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SENNA, 15

SÃO PAULO (naquele fim de semana, comi carne de zebra) - Senna, Prost e Schumacher. Os três em perseguição alucinada no GP da África do Sul, 1993. Para quem diz que Schumacher e Senna nunca disputaram nada… Linda briga, e no fim deu o francês. Ayrton tinha uma McLaren mais ou menos. Mais no chassi, menos no motor, de Ford Fiesta. E menção honrosa para Christian Fittipaldi, quarto naquela corrida, e de Minardi. Mais um momento legal para lembrar de Senna fazendo aquilo que sabia melhor, dirigir.

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PAIS & FILHOS

SÃO PAULO (pequenininho…) - Não, a série não acabou. Ainda tenho algumas em estoque. Essa aqui é fácil: Wilsinho e Christian, quando o filhote dava suas primeiras aceleradas no kart. Christian foi um bom kartista e travou grandes duelos com Barrichello. Consta que eles não se davam mal quando crianças, ao contrário do que muita gente imagina. Quem vivia às turras eram seus pais.

Uma vez, na Inglaterra, lá pelos idos de 1993, fizemos uma prova de kart indoor. Jornalistas e pilotos. No caso, Christian e Rubinho (na época ainda era Rubinho). O primeiro já estava no segundo ano da Minardi e o segundo fazia sua temporada de estréia na Jordan. Grid invertido, para não virar covardia. Christian foi o último, Barrichello o penúltimo e eu larguei em antepenúltimo.O resto da jornalistada pé-de-breque lá na frente.

Na primeira volta os dois me deram uma porrada e eu fui parar em cima de uma barreira de pneus. Alguém gravou, mas não tenho idéia de onde foram parar essas imagens. O mais engraçado foi o Luiz Roberto, narrador da Globo, naqueles tempos ainda trabalhando em rádio, entrando na frente da câmera, rindo a valer, com meu kart ao fundo, rodas dianteiras no ar, atoladas nos pneus. E ele: “O Flavinho bateu! O Flavinho bateu!”.

Canalha!

Nem preciso dizer que me ferrei de verde e amarelo. Tomei umas três voltas de todo mundo enquanto os caras me tiravam daquela posição constrangedora, e nem sei em que lugar cheguei. Mas fiz a melhor volta, tenho a papeleta guardada em algum canto.

Depois da festa, numa M-alguma-coisa, voltando para Londres, estava sossegado com mais uns três ou quatro na estrada quando olho no retrovisor e aparece um carro quase dentro do meu. Era o Rubinho pedindo passagem. Como eu tinha um contrato em vigor, saí da frente.

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