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PARA OS REGISTROS

SÃO PAULO (nada a acrescentar) – Só para registrar, sem oposição o atual presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, foi reeleito para mais um mandato. Declarou o dirigente: “Essa é uma vitória de todas as federações que se dedicaram nesses quatro anos ao automobilismo de seus Estados, principalmente nas categorias de base, que teve um acréscimo significativo de participantes”.

Categorias de base?

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AINDA OS MINIS

SÃO PAULO (entrando no fuso) – A destruição dos Mini importados temporariamente deixou todo mundo arrepiado. Inclusive Zeca Giaffone, da JL, empresa responsável por sua manutenção e importação. A Juliana Tesser, do Grande Prêmio, conversou com ele. As explicações para o destino triste dos carros já foram dadas. Para ser salvos, eles teriam de ser reexportados, se alguém quisesse comprar. Caso contrário, o regime de importação temporária exige que os bens sejam destruídos, ou entregues à Fazenda, se ela tiver interesse. Como, compreensivelmente, a Fazenda não teria o que fazer com carros de corrida, o fim deles foi esse que todos conhecemos.

Bem, o fato de tudo ter sido feito nos conformes, dentro das regras, não significa que se tenha de achar as regras lindas de morrer. Mas são as regras.

De qualquer maneira, me parece claro que essa legislação tem de ser revista. Talvez com algum mecanismo diferente para bens cujo fim é a prática esportiva. Ou médica. Ou cultural. Sei lá.

Está cheio de gente em Brasília que recebe salário para pensar nessas coisas, incluindo aí o Congresso Nacional, o Ministério do Esporte e o próprio Ministério da Fazenda. E há a CBA, que se tivesse alguma utilidade poderia fazer gestões nesse sentido, para defender o esporte que, supõe-se, cabe a ela fomentar.

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OUTRO GANCHO

SÃO PAULO (limpando a área)Marcos Gomes foi suspenso pela Comissão Disciplinar do STJD da CBA por um ano por ter sido pego no antidoping realizado após a etapa do Velopark da Estoque. Alceu Feldmann, que se recusou a fazer o exame na ocasião, também foi condenado, embora tenha conseguido um efeito suspensivo. No seu caso, a pena foi de dois anos. Feldmann recorreu, assim como fará Gomes. Caberá ao STJD confirmar ou não as penas. A equipe Medley já avisou que vai rescindir o contrato de Marquinhos.

A CBA e o STJD não divulgam a substância encontrada no exame de Marcos Gomes, o que é um erro e, desconfio, uma irregularidade. No rumoroso episódio que pegou Tarso Marques (e que a CBA e a Estoque tentaram esconder, até que a Revista WARM UP escancarou tudo, em abril do ano passado), nós insistimos tanto que acabaram divulgando. Era uma bomba qualquer para dar massa muscular que afeta também o comportamento de quem toma.

Não acho que a substância deva ser divulgada apenas para alimentar algum prazer sádico de apontar o dedo para um piloto e colar um rótulo na sua testa. Isso pode acontecer, claro, como aconteceu com o checo-jamaicano Tomas Enge. Depende do que for encontrado. Mas acho que a divulgação das substâncias ilegais que atletas usam serve como alerta. Para outros atletas, para seus colegas, para dirigentes, para torcedores. É só isso.

“Ah, e vocês vão cobrar da CBA?”, alguém pode perguntar. Sim, vamos. Aliás, estou cobrando aqui e agora: e aí, dona CBA, o que encontraram nesses antidopings? Pronto. Se quiser responder, que responda. Não vamos pegar o presidente Pinteiro pela garganta, sacudi-lo e obrigá-lo a dizer. Ando meio de saco cheio disso. Quer dizer, diga. Não quer, foda-se.

E finalizo com uma nota de elogio pelo fato de o piloto pego no antidoping ser filho de Paulo Gomes, que também é dirigente da entidade. Apesar disso, ninguém tentou esconder o resultado — o que só confirma a ótima impressão que sempre tive do Paulão, embora tenhamos tido raros contatos pessoais.

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MELHOR ASSIM

SÃO PAULO (olho vivo) – Sem querer parecer presunçoso, mas me parece óbvio que os recentes casos de doping revelados na Stock, de Alceu Feldmann e Marcos Gomes, têm algo a ver com o barulho que a Revista WARM UP fez no ano passado ao escancarar outro caso, o de Tarso Marques, agravado pelo fato de a CBA tê-lo omitido — até se ver obrigada a admitir a suspensão do piloto e tudo mais. Talvez se não tivéssemos mostrado aquilo tudo, casos como esses continuassem a ser tratados intramuros, só na patotinha.

Ótimo que se controlem esses meninos. Sem nenhum juízo de valor, porque a CBA não revela as substâncias encontradas nos exames (no caso de Feldmann, houve recusa em fazer o antidoping), é preciso entender que corrida é um negócio sério e perigoso. E o automobilismo deve ser praticado por gente limpa. Não dá para brincar com isso.

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PENA

SÃO PAULO (no estúdio) – A FIA descartou mudanças no calendário do Mundial de Rali e, assim, não teremos etapa no Brasil no ano que vem. Quem sabe em 2014. Uma pena. Nisso o pessoal da CBA deveria ter se empenhado muito. Pode ser até que tenha, mas claramente não foi suficiente.

E sempre que falo de WRC no Brasil, fico me perguntando como foram as provas aqui nos anos 80. E é sempre legal ler depoimentos de quem viu de perto. Portanto, blogueiros, vocês que lá estiveram, contem o que viram.

A foto abaixo eu catei no Retroauto, sempre cheio de boas histórias e imagens. Aparece até um carrinho meu nessa página dedicada aos Passats. Quem encontrar ganha um doce.

 

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ATÉ NÓS?

SÃO PAULO (arre égua) – O Dú Cardim postou agora há pouco. O presidente da CBA quer que usemos a chicane nas nossas corridas também.

Acho uma merda. Essa chicane nem para Stock e outros serve. As batidas no Café acontecem muito mais por imprudência e imperícia dos pilotos do que pela natureza da curva. No ano passado, quando Sondermann morreu, todos os próceres de Interlagos e do automobilismo brasileiro posaram para fotos onde seria derrubada a arquibancada para a construção de uma área de escape.

Não derrubaram a arquibancada e não fizeram a área de escape, claro. Mas todos saíram nas fotos, com ar compungido.

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DEODORO

SÃO PAULO (só vendo) – Ontem foi dado o sinal verde para o fim definitivo de Jacarepaguá. Para vocês entenderem, a situação é a seguinte. A CBA conseguiu anos atrás um papel qualquer na Justiça, um acordo com a Prefeitura do Rio, que preservava o que restou da pista até que houvesse um circuito novo no Rio. Foi quando surgiu a história de Deodoro e tal. Isso aconteceu na época dos Jogos Pan-americanos, já que parte do autódromo foi usada para alocar um velódromo, um ginásio e uma piscina.

O problema é que depois o Rio ganhou a briga para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, e o COI requisitou a área para detonar de vez o circuito e fazer um parque olímpico ou algo que o valha. Mas por causa daquele papel da CBA, nada poderia ser feito enquanto não saísse uma pista nova, apesar de os governos do Rio, estadual e municipal, dizerem o tempo todo que iriam fazer e dane-se. Mas não tinham recursos, e por isso sempre duvidei dessa pista de Deodoro.

Aí o governo federal entrou na conversa. Ontem, em Brasília, ficou definido que a União vai apresentar um projeto e fornecer os recursos para que o novo autódromo seja feito a partir de janeiro do ano que vem, com obras tocadas pelo governo estadual. A área de Deodoro pertence à União. Assim, as obras do tal parque olímpico podem começar sem mais entraves, e a CBA conseguiu a garantia de que elas não vão desativar o autódromo de vez enquanto Deodor não existir.

Quando tudo estava nas mãos dos governos fluminense e carioca, eu duvidada 100% desse autódromo. Agora que o governo federal resolveu assumir a pica, pode ser que saia. Passei a duvidar 90%. Considero, no entanto, que é um desperdício de dinheiro público. Não acho que o país tenha de gastar com a construção de um autódromo, há prioridades outras. Era muito melhor dar um jeito em Jacarepaguá, tentar salvar o que já existe, e fazer esse parque olímpico em outro lugar. A partir do que foi definido, pode-se imaginar quanto vai ser gasto para destruir um autódromo, construir outro, e ainda fazer o parque.

Mas a região de Jacarepaguá é valorizadíssima. O que explica tudo. Por um lado, fico feliz de saber que uma pista nova pode sair, de qualidade, moderna e tal. O automobilismo brasileiro precisa disso, e é necessário reconhecer que, se sair mesmo, é uma vitória, raríssima, da CBA. Mas já que o governo federal vai enfiar grana nisso, que cobre contrapartidas. Essas ainda não estão claras.

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O PÔQUER E AS CORRIDAS

SÃO PAULO (pif-paf é igual?) – Alguns meses atrás uns xiitas malucos que gostam de pôquer chegaram a desejar minha morte soterrado por toneladas de baralhos Copag, ou quem sabe afogado numa piscina de fichas do Excalibur, por alguma brincadeira qualquer que fiz no Twitter.

Desde então, de vez em quando aparece um doido desses para me encher os bagos quando acontece algo de importante no mundo das cartas — eventos que considero absolutamente irrelevantes, por isso não saberia sequer mencionar algum; ou, por outra, talvez sim: um brasileiro, logo depois do affair tuítico, ganhou um título mundial, algo assim — todos os anos tem uns 50 campeonatos mundiais de pôquer divididos por bairros e/ou modalidades, mas isso não importa —, vestia até um agasalho verde-amarelo no dia da final e seus torcedores, embarcados possivelmente pela CVC para Vegas, cantaram que tinham muito orgulho e muito amor e tal.

Hoje, um desses me escreveu para comemorar que o pôquer tornou-se oficialmente um esporte por ter uma confederação da modalidade Texas Hold’em, ao que parece a mais popular, reconhecida pelo Ministério dos Esportes. Juntou-se, o jogo de cartas, a atividades como o Futebol, o Basquete e o Vôlei, por exemplo. E também ao Takraw, ao Wheeling & Zerinho, ao Double Dutch & Rope Skipping e ao Bridge.

Acho tudo isso muito legal, não tenho nada contra pular cordas ou fazer zerinhos, nem contra vazas, tenaces e singletons. Aliás, sempre fui um ótimo jogador de pôquer, mas era aquele com cinco cartas, podendo trocar até três. Mas nem é disso que quero falar, não vou discutir aqui o que é esporte ou o que não é — cada um acha o que bem entender sobre o que quiser. É sobre automobilismo, mesmo.

Nesses embates verbais, para mim bem divertidos, com devotos de full-hands e flushs, um dos argumentos de meus, hum…, “adversários” era dizer que correr de carro não era esporte, que o carro é que corre, o piloto não faz picas, aquele papo de sempre. Pena que com essa turma do baralho não dava para usar uma das frases de que mais gosto, aquela que diz que “a diferença entre automobilismo e o seu esporte é que no seu precisa de uma bola; no meu, precisa de duas”. Acho que é mais ou menos assim. Costumo dizer isso ao meus colegas na TV como o PVC, o maior tarado do mundo por futebol, o André Kfouri, amante da NBA, o Jaú, ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, e o Osvaldo Maraucci, nosso comentarista de tênis.

Bem, hoje os atletas das mesas verdes de feltro podem me zoar à vontade. Ao consultar a lista de entidades homologadas pelo Ministério do Esporte, notei que entre elas não está a Confederação Brasileira de Automobilismo.

Não é uma beleza? Nem isso a CBA consegue, ser “reconhecida” como entidade esportiva.

Vai bem, o automobilismo brasileiro.

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AH, TÁ

SÃO PAULO (esta cidade…) – Bem, a SPTuris resolveu mudar a tabela de preços para Interlagos, que inviabilizaria o automobilismo paulista (e poderia, igualmente, fazer os que vivem de promover corridas trabalharem um pouco). Houve uma reunião e a Prefeitura, dona do autódromo, decidiu reajustar as taxas praticadas no ano passado em 16%.

Um press-release divulgado pela CBA traz algumas pérolas, como uma declaração do diretor de evento da SPTuris (empresa mista que administra o autódromo) Everaldo Júnior. Diz o assinalado: “A reunião de hoje mostrou que a tabela recentemente anunciada pode ficar mais clara e é isso que faremos. Ao contrário do que alguns meios publicaram, eu garanto que o reajuste de preços para 2012 não passará de 16% sobre os preços praticados em 2011″.

Tabela mais clara… Pode existir algo mais claro que uma tabela? Isso custa tanto, aquilo custa outro tanto. Não havia falta de clareza. Havia um monte de absurdos. E que história é essa de “ao contrário do que alguns meios publicaram”? Os “meios” publicaram a tabela. Só isso.

Enfim, recuso-me a ficar de qualquer lado nessa história. As pessoas que organizam corridas em SP (CBA, FASP e clubes), como já escrevi milhares de vezes, vivem de contar dinheiro de carteirinhas e inscrições e quase nada fazem pelo automobilismo como esporte. É uma receita fácil, obtida com o uso de um equipamento público (Interlagos) pelo qual quase sempre pagaram preço de banana, e quando esses preços de aluguel sobem um pouco, eles aumentam os valores das carteirinhas e das inscrições e sempre haverá algumas centenas de otários (como eu) que pagam e correm.

Por outro lado, a Prefeitura de SP, talvez a pior de sua história, não tem a menor noção de nada, publica uma tabela sem pé nem cabeça, e depois percebe que a modalidade que usa esse equipamento público não tem a menor condição de existir praticando tais preços, cujos valores foram tirados sabe-se lá de onde. Aí, volta atrás e seu representante, este Everaldo Júnior, a quem não conheço, diz que “os meios”, que creio ser a imprensa, erraram nos cálculos. Ora bolas, é só ver a tal da tabela no “Diário Oficial”. “Os meios” não erraram nos cálculos. Apenas fizeram contas.

O saldo dessa balbúrdia toda, promovida por uma cáfila atabalhoada, foi o adiamento das 24 Horas de Interlagos. Até onde eu sei, a realização da corrida na data original (28 e 29 de janeiro) está comprometida. Sei lá o que vai acontecer agora em relação a essa prova. Em relação ao resto, os clubes vão aumentar os valores das inscrições, a CBA vai aumentar o valor das carteirinhas e nós, os pacóvios do esporte a motor, continuaremos pagando pelo prazer de correr, que é maior do que essa zaragata.

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VERDADES & VERDADES

SÃO PAULO (tapa na cara) – Aí o trecho da já histórica entrevista do Nelson Piquet ao Celso Miranda no SuperMotor, da Bandsports. Nelsão faz um diagnóstico do atual momento do automobilismo brasileiro. O Dú Cardim colocou no VocêTubo. Seria legal o pessoal da CBA ver.

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AO CONTRÁRIO

SÃO PAULO (pelamor…) - Ao que me foi possível compreender, quem construiu, ou reformou, a chicane de Interlagos que seria usada em Marcas inverteu o gabarito. Por isso a guia ficou pelo lado de dentro, será que é isso? Está tudo na entrevista feita pela Juliana Tesser com o douto presidente da CBA, Cleyton Pinteiro. Confuso, o presidente, na maior parte de suas respostas. É daquelas entrevistas que deixam o entrevistador exasperado. Você pergunta sobre laranjas, ele responde sobre bananas. A gente tenta, mas é difícil.

Não há luz no fim desse túnel, lamento.

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IMPRATICÁVEL

SÃO PAULO (vai bem) - Thiago Camilo, que corre na Estoque e no Brasileiro de Marcas, foi taxativo: a chicane construída em Interlagos, para atenuar os riscos da Curva do Café até que uma área de escape seja construída ali (e só será depois do GP do Brasil de F-1), é “impraticável”.

Segundo ele, quem construiu a chicane não tem noção de automobilismo. Disse ainda o piloto que ninguém de sua classe foi ouvido ou consultado para orientar a obra.

A CBA diz que não é com ela, que quem fez a chicane foi o pessoal do autódromo. E queria que os pilotos assinassem uma espécie de termo de responsabilidade para que o uso da chicane fosse removido nas provas de domingo, de Marcas.

E agora?

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NÃO DÁ MESMO

SÃO PAULO (e me voy) - Três meses depois da morte de Gustavo Sondermann e das fotos posadas de dirigentes na Curva do Café, não há um projeto para a área de escape que se pretende fazer no local. Entre outros, esse é um dos motivos pelos quais obra nenhuma foi iniciada ali. É o gestor do autódromo, Octavio Guazzelli, que confirma. Está tudo no blog do Victor Martins e teremos mais amanhã, no Grande Prêmio. Diga-se, aqui, que o autódromo não tem culpa nenhuma. Precisa receber um projeto das entidades esportivas para começar a mexer em qualquer coisa. Se ninguém manda nada, nada é feito. Por isso, estão dando um tapa na chicane usada pelas motos em mil-e-novecentos-e-bolinha para as corridas da Stock e de Marcas.

Vejamos. Morreu Sperafico, ficou por isso mesmo, os carros da Light continuaram sendo usados sem alteração nenhuma. Morreu Sondermann, restos do carro foram jogados no lixo e até agora não se viu uma palavra sequer sobre a investigação que a CBA prometeu levar às últimas consequências. O carro de Tuka Rocha pegou fogo misteriosamente domingo no Rio e os fabricantes falam em reunião com os pilotos e com a Vicar para ver o que será feito, e estamos esperando para saber o que causou o incêndio e como é que um automóvel de corrida pega fogo daquele jeito sem que haja vazamento de combustível. A propósito, leiam o depoimento de Sérgio Jimenez sobre o acidente. Ele estava atrás de Tuka. A cronometragem erra miseravelmente com os pilotos da Red Bull em Campo Grande, eles são punidos, e morreu o assunto apesar das evidências de falha no equipamento.

O automobilismo brasileiro está uma piada.

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PAU NA CBA

SÃO PAULO (vejam lá) - Não vou ficar aqui repetindo o que está no blog do Victor Martins, então leiam tudo lá. Mas, resumindo, a Vicar, promotora da Estoque, soltou um comunicado hoje dizendo que não tem nada a ver com as decisões dos comissários esportivos da categoria, tirando o seu (dela) da reta. Isso para se livrar das reclamações da equipe Red Bull, de Cacá Bueno e Daniel Serra, injusta e incorretamente punidos em Campo Grande.

Logo depois o time soltou vasta nota pedindo um mínimo de profissionalismo na birosca, essa que está no blog Victal. E os carros dos dois vão correr enlutados domingo nas ruínas de Jacarepaguá.

Que a Estoque é uma zona, este que vos bloga diz e escreve há anos. E, por isso, é tido com o maior chato de galochas da imprensa universal, porque onde já se viu falar mal de algo tão legal, não é mesmo?

Pois parece que não é tão legal assim. E quem diz, agora, não sou eu.

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FALA CACÁ

SÃO PAULO (de peso) – Cacá Bueno divulgou nota hoje contestando declarações do diretor de prova Sérgio Berti ao Grande Prêmio. Está aqui o comunicado. São opiniões contundentes e que acusam a CBA frontalmente de não ouvir os pilotos nas questões relativas à segurança da categoria.

De novo: estamos fazendo jornalismo. Se fazer jornalismo gera conflitos entre os envolvidos, ótimo. Que eles resultem em algo útil para o automobilismo brasileiro.

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TAUBATÉ-RING

SÃO PAULO (não diga) - Lembram do autódromo de Taubaté, que alguns anos atrás a CBA anunciou como futura grande pista do Brasil, sob sua gestão e tal? Pois nada foi feito, claro, a prefeitura da cidade tomou o terreno de volta e ele foi doado de novo, para abrigar um condomínio de indústrias.

Só para registrar.

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APAGUEM A LUZ

SÃO PAULO (parabéns aos envolvidos, de novo) – Em novembro do ano passado, os 500 Km de Interlagos quase não aconteceram, porque não tinha lugar nos boxes, o autódromo estava uma zona e tal. A corrida acabou sendo realizada, com poucos carros, e foi até boa. A diferença do primeiro para o segundo, depois de 500 km, foi inferior a 1s. Mas muitos pilotos usaram a prova apenas como treino para outros campeonatos vindouros.

No começo deste ano, os 1000 Km de Interlagos foram cancelados. Não tinha gente interessada para correr, as inscrições eram altíssimas, foi um fiasco completo e absoluto. O que eu soube é que uma disputa entre promotores acabou minando a corrida.

Neste fim de semana deveria ter começado um campeonato de Endurance em Interlagos. A ideia original do promotor Toninho de Souza era de criar um torneio com etapas em São Paulo e no Paraná, usando provas regionais para compor um calendário nacional. Brasil Endurance Series seria o nome. Mas a CBA, pelo que soube, implicou com o uso de “Brasil” no nome. A CBA, zelosa dos pavilhões nacionais, diz que só ela pode usar “Brasil”. Ui.

Toninho, figura conhecida no meio, sujeito a críticas e elogios como qualquer um, tentou então fazer seu campeonato sem o “Brasil”, mas esbarrou em pressões feitas por gente da CBA junto ao pessoal do Paraná. Sem opções, montou um campeonato paulista com três provas de longa duração, as 300 Milhas de ontem, as Três Horas de Interlagos, em junho, e a Interlagos 500, em agosto.

Até quinta-feira, 21 carros estavam inscritos para as 300 Milhas. Carrões, essas Ferraris, Lambos, Porsches e Maseratis que andam correndo por aqui. Mais protótipos, carros de Turismo, uma certa variedade que essas competições de Endurance comportam.

Então, misteriosamente, os inscritos foram desistindo. Havia oito carros treinando na sexta, quatro no sábado e no domingo não tinha grid. Toninho, desesperado, juntou carros de várias categorias que estavam no autódromo e fez uma corrida em duas baterias de 30 minutos. Até os velhinhos da Clássicos de Competição (a Classic Cup “light”, com carros mais lentos e de preparação limitadíssima) entraram na onda.

Uma coisa melancólica, oito carros no grid, de chorar.

Alguém se esforçou para matar os 300 Km. O filho de Toninho acusa diretamente um certo Verruga, Vermuga, Beluga, não sei direito o nome dessa gente, da CBA. Dizem que é ele quem manda hoje em dia, e que o presidente Pinteiro (desse eu lembro o nome!) não apita nada. Não me preocupo com essas questões políticas porque a CBA é uma entidade inexistente, ridícula, patética, que assiste à morte lenta e gradual do automobilismo brasileiro há anos sem fazer nada de útil ou honesto em favor do esporte. Além do mais, está cheio de gente ligada ao automobilismo envolvida com sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e o escambau. Não é minha turma. Portanto, se o sabotador é o Verruga, o Salsicha, ou o Carpinteiro, a mim não importa. Não os conheço, com eles não tenho nenhuma relação, nem quero ter.

Importa constatar que os 1000 Km de janeiro, prova organizada pela maior federação do país, a paulista, não aconteceram; que as 300 Milhas viraram 300 segundos; que o autódromo mais importante do Brasil está largado, um lixo, perigoso e abandonado; e que promotores, dirigentes, donos de equipe e pilotos se afundam cada vez mais num pântano imundo e fedido.

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JÁ ÉRAMOS

SÃO PAULO (atrasado, mas tudo bem) - A coluna Warm Up de hoje é pessimista, apocalíptica, cinzenta, tenebrosa. Uma rasa e nada rósea análise do atual momento do automobilismo brasileiro, a poucas semanas do início dos principais campeonatos do mundo de tudo que anda. Para ler, aqui.

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NA LONA

SÃO PAULO (deprimente) - Daqui a pouco você vai ler no Grande Prêmio. A prefeitura de Lauro de Freitas, perto de Salvador, vai ceder a área onde fica o kartódromo Ayrton Senna, que se não me engano tem mais de 20 anos de história, para a Confederação Brasileira de Judô. Lá será erguido um centro de excelência, e tal. Nada contra o judô, ao contrário. Tudo a favor. É esporte levado a sério no Brasil, que conquista medalhas olímpicas e tem grandes atletas. Mas é o mesmo caso de Jacarepaguá. É preciso destruir um para construir o outro? A prefeitura não tem outro terreno?

Entendo que o judô é muito mais midiático (e competente) para colocar Lauro de Freitas no mapa. Perto dos Jogos de 2012 e de 2016 (estes, no Rio), a cidade será citada, mencionada, admirada. E o kart não dá cartaz a ninguém. Mas sabem por quê? Porque não temos direção do automobilismo no Brasil. A indiferença da CBA é exasperante. Nenhuma palavra sobre o assunto. Pistas e mais pistas sendo sucateadas, loteadas, extintas, e picas.

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ASSIM VAI LONGE

SÃO PAULO (não diga…) – Alertado por um blogueiro, dei três cliques no site da CBA, a Confederação Brasileira de Automobilismo.

Primeiro, fui conhecer os circuitos de corrida asfaltados do país. Entrei aqui. Procurei em Goiás, porque a F-Truck confirmou uma prova lá para este ano. Vai ser difícil correr, porque o site da CBA informa que não há autódromo no Estado de Goiás. “Não existe circuitos para esse estado”, diz o site da CBA, em excelente português.

Aí fui dar uma olhada nos calendários de 2011 para ver se encontrava a prova da Truck. A página é um enigma. Toda em branco. Mas insisti e cliquei na pequena palavrinha “Geral”, em azul. Veio isso aqui. O calendário do ano passado.

Esta é a entidade que comanda o automobilismo de um país que tem oito títulos mundiais na F-1, cinco na Indy e etc e tal.

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