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EM DEFESA DE SCHUMACHER

SÃO PAULO (corre, rapaz!) – Acho que merece vossa apreciação a análise de Jenson Button sobre o mau ano de Michael Schumacher. Em resumo, ele diz que como o carro da Brawn estava sendo feito para o estilo dele, Button, de pilotagem, o alemão acabou pegando uma bucha irremediável: um carro que se comporta ao contrário daquilo que ele sempre gostou.

Sendo assim, está apanhando que nem cachorro viralata (tem hífen?). Porque Button foi para a McLaren quando a Brawn já tinha projetado o automóvel para seu gosto e estilo e Schumacher pegou a máquina pronta, sem tempo de mexer no seu conceito. A Mercedes comprou o time e tocaram o projeto do jeito que ele nasceu.

É uma explicação razoável. E Button acha que, no ano que vem, com um carro mais adequado ao estilo dele, Schumacher, o heptacampeão vai dar trabalho. Faz sentido.

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VALENCIANAS (3)

SÃO PAULO (calma, calma…) – Bem, se é justo que se pergunte a cada mau desempenho de Massa o que se passa com o brasileiro, também é lícito lançar outra pergunta, depois de nove corridas, quase metade da temporada concluída: que se passa com Schumacher?

O alemão recebeu a primeira crítica leve de seu chefe, Ross Brawn. Ele expressou uma certa decepção com o alemão, embora atribua parte da responsabilidade pelos maus resultados da Mercedes ao carro, que não é lá essas coisas.

Hoje Michael não passou do Q2. Tinha um problema no volante. Seu companheiro Rosberguinho também não foi ao Q3 em Valência. Mas tem sido constantemente mais rápido que o heptacampeão.

De qualquer forma, o questionamento já cabe: Schumacher já não é mais o mesmo? Fez bem em voltar? Está queimando sua biografia?

Eu tenho minhas opiniões. Acho que não é mais o mesmo, como ninguém é mais o mesmo a cada dia que termina e outro que começa. Fez bem, sim, se está se sentindo bem e se divertindo. Não, sua biografia não pode ser queimada por nada, nem se estivesse andando junto com Chandhok e Di Grassi lá atrás.

Mas a blogaiada certamente terá opiniões diferentes. Assim, coloquem-nas!

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É MEU

SÃO PAULO (e ninguém tasca) – Button tinha um acordo com a Brawn. Se conquistasse o título, ganharia o carro com o qual disputou o Mundial de presente. Aí a Mercedes comprou a equipe e estava embaçando para entregar. Queria dar uma réplica. O piloto foi à Justiça e ganhou.

Será que tem vaga na garagem dele?

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PRATA E VERMELHO

SÃO PAULO (já está chovendo de novo) - Eis aí as primeiras fotos da nova pintura da ex-Brawn, agora Mercedes. Não é o carro novo, que só aparece em Valência. O modelo usado é o da Brawn de 2009. Elegantes, os macacões. Bonita, a pintura. E Schumacher, apesar do estrondoso sucesso de nosso concurso de capacetes, vai manter o vermelhão na cabeça. Disse que seu coração ainda está um pouquinho na Ferrari etc e tal.

Gostaram? Eu curti o layout do carro. O capacete, não. Sempre achei meio feioso o casco de Schumacher, mesmo o primeiro, branco com as cores da Alemanha.

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PEQUENA LEMBRANÇA

SÃO PAULO (as voltas) – Era uma vez uma equipe inglesa chamada Tyrrell, que ganhou títulos e corridas, entrou em decadência, foi comprada por uma grande multinacional anglo-americana fabricante de cigarros, que a rebatizou como BAR, mas a propaganda de cigarros foi proibida, e assim ela acabou virando japonesa quando a Honda assumiu seu controle, mas a Honda resolveu ir embora da F-1, aí ela se tornou inglesa de novo e passou a levar o nome de seu novo dono, Brawn, e então vieram os alemães, compraram tudo e transformaram-na em Mercedes.

Em homenagem à Tyrrell, que começou toda essa história que deu na nova equipe de Schumacher, uma das fotos mais bonitas de todos os tempos, já vista aqui, mas que sempre enche os olhos.

Aliás, quando Schumacher estreou na F-1, em 1991, a Tyrrell corria com motores… Honda. E em seu último ano de vida, 1998, teve a portentosa dupla Rosset-Takagi. Era de doer. Um fim de trajetória que não combinava com sua história de dois títulos de pilotos (ambos com Jackie Stewart), um de construtores, 23 vitórias, 77 pódios, 20 melhores voltas e 621 pontos acumulados.

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UAU DE NOVO

SÃO PAULO (semana cheia) – Pois é, Button não quis saber de conversa, ficou emburrado porque Ross Brawn não topou aumentar demais seu salário e se pirulitou para a McLaren. O time vai ter uma dupla de peso, claro, os dois últimos campeões mundiais, mas acho que Hamilton vai engolir o bonitão. Me parece mais piloto. Vai ser um bom ano para se medir a qualidade de Button, de qualquer forma.

E a Mercedes, agora? Vai encarar um campeonato com uma duplinha mequetrefe como Rosberg e Heidfeld? Pelo jeito, sim. A única resposta à altura seria contratar Raikkonen, mas pelo jeito o finlandês está mesmo a fim de chafurdar na lama, na neve, no barro e na poeira, disputando o Mundial de Rali.

E no fim das contas está sendo uma semana cheia de novidades. Mercedes despacha a McLaren e compra a Brawn, Kimi tira o time de campo, o campeão mundial troca de endereço… E vai ficar a pergunta, claro: Barrichello fez bem em assinar com a Williams? Se tivesse adiado a decisão, poderia se transformar no número 1 da nova Mercedes?

Difícil dizer. Ele poderia ter esperado, sim, mas nada garante que a Mercedes apostaria nele. Assim, foi atrás daquilo que considerou mais seguro.

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BUTTON E A MCLAREN

SÃO PAULO (vixemaria) – Vai sair no “The Guardian” amanhã. Jenson Button teria assinado com a McLaren por três anos, 6 milhões de libras por temporada. Teria decidido assim que soube da compra da Brawn pela Mercedes. Ele seria companheiro de Hamilton, claro. E, aí, me permito acreditar que a Mercedes, que adora o Raikkonen, vai pegar o rapaz. E colocar ao lado dele Nico Rosberg. Fiquemos atentos. Novidades por aí. Mas nada confirmado, por enquanto.

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CQD

mercedesgp

SÃO PAULO (buemba, buemba!) – E o que a gente vinha falando aqui se confirmou hoje, conforme queríamos demonstrar. A Mercedes se desfez da parte que tinha na McLaren (que vai assumir os 40% que estavam nas mãos da montadora) e comprou a Brawn. Notícia bombástica, que vai ao encontro daquilo que já se comentava há algum tempo: a insatisfação dos alemães com os ingleses mclarianos, por conta de gestão e, também, da concorrência dos superesportivos da McLaren no mesmo nicho de mercado da montadora. A McLaren Automotive, que faz os carrões (devem entrar no mercado em 2011), vai se desvilncular do McLaren Group. Ron Dennis está à frente dessa empreitada.

Sai a Brawn, depois de um ano de vida, e entra a Mercedes GP. Prateada, como na simulação acima, do site da própria Mercedes sobre a imagem do BGP001. A Mercedes, por sua vez, continua no nome oficial da McLaren, junto com a Vodafone, e informa que será “parceira” do time, não apenas fornecedora de motores até 2015, como foi acordado.

Tudo que tenho a dizer é… uau!

Palpites para pilotos: na nova Mercedes, Button e Raikkonen. Na McLaren, Hamilton e Rosberguinho. Mas estão falando de outros, Heidfeld, por exemplo. Interrogação total.

O que será da McLaren sem a Mercedes? De novo “independente”, espero que volte a usar o laranja nas suas pinturas. Será que vai virar uma Williams? E Ross Brawn? Quer melhor negócio no mundo? Comprou a Honda por nada e vendeu por uma fortuna para a Mercedes — valorizado seu time, claro, pelos títulos de pilotos e construtores.

Assim se faz dinheiro.

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PERDENDO BUTTON

SÃO PAULO (vixemaria) – Será que a Brawn vai mesmo cometer a irresponsabilidade de perder um campeão mundial? Será que não tem grana, mesmo? O fato é que Button foi até visitar a McLaren por esses dias. E seu empresário diz que as coisas estão difíceis para a renovação.

Cheiro de novela no ar.

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BRAWN PRATA

SÃO PAULO (o dia será longo) – A imprensa alemã já dá como favas contadas (de onde vem “favas contadas”) a compra da Brawn pela Mercedes, e vai além: a equipe pode assumir o nome da montadora já no ano que vem. A história toda está aqui, e vai ao encontro daquilo que já vinha sendo dito na Europa, sobre a insatisfação da montadora com a McLaren e seus sonhos (já realizados, na verdade) de fazer superesportivos de rua concorrentes de alguns modelos da própria Mercedes-Benz.

Pelo jeito, é questão de tempo um anúncio tirando o amarelo marca-texto dos carros de Ross Brawn para pintá-los de prateado.

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McLAREN?

SÃO PAULO (novidade) – Acabo de receber da assessoria de Rubens Barrichello o texto da coluna que ele publica no seu site e no “Lance!”. O piloto conta que escreveu voando de Abu Dhabi para a Inglaterra para “realizar um sonho”: guiar para a Williams, algo que, continua o texto, ele imagina fazer “desde criança, desde a primeira vez que vi um F-1 na TV”. Repdroduzo trechos:

Estou indo anunciar a minha contratação… Estou indo encontrar meu destino.Várias vezes nesses últimos 17 anos chegamos a conversar e a quase fechar um contrato, mas confesso que a hora boa é agora: nunca estive tão preparado, nunca estive tão bem guiando um carro e a Williams sabe vencer e tenho confiança no trabalho deles.

Foi já na prova de Barcelona que fui contatado por um jornalista inglês me perguntando se eu tinha contrato para 2010 porque tinha um time querendo os meus serviços (mal sabia ele que o meu contrato para 2009 era de somente quatro corridas e que o resto dependia do meus resultados e trabalho). Quis saber que time era esse, mas ele só me falou que era inglês e que não era um time novo… Só podia ser McLaren ou Williams. O coração bateu mais forte! Depois daqueles quatro meses sem saber se guiaria um F-1, logo na quinta prova do campeonato sendo procurado por um sonho.

Com a McLaren, cheguei a falar, mas foi mais para frente… No GP do Brasil exatamente. Uma grande equipe sempre a ser considerada, mas meu contrato com a Williams já estava assinado. E bem assinado… Estou indo para liderar um projeto na tentativa da equipe de voltar ao topo. E como quero isso…

Depois Rubens fala sobre a prova de Abu Dhabi, sem grandes novidades. Novidade, mesmo, é essa história de ter sido procurado pela McLaren no GP do Brasil. Indica duas coisas: que Kovalainen será mesmo descartado e que a coisa com Raikkonen anda complicada. Talvez por dinheiro. Talvez porque a Mercedes esteja pulando fora do time prateado, para jogar suas fichas na Brawn.

Tem coisa aí para acontecer nesse casamento McLaren-Mercedes. Picas grossas dos dois lados estiveram em Abu Dhabi para discutir. Advogados também. A McLaren está jogando duro. Quer de volta os 40% que a Mercedes tem na equipe sem pagar nada. Ao contrário: pretende receber por isso, e ainda exigiria motores de graça por dois anos. Coisas da engenharia financeira que eu nunca compreendo bem. Tem empresa que paga para se livrar do que tem, e pode ser o caso da Mercedes agora.

Anotem na agenda: no dia 1º de dezembro algum anúncio oficial pode ser feito.

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NAMORICO

SÃO PAULO (começo) – Desculpe-me o blogueiro que indicou, mas não gravei o nome. A imagem veio via Twitter… Trata-se de um anúncio de jornal da Mercedes-Benz festejando o título de Button. Alguma dúvida sobre a paixão de Stuttgart pelo time marca-texto? E olha que os carros da Brawn nunca carregaram a estrela de três pontas na carenagem. Só no cabeçote do motor, escondida de todos.

Há algumas semanas já tínhamos falado disso aqui. A Mercedes, aos poucos, vai se descolar da McLaren. Podem apostar. E vai acabar tomando conta da Brawn. Podem apostar também.

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1 CHOPPS, 14 PASTEL

SÃO PAULO (ficou escuro) – Observem a foto abaixo. Observem as asinhas dianteiras do carro da Brawn. Observem que o Banco do Brasil meteu uns adesivos ali. Agora observem bem. Não dá para observar direito. E, na TV, não dá para observar nada.

O Banco do Brasil deve pedir o dinheiro de volta. Ou, então, rescindir o contrato com sua agência de publicidade. Ou, então, mandar alguém arrancar aquelas asinhas que não deixam ver nada. Ou, ainda, trocar esses adesivos de lugar.

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1 CHOPPS, 3 PASTEL

SÃO PAULO (anuncie aqui) – Itaipava nas laterais e no aerofólio, Banco do Brasil na asa dianteira, Mapfre (seguradora espanhola com forte presença por aqui) na tomada de ar… O GP do Brasil está rendendo à Brawn, e o time deve agradecer a Barrichello, que também está enchendo as burras no fim de semana.

Certo ele, aproveita o bom momento. Rubens nunca teve grandes patrocinadores pessoais desde os tempos da Arisco e, ainda na Jordan, da Pepsi, Antenas Santa Rita, Ruffle’s e alguns outros.

Na Ferrari, Barrichello chegou a ter um pequeno patrocínio da Net atrás do boné (quem é que aprovou aquilo?, me pergunto até hoje…) e, depois, desencanou porque ganhava bem e não precisava complementar a renda como nós, mortais, com um bico aqui e outro ali.

Agora, além de levar esse monte de patrocinadores novos para o time, Rubens ainda tem Batavo no capacete, graças à sua corintianice explícita.

O mundo dá voltas.

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NADA

SÃO PAULO (blergh) – Semana de GP do Brasil é muito chata, com coletivas em que nada de muito útil é dito, pessoal do “Pânico na TV” e (agora) do “CQC” querendo fazer graça sem a menor criatividade, um nada geral. Apresentei agora há pouco a coletiva da Bridgestone, que em geral acontece com os pilotos brasileiros, mas neste ano só teve Barrichello de verde e amarelo, porque Nelsinho está atrás de uma caminhonete e Massa, só no ano que vem. Então, levaram Sutil.

Rubens não confirmou que já assinou com a Williams, o que é mais do que normal. Só vai falar nisso depois de o título estar decidido. De resto, nada de novo: esperança de vencer em casa, reconhecimento de que este é seu melhor ano na carreira, sonho de receber a quadriculada de Massa, essas coisas.

O “Pânico”, que três anos atrás entregou uma tartaruga a Schumacher, levou desta vez aquela japonesa gostosa, Sabrina Sato, com seus dois metros de pernas, e aquele sujeito eternamente dopado que fala “Ronaldo”. Sinceramente, não vejo muita graça nessas coisas quando ultrapassam o limite do razoável. É um pessoal meio inconveniente e insistente além da conta. E o corintiano chapado é trash demais, dá até pena.

Acho que estou ficando velho.

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RUBENS E A WILLIAMS

rbwilSÃO PAULO (glorious sunny day) – Está no Grande Prêmio desde cedo. Barrichello assinou com a Williams em Monza, e defenderá o time de Grove no ano que vem. É a sexta equipe de sua carreira. Estreou na Jordan, passou pela Stewart, Ferrari, Honda e Brawn para finalmente chegar a um time que sempre teve estreita relação com o Brasil. Foi num carro alugado por Frank Williams, salvo engano, que Pace estreou. Depois, Piquet, Senna e Pizzonia, além da turma dos testes agendados pela Petrobras, como Bruno Junqueira, Max Wilson, Sperafico (qual deles?), João Paulo de Oliveira.

Rubens, como escrevi outro dia, é a grande história do ano na pista, pela forma como renasceu. Estava desempregado em janeiro. Menos de um ano depois, tem emprego garantido para mais uma ou duas temporadas.

Só que, claro, não vai ser campeão. A decisão de sair obviamente foi tomada em consequência de decisão previamente assumida pela Brawn de não ficar com ele em 2010. Assim, achar que o time marca-texto vai abrir mão do número 1 no ano que vem é ingenuidade. Button, se não teve até agora, terá prioridade nas duas últimas corridas da temporada.

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PALPITE

SALZBURG (linda noite) – Bom dia, macacada. Dando uma atualizada no noticiário, fiquei com a pulga atrás da orelha com essa história de que o futuro de Raikkonen pode surpreender. A matéria do Grande Prêmio fala em Red Bull e Renault. Mas sabe onde eu colocaria algumas fichinhas? Na Brawn.

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MCLAREN X MERCEDES

mp412cBRATISLAVA (fechou o tempo) – Mais uma do Saward, que ajuda a jogar algumas luzes sobre as negociações entre Mercedes e Brawn GP. Para quem não sabe, são fortes os rumores de que a montadora vai comprar uma boa parte do time marca-texto. E começam a ficar fortes, também, os rumores sobre um divórcio entre Mercedes e McLaren — a empresa alemã detém 40% da equipe inglesa e estaria disposta a se desfazer da participação.

O motivo: o novo brinquedinho de Ron Dennis, que agora cuida dos carros de rua da McLaren. “De rua” é modo de falar. Vejam aí na foto o primeiro deles, o MP4-12C (mais imagens aqui). É um F-1 com faróis. Ocorre que, segundo Saward, Dennis quer transformar a marca McLaren numa espécie de “Ferrari inglesa”, uma grife de supercarros, e isso vai acabar levando o grupo a fazer seus próprios motores — terceirizando, claro; na prática, colocando o nome na tampa do cabeçote, como já está fazendo com esse carro, lançado no começo de setembro.

O passo seguinte seria usar tais motores na F-1, mesmo, para ajudar a divulgar seus produtos. E a Mercedes, de parceira, viraria concorrente. Aliás, na história dos carrões já é, de certa forma: a montadora apresentou outro dia em Frankfurt o SLS AMG, que concorre na mesma faixa de mercado.

Faz sentido, o raciocínio do colega inglês. A Brawn seria a válvula de escape dos alemães para não perder espaço na F-1.

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DARK SIDE (7)

cing004SÃO PAULO (um só) – Esse GP de Cingapura não merece mais do que um post. Sem armação de equipe alguma, a corrida não tem a menor graça. Mas vamos nos desdobrar. O mais relevante para o campeonato, claro, foi o fato de Button ter conseguido terminar à frente de Barrichello, mesmo tendo largado atrás. Isso só aconteceu justamente porque… largou atrás. Não foi ao Q3, pôde começar a prova mais pesado e ganhou a posição do companheiro, a quem marcou homem-a-homem desde as primeiras voltas, nos boxes.

Poderia ter levado já no primeiro pit stop, adiado ao máximo, mas a entrada do safety-car após a batida entre Sutil e Heidfeld adiou, também, a ultrapassagem. Rubens fez sua segunda parada na volta 46 e Jenson, na 51. Quando Barrichello retornou à pista depois de seu segundo pit stop, Button tinha mais de 25s de vantagem graças a uma sequência de boas voltas. Era o bastante para, com uma parada rápida, sair dos boxes ainda à frente. Barrichello, para piorar as coisas para seu lado, revelou depois da prova que seu motor morreu na parada, tirando-lhe segundos preciosos.

As últimas voltas foram dramáticas para o inglês, com problemas nos freios. Sorte dele que tinha uma boa distância para o brasileiro. Tirou o pé, levou o carro para casa, como pediu pessoalmente Ross Brawn pelo rádio. E foi o quinto colocado, uma posição à frente de Rubens. Depois de três provas seguidas terminando atrás do companheiro (a última vez tinha sido na Hungria), Button esboça uma reação. Aumenta de 14 para 15 pontos sua vantagem na classificação, agora com uma corrida a menos pela frente. Rubens precisa tirar 16 pontos em três GPs, porque um eventual empate daria o título ao britânico, que tem seis vitórias, contra duas do parceiro. Tudo pode acabar no Japão se, por exemplo, Button vencer e Barrichello terminar em quarto.

Foi um balde d’água fria no brasileiro, que teve interrompida sua sequência de bons resultados com uma apresentação apenas normal. Button, por outro lado, parece ter colocado fim de vez a uma série de más apresentações. Já havia andado bem em Monza e, hoje, foi maduro o bastante para compensar a péssima classificação com uma atuação segura e inteligente na prova, pensando exclusivamente em chegar perto do outro carro da Brawn.

Rubens não tem muito mais a fazer com seu marca-texto até o fim da temporada. Precisa continuar pilotando de forma agressiva e cruzar os dedos para Button ter algum problema no meio do caminho.

Daqui a pouco eu volto para falar do resto.

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DARK SIDE (4)

cinga001SÃO PAULO (aqui, sol) – Hamilton cravou a pole em Cingapura, o que me deixou muito feliz porque acertei no bolão de Victor Martins. Mas meus outros palpites estão quase todos furados. Para a corrida, fiz apostas seguras nos dois pilotos da Brawn e arriscada em Raikkonen. Mifu.

Estranhíssima essa Brawn hoje. Barrichello já começou o dia com a má notícia da troca do câmbio, que cedo ou tarde aconteceria. A peça foi submetida a certo stress (estresse, para quem gosta) na largada em Spa e estava no bico do corvo. Mas os carros estavam andando bem, Button inclusive, até o Q1. No Q2, o inglês foi eliminado de forma medíocre, e Barrichello conseguiu arrancar uma volta a fórceps no fim para entrar no Q3.

Aí, bateu. Me deu a impressão de que foi algo no assoalho. Rubens está guiando de maneira bem agressiva e acabou no muro. Mas não ficou tão ruim para ele. O treino foi interrompido, ninguém mais melhorou e acho que ninguém o superaria, mesmo, porque os que estavam atrás não davam pintas de.

Assim, o brasileiro fechou o Q3 em quinto, o que dá décimo, somando os cinco lugares que perderá pela troca do câmbio. Ainda assim, larga na frente de Button, 12º. Jenson, ou “Jêissãn”, como dizem alguns repórteres, terá ao menos a chance de marcar Rubens de perto na corrida. Ele não vê a hora de o campeonato acabar. A normalidade indica que deve perder mais uns pontinhos dos 14 que mantém de vantagem, mas não muito. Se sair de Cingapura com 10 ou 12 na frente de Barrichello, estará no lucro, ainda. Afinal, faltarão “menas” corridas, apenas três.

Daqui a pouco eu volto.

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