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MOTOLAND

SÃO PAULO (será que ainda tem?) – É um primor o anúncio da “motocycleta” DKW encontrado pelo Paulo Peralta numa edição da “Folha da Manhã” de julho de 1937. Aliás, o acervo do jornal, todo digitalizado, é fonte inesgotável dessas coisas. Quem tiver paciência para procurar coisas parecidas de 1956, quando a Vemag inaugurou sua fábrica, pode me mandar.

1937_11_07 - Folha da Manhã DKW

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MOTOLAND

SÃO PAULO (rico, eu preciso ser rico!) – Quase caí da cadeira quando recebi a notícia hoje desta moto à venda. Uma das DKWs de fábrica, 1936, que foi parar na Austrália e lá ficou quando estourou a Segunda Guerra, abandonada pelos pilotos alemães. Já está em 75 mil dólares americanos. A restauração levou 17 anos. Aqui tem um vídeo do momento em que seu motor funcionou.

É de morrer.

sonhoprateado

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ONE QUESTION

Existe som mais lindo? Tusencupen Classics em Falkenberg, Suécia, setembro de 2011. O Rui Branco mandou.

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AUTO UNION, 80

SÃO PAULO (a melhor de todas) – Hoje, 29 de junho, a Auto Union completa 80 anos. Foi em 29 de junho de 1932 que Audi, Horch, Wanderer e DKW se juntaram para formar a mais espetacular fabricante de carros de todos os tempos, que deu nisso aí que aparece no vídeo.

História já contada 200 vezes aqui, as quatro argolas que hoje são o símbolo da Audi nada mais eram que as quatro fábricas unidas logo depois da Grande Depressão, para otimizar produção e atender os vários mercados da época. A DKW ficou com as motos e carros compactos. A Wanderer, com os carros médios. A Audi, com carros de luxo para a classe média alta, se é que existia isso naqueles tempos. E a Horch atenderia o que hoje chamam de segmento “premium”, com carrões luxuosos e caríssimos.

A administração, desenvolvimento, testes, vendas e operações de marketing foram centralizadas em Chemnitz. Com dinheiro do governo nazista, vieram as corridas na metade da década de 30 e as flechas de prata que dominaram as competições até estourar a Guerra, brigando com a Mercedes pau a pau. Terminado o conflito, a maioria das fábricas ficou do lado oriental da Alemanha, e o governo comunista estatizou tudo, passou a fabricar Trabants e Wartburgs com motores dois tempos derivados dos DKW, enquanto que no lado ocidental a Auto Union ressurgia para fabricar DKWs em Dusseldorf e Ingolstadt. A empresa seria comprada pela Mercedes, depois pela Volkswagen e, já em meados dos anos 60, a marca Audi seria ressuscitada tendo como logotipo as quatro argolas da década de 30.

São 80 anos do início dessa história hoje. Quem me lembrou da data foi o Rafael Linhares, ministro do STF em Brasília. Ele tem uma Auto Union stationwagon branca, conhecida também como Vemaguet. Linda de morrer.

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FOTO DO DIA

Enviada pelo Thiago Bosco da Silva, de Blumenau. Que reta é essa, virgem santa?

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DUCAUDI

SÃO PAULO (dominaremos o mundo) – Por 860 milhões de euros, a Audi fechou a compra da Ducati. O negócio será anunciado oficialmente amanhã. Resta saber onde colocaremos as quatro argolinhas. Segue uma foto da minha como sugestão.

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INVEJA MATA?

A coleção do meu brother Paulo. A garagem dele é um espetáculo, coisa de cinema. Um dia ainda faço algo parecido para enfiar todas minhas tranqueiras.

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NAS ASAS

Nunca vi tanta coisa legal numa foto só…

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ENIGMA DO DIA

SÃO PAULO (será que está igual?) - E agora, quem foi que mandou? Bom, paciência. Eu guardo as fotos, mas esqueço de anotar os nomes de quem envia, de vez em quando. A pergunta é: onde aconteceu essa corrida? Quando?

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FOTO DO DIA

Nem preciso dizer que se me fosse dado o direito de escolha…

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MOTOLAND

SÃO PAULO (serve de Dica do Dia, também) - O Jean-Fabrice Gomêz manda um site para a gente ficar com raiva. Olhem só o naipe das motos clássicas à venda na Holanda. Essa DKW de corrida da foto, 1929, custa 7.500 euros. Ai, ai,ai… Dá para ser mais espetacular que isso?

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DKW, 80

SÃO PAULO (palmas, que merecemos) - A Audi, na Alemanha, não tem a menor vergonha de seu passado. Muito pelo contrário, cultiva sua história com orgulho e reverência. Bem ao contrário do que aconteceu quando a marca chegou aqui, no final de 1993, pelas mãos da família Senna — que veladamente “escondia” a relação com a DKW, por avaliar que era algo que maculava a imagem “premium” das quatro argolas. Isso me foi dito, na época, por um alto executivo do grupo. Uma bobagem monumental. Quase enfiei a mão no cara.

Hoje recebo um texto do serviço de imprensa internacional da Audi para lembrar que o mês de fevereiro marca o momento mais importante da trajetória da empresa. Há exatos 80 anos, era apresentado no Salão de Berlim o primeiro carro do mundo com tração dianteira fabricado em larga escala, o DKW F1, esse aí da foto, clicado no museu da Horch em Zwickau, na Saxônia. O F, que passaria a ser usado nos códigos para designar os modelos DKW até o fim, era relativo a “front”.

E a história desse carrinho, ancestral de todos os Audi que conhecemos, é maravilhosa. Jörgen Rasmussen, o dinamarquês que fundara a DKW em 1916 (a fábrica fazia pequenos motores a vapor para usos diversos), entrara forte nas motocicletas em 1919 e na década de 30 a DKW era já a maior fabricantes de motos do mundo. Em 1928, ele se tornou acionista majoritário da Audi. Mas a crise mundial no final daquela década atingiu em cheio a empresa, que fazia carrões enormes e luxuosos, com motores de 8 cilindros em linha.

Foi o que o levou a apostar na produção de um carro pequeno, barato, com motor derivado das motos, dois tempos, dois cilindros, e tração dianteira. Em outubro de 1930, Rasmussen deu seis semanas aos seus engenheiros para desenhar um carro com essas características. Em novembro do mesmo ano, o F1 já estava sendo testado. Em fevereiro de 1931, era apresentado em Berlim.

Foi um sucesso. Até 1942, 270 mil F1 e seus derivados saíram da fábrica de Zwickau, onde, depois, seriam feitos os Trabant, com motores de concepção idêntica: dois cilindros, dois tempos, 600 cc. Foi o carro-chefe da Auto Union, uma ”joint-venture” nascida em 1932 que uniu Audi, DKW, Horch e Wanderer, popularizando o automóvel na Alemanha muito antes de se pensar em Fusca.

Depois da Guerra, como se sabe, a maior parte das fábricas da Auto Union ficou do lado da recém-criada Alemanha Oriental, e elas deram origem à indústria automobilística da DDR com seus Trabis e Wartburgs feitos pela estatal IFA, todos com motores dois tempos. A empresa se reergueu no lado ocidental fabricando apenas veículos DKW, de 1949 até 1966, quando, depois de passar alguns anos sob controle da Mercedes, foi comprada pela VW — que resolveu descontinuar os dois tempos e ressuscitar a marca Audi, usando as mesmas quatro argolas como logotipo.

Nesse período, foram 887 mil DKWs produzidos em seus vários modelos nas fábricas de Ingolstadt, sede da Audi hoje, e Düsseldorf. Eram os sedãs e peruinhas iguais aos brasileiros, mais o jipe Munga, igual ao nosso Candango, e alguns modelos que nunca foram fabricados aqui, como o Junior, o 1000SP, o F12, o F102 e o furgão Schnellaster.

Audi e DKW são a mesma coisa, em resumo. O primeiro Audi “moderno” foi um sedã derivado do último DKW, o F102, com algumas modificações estéticas na carroceria de três volumes e motor de quatro tempos. Pode-se dizer sem medo de errar que foi desse carrinho aí da foto que nasceu a empresa que, no ano passado, vendeu 1.092.400 carros no mundo inteiro, saídos de cinco fábricas diferentes (duas na Alemanha, uma na Hungria, uma na Bélgica e uma na China), pelas mãos de 60 mil funcionários.

Um brinde ao F1, pois. Nome de carro que, curiosamente, é o mesmo da principal categoria do automobilismo mundial. E, até onde se sabe, nenhum descendente de Rasmussen pensou em processar Bernie Ecclestone pelo uso indevido da marca… Ao contrário do que faz o próprio o tempo todo, julgando-se dono da letra F e do algarismo 1.

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ENIGMA DO DIA

Só dou uma pista: o motor é DKW.

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6=12

SÃO PAULO (já vi!) - O tema não é uma grande novidade para os blogueiros mais antigos, mas como Mestre Mahar tocou no assunto em seu blog, claro que vale a dica! É a história dos motores DKW V6, que estavam sendo desenvolvidos pela Auto Union quando a VW comprou a empresa e resolveu descontinuar os motores dois tempos.

Esse da foto aí embaixo eu conheço. O carro e o motor… O texto sempre espetacular de Mahar está aqui.

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ELEIÇÕES 2010 (21) – MOTOS DE CORRIDA

SÃO PAULO (nunca é tarde) – E vamos às cinco categorias de hoje. Começando com as motos de corrida. Não me perguntem os anos, nem os pilotos. Uma DKW, uma Honda e uma Suzuki. Pelas pinturas, pela pose, pelas vitórias. E para quem não sabe, a DKW foi a maior fabricante de motos do mundo nos anos 20 e 30. Mas podem votar nas outras, se quiserem…

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BRINQUEDINHOS

SÃO PAULO (não ganhei nada!) – Hoje é Dia das Crianças, não? Pois aí estão meus brinquedinhos. Uma coleção simpática de tudo quanto é miniatura de DKW que já encontrei por aí, e muitas delas totalmente artesanais. No cantinho direito, ao lado do Candango bege, tem um jipe DKW da Atma no saquinho, ainda para montar. E bem no centro aparecem as duas miniaturas, também da Atma, que ganhei quando fiz 11 anos: uma Vemaguet bege e um Belcar verde claro com teto creme. Foram eles os responsáveis pela minha paixão por DKW. Quando ganhei, jurei que um dia teria esses carros de verdade.

Talvez tenha sido a única promessa na vida que consegui cumprir…

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ONE COMMENT

Certos carros têm convicções muito fortes… Quem mandou a foto foi o Dario Faria.

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ONE COMMENT

Doctor Helio Marques não é fraco! E estão dadas as boas-vindas ao lindo F102. Não tem muitos desses por aqui, não…

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ENCHE O TANQUE (14)

SÃO PAULO (hora de dormir) – Como hoje foi dia de Blauer Rauch, o encontro paulista de DKWs organizado pela turma do Três Cilindros Clube, o posto da vez tem dois DKWs compondo a paisagem. Uma Caiçara e um Belcar. O posto fica (ficava?) em Itapetininga, interior de SP. Quem mandou a foto foi o Décio Oliveira, que é de lá. Junto funcionava uma concessionária Vemag, a Itamac, pelo que entendi.

O encontro de hoje em Itu foi maravilhoso, como sempre. Quase 40 DKWs de todos os modelos, mais a camaradagem dos vemagueiros de todo o país em papos sem fim. Uma delícia. Fui e voltei no meu 58 verde caruá. Nome lindo de cor. Merece maiúsculas: Verde Caruá. Aproveitei para fazer a vistoria da placa preta, que esse ainda não tem. Foram 150 km sem maiores sustos, apesar da chuva e da temperatura um pouco alta. E da tampa do tanque de gasolina, que esqueci no posto quando abasteci em SP, já recuperada. A solução foi colocar um saquinho plástico preso com elástico e Band-Aid… Funcionou perfeitamente.

Durante a semana, depois de passada a tempestade do GP da Malásia, coloco fotos aqui.

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FOTO DO ANO

SÃO PAULO (parabéns a todos) – Domingo passado, dia 21, aconteceu em Teutônia a II Subida da Harmonia, uma prova de montanha para carros antigos que recebeu enorme público e foi um sucesso. Baita inveja dos gaúchos… E sabe quem está acelerando o F-Júnior do Paulo Trevisan? Bird Clemente! Olha o vídeo!

O blogueiro Luis Camaratta mandou a foto e indica este site com muitas imagens do evento. Vale a visita, claro. E nunca é demais aplaudir de pé o Trevisan, guardião da memória do automobilismo brasileiro.

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