. Um acidente na F-BMW, o rigor e as cobranças de Helmut Marko e uma sequência de azares acabaram com sua carreira.

Essa história está contada aqui, pelo Renan do Couto. Com uma desconcertante sinceridade do protagonista, Bianchini, hoje um rapaz de 20 anos em busca de novos caminhos na vida.

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O CRIADOR

SÃO PAULO – Não fosse esse moço aí da foto, talvez nunca tivéssemos conhecido Vettel. O tailandês Chaleo Yoovidhya foi o inventor da bebida que deu origem à Red Bull. Dietrich Mateschitz o conheceu numa viagem à Ásia em 1984 e tomou uma latinha de Krating Daeng, bebida que Yoovidhya tornara muito popular na Tailândia desde sua criação, lá nos anos 70. Era um barato  líquido que ajudava a acabar com o sono de trabalhadores noturnos e de caminhoneiros.

Didi achou legal para enfrentar o jet-lag e viu uma oportunidade de negócio. Propôs sociedade ao empresário para fabricar algo parecido no Ocidente. Traduziu Krating Daeng para o inglês. A expressão quer dizer touro vermelho. Mudou alguns ingredientes e em 1987 lançou a Red Bull, a bebida, na Áustria.

Deu no que deu.

Mateschitz e Yoovidhya se tornaram sócios na base 50-50 (na verdade, era 49-49 e mais 2% para o filho do criador) e ambos hoje estão na lista dos maiores bilionários do mundo da Forbes. Pois no sábado, aos 89 anos, Yoovidhya morreu na Tailândia.

Não notei nenhuma referência nos carros da Red Bull, nem alguma palavra oficial da equipe na corrida da Austrália. Posso estar sendo injusto e a Red Bull pode ter feito alguma homenagem, mas o fato é que o dono de metade daquilo tudo morreu e, pelo jeito, ninguém falou nada.

 

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