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MEUS VELHOS PAPÉIS

SÃO PAULO (quase dez anos) – Juro que foi casual, mas veio bem a calhar. Nessa história de catar velhos papéis da F-1, o primeiro da pilha era um da Stewart. Achei legal, afinal é um time que não existe mais com esse nome (deu origem ao que é hoje a Red Bull) e Barrichello fez parte desse projeto de Jackie Stewart e seu filho Paul a partir de 1997, quando estava mortinho para a F-1.

E estava mesmo, numa situação muito parecida com a do final do ano passado. Demitido pela Jordan, me lembro de que no dia em que a equipe anunciou Ralf Schumacher para o ano seguinte, Rubens me disse que seu caminho, provavelmente, seria a Indy. Não me lembro direito onde foi, talvez na Hungria, ou na Bélgica, esqueci.

Aí surgiu a Stewart, e era o que tinha. Todos conhecem a história a partir daí. Barrichello fez três bons anos (especialmente em 1997 e 1999), foi ao pódio em Mônaco, renasceu para a categoria e acabou sendo contratado pela Ferrari.

Quando fui ler o papel em questão, esse press-release da Stewart reproduzido ao lado, surpresa! Era do dia 26 de setembro de 1999, GP da Europa, em Nürburgring. Exatamente o da primeira (e única) vitória da equipe na F-1. Só que quem ganhou foi Johnny Herbert, em historinha que lembrei num post de ontem. Rubens terminou em terceiro, atrás ainda de Jarno Trulli, então na igualmente extinta Prost.

Foi uma corrida muito doida, com chuva, abandonos trágicos (Badoer, de Minardi, estava em quarto quando quebrou, coitado) e um resultado surpreendente, claro. Afinal, Herbert largara em 14º e Barrichello, em 15º. E ambos estavam longe de frequentar a lista de favoritos.

Vale a pena ler as declarações de ambos. A Ford, àquela altura, já tinha comprado a equipe e anunciado que, no ano seguinte, ela passaria a se chamar Jaguar. Rubens, por exemplo, assumiu que seu coração estava “dividido” depois da prova. “Eu queria ter dado essa primeira vitória à equipe”, falou. Já Sir Jack disse que era o “momento mais importante” de sua carreira, apesar das vitórias e dos títulos como piloto.

Enfim, um bom papel, esse aí. E será guardado, porque não dá para imprimir nada atrás. É daqueles que tem coisa escrita na frente e no verso…

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Johnny be good

SÃO PAULO (março sem águas) – O Wellington Gomes manda este vídeo muito simpático, do final da década de 90 do século passado (nada como um eufemismo).

Não chega a ser uma novidade: um desafio entre um carro de rua, um de rali e um F-1 em Silverstone. Mas é legal porque o F-1 em questão é um Stewart, e o piloto, Johnny Herbert. Talvez o mais bacana que eu conheci nesses anos todos, um sujeito e tanto. Johnny ainda dá uma de ator de teatro, fica lendo jornal enquanto os outros dois carros se esgoelam na pista.

Um barato, enfim. Bom para ver na hora do almoço.

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