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FOTO DO DIA

Maldonado, ainda na GP2, ao lado de Hugo Chávez, a quem chamou de “herói” hoje, em nota sobre a morte do presidente venezuelano.

pastorchavez

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A Williams até que tenta, mas ainda está a léguas de usar a internet como fazem, por exemplo, Lotus e Red Bull. Tão cafoninha esse vídeo aí de um “duelo” entre Bottas e Maldonado…

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#APONTAESTUDO

SÃO PAULO (aos carros!) – Pastor Maldonado, em um ano e meio de carreira, já sofreu 17 punições. O estudo é do impagável Fernando Silva, no Grande Prêmio. Como se dizia antigamente no Twitter (sim, já tem “antigamente” para tuitadas), “significa”.

Dessas 17, apenas três foram por motivos fora de seu controle, como trocas de motor e/ou câmbio. As demais foram por bobagens diversas. Deve ficar na mira da FIA. Talvez um gancho seja educativo. Como será com Grosjean, que vai voltar calminho depois de Monza, podem ter certeza.

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Começo a achar que pilotos que fazem coisas como essas nas categorias menores não deveriam receber superlicença. Maldonado em dois atos: com bandeira vermelha na World Series by Renault (2009), primeiro, e na com Grosjean na GP2 (2010), em seguida.

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PIMBA (2)

SÃO PAULO (afe) – Agora, vexame mesmo, foi de Maldonado. Até na rua? Pelamor… Foi numa exibição em Caracas. Depois disso Frank Williams disse que não tem pressa para definir os pilotos de 2013.

Faz sentido.

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FUTURO INCERTO

SÃO PAULO (pode se mexer) – A Williams anunciou hoje que o austríaco Toto Wolff vai assumir uma função de diretor-executivo em Grove. A notícia poderia passar despercebida, e não teria maior importância, não fosse Wolff, entre outras coisas, gestor da carreira de Valtteri Bottas.

Wolff, 40 anos, foi piloto. Hoje, atua no mercado financeiro, investe em empresas de tecnologia, é um jovem milionário e, desde 2009, tem 16% das ações da Williams. Ou seja: faz xixi de porta aberta na fábrica.

Bottas tem patrocínio pessoal do conglomerado finlandês Wihuri, que emprega 5 mil pessoas e no ano passado faturou 1,7 bilhão de euros. Desde 2010 é vinculado à Williams e, neste ano, tem feito os primeiros treinos livres de sexta-feira com o carro de Bruno Senna. Recebe, todas as semanas, muitos elogios públicos de seus chefes. Ao final da temporada, terá no currículo pelo menos uma hora e meia de prática num F-1 em todos os circuitos que fazem parte do calendário.

Maldonado, o primeiro piloto do time, tem patrocínio da PDVSA, que no ano passado despejou na conta da Williams nada menos do que 29,4 milhões de libras, o que dá pouco mais de 45 milhões de dólares. Para quem duvida, o recibo está aqui. Pastor pode murchar os pneus da cadeira de rodas de Frank Williams que não será demitido. De quebra, ainda ganha corrida, como fez em Barcelona. O time, com o venezuelano, está no lucro. Ele só sai para suceder Chávez na presidência de seu país.

Diante deste quadro, alguém duvida que Bottas será titular no ano que vem?

Por isso, Bruno Senna precisa começar a se preocupar com o futuro. O brasileiro não tem sido um bom piloto em seu terceiro ano de F-1. Teve alguns brilharecos no ano passado com a Renault, agora Lotus, e nesta temporada fez corridas boas na Malásia e na China. Em classificações, tem sido batido com frequência por Maldonado — o placar é de 8 a 2, salvo engano. A seguir nesse ritmo, dispensá-lo no final do ano não será tarefa difícil para a Williams.

Cabe ao primeiro-sobrinho, na segunda metade do campeonato, fazer com que, pelo menos, uma dispensa pareça injusta. Isso ele só vai conseguir com bons resultados. Algo que, eventualmente, pode lhe abrir algumas portas para 2013. Caso contrário, a substituição pelo finlandês será recebida com a maior naturalidade do mundo.

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Duro não é ganhar uma corrida. Duro mesmo é ganhar um troféu tão feio… A foto foi postada pelo Pastor Maldonado em sua conta no Twitter.

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¡PATRIA, SOCIALISMO O MUERTE!

SÃO PAULO (sensacional) – Eu abomino, via de regra, a mistura de patriotismo com esporte. Neste mundo mercantilista que estimula o individualismo e tem como cláusulas pétreas aquelas que fazem parte das sagradas Leis de Mercado, este deus invisível e inatacácel, a maioria das manifestações patrióticas que partem de atletas resvala na demagogia barata.

Patriotismo de verdade não é só aquela babaquice de levantar a bandeira do país para fazer média. Num país como o Brasil, então, o verdadeiro amor à pátria é algo quase extinto, porque talvez nunca tenha havido na nossa história um real sentimento de pátria, de unidade, de querer o bem para todos, sem exceção.

Sejamos sinceros. Um dos esportes nacionais do brasileiro, principalmente o de classe média, é malhar o próprio país, falar mal de tudo e de todos, jogar a culpa de nossas mazelas nos outros, cuidar do próprio umbigo, para dizer só de vez em quando que adora o Brasil, que não existe lugar no mundo como esta terra abençoada etc. E isso, em geral, se diz no Carnaval e nas Copas do Mundo. Ou quando se está terminando uma viagem à Disney ou à Europa, ah, que saudade daquele feijãozinho, de um churrasquinho, de uma brahminha…

Patriotismo de Copa do Mundo em mim não cola, e é esse o que se pratica no Brasil. Portanto, desprezo e ignoro. Não é à toa que entre atletas de países desenvolvidos essas manifestações são bem mais raras, eles sabem separar bem as coisas, compreendem que suas vitórias são, na maioria das vezes, individuais, pessoais, particulares, nada têm a ver com remotos projetos de pátria que foram elaborados ao longo de séculos e estão hoje consolidados, e que cada um trate de fazer o melhor para que as coisas continuem funcionando bem.

Essa coisa sentimentalóide é própria de países mais pobres, que aflora nos raros sucessos que essas nações conseguem lograr diante dos mais fortes e poderosos. Compreensível, pois. Mas, ainda assim, via de regra, acho que a mistura esporte-patriotismo deve ser evitada sempre que possível.

Minhas convicções, no entanto, derretem quando vejo atletas cubanos, jamaicanos, africanos em geral, ou ainda das pequenas repúblicas da ex-URSS, ou da América Central, ou da América do Sul, se emocionarem verdade quando conquistam alguma coisa. Afinal, é a vitória sobre o poderoso, o explorador, o colonizador, o opressor, sim, o discurso é meio panfletário, mas é assim mesmo que são as coisas: os pequenos veem os grandes como seus algozes.

Digo tudo isso para justificar minha emoção ao ver o vídeo acima, enviado pelo impagável Dú Cardim. É de setembro de 2010, quando Maldonado corria na GP2.

Pensem o que quiserem. Mas, para mim, Pastor é um revolucionário autêntico, verdadeiro e sincero. Por isso foi tão legal vê-lo ganhar uma corrida de F-1.

PS: e apesar de tudo, todos notaram que Maldonado era o equilíbrio em pessoa no pódio de Barcelona, sem nenhuma reação extremada, sem estrebuchar em lágrimas. Sem misturar as coisas, como deve ser. Há palcos e palcos para manifestar patriotismo. O do vídeo acima é um deles, uma cerimônia em seu país, para celebrar a política esportiva do Estado. Na Espanha, Maldonado estava feliz por poder devolver à Venezuela (leia-se PDVSA) aquilo que ela deu a ele. Mas sabia, igualmente, o tamanho de seus próprios méritos. E que o pódio de um GP de F-1 não é um palanque. Eu, no seu lugar, subiria de boina vermelha…

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Genial, nosso Bruno Mantovani com seus Pilotoons.

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FOTO DO DIA

Me mandaram por e-mail, estava num blog checo com várias outras fotos do incêndio. Acho que veio do Twitter oficial da F-1, originalmente. O garoto é parente de Maldonado, ao que parece. Primo ou sobrinho, não está muito claro. Que domingo, putz…

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HISPÂNICAS (4)

SÃO PAULO (viva la Revolución!) – Não foi o rei da Espanha que mandou Hugo Chávez se calar? O mundo dá voltas. Assim, foi em Barcelona que um chavista de quatro costados calou a Espanha. Toma! Chupa!

OK, estou politizando a corrida. Mas é quase impossível passar ao largo de algumas questões políticas quando se trata de uma vitória como a de Maldonado hoje em Barcelona. Afinal, Pastor é fruto direto de uma política de Estado da Venezuela, a de apoiar pilotos em várias categorias pelo mundo através da PDVSA, sua estatal petrolífera.

Pode-se achar certo ou errado, pode-se, e deve-se, discutir até onde é razoável a destinação de verbas ao esporte em países pobres, mas o fato é que está dando certo. E o grande resultado veio antes do que se previa. Maldonado está apenas em sua segunda temporada na F-1. E conquistou uma vitória daquelas, levando a bandeira de seu país e a alma bolivariana ao céu. É legal ver uma nação como a Venezuela ter do quê se orgulhar mundialmente. Os caras sofrem bullying econômico e político dos EUA, são tratados como uma excentricidade “do mal” pela patética imprensa do maior país da América do Sul, o Brasil, recebem a indiferença e a soberba dos colonizadores europeus, e a vida lá não é fácil, não.

Eu, sinceramente, achava que Maldonado não chegaria nem no pódio. Errei feio, ainda bem. Ganhou com autoridade, perdeu a ponta apenas na largada e após um pit stop, e no fim soube se sustentar à frente de Alonso, apesar das insinuações de pressão por parte do asturiano.

O ritmo de corrida da Williams foi surpreendente. E foi muito legal ver a equipe voltar a vencer depois de quase oito anos. A última vitória foi de outro sul-americano, Montoya, no GP do Brasil de 2004.

Os pneus foram uma das chaves da corrida, e foram os duros os que mais agradaram, por incrível que pareça. Quem guardou macios no sábado, comprometendo o grid para se dar bem no domingo, deve ter se arrependido. Nem precisava, afinal. De qualquer forma, era importante administrar o gasto da borracha o tempo todo e até o fim, sempre no limite, sem  muita margem de erro. Vejam Alonso: terminou 0s6 à frente de Raikkonen, o terceiro. Porque ficou sem pneus no fim. Mais 100 metros de pista e teria perdido o segundo lugar.

Foi uma bela prova, com algumas atuações destacadíssimas. Vettel, por exemplo, parou quatro vezes nos boxes (foi punido bestamente por não tirar o pé numa bandeira amarela), trocou o bico, foi para trás, voltou para a frente, passou uma porrada de gente e chegou em sexto. Pouco? O bastante para seguir na liderança do Mundial, com 61 pontos. Ao lado de… Alonso!

Não é inacreditável esse Alonso? Um fodón, mesmo. Quase ganhou hoje. Tem ajudado o fato de McLaren e Red Bull se atrapalharem mais do que o habitual. Hamilton, por exemplo, seria o maior favorito à vitória se largasse na pole. Mas a equipe cagou no negócio da gasolina e ele teve de largar em último. Chegou em oitavo. Já Button fez uma prova apagadíssima e terminou em nono. Foi um dos piores finais de semana dele desde que chegou à McLaren. Precisa reagir. Entre os rubrotaurinos, acho que fizeram todas as apostas erradas no sábado. E a Mercedes, que tem andado na frente da Ferrari, não brilhou desta vez com Rosberg e viu Schumacher bater em Bruno Senna num lance meio confuso sobre o qual falo daqui a pouco.

Mas voltando aos destaques, como não mencionar o próprio Hamilton, que veio veio babando lá de trás? E Kobayashi com suas ultrapassagens impossíveis?

E tem a Lotus, que vai bem, obrigado, mas acabou decepcionando um tiquinho. OK, terceiro e quarto, legal, mas… Mas dava para ganhar, não dava? Se o Maldonado é capaz de vencer com uma desacreditada Williams, por que não a Lotus?

Porque, hoje, apostou errado. Optou por um ritmo contido no início da prova para atacar no final, quando o time esperava que Williams e Ferrari fizessem uma quarta parada. Até precisariam, porque Pastor e Fernando terminaram a corrida com pneus em frangalhos. Mas àquela altura, com a distância que tinham em relação a Kimi, não iriam fazer mais um pit stop nem sob a mira de tanques da OTAN.

Enfim, um enorme parabéns a Maldonado e à Venezuela. Daqui a pouco volto para mais umas cascatas.

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HISPÂNICAS (3)

SÃO PAULO (rápido, não?) – Não precisam esquecer tudo que escrevi abaixo, só uma parte. Aliás, nem vou emendar. Mas acho que todos estão sabendo que Maldonado herdou a pole de Hamilton, que ficou sem gasolina ao fim do treino. Eu não tinha reparado, mas lá no autódromo o Dyonysyo Pyerotty me alertou. Não dei muita bola. Aí, ahorita mismo, a FIA mandou o inglês para o fim do pelotão. Ele teria de levar o carro até os boxes, e ainda precisaria de um litrinho de gasosa para análise.

Dançou, neném.

Assim, a Venezuela parte na pole pela primeira vez na história da humanidade. Hugo Chávez acaba de reservar um horário extra para o “JN” de hoje. E é sensacional. Aliás, a Williams foi protagonista de outra pole esquisita recentemente, com Hülkenberg em Interlagos/2010, lembram?

Apenas quatro países da nossa muy hermosa América del Sur têm a honra de colocar pilotos na pole da F-1: Brasil, Argentina, Colômbia e, agora, a República Bolivariana da Venezuela.

Claro que Hamilton, largando em último, deixa de ser o favorito à vitória. Agora, acho que fica mesmo com Raikkonen. E Pastor, meu querido, lute pelo pódio. Vai ser bem bonito e um presentão de 70 anos ao velho Frank.

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ATÉ A WILLIAMS…

SÃO PAULO (semana decisiva) – Não bastasse o vexame do fim de semana inteiro, especialmente no sábado, a Ferrari ainda tem de aguentar o escárnio, agora. E não dos rivais diretos — ou ex-rivais, porque Red Bull e McLaren estão bem na frente, Mercedes e Lotus idem. Quem andou tirando uma dos vermelhos de Maranello foi Pastor Maldonado, da Williams. “Nosso carro é mais rápido que a Ferrari”, disse o bolivariano.

E é mesmo. Ontem, Pastor deu uma canseira em Alonso nas voltas finais que só não resultou em uma ultrapassagem porque quem estava à frente era alguém como El Fodón de las Astúrias. O próprio Alonso disse que foi um alívio quando viu Maldonado bater. “Foi uma pena para ele, mas pelo menos deu para respirar.”

É derrota demais, não?

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O DIA DA WILLIAMS

SÃO PAULO (a ver) – Do mesmo jeito que ontem se falou animadamente da Force India, seria o caso de exaltar a Williams hoje, não? Afinal, Maldonado fechou o terceiro dia de testes de Barcelona na frente. Com pneus supermacios, como Hülkenberg na quarta-feira de Cinzas. Mas não sei se é o caso, não. A Williams vinha andando do meio para trás, enquanto os forceindianos têm tido um desempenho mais consistente desde Jerez. E anos atrás, não lembro exatamente quando, mas não faz muito tempo, a Williams andou trapaceando em pré-temporada, fazendo tempos assombrosos com carro abaixo do peso, ou algo assim. Coisa para enganar patrocinadores e ludibriar o público.

Assim, falta credibilidade. Por isso, esse tempo do Maldonado hoje tende a ser menos significativo que o do poderoso Hülk ontem. Mas, pelo menos, é um sinal de vida do time. Acho. O resto da turma que importa ficou, de novo, simulando corrida com longas sequências de voltas. A Ferrari teve problemas técnicos com Massa, não-especificados pelo time, e não anda muito animada.

Amanhã termina a bateria desta semana em Barcelona. Depois, de 1 a 4 de março volta todo mundo a andar na mesma pista. E, depois, dia 16 em Melbourne para a abertura dos treinos para o GP da Austrália. A Lotus, que pulou fora ao detectar problemas estruturais em seus carros, vai pedir uma sessãozinha extra em Silverstone. As outras equipes precisam aprovar.

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DENTRO

SÃO PAULO (falta pouco) – Enquanto isso, a Williams confirmou a permanência de Maldonado, o que não é exatamente uma surpresa. Aqui mesmo neste blog a gente publicou o contrato da equipe com a PDVSA. A empresa tem, por cinco anos, o direito de escolher quem guia para a Williams. É a grande fonte de renda do time atualmente. Valtteri Bottas (predestinado, diria José Simão) será o piloto-reserva. O comunicado da Williams nada fala sobre Barrichello. Que aparentemente tem nessa vaga sua única chance de permanecer na categoria.

Rubens segue atrás de patrocínio, e assim como ele baterão à porta de Frank Williams os pilotos que forem preteridos pela Lotus. No caso, como diria aquela atendente de telemarketing, vamos estar esperando os currículos de Senninha, ou Petrov, ou Sutil, ou Grosjean.

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CHUTOU O BALDE

SÃO PAULO (com razão) - Rubens Barrichello, em entrevista na Itália, deu um bico no balde da Williams. Com meros quatro pontos no Mundial, sem conseguir chegar ao Q3 nenhuma vez no ano, o veterano brasileiro, que ainda não renovou seu contrato, escancarou sua insatisfação com o time. Que é fraco, mesmo. Uma ex-grande, com parcas perspectivas de melhora no ano que vem. Vai trocar o motor Cosworth pelo Renault, o que não quer dizer muito (é só ver a Lotus verde, que fez o mesmo neste ano e continua lá atrás, apenas um tiquinho melhor que Hispania e Virgin). E está renovando seu corpo técnico sem estrelas ou loucuras financeiras, até porque a grana é curta. Vai seguir igual.

Rubens, ainda segundo a imprensa europeia, diz não saber se quer continuar, desse jeito. Talvez não seja nem uma opção. Sendo honesto, Barrichello pode ter a bagagem que tiver, mas não está nas suas mãos a decisão de ficar. A Williams é que vai escolher quem corre no segundo carro em 2012, porque o primeiro é de Maldonado, ou de quem a PDVSA indicar. Ah, antes que comecem a esbravejar, os ordinais “primeiro” e “segundo” na frase anterior se referem ao carro, não ao status de cada piloto. E se quiser dispensar Barrichello, dispensa.

Vai perder muito? De novo, sendo muito honesto, não. Claro que Rubens, com sua experiência e motivação, ajuda. Mas não depende dele transformar a Williams numa equipe vencedora. E quando começa a expor seu desagrado publicamente, passa a atrapalhar. O clima não fica legal. Daí que nomes começam a surgir no horizonte, sendo o de Hülkenberg o mais forte. Até porque o alemão já correu lá e foi o responsável pelo solitário brilhareco da Williams nos últimos anos, a pole em Interlagos na temporada passada.

O poderoso Hulk custa menos que Barrichello, é novinho e pode até ajudar nas finanças se sair atrás de patrocinadores na Alemanha. Rubens há anos não leva dinheiro para lugar algum. É bem remunerado e não tem patrocinadores brasileiros. É um funcionário que pesa na folha de pagamento.

Mais uma vez sendo muito honesto, Barrichello não é exatamente um bom negócio para o atual momento da Williams. Suas qualidades, que não são poucas, representam pouco na conta final quando se trata de avaliar investimento e resultados. A história de custo/benefício. O custo está ganhando.

Vão dizer que estou aposentando o piloto, mas não se trata disso. Trata-se de olhar para a situação com o distanciamento necessário, algo que a imprensa brasileira geralmente não tem quando fala de “nossos” atletas. A carreira de Barrichello, bom piloto, de currículo sólido e respeitável, está chegando ao fim. A questão relativa ao seu futuro se resume a: quem quer/precisa de um piloto como Barrichello?

Hoje, acho que ninguém. Porque a fila anda, é assim e pronto.

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QUANTO VALE A VAGA

SÃO PAULO (interessante) - Você já viu um contrato de F-1? Conhece os termos, valores? Pois meu hermano Octavio Estrada, da Venezuela, mandou este link aqui com o contrato integral entre a PDVSA e a Williams. O acordo é de cinco anos e prevê que a estatal venezuelana indicará um dos pilotos do time até o final. Maldonado é o da vez, mas nada impede que a empresa mude o indicado. O valor inicial é de 20 milhões de libras anuais, e vai aumentando ano a ano. Pode ser mais, também, dependendo do espaço ocupado no carro. Vale a pena dar uma olhada.

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SÃO PAULO (falta uma) – A Williams confirmou hoje Pastor Maldonado como companheiro de Barrichello em 2011, como a Revista Warm Up antecipou em outubro, em sua edição #7. Campeão da GP2, o venezuelano injeta uma boa grana no time, oriunda do petróleo de seu país via PDVSA.Nos últimos meses, a turma do Grande Prêmio publicou em primeira mão três informações importantes: a contratação de Maldonado, a compra da Virgin pela Marussia e o acerto de Bruno Senna com a Lotus.

Falta confirmar a última, mas pode ser que este que vos bloga tenha dado um tiro n’água, o que acontece com frequência, diga-se. Isso porque na lista de inscritos que a FIA divulgou ontem a Lotus aparece com Kovalainen e Trulli.

Mas vamos aguardar um pouco, é sempre prudente. Até porque o futuro do primeiro-sobrinho, neste cenário de Lotus definida, parece ser sombrio na F-1 — tomara que não seja, porque 2010 não foi um ano que tenha nos oferecido a chance de avaliar sua capacidade como piloto. Depois, porque as fontes eram (e são) muito boas.

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OS GAROTOS

SÃO PAULO (que coisa) – Daniel Ricciardo, que apesar do nome é australiano, foi o mais rápido hoje no primeiro dia dos testes de estreantes em Abu Dhabi. Seu tempo, 1min39s616, foi apenas 0s222 pior que o da pole de Vettel no sábado, como lembra o indigitado Fábio Seixas em seu blog.

O que chamou a atenção foi o desempenho de Pastor Maldonado, andando com a Hispania. O venezuelano, que será piloto da Williams no ano que vem, aproveitou a deixa para ter sua primeira experiência com um F-1 no time que, por sua vez, anunciou há alguns dias uma parceria técnica com a própria Williams. Parceria que pode não dar em nada porque a Hispania tem seu futuro bastante comprometido. Curioso é que foi o primeiro teste da história da equipe, que estreou no Bahrein sem um quilômetro rodado sequer.

Mas eu dizia que seu tempo chamou a atenção porque ele virou a melhor volta em 1min43s750, contra 1min45s085 de Bruno Senna na classificação de três dias atrás. É muita diferença. Explicações? Difícil acreditar que o cara é bom o bastante para sentar no carro e de imediato virar quase 1s5 mais rápido que alguém que correu a temporada toda. Os bons tempos da molecada, Ricciardo, especialmente, indicam que as equipes podem não ter sido lá muito rigorosas com algumas exigências do regulamento. Peso mínimo, por exemplo. Em testes, meio que vale tudo.

Em todo caso, sigamos estes treinos com atenção. Afinal, são garotos que, em breve, podem estar assumindo lugares importantes nos próximos anos. E como a F-1 proíbe testes durante a temporada, essa é a chance que cada um deles tentará agarrar de todas as formas. Uns estão pagando para andar. Outros são apostas de certos times e/ou patrocinadores. A Ferrari, por exemplo, investe forte nesse francês Jules Bianchi, que andou mal hoje. A Renault enfiou um russo no cockpit.

Detalhe: estão todos ainda com pneus Bridgestone. Amanhã a petizada anda de novo. Depois, um dia de folga e na sexta e sábado entra a Pirelli em campo. Aí, sem estreantes. Mas nem todos os titulares de 2010 vão andar.

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RESSACA (1)

SÃO PAULO (hoje é aniversário das Casas Bahia) - Bom dia, macacada. Hülkenberg deu suas primeiras entrevistas como ex-piloto da Williams. Falta, agora, a equipe confirmar oficialmente Pastor Maldonado como companheiro de Barrichello em 2011. A Revista Warm Up já contou essa história há semanas. Hülkenberg merece um lugarzinho na F-1. Não é nada de excepcional, mas fez um bom campeonato, conseguiu uma pole, está pronto. Não sei onde, porém. Na Hispania? A coisa anda feia por lá. Saiba por que no próximo post.

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