Arquivo da tag: Minardi

MAIS BADOER

SÃO PAULO (emocionante) – Nos comentários do post abaixo, o Bráulio Gerhardt colocou uma série de links sobre Badoer, e este aqui merece um post à parte. Lembram do GP da Europa de 1999, vitória de Herbert pela Stewart? A cena mais marcante daquela corrida em Nürburgring foi o abandono de Luca no fim. Estava em quarto com a Minardi, um milagre, quando seu motor Ford quebrou. E chorou. É raro piloto chorar. Badoer era um sujeito meio saidinho às vezes, mas, repito, querido por todos. Passou a vida quase toda testando, solitário. E a Ferrari deve muito ao seu trabalho.

Tags: , | 17 comentários

QUEM PAGAR LEVA

SÃO PAULO (parcela?) – Diz o site italiano 422race.com que a Toro Rosso está à venda por módicos 30 milhões de dinheiros americanos. Ano passado, de acordo com o site, esse valor de venda batia na casa dos 60 milhões. Didi das Latinhas quer vender porque a operação ficou cara, agora que a Toro não pode mais usar chassis feitos pela Red Bull. Haveria interessados: a Telmex do biliardário Carlos Slim, o consórcio Durango/Villeneuve, os sérvios da StefanGP. Aqueles, enfim, que não convenceram a FIA a abrir uma 13ª vaga no Mundial.

Dado curioso na nota publicada pelo 422race.com é que a Red Bull, em 2009, pela primeira vez vendeu menos latinhas que no ano anterior: 3,906 bilhões, contra 3,921 bilhões em 2008. Bilhões!!! Como pode tanta gente beber energéticos? Esse negócio é, realmente, um fenômeno.

A Toro Rosso, para quem não se lembra, é a velha e boa Minardi, de tão saudosa memória. O time ainda corre sob bandeira italiana e mantém suas instalações em Faenza, onde comi uma das melhores pastas com trufas da minha vida. Vou tentar lembrar o nome do restaurante.

Tags: , , | 37 comentários

MINARDI, 25

SÃO PAULO (boa lembrança) – O blogueiro Pedro Medeiros não deixou a data passar em branco. Na semana passada, dia 7, fez 25 anos da estreia da querida Minardi na F-1. Foi no GP do Brasil de 1985 com um único carro, de Pierluigi Martini. “Éramos 10 pessoas em Jacarepaguá”, lembra Gian Carlo Minardi em texto publicado neste site aqui, em italiano. “A Lotus estreou na F-1 neste ano com 68 pessoas nos boxes”, compara o simpático dono de revenda de caminhões que tem no automobilismo sua grande paixão.

A Minardi existiu com esse nome até a temporada de 2005, quando foi vendida para a Red Bull e virou Toro Rosso. Foram 340 GPs disputados e 38 pontinhos marcados, suados e muito comemorados. O melhor ano foi em 1991, sétima colocada no Mundial.

Nos seus últimos tempos, o time foi conduzido pelo australiano Paul Stoddart, que comprou a esquadra de Faenza no começo de 2001. E manteve o nome, numa justíssima homenagem à história minardiana.

Nesses anos todos, lembro de uma passagem ótima, num GP da França, acho que em 2003. Chovia, e naquele ano o treino de sexta valia para a formação do grid — um sistema meio complicado que previa que o primeiro treino determinava ordem de entrada na pista no dia seguinte, algo assim. No fim da sessão a pista secou e os pilotos da Minardi, Jos Verstappen e Justin Wilson, conseguiram aproveitar os últimos segundos da sessão para virar tempos melhores do que todos, com pneus “secos”.

Ficaram em primeiro e segundo, mas Wilson perdeu seu tempo porque o carro estava 2,5 kg abaixo do peso, já que os pneus de chuva pesavam mais, e com os secos a equipe esqueceu de colocar um pequeno lastro. Foi um dia de cinderela para a Minardi, de qualquer forma, que fechou a sexta com o primeiro lugar, de Verstappen.

Foi uma festa nos boxes. De todas as equipes, diga-se.

A foto abaixo é de Martini em 1985, em Spa. Não encontrei nenhuma do Rio naquele ano. Mas o blogueiro Felipe Antunis achou, e está aqui. Fica a homenagem a um dos times mais legais de todos os tempos. Aquele que, como dizia Stoddart, garantia o salário de todo mundo das outras equipes. “Alguém precisa ficar em último”, ele me disse num almoço na Alemanha. “E se não formos nós, o que esses caras da Toyota vão dizer aos seus chefes, gastando o que gastam?”

Era a mais pura verdade.

Tags: , , | 43 comentários

FRACOS & COMPRIMIDOS

PEQUENO LUGAR (depende de onde olha) – A colúnica Warm Up de hoje é sobre as dificuldades que as novas equipes enfrentam para disputar o Mundial. Corre-se o risco de criação de uma turma de “Minardis”, que apenas enchem o grid, com todo o respeito que merece o simpático time de Faenza. Para ler, é só clicar aqui. Para comentar, é aqui mesmo, não precisa clicar nada.

Tags: | 23 comentários

FOTO DO DIA

Luca Badoer em 1995 no GP da Itália, em Monza, pela Minardi. A foto foi enviada pelo Humberto Corradi. Luca disputou sua última corrida em 1999, no Japão. Domingo, larga com a Ferrari em Valência.

Tags: , , | 24 comentários

MEUS VELHOS PAPÉIS

SÃO PAULO (andavam esquecidos) – Está fazendo dez anos do GP do Canadá de 1999. Fez, aliás. Essa papeleta é de mais uma equipe extinta, a Minardi. Eles eram duros, então os press-releases eram distribuídos em cópias xerox em preto e branco, mesmo. O comunicado ao lado é do dia 12 de junho, treino de classificação em Montreal — pista “extinta”, também, ao menos para a F-1.

Corriam pelo time que hoje é a Toro Rosso Marc Gené e Luca Badoer. Curiosamente, os dois hoje são empregados da Ferrari, nas funções de pilotos de testes que não testam. Badoer ficou em 21º no grid. Gené, em 22º. Nenhum dos dois tinha muito a dizer na última fila do grid, que teve Michael Schumacher na pole com 1min19s298.

Três brasileiros largaram no dia seguinte: Barrichello em quinto no grid com a Stewart (o primeiro “não-Ferrari” e “não-McLaren”), mais Ricardo Zonta pela BAR e Pedro Paulo Diniz pela Sauber. Dos que ainda estão em atividade, além de Barrichello, estavam naquele grid Fisichella, de Benetton, e Trulli, de Prost.

Ao final da prova, dos brasileiros, só Diniz terminou, num bom sexto lugar, marcando um ponto. Zonta rodou na terceira volta e Barrichello abandonou na 15ª com  problemas de direção. Venceu Mika Hakkinen, da McLaren. Gené terminou em oitavo e Badoer, em 11º. Se fosse hoje, o espanhol marcaria um ponto… Fisichella e Irvine completaram o pódio.

Tags: , , , | 12 comentários

Minardi rides again

SÃO PAULO (tudo volta) – Deu agora há pouco no Grande Prêmio: Paul Stoddart volta à F-1 em 2008. Com o nome Minardi, sobre o qual manteve os direitos. E tem os carros do ano passado, também.

Paul é um apaixonado por F-1 e por isso voltará. Como uma espécie de neo-garagista, incapaz de ficar afastado de seu ópio. Tudo bom, tudo bem.

Gozado que essas idas e vindas vão mesmo é embaralhar os estatísticos. Senão, vejamos: a equipe de Button e Barrichello ainda busca sua primeira vitória? Aos que responderam sim, erraram. A Honda já ganhou, 40 anos atrás. A BAR é que nunca venceu. Mas a BAR não existe mais. Para todos os efeitos, passou pela F-1 de 1999 a 2005 sem ganhar nada. O time é o mesmo? Sim, claro: sede, pessoal, endereço, fábrica, CEP, telefone. É o mesmo mas não é o mesmo, entenderam?

E essa nova Minardi? Será a continuação da saga de Giancarlo? Bem, o nome será o mesmo. Mas o dono, a fábrica, o pessoal… Hoje, que eu saiba, a estrutura de Faenza e a turma que trabalhava na Minardi está na Toro Rosso.

E essa BMW Sauber? Estatisticamente continua valendo para a Sauber o que essa nova equipe conseguir? Afinal, está no mesmo endereço, tem o mesmo pessoal, o mesmo telefone, até parte do nome foi mantida.

Eu sei que virou uma zona.

Tags: , | 35 comentários

Acabou mesmo

“O sol nasce para os justos”. Essa frase, segundo um internauta que me mandou um e-mail algumas semanas atrás, estava estampada no antigo site da Minardi. Bem, hoje tive a curiosidade de bater o olho e procurar. Mas a tentativa foi em vão. O site da Minardi já não existe mais. O endereço é redirecionado para o da Red Bull. Varreram a Minardi do mapa, inclusive do mapa virtual. Tentei Toro Rosso, também. Cai no mesmo lugar. Ciao, Minardi. Mas para não passar em branco, uma pequena homenagem: o carrinho de 1993 que fez um quarto lugar com o Christian Fittipaldi em Kyalami. Projeto de Aldo Costa e Gustav Brunner. Não era um carro risível, longe disso.

Tags: , | 16 comentários