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DOWN UNDER (6)

SÃO PAULO (justo) – Jenson, o Bonitão, mereceu ganhar a bagaça. E começou a minar a frágil mente de Hamilton, que se abate muito facilmente. OK, terceiro para quem larga na pole é ruim, mas não é para ficar cabisbaixo como ficou. Lewis é fácil de destroçar psicologicamente. E Button vai fazer isso com elegância e sem precisar recorrer a artifícios como, por exemplo, esconder a balaclava do companheiro ou mandar torpedos para a doce Nicole.

Falando em Nicole, e aquela namorada do Maldonado, hein? Como chama a mocinha? O cachorrinho tem telefone?

Maldonado, Maldonado… Que pasó? Ainda não sei. Assim que souber, incluo aqui. Mas morri de pena do venezuelano, que seria condecorado com a Grande Ordem de Mérito Bolivariano da América do Sul e de Todas as Américas pelo comandante Chávez. E seria merecidíssimo. Agressivo, combativo, disposto, mandou Grosjean para a brita (normal, ao meu ver) e estava quase engolindo Alonso pelo quinto lugar na última volta quando seu carro pimba!, deu no muro depois de uma guinada estranha para a direita.

Guinar para a direita não pode. Tem de ver isso aí.

Mas voltemos ao Button. Grande vitória, terceira dele em terras australianas e 13ª na carreira. Ganhou na largada ao passar Hamilton e, depois, como costuma fazer, controlou a prova com calma e estilo, cuidando de seus pneus como se fossem dois gatinhos persas, com delicadeza e apreço. Hamilton esteve por perto enquanto pôde, mas nunca o suficiente. Pior ainda depois do primeiro pit stop, quando voltou atrás de Raikkonen e Pérez, e a diferença que era de 3s5 para o parceiro subiu para 10s e, aí, nem com reza brava. Para piorar, ainda perdeu o segundo lugar para Vettel quando o safety-car entrou para que fosse retirado o carro petróvico da Caterham, que o abandonou no meio da reta sem cartão de Zona Azul, nem pisca-alerta. Um irresponsável.

Sebastian, que não tem o carro que tinha no ano passado, foi esperto, parou na hora, ganhou a posição de Lewis e mostrou que mesmo sem o melhor equipamento é piloto para brigar sempre. Essa vai ser umas das atrações do ano, ver como se sai o Tiãozinho Alemão quando tem de batalhar por posições largando um pouco mais atrás. Hoje se saiu bem.

“Welcome 2009″, disse Button no rádio, lembrando o título com a Brawn. “O carro é bonito e veloz.” Bonito mesmo, não tem degrau no bico. E rápido, sem dúvida.

Hamilton e Webber, terceiro e quarto, serão vistos na noite de Melbourne caminhando abraçados e cantando, com a voz pastosa, embriagados de amargura, que ninguém me ama, ninguém me quer. Alonso, o quinto, só não vai se juntar a eles porque, provavelmente, passará a madrugada lendo o contrato com a Ferrari para ver se tem jeito de pedir adicional de insalubridade. Guiar aquilo por quase duas horas é desumano.

E o GP das Austrálias teve grandes destaques individuais, como os dois sáuberos, Koba-san e Dom Sergito Pérez, sexto e oitavo. O pimenta malagueta, de novo, só parou uma vez. Ricardinho, da Toro Rosso, terminou em nono. Resta Um foi o décimo. E Raikkonen, o Breve, sétimo depois de passar a corrida gritando com o engenheiro. Como grita o Raikkonen no rádio. E pelas mais justas razões. Porra, estão me dando bandeira azul! Kimi, querido, é para os carros que estão atrás de você. Porra, a asa do japonês aí na frente está chacoalhando! Kimi, querido, a FIA está vendo. Porra, tem um caminhão na pista! Kimi, querido, estamos com safety-car. Porra, todo mundo tirou o pé! Kimi, querido, acabou a corrida.

Vai ser divertido, Kimi em 2012.

No mais, Schumacher começou bem e acabou mal (foi na grama e quebrou o câmbio depois de uma dezena de voltas em terceiro), Vergne estreou bem chegando em 11°, a Caterham decepcionou e voltou a ser quase nanica e os marússios foram bem, como não? Conseguiram vagas no grid e levaram os dois carros até o final sem quebrar. Para quem não tinha testado nada, foi ótimo.

Ah, sim, claro, tem Massa e Senninha. Massa: largou bem, perdeu ritmo, seus pneus foram para o saco muito rapidamente, foi ultrapassado com enorme facilidade a cada fim do ciclo da borracha, despencou lá para trás e se enroscou em Bruno. Que, por sua vez, foi tocado na largada, quase capotou, fez um pit stop de emergência, caiu lá para trás também e quando encontrou Felipe, nele se enroscou, como já mencionado. Lutavam por posição fora da zona de pontos. Bem fora. Acho que 14°, coisa assim.

Ambos abandonaram. Bruno disse que foi acidente de corrida. Felipe, ainda não sei.

Volto mais tarde, quando sol surgir no horizonte, com a já premiadíssima seção Tecla SAP. E se Gola ligar, o que sempre é possível, mas não garantido, quem sabe com alguma coisinha da Ferrari.

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BLEFE?

SÃO PAULO (e as coisas vão andando…) – Tem gente, como Button, que acha que a Ferrari está fazendo jogo de cena com essa história de que o carro é ruim, difícil, indócil, antipático e tal. Até agora não apareceu, de fato, nenhuma declaração de alguém de Maranello otimista com a F2012.

Vamos ver na Austrália, claro. Mas tendo a acreditar que as coisas não estão mesmo muito bem. Como disse outro dia, Alonso e Massa são sinceros. Quinta-feira Felipe vai dar uma coletiva aqui em São Paulo, à guisa de anunciar o patrocínio dos energéticos TNT para a equipe. Claro que será bombardeado com perguntas sobre o carro. Vamos ver como vai se safar.

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PENTELHÉSIMOS

SÃO PAULO (sigamos) – Muito legal este comparativo das voltas de Vettel e Button na classificação em Suzuka. A diferença para o alemão foi de 0s009. Seria bacana também se tivéssemos duas imagens de pilotos da mesma equipe, para que muita gente entendesse por que com carros iguais muitas vezes os tempos são tão distantes. E a resposta é tão simples… Porque não existem duas pessoas no mundo que guiem de forma idêntica. São raríssimas as ocasiões em que os mesmos tempos são registrados por pilotos diferentes. Lembro a mais célebre de todas, o empate tríplice ente Villeneuve, Schumacher e Frentzen no grid do GP da Europa de 1997, em Jerez. Aquilo sim foi raro.

Quem mandou o vídeo foi a blogueira Luciana Audrey Hepburn.

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COME-QUIETO

SÃO PAULO (com justiça) – A McLaren renovou o contrato de Jenson Button por vários anos. Não especificou quantos. Jenson chegou à equipe no ano passado. Para ser companheiro do primeiro piloto natural, Hamilton, cria da casa, queridinho de todos.

Chegou como campeão, diga-se, levando o #1 no bico. Em menos de dois anos, passou a ser mais respeitado internamente que Hamilton, às voltas com seus problemas pessoais e existenciais.

A dupla é a melhor da categoria, de longe. E Button é uma aposta segura da McLaren. Seu tempo de pirar com a F-1 se foi há muitos anos, lá no fim do século passado, quando estreou (nos tempos dessa foto aí em cima). Maduro, preciso, correto, agressivo na medida certa, Jenson já não é mais apenas o companheiro do prodígio Hamilton. Está mais para primeiro piloto, embora a McLaren não seja muito disso. Ocorre que Lewis deixou de ser novidade e prodígio. E Jenson, quietinho e trabalhando, ocupou um espaço que talvez nem a McLaren imaginasse que havia para ser ocupado.

Button é a garantia que a McLaren tem de que vai ganhar o que for possível ganhar enquanto Hamilton procura o rumo.

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SEGREDO REVELADO

SÃO PAULO (finalmente) - OK, vou confessar. Tenho raiva do Rubinho! É por isso que escrevo essas coisas, como a coluna de hoje (que é basicamente o texto do post um pouco mais abaixo). A verdade é que no final de 2005 eu é que deveria ter sido contratado pela BAR, que já estava vendida para a Honda. As imagens deste vídeo comprovam tudo. A foto aí embaixo também.

Se bem que eu deveria, mesmo, era ter raiva do Button. Acho que foi ele que me vetou. Ou porque ganhei a corrida, ou porque fiz chifrinho nele na foto. Mas precisa ver o vídeo até o fim pra entender.

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SENNA & PROST VERSÃO 2011

SÃO PAULO (menos…) - Jenson Button fez uma interessante comparação da dupla atual da McLaren, ele e Hamilton, com a mais explosiva de todos os tempos, Senna & Prost, que dividiram os boxes maclarianos por duas temporadas, em 1988 e 1989.

Para Button, ele faz o papel do francês, mais cerebral e conservador, e Lewis é a reencarnação de Ayrton, aguerrido, atirado, combativo.

Faz algum sentido, embora ambos, Button e Hamilton, ainda tenham de comer bastante feijão para alcançar aquilo que Senna e Prost conseguiram. É até covardia comparar os números:

SENNA + PROST
92 vitórias
186 pódios
98 poles
60 melhores voltas
7 títulos

HAMILTON + BUTTON
27 vitórias
76 pódios
25 poles
14 melhores voltas
2 títulos

Claro que os dois ainda têm muita estrada pela frente, mas é difícil imaginar que cheguem tão longe. De qualquer forma, é louvável a política da McLaren de procurar ter sempre bons pilotos e liberá-los para competir. Do ponto de vista “corporativo”, pode não dar certo sempre. Mas do ponto de vista esportivo, sem aspas, pode-se dizer que é disso que o povo gosta.

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FOTO DO DIA

Alegria, alegria!

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BAND OF BROTHERS

SÃO PAULO (e é de verdade) – O blogueiro Gustavo Oliveira indicou a foto do site motorsport.com e achei tão legal que reproduzo, com os devidos créditos. Button e Hamilton formam um time digno do nome. Quando a gente fala em companheiro de equipe, é disso que se trata. Essa história de que piloto tem de odiar o cara do box ao lado, que companheiro existe para ser batido, é babaquice. Nunca a amizade, o carinho, o respeito e a admiração serão menores que esse espírito de competição que muita gente adota como estilo de vida.

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TRÊS-GRIA

SÃO PAULO (cabeça é tudo) - Pô, não vou ficar descrevendo a corrida inteira aqui. Aconteceu muita coisa na Hungria e minhas anotações estão meio bagunçadas.

Em linhas gerais, ganhou o piloto mais inteligente. Bonitton tem vencido corridas assim. A primeira, em 2006, foi desse jeito. Lá mesmo na Hungria, de Honda. E teve vitória parecida, em outras temporadas, na Austrália, China… Jenson chegou a 11 vitórias na carreira e foi a segunda na temporada. No Canadá, também venceu em condições adversas, aquelas que exigem neurônios funcionais. Nem todos têm.

Button deu o pulo do gato ao colocar pneus macios na sua terceira parada, para um long stint de fim de prova. Resistiu à tentação de colocar intermediários quando a chuva voltou no final, como fizeram Webber, Hamilton e Rosberg. Deram uma volta e retornaram aos boxes porque a chuva era fraca, como a carne naquelas plagas.

Hamilton tinha carro para vencer. Mas com seis paradas, uma delas para pagar pênalti, ficou meio complicado. Chegou em quarto. Briga não faltou nessa prova. Inclusive entre Lewis e seu parceiro, ali pela volta 50. Briga limpa, bonita, gente de classe.

As primeiras voltas foram divertidas, com o piso úmido e escorregadio. Foi a segunda vez na história que um GP em Mogyoród aconteceu com pista molhada. O outro foi aquele de 2006 que Button ganhou.

Vettel não aproveitou a pole e não sumiu na frente. Seu carro não estava grande coisa no molhado. Hamilton apertou, apertou, até passar. A largada foi boa para quem estava no lado ímpar do grid. Os outros sifu. Foi lá pela décima volta que perceberam, todos, que o asfalto estava secando e começaram os pit stops para pneus slicks. Nessas, até Schumacher chegou a liderar a corrida. Na segunda bateria de paradas, quase que Vettel bate no carro que guinchava a Renault de Heidfeld para o pit lane. A equipe quer se livrar do alemão e tacou fogo no carro. Nick, que não é besta, caiu fora e deixou o carro se incendiando na saída dos boxes.

Alonso antecipou a terceira parada e passou os dois carros da Red Bull. Mas teria de fazer mais um pit stop e Vettel recuperou a posição. Chegaria atrás de Webber, também, se o canguru desolado não se precipitasse para colocar intermediários ali pela volta 52. Bem, não importa. Importa é que mesmo fazendo uma corrida apenas discreta, sem se meter em confusão, Sebastião terminou em segundo e ampliou sua liderança no campeonato. Os arautos de sua decadência não devem estar entendendo nada. Ele não venceu nas últimas três provas, mas a diferença de pontos para o vice-líder só aumenta. Era de 77, foi para 85 pontos. Faltam oito corridas. Webber precisa descontar mais de 10 pontos por prova para ser campeão.

Oh, como está difícil a conquista do bi. Vettel não é tonto. Não vai se esgoelar para vencer mais nenhuma. Se der, deu.

Hamilton, com tudo que aconteceu, chegou em quarto. Webber foi o quinto, Massa terminou em sexto e a zona dos pontos foi fechada por Di Resta, Buemi, Rosberguinho e Alguersuari.

Massa foi bem? Não. Largou na frente de Alonso e chegou um minuto atrás. Bem, mesmo, foi Buemi. Penúltimo no grid, oitavo na classificação final.

Button completou 200 GPs na F-1. Bom jeito de comemorar, ganhando. Não vai ser campeão, mas faz umas corridaças dignas de aplauso. Ele segue sendo o piloto mais suave na nave.

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POR AÍ (4)

MUNIQUE (pode parar, chuva) - Neste pinga-pinga que tem sido o blog nestes dias longe de casa, não posso deixar de recomendar a coluna do Andre Jung pós-Canadá. Se eu ontem fiquei falando mais do mesmo no meu textículo semanal, da bravura de Hamilton e de como é bom ter pilotos como ele em atividade, nosso batera foi bem além e acertou muito mais na mosca.

Button, o que sorri, é que é o cara.

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QUEBEQUINHAS (3)

SÃO PAULO (de gala) - A atuação de Jenson Bonitton hoje foi daquelas de tirar o chapéu. Seis paradas, um toque do companheiro Hamilton no início, outro em Alonso depois que a prova recomeçou, uma punição, um sprint inacreditável nas voltas finais e a glória absoluta de ganhar a liderança na última delas graças a um erro de Vettel, seu primeiro no ano.

Baita GP, esse do Canadá. Em todos os sentidos. Primeiro, porque demorou mais de quatro horas. A corrida foi interrompida na 25ª por causa da chuva forte e foram necessárias duas horas de espera até que pudesse começar de novo, atrás do safety-car.

Então, que se divida essa bagaça toda em parte 1 e parte 2.

Parte 1. Pista molhada, largada atrás do Mercedão por cinco voltas, bandeira verde, Vettel se segurou bem, Alonso tentou, e Hamilton começou a aprontar. Tocou em Webber, que rodou e foi lá para trás. Três voltas depois, Lewis tentou passar o Bonitton na reta dos boxes. Jenson não facilitou. Acho que Hamilton foi agressivo demais, ainda mais por se tratar de começo de prova e uma tentativa contra o companheiro de equipe, que além de tudo é um gentleman.

Bateu, furou o pneu, a McLaren disse que quebrou a suspensão. Ele queria voltar. Isso aí vai dar o que falar. Levou bronca de Ron Dennis nos boxes.

A chuva ia e vinha, sem grande consistência, o que levou alguns pilotos a colocarem pneus intermediários. Button e Alonso foram dois deles. Mas aí, na volta 19, o temporal desabou. E neguinho foi obrigado a voltar aos boxes para recolocar os pneus de chuva forte.

Azar de quem fez tudo isso, porque quando a tromba d’água apertou de vez, a direção de prova resolveu parar tudo. Bandeirolas vermelhas, e os que não tinham parado ainda puderam trocar seus pneus no grid.

Aí foram duas horas de corrida parada, porque a chuva não dava trégua. Asfalto molhado, capas e guarda-chuvas nas arquibancadas, caminhões-rodo tirando a água, aquela desgraceira toda. E chegamos à parte 2.

Parte 2. Começa tudo atrás do safety-car de novo, com o mundo torcendo por Kobayashi. Afinal, ele estava em segundo lugar, com Massa em terceiro, Heidfeld em quarto e, na sequência, Petrov, Di Resta, Webber e Alonso.

Foram oito voltas com o Mercedão na frente até a relargada para valer. Mas durou pouco, porque na 37 Button e Alonso se tocaram e o espanhol bateu. Safety-car de novo, Fernandinho deixando de terminar uma corrida pela primeira vez desde a Bélgica no ano passado. Na relargada, a partir da volta 41, virou um corridão de vez. Baixou o santo em Schumacher, que saiu passando todo mundo. Um passão duplo sobre Massa e Kobayashi foi daqueles históricos. Button tinha desaparecido lá atrás, ninguém se lembrava dele, Koba se sustentava à frente de Massa, e aí liberaram as asas móveis, que estavam proibidas por causa da pista molhada.

Na volta 50, Webber foi para os boxes e colocou pneus slicks supermacios. Estava dada a senha. Todo mundo fez o mesmo e o final foi frenético. Button, que tinha feito o mesmo, era o mais rápido na pista e vinha passando quem encontrasse pela frente. Mas ainda estava longe dos líderes. Pois não é que apareceu mais um safety-car na volta 56? Heidfeld bateu em Kobayashi espanhando pedaços de carro pela pista e aí juntou todo mundo.

Foi a sorte de Button, que se reintegrou ao pelotão da frente em quarto lugar com o carro voando. Na relargada, faltando nove para o final, Vettel não teve muitos problemas com Schumacher, segundo àquela altura, e Webber e Button chegaram no alemão. Michael resistiu o quanto pôde, mas as asas móveis fizeram dele uma presa fácil para o canguru e Jenson. E como Webber deu uma escorregada, Button se viu, de repente, em segundo, voando para cima de Tião Alemão, que já ensaiava o ding-ling-ling.

Está grande demais este relato. Chega. Vetell deu uma rabeada na última volta e Button passou. Fim de papo. Vitória maiúscula, diriam os locutores de então. Não sei se vai valer porque os comissários ainda vão estudar o incidente com Hamilton, da parte 1, e com Alonso, da parte 2. Se nada for feito, ótimo. Nem se deve, porque seria um exagero. Button manteve sua linha no primeiro caso, Lewis forçou. Ele disse que não viu o parceiro atrás e pediu desculpas na coletiva. É um sujeito muito educado, Jenson. No toque com Alonso, ambos dividiram uma chicane. Alguém sempre se dá mal nessas situações.

Menções honrosas depois da longa tarde quebequiana: Webber terceiro, Schumacher quarto (sua melhor corrida desde a volta), Petrov quinto, Massa sexto (que bateu sozinho no fim, mas soube se recuperar e passou Kobayashi na linha de chegada na última volta, combativo como há muito não se vê). Menções desonrosas: Alonso (trocou de pneu na hora errada e teve um dia meio atrapalhado), Rosberguinho, Koba-Mito (pô, estava em segundo na relargada, mas acabou cometendo erros no fim) e Hamilton, porque já está começando a exagerar nas confusões.

Bela corrida, em resumo. E nada teve a ver com pneus que esfarelam, ou asas que se abrem. O barato, hoje, foi a chuva. E também a pista. E também alguns pilotos que não se encontram em qualquer esquina.

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PAULISTÂNIAS (28)

SÃO PAULO (22 graus, 41 no asfalto) - Button deu uma coletiva aqui agora há pouco. Muito concorrida. Para falar da tentativa de assalto que sofreu ontem. Relatou que viu três caras armados se aproximando e dois saíram correndo atrás de seu carro. Um deles portava algo que parecia ser uma metralhadora. O motorista, um PM, segundo consta, escapou e bateu em vários carros na fuga.

Jenson, elegante, disse que foi “azar”, que estava no lugar errado na hora errada. O prefeito da cidade, do alto de sua arrogância, disse apenas um “é, aconteceu”, como relata o colega Fábio Seixas em seu blog.

Engenheiros da Sauber também foram assaltados ontem na saída do autódromo. Roubaram tudo. Está lá no Grande Prêmio. As autoridades paulistas e paulistanas nunca admitem que a segurança na cidade e no Estado é uma vergonha, falha, deficiente, mal-aparelhada, uma porcaria.

Claro que não é só em SP. Só que nos últimos meses, na campanha eleitoral, os candidatos da situação (são os mesmos há 20 anos em SP) usaram como peça de propaganda nossa segurança, hum, dinamarquesa.

Uma mentira. Mais uma.

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PAULISTÂNIAS (26)

SÃO PAULO (sem termômetro) – Ué, não era São Paulo uma espécie de Zurique dos trópicos, exemplo de segurança,a pax paulista?

A Mercedes blindada em que estava Jenson Button sofreu tentativa de assalto na saída de Interlagos, na Marginal do rio Pinheiros, quando ele voltava ao hotel. Os primeiros relatos indicam que pelo menos seis homens fortemente armados atacaram o veículo. O motorista, policial treinado segundo a McLaren, escapou batendo em outros cinco carros.

Ninguém se feriu.

Exceto nosso orgulho.

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EM DEFESA DE SCHUMACHER

SÃO PAULO (corre, rapaz!) – Acho que merece vossa apreciação a análise de Jenson Button sobre o mau ano de Michael Schumacher. Em resumo, ele diz que como o carro da Brawn estava sendo feito para o estilo dele, Button, de pilotagem, o alemão acabou pegando uma bucha irremediável: um carro que se comporta ao contrário daquilo que ele sempre gostou.

Sendo assim, está apanhando que nem cachorro viralata (tem hífen?). Porque Button foi para a McLaren quando a Brawn já tinha projetado o automóvel para seu gosto e estilo e Schumacher pegou a máquina pronta, sem tempo de mexer no seu conceito. A Mercedes comprou o time e tocaram o projeto do jeito que ele nasceu.

É uma explicação razoável. E Button acha que, no ano que vem, com um carro mais adequado ao estilo dele, Schumacher, o heptacampeão vai dar trabalho. Faz sentido.

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ONE COMMENT

Às vezes acho que abusam da popularidade dos meus carros…

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LOS DOS AMIGOS

SÃO PAULO (assim sim) - Enquanto Webber e Vettel se estranham, trocam ironias, montam suas igrejinhas, parece mesmo que a coisa na McLaren é bem diferente… Recebi este vídeo, da BBC, de vários blogueiros e tuiteiros. E gostaria apenas de pedir a Eddie Jordan, da próxima vez, que pare de bater o garfo na mesa!

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ONE QUESTION

Olha como Hamilton e Button chegaram a Silverstone hoje. Será que é a minha? Vou lá na garagem ver se ainda está lá.

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TIETAGEM

SÃO PAULO (acho que é mesmo) - Hamilton e Button passeiam pelo acervo da McLaren. E se encantam com o MP4/4. Que para muita gente é o melhor carro de F-1 já feito, vencedor de 15 das 16 corridas de 1988, campeão com Senna.

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É MEU

SÃO PAULO (e ninguém tasca) – Button tinha um acordo com a Brawn. Se conquistasse o título, ganharia o carro com o qual disputou o Mundial de presente. Aí a Mercedes comprou a equipe e estava embaçando para entregar. Queria dar uma réplica. O piloto foi à Justiça e ganhou.

Será que tem vaga na garagem dele?

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COMPLICADO, NÃO?

SÃO PAULO (dependentes) – Legal o filiminho da Vodafone. Os mecânicos da McLaren largam Button e Hamilton ao lado de um carro desmontado e os dois mal conseguem colocar os pneus…

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