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COLEÇÃO NOVA

SÃO PAULO (grandes merdinhas…) – Tudo começou na quinta-feira à noite. Estava no ar na rádio quando o colega Marcelo Di Lallo falou sobre o Campeonato Gaúcho e citou dois times que têm nomes espetaculares: Cerâmica e Avenida. E me mostrou a linda camisa do Cerâmica na internet: preta, com duas listras verticais, uma verde e uma amarela.

Comentei no Twitter, e muitos dos meus seguidores (é horrível a palavra, mas vá lá) de todo o Brasil começaram a falar sobre as camisas dos times de suas cidades. E alguns ofereceram-se para enviá-las para mim. Como sou pidão, claro que aceitei. No fim da noite, eram mais de 50 “merdinhas”, como chamo carinhosamente a turma do Twitter, prometendo mandar camisas de times do país inteiro. Nada dos ditos grandes. Só aqueles que fazem parte daquilo que chamo de “futebol de verdade”.

Pois hoje chegaram as quatro primeiras. E como prometi aos tuiteiros, aí vão as primeiras fotos. O Alexandre Faraco mandou a do Londrina, grande Tubarão do norte do Paraná. O Mário Caporicci enviou a bela camiseta azul e branca do glorioso Esportivo de Bento Gonçalves. E o Moacyr Lopes Santos, na falta de uma, mandou as duas do Uberaba Sport Club, o Colorado mineiro.

Não tem jeito. Nasceu uma nova coleção… Nem preciso dizer como é legal esse retorno dos leitores/seguidores/blogueiros/internautas. Podem continuar mandando que vou publicando as fotos aqui!

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EL GRAN LARGADOR

SÃO PAULO (um raio) – No vídeo do Alexandre Chaud, não sei se na primeira ou na segunda corrida de Londrina (eu deveria lembrar, porque não cortei a chicane nas duas…), mais uma demonstração de habilidade, astúcia, ousadia, coragem, atrevimento, velocidade, controle, frieza e perspicácia do Meianov.

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AULINHA

SÃO PAULO (semana cheia) – Doze minutinhos com o Meianov sendo caçado implacavelmente pelo Passat do Mário Bove sábado em Londrina. E a melhor largada do mundo de camarote… Notem pela janelinha que mostra as luzes vermelhas se acendendo e apagando que o Ladinha sai até um pouquinho atrasado.

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FOTOS, FOTOS, FOTOS!

SÃO PAULO (quando é a próxima?) – O Rodrigo Ruiz e o Tarso Marques (que não é aquele) já colocaram todas as fotos da nossa aventura em Londrina no fim de semana. Para saber tudo que aconteceu nos três dias, é só clicar aqui e ver os quatro álbuns (sexta, sábado, domingo e bastidores). Para variar, trabalho de primeiríssima da dupla. Escolhi uma foto a esmo, só para ilustrar a nota.

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SUPERLARGADA

SÃO PAULO (impressionante) – Vídeos de cinegrafistas amadores tomados em Londrina nas nossas duas corridas da Classic Cup estão ajudando a tirar qualquer dúvida sobre as calúnias e difamações espalhadas pelos decadentes Marcelo Giordano e Rogério Tranjan a respeito das largadas do Meianov. As imagens acima comprovam que na primeira bateria o que houve foi uma reação estupenda do piloto, calculada em 0s00004 pelos computadores e ampulhetas da TAG-Heuer. Não tenho culpa se largo bem. Reparem aos 31s do vídeo, do lado esquerdo do parabrisa do Meianov, que o reflexo das cinco luzes vermelhas desaparece e o automóvel parte imediatamente. Pelo som claro e cristalino do vídeo, percebe-se igualmente que o pole-position Antonio Chambel largou aos 24s. Ele sim, ao que parece, antecipou-se ao apagar das luzes.

Depois deste vídeo eslcarecedor, considero encerradas as discussões sobre o tema. E sugiro aos decadentes Tranjan e Giordano que procurem oftalmologistas ou geriatras.

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BYE, LONDRINA

LONDRINA (até o ano que vem) – E terminou o 5° GP do Café, nossa etapa londrinense da Classic Cup. Vimos aqui desde 2007 e é sempre muito gostoso. Risadas a granel e mentiras de pilotos a torto e direito. O único que conta a verdade dos fatos sou eu.

E a verdade dos fatos é esse belo troféu aí embaixo. Algo que nem o carcamano Marcelo Giordano, meu companheiro de equipe, nem o prolixo Rogério Tranjan, meu adversário, conseguiram. Para variar.

Aqui é importante que se diga. Na minha equipe, a LF, é cada vez mais clara minha posição de primeiro piloto. Afinal, sou eu quem traz resultados. OK, um de nossos novatos, o João Peixoto, venceu a prova hoje na geral. E levou o título na soma das duas baterias. Mas ele é novato, está chegando agora, deu sorte e recebe tratamento privilegiado, como isopor exclusivo para seus gatorades.

Decadente, Giordano sequer largou. Houve um problema na rosca, algo assim. “Giordano com problema na rosca” era o que dizia o press-release de nossa assessoria de imprensa. Procurei não entrar em detalhes. Soube que tudo estava funcionando perfeitamente em seu equipamento, como o rádio, o Turíbio (não sei o que faz esse dispositivo, mas ele tem esse negócio), o Red Hot Chilly Laps, a câmera Go, Speed, Go, as merdas todas que ele coloca no carro. Menos o carro, por causa dessa rosca. Problema dele. Um a menos para passar.

Tranjan, por sua vez, piloto da pequenina Rosinha-Gaydarji, uma espécie de Hispania de nossa categoria, estava radiante porque finalmente seu carro conseguiu se deslocar do box para o grid. O dono da equipe ajoelhou-se no pitlane e ergueu as mãos para o céu. A cena me comoveu, mas percebi pessoas em torno espantadas com o gesto messiânico.

Larguei em 15° na geral, pole na minha categoria, de “Carros do Leste com Estrela Vermelha”. Como de hábito, parti de forma extraordinária, deixando todos no autódromo boquiabertos. Ultrapassei uns quatro ou doze carros, por aí, chegando na primeira chicane em primeiro ou segundo, aparentemente. Tive de cortá-la, inclusive, porque Giordano me espremeu. Sim, eu sei que ele nem largou, mas pilotos como eu chamam todos os outros de “giordanos”, assim como Mané Garrincha chamava seus marcadores de “joões”.

Tive uma boa disputa com dois Passats, um chegou na minha frente, outro atrás, mas o momento mais surpreendente da prova para mim foi ser ultrapassado por Tranjan. Algo inesperado e suspeito. Depois descobri, pela telemetria, que naquele exato momento meu carro estava com apenas um cilindro funcionando. Os mafiosos da Brandini se mandaram lá na frente com métodos espúrios, como sempre. Seus carros, com pinturas novas, ficaram irreconhecíveis. Por isso preferi não ultrapassar nenhum deles, com medo de represálias.

A partir da 14ª volta tive um problema prosaico, cabo do acelerador enroscando, travava a bagaça, tive de controlar meus impulsos e meus tempos de volta, previstos para aquela altura para chegar à casa de 1min18s, caíram para 1min43s. Aí foi só esperar a bandeirada. Minha melhor volta foi registrada pelos satélites da KGB em 1min38s944. Ontem foi melhor no cronômetro, mas pior na posição final.

Terminamos, eu e Meianov, em 11° na geral, o que nos garantiu o troféu “Most Valuable Eleventh Place for Blond and Blue Eyed Drivers”. Tranjan, com atuação medíocre, foi o sexto na geral, uma vez que o nível dos cinco primeiros era muito baixo. Já falei, o Peixoto ganhou depois que o Chambel se enroscou com o enferrujado Fernando Mello quando ia dar uma uma volta nele. Mas como Fernando é irmão do presidente da nossa associação, Chambel nem reclamou e pediu desculpas, ainda.

Na soma das duas baterias, fiquei em quarto na categoria até 1.600 cc e em primeiro, absoluto, entre os “Sedãs de Quatro Portas com Faróis Redondos”, resultado que minha equipe considerou muito bom. Giordano, como já dito, mas nunca é demais lembrar, voltou para casa de mãos abanando, mas deixei ele carregar meu troféu até o táxi. Tranjan, igualmente, como também já dito, e da mesma forma nunca é demais lembrar, está na estrada agora com sua caminhonete C10 sem levar nada na bagagem além do capacete e do macacão puído. Ao chegar ao hotel, fiquei feliz por receber telegrama do camarada Putin e a comenda “Best Autovaz Driver in the Season” graças ao resultado de hoje. O Petrov ficou meio puto.

Por fim, algo que não pode deixar de ser dito. Fizemos parte do fim de semana da etapa londrinense do Brasileiro de Marcas, que tem carros legais e bons pilotos, como Thiago Camilo, Valdeno Brito, Ricardo Maurício, Daniel Serra e outros. Londrina não é exatamente um centro internacional de lazer e aventura. Pouca coisa acontece nestes preguiçosos domingos do interior, e portanto uma corridinha no autódromo da cidade deveria ser um bom programa.

Falei com muita gente. Alguns disseram que a divulgação nas rádios e jornais locais existiu. Outros, que não. Não importa. Importa é que na largada da primeira corrida da rodada dupla de Marcas, havia contadas 25 pessoas na arquibancadinha montada na reta oposta, por volta das 10h de um dia ensolarado e de temperatura agradável. A foto aí embaixo, do Luiz Salomão, é a prova inconteste do desinteresse geral. Não deve ter passado muito disso depois, na segunda bateria, logo depois do almoço. No paddock e nos HCs, algumas dezenas de convidados, e nada mais.

Não há esporte que resista a tamanha indiferença do público, ainda mais quando esse esporte é movido exclusivamente por patrocínios. Ou o automobilismo brasileiro se reinventa, ou é melhor parar com tudo de uma vez.

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AMANHÃ TEM MAIS

LONDRINA (cansaço bateu) – Um estudo feito pelo MIT alguns anos atrás concluiu que eu, Usain Bolt e o cara que dispara os foguetes da NASA quando o outro diz “fire!” somos as três pessoas no mundo com reação mais rápida a qualquer comando visual ou auditivo.

Foi por isso que, mais uma vez, fiz uma largada extraordinária hoje em Londrina. Estava em 16° no grid e passei na primeira volta em primeiro ou segundo. Algo assim. Sei que passei o lentíssimo Marcelo Giordano, meu companheiro de equipe, que quase não largou. Isso porque pouco antes ficou empacado na saída dos boxes, por onde passei duas vezes para dar risada. Pena que arrumaram seu carro e ele acabou indo para o grid.

Quando passei pelo carcamano pizzaiolo nos primeiros metros da prova, posto que ele mais uma vez demorou séculos para perceber que as luzes vermelhas haviam se apagado, mandei-lhe o dedo do meio, conhecido como dedo-de-mandar-tomar-no-cu. Ele ficou atacado e duas ou 15 voltas depois, não sei bem, acabou me passando com seu Fiat com motor argentino, câmbio inglês e combustível iraquiano. Tal manobra só ocorreu porque nosso chefe de equipe entrou no rádio para dizer “Marcelo is faster than you”, ao que tive um ataque de riso e ele aproveitou.

O Meianov fez uma prova exemplar. Fiquei muitas voltas, umas cinco ou 15, não sei bem, na frente do Bove com seu Passatão 2.0 e do Reinaldão com seu Maverick 7.0 com motor V16. O herói soviético resistiu bem aos ataques germano-americanos, até que depois de uma assembleia por videoconferência decidimos recuar estrategicamente e permitir a ultrapassagem de ambos. Ainda briguei com um Chevette verde alface, do Hylton com Y, e conseguimos emplacar uma série de voltas com tempos muito bons. A melhor veio em 1min38s005. Tinha virado 1min39s961 na classificação. Com isso, ganhei o troféu de “Most Improved Lap Time For Soviet Cars in the North of Paraná State”.

Terminei a corrida em 15° na geral, primeiro na categoria “Carros Russos de Cor Cinza”, o que minha equipe considerou um bom resultado. Fez muito calor, mas saí do carro como se tivesse acabado de jogar uma partida de gamão. Ao contrário de meu colega Giordano, que quase desmaiou de cansaço e saiu queixando-se que seu avantajado nariz estava ardendo porque a fumaça dos outros automóveis lhe incomodava. Uma franga.

Meu adversário Rogério Tranjan, da equipe Rosinha-Gaydarji, por sua vez, fez uma prova excelente com o Trovão Anil #44. Chegou ao hotel em 14 minutos, enquanto corríamos. Seu deprimente veículo teve um problema de bolachão, ou biscoitão, depois de perder o selo pela manhã. Já combinamos que na corrida de domingo vamos levar seu carro ao grid de qualquer jeito. Afinal, a largada é parada, especialidade do piloto — ficar parado.

A vitória na etapa de hoje ficou com o Antonio Chambel, de Passat. Evaldo Luque, nosso Dr. Hollywood, liderava com folgas quando quebrou na última volta. Amanhã tem mais uma corrida, com largada às 11h20. Antes, o Brasileiro de Marcas faz nossa preliminar.

Agora vou procurar umas fotos. Daqui a pouco tem um vídeo gravado pelo meu manager Luiz Salomão que mostra a excepcional largada do Meianov. A câmera on-board, infelizmente, não será mostrada. Vendi as imagens com exclusividade para a TV moscovita.

No clique de Rodrigo Ruiz, o piloto Rogério Tranjan mostra quantas voltas pretende dar durante todo o fim de semana em Londrina. "Será uma vitória", disse, sob o olhar animado de sua senhora.

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FOTO DO DIA

No clique de Rodrigo Ruiz, Meianov prepara-se para atropelar um automóvel de origem tedesca.

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POLE!

LONDRINA (doce é o sabor da vitória) – Acabou agora nossa classificação aqui em Londrina, para a primeira corrida do fim de semana. Meianov virou estupendo 1min39s961. Peguei tráfego e vento lateral. Podia baixar para 1min39s960, não fosse isso. Mas largo na pole da categoria “Carros Soviéticos de Número Ímpar”. O que é um resultado notável.

Evaldo Luque, de BMW, larga em primeiro na geral, 1min30s433. Antonio Chambel, de Passat, está ao lado dele na primeira fila, 1min31s162. Meu amiguinho Rogério Tranjan, com o Trovão Anil #44, é o nono (1min35s607). E o pizzaiolo Marcelo Giordano larga em 14° (1min39s682). Vou queimar a largada, já que estou em 16°, e ultrapassá-lo na primeira volta, claro.

Faz um calor dos diabos no norte do Paraná. A pista foi reasfaltada e o piso ficou ótimo, assim como o S no fim da reta dos boxes. A média de velocidade do Meianov foi de 110 km/h, com velocidades máximas de 320 km/h.

A corrida vai ser boa. Seremos 21 no grid. Na foto abaixo, Meianov ao lado do carro de entrega de pizza #147 do Giordano.

Fotos de ontem e hoje aqui e aqui. Autoria da dupla Rodrigo Ruiz e Tarso Lima.

 

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LONDRINA, AÍ VAMOS NÓS

SÃO PAULO (até que enfim) – Seguinte, macacada. Neste fim de semana a Classic Cup corre em Londrina. Parece que o Brasileiro de Marcas faz a preliminar! Os carros já chegaram. Eu só vou no sábado cedinho, por conta de compromissos inadiáveis na sexta em SP. Mas não tem problema. Para andar na frente dos meus amigos Rogério Tranjan e Marcelo Giordano, não precisa treinar muito. A foto acima foi tirada pelo Giordano, que sempre coloca o carro dele do lado do meu porque sabe que dá mídia.

Vocês de Londrina, atenção: como tem Brasileiro de Marcas junto, há cobrança de ingresso. No site do campeonato você encontra as informações e a programação completa. Abaixo, os horários dos nossos treinos e corridas, uma no sábado e outra no domingo.

Sábado:
Treino 1 – 8h10 às 8h40
Treino 2 – 11h25 às 15h55
Classificatório – 14h40 às 15h
Prova 1 – Abertura de box às 16h30. Largada às 16h50 (30 min)

Domingo:
Warm-up – 9h20 às 9h30
Prova 2 – Abertura de box às 11h. Largada às 11h20 (30min)

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VÁRZEA

SÃO PAULO (não surpreende) - O asfalto de Londrina, recém-concluído, está derretendo sob o sol do norte do Paraná. Assim, os treinos da Estoque foram suspensos hoje. Não se sabe o que será feito. Está esfarelando tudo. Não tem condição de fazer corrida direito. Vão acabar fazendo, mas vai ser aquela coisa varzeana à qual já nos habituamos.

A Vicar diz que havia pedido o recapeamento à Prefeitura de Londrina desde não sei quando, e que a missão de vistoriar a obra era da CBA e da Federação Paranaense.

A CBA ainda não falou nada, nem a federação. Nem a Prefeitura.

Todo mundo tira o seu da reta. Por enquanto, só a Vicar o fez por escrito. O que não a isenta de nada. Não é a Nascar brasileira? Custava designar um representante acompanhar esse negócio para exigir cumprimento de prazos e, se fosse o caso, cancelar a prova? Achar que a CBA vistoria autódromos é ingenuidade. A CBA só emite carteirinhas e faz festa em hotel chique.

Vai bem, a gestão do automobilismo nacional. Não por acaso, a capa da REVISTA WARM UP deste mês resvala no tema…

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DE DENTRO

SÃO PAULO (se tiver mais, manda) - De dentro da caixa de fósforos do Marcelo Giordano, eis a largada da nossa prova da Classic Cup debaixo de chuva, domingo em Londrina. Como o Meianov estava exatamente à frente dele no grid, dá para ver bem as peripécias do soviete na primeira volta. Inclusive o passão no ridículo Passat do Rogério Tranjan.

Vocês vão notar que o Giordano não iria me passar nunca. Mas quando entramos na reta dos boxes, o Nenê, nosso chefe de equipe, falou pausadamente pelo rádio: “Marcelo is faster than you”. Sabe como é, época de renovar contrato, e tal…

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PASSA-PASSA

SÃO PAULO (under attack) – Como prometido, aí está um dos vídeos feitos pelo cineasta Luiz Salomão em Londrina. É uma das ultrapassagens do Meianov sobre o Passat 2.0. Neste link aqui está o canal de vídeos do Saloma no VocêTubo. Tem mais alguns da corrida. Recomendo um que tem 1min21s, mais uma ultrapassagem no Passatão, e o de 5min, que tem a largada e o início da prova. Foi um domingo inesquecível para este blogueiro e seu carrinho soviético…

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DEBAIXO D’ÁGUA

SÃO PAULO (molhou tudo) – Beleza pura, o nosso lambe-lambe predileto, aspirante a Bernie Ecclestone e sócio de uma rede de hospitais Rodrigo Ruiz já colocou no ar a galeria de fotos da nossa corrida de Londrina ontem. Vejam a chuvarada, como estava difícil enxergar qualquer coisa. E se vocês observarem a sequência a partir da largada, verão lá no S da Caixa d’Água que o Meianov passou um monte de gente na primeira volta.

Escolhi essa foto aí embaixo para ilustrar o post porque foi da última volta e mostra como no fim o bravo soviete estava andando perto do Daier e do Bove. Só que eu não tinha visto a bandeirada… Passei o Passat e o Fusca e achei que estava abafando. Aí percebi que a corrida tinha terminado… Cheguei atrás dos dois.

Ah, o amassadinho no paralama faz parte.

Daqui a pouco, se meu manager e cameraman Luiz Salomão conseguir enviar os arquivos, pingo um vídeo aqui.

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…E EU TROUXE O TROFÉU

SÃO PAULO (back) – Se foi chata a corrida de sábado para o Meianov em Londrina, a de domingo foi uma das mais legais da minha vida. Choveu o tempo todo, e na água dá para brincar. Éramos 15 no grid, os sobreviventes, porque no sábado um monte de gente quebrou. Eu estava em 11º. Minha largada foi muito boa. Quando a gente chegou na caixa d’água, metade da volta, eu estava em quarto! A ultrapassagem mais legal foi sobre minha vítima preferencial, o Tranjan Trovão Azul, que sempre me passa de novo, mas não faz mal. Fizemos três curvas lado a lado, um apoiando no outro (na verdade, eu apoiando nele…), o que resultou numa raladinha básica na lateral. Legal pacas.

A pista estava bem escorregadia, mas com boa drenagem, sem riscos de aquaplanagem. Era questão de ficar no asfalto e não rodar. Mas rodei, acho que na terceira ou quarta volta, na entrada da reta dos boxes. Quase atolei. A sorte é que como a tração do Lada é traseira, consegui colocar as rodas de trás no asfalto e sair da lama. Caí para último, mas por sorte teve um safety-car logo depois, juntou o pelotão e consegui, na relargada, passar aqueles que já tinha deixado para trás no início. Alguns pilotos, como o Chaud e o André Mello, estavam tendo dificuldades com os pneus. Em geral, eles têm carros bem mais rápidos e não sou páreo para nenhum deles.

E aí começou a briga mais doida que já tive nesses anos todos de corridas de carrinhos antigos, com o Passat do Mário Bove, um canhão 2.0 que, na chuva, estava apanhando um pouco. Foram voltas e mais voltas trocando de posição. Ultrapassei e fui ultrapassado por ele nada menos do que seis vezes, nas minhas contas. Numa delas, nos tocamos. O Bove ficou bravo, rolou até um bate-boca depois da corrida, mas depois ele se desculpou e ficou tudo bem. Coisas de corrida. Mais tarde coloco fotos e vídeos aqui.

No fim das contas, ele chegou na frente, menos de meio segundo, e terminei em décimo na geral. Puta esforço para chegar em décimo! Mas valeu a pena, como valeu… E na soma das duas baterias, acabei em quinto na minha categoria, até 1.600 cc.

A vitória na geral, na segunda bateria, foi do Antonio Chambel, de Passat. Alguns pilotos fizeram corridas excepcionais na chuva, como o Zé Augusto, desta vez de Fusca, em segundo, o carcamano Marcelo Giordano, quarto colocado, o Raphael Soares, terceiro, e o Tranjan, quinto. Na verdade, acho que todo mundo andou muito bem, pelas condições da pista. O nível de pilotagem da Classic Cup tem sido muito bom. Apesar da chuvarada, nenhum acidente, nenhuma batida, disputas difíceis, delicadas, e todos chegaram ao fim inteiros. Ou quase isso. O paralama dianteiro direito do meu carro ficou meio avariado. O Daier também bateu o Fusca, mas conseguiu voltar e terminou em oitavo, bravamente.

Na água, fiz minha melhor volta em 1min58s655. Não foi ruim, não. E foi tudo muito gostoso, um fim de semana divertido, de muitas risadas e camaradagem, eu realmente estava precisando.

E trouxe o troféu.

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DE CARONA

Umas voltinhas em Londrina com o Meianov, no treino de ontem.

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11º

LONDRINA (amanhã será melhor) - A bruxa está solta em Londrina. Um monte de carros quebrados, muito calor, e o Meianov pelo menos sobreviveu à primeira corrida. Terminou em 11º numa prova solitária, sem ninguém por perto. A melhor volta em 1min49s116. OK, nada demais, nada de menos.

Mas teve de tudo hoje. O Marcelo Chamma atropelou um coelho quando voltava ao grid depois de uma confusão na largada (o cara do som disse que era lançada, mas era parada). O Braz nem largou. O Chambel quebrou o motor e o Espeto também. Três Passats abatidos. O Giordano conseguiu colocar seu Fiat no grid faltando 5 segundos para fechar o box. O Tranjan, que terminou em terceiro na geral, foi punido por cortar caminho.

O Zé Augusto ganhou com um pé nas costas com seu Porsche, mas a corrida teve brigas boas no meio. Trevisan x Luiz Fernando, Tranjan x Raphael x Rafael, Chaud x Bove x Giordano, e foi divertido para todo mundo.

Menos para mim, que fiquei só o tempo todo. Tomara que chova amanhã, chova muito, tufão, furacão, qualquer coisa assim. Caso contrário, vai ser igual. Mas não é culpa de Londrina, não é culpa da categoria, nada. Apenas o Meianov não tem carros que andem no mesmo ritmo. Uns dois anos atrás, teria. Saco, isso.

Assim sendo, só me resta sair para comer uma pizza. Alguém conhece alguma pizzaria boa em Londrina, que não seja aquele rodízio que serve as combinações mais doidas do mundo, como gorgonzola com geleia de maçã?

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1’49″075

LONDRINA (e vamos pra corrida) - O bravo Meianov larga em 14º daqui a pouco em Londrina. Tempo: 1min49s075, média de 103,8 km/h. O melhor dele nesta pista.

A pole ficou com o Zé Augusto, de Porsche-Chamonix, 1min37s010 (116,710 km/h). O dia não foi muito bom para nossa equipe. O Corcel Pac-Man do Nenê quebrou (“tudo”, explicou), ontem foi o Bianco do Peixoto (motor) e hoje o Fusca do Daier (motor, também). O Fiat do Giordano estava falhando muito e ele não fechou uma volta sequer. Larga atrás de mim.

Está um calor dos diabos. E vamos ao grid:

1) Zé Augusto, Porsche, 1min37s010
2) Chambel, Passat, 1min38s175
3) Lubisco, Chevette, 1min39s874
4) Braz, Passat, 1min40s379, mas não deve largar (motor)
5) Rafael, Passat, 1min40s774
6) Tranjan, Passat, 1min41s480, a esperança da equipe (estamos ferrados)
7) Douglas, Passat, 1min42s510
8 ) André Mello, Chevette, 1min42s654
9) Raphael Soares, Passat, 1min42s730
10) Chamma, Puma, 1min43s097
11) Luiz Fernando, Chevette, 1min43s824
12) Trevisan, Passat, 1min45s616
13) Chaud, Passat, 1min46s498
14) Mário Bove, Passat, 1min48s750
15) Gomes, Lada, 1min49s075
16) Daier, Fusca, 1min54s636 (motor quebrou, não larga)
17) Marcelo, Fiat, 3min16s036
18) Nenê Finotti, Corcel, 4min29s642 (não larga, quebrou tudo)

Tem um videozinho on-board que gravei ontem, mas só vai dar para colocar de noite. Um detalhe interessante, para saber se o Meianov virou bem aqui. O Zé Augusto, em Interlagos, vira 2min00s. O Lada, 2min16s. Se dividirmos 120 segundos do Zé em SP pelos 136 segundos que o soviete leva para completar uma volta, dá 0,88. Se dividirmos os 97 segundos do Zé hoje pelos 109 segundos da minha volta londrinense, dá 0,88 também.

Não tenho a menor ideia do que isso quer dizer, mas gostei da conta.

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1’49’25

LONDRINA (e a lua…) – Não foi mal o Meianov hoje em Londrina (o clique é do Rodrigo Ruiz, nosso Bernie Ecclestone). Virou várias voltas na casa de 1min49s, a melhor em 1min49s25. No total, acho que dei umas 40 voltas hoje nos treinos livres.

Não vai dar para brigar com ninguém, mas ainda assim está de bom tamanho. No ano passado, eu estava virando na casa de 1min51s aqui. Fiz um vídeo, daqui a pouco coloco no ar. A turma da ponta, Nenê e Zé Augusto, está virando em 1min36s. O pelotão da pauleira está na casa de 1min41s.

Nossa corrida, amanhã, terá 13 Passats! Um deles do Paulo Trevisan, que trouxe o seu de Passo Fundo. Provavelmente vou largar em último.

Não faz mal. Tá tudo bem.

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ENFIM

SÃO PAULO (not easy) – Macacão, capacete, sapatilhas, luvas, balaclava e HANS no carro, uma mala às pressas, e lá vamos nós. Pé na estrada, que a estrada é compreensiva.

Neste fim de semana, corremos em Londrina com a Classic Cup. É tudo que eu preciso, um carro de corrida. O meu carro de corrida.

Bye.

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