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PREZADO HAMILTON

seloinglesSÃO PAULO (vai ser assim) – A coluna Warm Up volta hoje, em novo formato. “Cartas” que jamais serão entregues a personagens que jamais lê-las-ão. A de hoje é para Hamilton. Um trecho:

Está todo mundo apostando em você. Os analistas, de Bagé a Brackley, acham que sua equipe vai mudar de patamar neste ano. E tudo por sua causa. É, negão, a responsa é grande. Se alguém aí perguntar quem é que vai fazer do seu time um grande de verdade, é você quem vai ter de responder que “esse cara sou eu”. Te vira, agora.

Para ler na íntegra, clique aqui. E sejam sinceros. Se ficou uma merda, digam.

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PRA SER FELIZ

lewiscasanovaSÃO PAULO (certo ele) – Muita gente ainda não entendeu por que Hamilton deixou a McLaren, que o adotou no ultrassom, por quem deu as primeiras aceleradas, com quem ganhou corridas e um título mundial, onde era tratado como rei. Ainda mais tendo escolhido, como segundo endereço, uma equipe que patina, patina e não sai do lugar — a Mercedes.

Ambiente, motivação, desgaste, tudo isso junto. Hamilton, de personalidade forte, foi vendo  suas relações com a McLaren se derretendo numa convivência difícil do dia a dia, ainda mais numa organização tão competitiva quanto a de Woking — a cara de Ron Dennis, embora o chefão esteja afastado das pistas há algum tempo, aparecendo só de vez em quando.

Casa nova e paixão, foi isso que o piloto procurou. Paixão que, como ele diz nesta entrevista, encontrou nos olhos de Niki Lauda, que será um dos comandantes da Mercedes em 2013.

Gosto de Lauda, embora o considere muito pouco útil como chefe do que quer que seja. Na Ferrari, nunca funcionou direito. Na Jaguar, idem. A F-1 de sua época de piloto era muito diferente e a experiência que ele deveria ter aprimorado ao longo dos anos, exercendo cargos de chefia, acabou se dissipando por ele ter escolhido ficar muito mais na frente das câmeras do que atrás dos boxes.

Seja como for, Lewis largou tudo e se mandou. Trocou a cobertura em que morava, cheia de móveis de design, com vista bonita e vizinhança célebre, por um apartamentinho em prédio antigo sem grandes luxos, área de lazer ou varanda gourmet.

Para tentar ser feliz, que é o que conta.

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FOTO DO DIA

hamiltonmercedesjaSÃO PAULO (já tem crachá?) – Hamilton foi visitar a fábrica da Mercedes em Stuttgart, tidou fotos no museu, falou aos funcionários, começou uma nova vida. Mas será que só eu, ao ver as imagens nesta galeria de fotos do Grande Prêmio, que tive a impressão de que ele está pouco à vontade?

Claro que é impressionismo puro. Mas deve ser difícil, mesmo, depois de tanto tempo na mesma casa, mudar de firma.

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BYE, LEWIS (2)

SÃO PAULO (saudades imensas, podem crer) – E aqui o clipe da BBC da despedida de Hamilton da McLaren. De novo bom gosto, música linda, sensibilidade. O que a McLaren vai sentir a falta desse rapaz… A dica foi do blog do Renan do Couto.

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BYE, LEWIS (1)

SÃO PAULO (tomara que continuem) – Aí está o último episódio da série “Tooned”, a espetacular animação da McLaren se despedindo, de forma muito bem humorada, de Hamilton. Não consegui “embedar” (blergh), mas é só clicar aqui.

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TRI IN SAMPA (9)

Schumacher (se despedindo), Hamilton (agradecendo à McLaren), Senninha (campanha de patrocinador), Massa (cores do pai), Grosjean (fotos dos integrantes da equipe)… Um monte de gente com capacete diferente aqui em Interlagos. Gostei muito da homenagem de Felipe ao Titônio e achei elegante a frase na cuca do alemão.

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TEXANAS (5)

SÃO PAULO (e vamos pro Canindé!) – Não terminou. E a mutreta da Ferrari ajudou. Alonso, de lugar ímpar no grid conquistado na base do “foda-se o que pensam da gente”, largou como um foguete e pulou de sétimo para quarto, enquanto os pilotos pares patinavam no asfalto liso e sujo de Austin, perdendo posições.

E assim a decisão do Mundial fica para Interlagos, domingo que vem. Vettel liderou a corrida quase toda, até a volta 42, mas sempre com Hamilton nos seus calcanhares. Até que o inglês passou. Alonso chegou em terceiro a quase um ano de distância. A vantagem de dez passou para 13 pontos. O campeonato está aberto, 273 x 260. Claro que muito mais para Sebby do que para Fernie. Mas vai saber… Um carro da Red Bull quebrou hoje, o de Webby, logo no começo da prova. Alonsito resiste bravamente.

Foi uma prova interessante, apenas. Nada mais do que isso. Nada que tenha sido capaz de fazer os americanos do norte se apaixonarem pela categoria. Houve muitas ultrapassagens, é verdade, mas a maioria delas fáceis. É isso: foi uma corrida de ultrapassagens fáceis. Ano que vem, com pneus mais macios, serás melhor.

Vettel não ofereceu grande resistência a Lewis, porque sabia que tinha muito a perder. E nem foi para cima dele nas voltas finais, como talvez fizesse em outras circunstâncias. Hamilton venceu pela quarta vez no ano, 21ª na carreira. Ele vai sentir saudades da McLaren. E a McLaren também.

Merecem elogios Massa, 11° no grid e quarto no final, tendo tido uma boa batalha com Raikkonen, decidida basicamente na temperatura dos pneus — quando eles esquentaram, depois do pit stop, o brasileiro passou sem maiores problemas. Button também foi um que se divertiu. Largou com pneus duros, demorou para parar (na 36ª volta, quando a janela da maioria se deu entre as voltas 21 e 27), tinha um carro bem rápido, foi passando bastante gente e terminou em quinto. Tinha ficado fora do Q3 no sábado. Belo resultado, pois.

Kimmy, Grojã, Hulkky, Malddy e Brunie fecharam a zona de pontos. Senna-sobrinho fez uma corrida decente, tendo passado Pastor no início, inclusive. Mas levou o troco no fim.

Ficou tudo para Interlagos. Carro por carro, dá Vettel, claro. Não fiz as combinações de resultados ainda, mas depois que voltar do jogo faço. Alonso tem a seu favor o que a gente chama de fator psicológico. É franco-atirador. Experiente, matreiro, vai fazer uma guerrinha verbal nos dias vindouros. É o que lhe resta.

E se perder o título em Interlagos, enche a cara de caipirinha e está tudo bem. Algo que Vettel fará, também, ganhando ou perdendo. Vai tudo terminar em caipirinha, o que é uma bela forma de encerrar um ano.

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ONE COMMENT

Pode ter sido o último “Tooned” da McLaren, do jeito que andam as coisas entre Hamilton & rapa. Aliás, se houvesse tempo, acho que eles mudariam a última cena. Mas ficou ótimo, como sempre.

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#CHATIADO

SÃO PAULO (despirocou) – Hamilton está saindo de giro. Vejam só as suas últimas postagens no Twitter:

Logo depois ele meio que se retrata, dizendo que descobriu que Button nunca o seguiu porque usa pouco o Twitter:

@LewisHamilton: My bad, just found out Jenson never followed me. Don’t blame him! Need to be on Twitter more!

O cara endoidou. Primeiro que ser seguido ou seguir alguém no Twitter, dar “unfollow” ou “block”, não quer dizer nada, e quem leva isso a sério precisa ser internado numa clínica de desintoxicação de redes sociais. O problema é que quando o sujeito leva essas merdas a sério, acaba soltando frases relevadoras como “(…) depois de três anos como companheiros de equipe, achei que nós nos respeitávamos, mas ele, claramente, não”.

Quem escreve isso para 1,1 milhão de “seguidores”, quer que todos saibam que rusgas há. E é difícil consertar o estrago. Button vai ficar #chatiado.

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FOTO DO DIA

Rosberguinho e Hamiltinho quando corriam de kart, amparados pela Mercedes/AMG. Emprestei a foto do excelente Motorsport.

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O INGLÊS ALEMÃO

SÃO PAULO (bye, Schumi) – E Lewis Hamilton, como igualmente noticiamos ontem à noite, fechou por três anos com a Mercedes. Michael Schumacher se despede da F-1 em Interlagos, pela segunda vez. Isso se não resolver correr na Sauber, sabe-se lá… Não, claro que não.

Hamilton vai levar uma boa grana, 200 milhões de reais pelo período de duração do contrato. “Um novo desafio”, falou o inglês.

Eu jamais imaginaria que Lewis pudesse deixar a casa onde começou. Na minha cabeça, e na de muita gente, seria piloto eterno da McLaren.

Foi uma grande surpresa. E uma mexida e tanto no mercado. O que Hamilton será capaz de fazer na Mercedes, não sei. É preciso, antes de mais nada, que Ross Brawn acerte a mão num carro, como fez em 2009. Schumacher, nos seus três anos pós-retorno, não fez muito, assim como Rosberguinho. Uma única vitória, de Nico neste ano, é pouco para o tanto que a Mercedes investe e para aquilo que se esperava de uma “nova grande”.

Hamilton, até hoje, só teve filé na F-1. Vai pegar uma alcatra. Vamos ver se consegue prepará-la direitinho.

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TERREMOTO

SÃO PAULO (uau!) – E eu achando que não ia acontecer nada no mexe-mexe das equipes para 2013… Até o Américo Teixeira Jr. cravar no início da noite de hoje que Sergio Pérez assinou com a McLaren! E logo depois na Inglaterra pinga outra cravada: Hamilton fechou com a Mercedes e Schumacher se aposenta!

Caraca.

O lance de Pérez tem a grana de Carlos Slim, dono do México e da Claro, que pode vir a susbtituir a Vodafone como patrocinadora da equipe de Ron Dennis no futuro. Sempre achei Pérez, por assim dizer, um partidão. Bom pacas e cheio da grana, já que seu mecenas é o homem mais rico do mundo, ou quase isso. Um dos. Nunca sei direito quem lidera esse ranking, se o Carlos Slim, o sujeito do Facebook, o dono da Microsoft, o presidente do Google ou o Faustão.

O lance de Hamilton tem o desgaste evidente com a McLaren, já que estão juntos desde que ele deixou de usar fraldas e passou a tomar farinha láctea Nestlé com leite de manhã. Mas juro que não achava que ele teria coragem de sair de Woking. Como achava que Schumacher iria continuar.

Agora sobrará uma vaga interessantíssima na Sauber. Esse babado aí em cima vai mexer em muitas cadeiras.

Coletiva da McLaren prevista para a manhã de sexta. Acordem cedo.

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BABADO FORTE (1)

SÃO PAULO (não duvidem dele) – É Eddie Jordan dizendo: Schumacher se aposenta no fim do ano e seu substituto será Hamilton. O ex-dono de equipe e atual comentarista da BBC diz que o anúncio é “iminente”.

Eu não conseguia imaginar Hamilton fora da McLaren até um tempo atrás. Mas, de uns meses a esta data, sim. A história da telemetria, as discussões salariais… O desgaste é visível. Talvez seja bom para ele tomar outro rumo na vida. O alemão parar é outra possibilidade real. No fundo, eu acho que ele gostaria de continuar. Mas pode ser levado pelos acontecimentos.

Vai ter barulho forte nos próximos dias, em resumo.

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AZEDOU

SÃO PAULO (também…) – A publicação de uma imagem da telemetria da McLaren no Twitter, cortesia de Lewis Hamilton, continua dando o que falar. Button, um gentleman, chamado a comentar a atitude do companheiro, se disse “decepcionado”. A relação entre os dois começa a estremecer. É bom que conversem. Mas, acima de tudo, azedou mesmo a relação de Lewis com o time. O que ele fez, realmente, não se faz. Até porque desmerece a pole do parceiro em Spa.

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AMIGO DA ONÇA

SÃO PAULO (despirocado de tudo) – Hamilton é um sujeito engraçado. Sábado, ficou louco da vida com a diferença de tempo entre ele e Button, que fez a pole. Tudo porque a McLaren optou por usar no carro de um, Jenson, a nova asa traseira com dutos aerodinâmicos. E no do outro, Lewis, a asa antiga. Mas é bom que se diga que Hamilton concordou, não gostou da asa nova no terceiro treino livre.

Aí, deu no que deu na classificação. E, irritado, Lewis postou em sua conta no Twitter uma foto da telemetria da McLaren, indicando onde perdeu tempo e velocidade de reta! As outras equipes, óbvio, adoraram. Logo depois ele tirou a foto do ar, mas aí já era.

Hamilton é um sujeito engraçado.

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MONTADOS (4)

SÃO PAULO (somos o melhor paulista no Brasileiro, sorry) – É bom que alguém na Ferrari faça um curso de Desgaste de Borracha em Situações Extremas. Mas bem que foi divertido. Porque quando o cara no rádio de Hamilton disse “hum… é… então… pode ser que eles não parem mais”, o inglês quase teve uma lipotimia. “Como assim, não vão parar? Todo mundo vai parar duas vezes! Só agora vocês me avisam?”

Bem, foram as dez voltas finais da corrida canadiana as mais interessantes, neste bom GP. De fato, Alonsito não parou. Uma surpresa e uma temeridade. Depois de guiar como sempre brilhantemente, assumir a liderança no primeiro pit stop e tal, confiou nos cálculos do diretor do Departamento de Borrachas & Preservativos de Maranello e achou que ia dar para chegar no fim com seu segundo jogo de pneus, sem trocar mais.

Chegar, chegou. Mas perdeu quatro posições nas últimas oito voltas e terminou em quinto. Foi uma aposta. A Red Bull fez a mesma com Vettel. O alemãozinho também foi ultrapassado e para superar pelo menos Alonso, trocou pneus no finalzinho e foi buscar o espanhol. Como tenho dito nas últimas corridas, qualquer pontinho é importante. Sebastian viu que a aposta deu errado e tratou de minimizar o prejuízo.

Uma prova estratégica e interessante, mas sem grandes dramas, essa de Montreal. Boa, porém. Muito boa. É legal uma corrida que tem Grosjean em segundo e Pérez em terceiro. Para esses, uma parada só deu certo. Para alguns carros, dá. Lotus e Sauber são gentis com os pneus. A Ferrari judia da borracha. É o resumo da ópera.

Andou todo mundo perto, e a maioria das ultrapassagens se deu ou por pneus em frangalhos ou pelo uso da asa-móvel. Mas houve algumas manobras brilhantes, também, como do próprio Hamilton sobre Alonso logo depois de perder a posição para o asturiano na primeira janela de paradas. Ele não podia perder muito tempo, aproveitou os pneus mais frios do rival e foi que foi. Teve uma do Rosberg no fim, também, não lembro sobre quem, na chicane do Muro dos Campeões.

Hamilton tornou-se o sétimo vencedor diferente em sete corridas, ampliando o recorde de diversidade de todos os tempos. Nos pontos, está todo mundo perto: Lewis com 88, Alonso com 86, Vettel com 85, Webber com 79 e Rosberg com 67. Aos poucos, vai afunilando a disputa pela taça. Para mim, o título fica com um desses três primeiros aí. Embora, claro, uma sequência de bons resultados de alguém um pouco mais para trás possa mudar o quadro.

Button, meu favorito no início do ano, deu adeus hoje, com mais uma corrida desastrosa. Nem sei em que lugar chegou. Massa, décimo no Canadá, começou bem, até, agressivo e tal, mas rodou sozinho e babau. Bruno, nem vi se correu. Schumacher amargou mais um abandono simpático, com uma asa móvel que se tornou imóvel e recusou-se a mudar esta sua nova condição. Saiu do armário e não mais voltou.

Daqui a duas semanas, tem a chatíssima Valência. No meio, Le Mans, para onde sigo na quarta-feira.

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MONTADOS (1)

SÃO PAULO (liberem geral, meninos e meninas) – Começou o GP canadiano com Hamilton na frente. Mas tem outro treino à tarde. Com simpáticos 21 graus, um dia nublado (já peguei muito calor em Montreal, mas desta vez a coisa está sossegada), público grande, como sempre nas sextas por lá, Lewis cravou 1min15s564.

É um potencial sétimo vencedor diferente em sete corridas, o que seria interessantíssimo. Está precisando ganhar.

Ano passado, a corrida foi enlouquecedora. Levou mais de quatro horas, lembram? Duas horas de parada por causa da chuva, safety-car, Button vencendo na última volta depois de seis (!!!) pit stops… Loucura, loucura, loucura.

Vettel rodou na última volta e deu a vitória ao inglês. Foi inacreditável. Schumacher fez sua melhor corrida desde o retorno, Kobayashi lutou pela vitória, Massa andou bem, todos amam o Canadá.

Ainda tem bastante coisa para acontecer hoje, com o segundo treino às 15h daqui. O que deu para ver na primeira sessão foi o equilíbrio que está marcando esta temporada, com menos de 1s entre o primeiro e o 11°. O resultado está aqui. Tem gente que vai andar bem e pode surpreender, como a Force India e a Sauber. A Lotus começou a ficar para trás. Será que começou mesmo? Será que vive o mesmo problema do ano passado, início ótimo, desenvolvimento lento e queda de rendimento?

Lembro que a pole sábado não chega a ser tão decisiva assim. Nas últimas dez edições do GP canadiano, apenas três vezes o pole venceu.

Bem, é cedo ainda para grandes conclusões. Veremos, parece que vai chover de tarde, e daqui a pouco voltamos.

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O AMOR ACABOU

SÃO PAULO (frase emprestada de Victor Martins) – Adrian Sutil, condenado a 18 meses de prisão com pena suspensa por quase degolar o cara da Renault, está putcho da cara com Hamilton. Seu ex-amigo, pelo jeito. Lewis não testemunhou a seu favor no tribunal em Munique. “É um covarde!”, bradou.

Sutil se embananou todo com essa confusão. Perdeu a vaga na Force India, ninguém mais fala em contratá-lo, e assim uma carreira vai escorrendo pelo ralo. Tomara que consiga sair do buraco.

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ARÁBICAS (4)

SÃO PAULO (zangadinhos) – Bom, podia ser pior. Foi, certamente, melhor do que se esperava. Mas, também, não foi uma brastemp.

Estou falando da vitória da Portuguesa ontem contra o Vila Nova. Só 3 a 1.

Da corrida de Abu Dhabi, bem… Podia ser pior, foi melhor do que se esperava, mas não foi uma brastemp, também. Foi apenas boazinha. A asa móvel em duas retas ajudou. Neguinho passava, tomava na volta. Foi divertido.

Hamilton ganhou, o que foi legal para ele, vivendo há alguns meses num certo inferno astral mais duradouro e persistente do que o desejável. Três vitórias no ano, 17 na carreira. Três num ano em que teve tantos problemas pessoais não chega a ser ruim. E, no fim das contas, a corrida fez justiça à equipe que andou mais forte no fim de semana, a McLaren, com Button em terceiro e praticamente assegurando o vice.

Alonsito terminou em segundo, resultado que deve à ultrapassagem decidida sobre Button na primeira volta. Primeira volta que tirou Vettel da corrida, com um problema esquisito no pneu, logo na segunda curva. Como seu parceiro marsupial terminou em quarto com uma excêntrica estratégia de três paradas, pela primeira vez no ano nenhum piloto da Red Bull compareceu ao pódio para levar um troféu para casa. Crise.

Massa foi o quinto. Se não me engano, pela quinta vez no ano. O quinto dos infernos. Hoje, dava para chegar em quarto, não fosse a rodada sozinho no final que facilitou as coisas para Webber voltar dos boxes após o pit stop na última volta à sua frente. Segue muito mal, o Felipe. E terá a chance derradeira de salvar o ano com uma atuação espetacular em Interlagos — algo que, a esta altura do campeonato, ninguém acredita que vá acontecer. Mas ele está precisando, e muito. Para recuperar a autoconfiança que anda muito abalada e entrar em 2012 com alguma chance de fazer uma temporada boa o bastante que lhe garanta a permanência em Maranello. O que também está bem difícil.

Zona de pontos fechada com Rosberguito, Schumaquito, Sutil, Resta Um e Koba-Mito. O japa marcou um ponto importantíssimo para a Sauber na briga com a Toro Rosso por mais verba no ano que vem. E os forceíndicos estão tendo uma segunda metade de temporada digna de elogios. Depois vou fazer as contas para ver quantos pontos eles marcaram nesse período. Mais que a Renault, certamente.

Falando nela, a Renault, é bom que o primeiro-sobrinho se aprume. Depois das duas boas corridas em Spa e Monza, mais nada. Ele precisa convencer alguns caras na equipe de que vale a pena investir no seu passe em 2012. Hoje fez mais uma corrida muito apagada, tomou drive-through, largou mal, fez pit stop extra na primeira volta, sei lá. Terminou na frente apenas das nanicas. E Barichello, ao contrário, fez uma corrida forte, largou em último e chegou em 12°, andou na zona de pontos, fez o que pôde. Da mesma forma que Bruno, Rubens tem de convencer alguém de que vale a pena investir nele. Qualquer alguém. Pelo que andou hoje, ficou claro que a vontade de continuar é enorme. Precisa ver se alguém mais notou.

E é isso, né? Algo mais? Ah, Vettel não pode mais igualar o recorde de vitórias na mesma temporada, as 13 de Schumacher em 2004. Não creio que vá perder o sono por isso.

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COME-QUIETO

SÃO PAULO (com justiça) – A McLaren renovou o contrato de Jenson Button por vários anos. Não especificou quantos. Jenson chegou à equipe no ano passado. Para ser companheiro do primeiro piloto natural, Hamilton, cria da casa, queridinho de todos.

Chegou como campeão, diga-se, levando o #1 no bico. Em menos de dois anos, passou a ser mais respeitado internamente que Hamilton, às voltas com seus problemas pessoais e existenciais.

A dupla é a melhor da categoria, de longe. E Button é uma aposta segura da McLaren. Seu tempo de pirar com a F-1 se foi há muitos anos, lá no fim do século passado, quando estreou (nos tempos dessa foto aí em cima). Maduro, preciso, correto, agressivo na medida certa, Jenson já não é mais apenas o companheiro do prodígio Hamilton. Está mais para primeiro piloto, embora a McLaren não seja muito disso. Ocorre que Lewis deixou de ser novidade e prodígio. E Jenson, quietinho e trabalhando, ocupou um espaço que talvez nem a McLaren imaginasse que havia para ser ocupado.

Button é a garantia que a McLaren tem de que vai ganhar o que for possível ganhar enquanto Hamilton procura o rumo.

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