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ESSA GENTE CORDIAL

SÃO PAULO (deprime) – Me mandaram este vídeo pelo Twitter várias vezes hoje. O episódio aconteceu em Brasília. É gozado como uma cena dessas nos faz ter tantas reações diferentes em pouco tempo e “torcer” para um ou outro várias vezes.

Num primeiro momento, quando o motoqueiro chuta o carro da moça (que a gente só vai saber que é uma moça depois, e o carro e o “estilo” da moça, de certa forma, moldam nosso julgamento), penso: que filho da puta. Que escroto filho da puta.

Faz sentido pensar assim mesmo sem ver a cara do sujeito, nem julgá-lo pela moto que habita. Quem passa algumas horas por dia no trânsito de qualquer cidade sabe que os seres do asfalto se dividem em castas que se odeiam mutuamente: ônibus, táxis, motos grandes, motos pequenas, scooters, motoboys, carrões, carrinhos, bicicletas.

Não, não se exclua, rapaz. Você, como eu, generaliza e odeia. Somos um povo muito cordial, o brasileiro. Que exercita esse ódio diário com um certo prazer. Olhe para o espelho, não minta para você mesmo, e aceite que pertence a uma ou mais castas, e que odeia outras tantas. É disso que somos feitos hoje em dia: ódio e raiva, hostilidade, agressividade.

(Com a gentil colaboração, desde ontem oficial e regularmente, da Rede Globo de Televisão, que levará aos nossos lares por três meses uma educativa programação que louva os gladiadores do terceiro milênio e os transforma em heróis da modernidade graças às suas habilidades executadas em HD que consistem em dar socos, chutes e joelhadas na cara dos outros heróis. Cotoveladas também são bem-vindas, desde que rachem a cabeça do oponente de forma a jorrar sangue sobre o logotipo da Gillette, que antigamente só tirava sangue do rosto de alguém quando a gente não sabia fazer a barba direito. E sobre o logotipo do Burger King, que poderia servir seus hambúrgueres sangrando por mal-passados “under request”, mas agora podem ser vistos salpicados de vermelho que não é catchup. E dos outros patrocinadores que não registrei. Graças à massificação dos eventos de luta, milhões de pessoas acompanharão, nos próximos três meses na TV aberta de maior audiência do Brasil, as agonias, reflexões e profundezas do pensamento de Rony Jason, Godofredo Pepey, Hugo Wolverine, Rodrigo Damm, Wagner Galeto, Anistávio Gasparzinho, John Teixeira, Marcus Vina, Francisco Massaranduba, Cezar Mutante, Daniel Sarafian, Sergio Moraes, Tiago Bodão, Delson Pé de Chumbo, Renée Forte e Leonardo Macarrão. Reforço as alcunhas mais ilustrativas do que nos espera: Jason, Wolverine, Galeto, Gasparzinho, Massaranduba, Mutante, Bodão, Pé de Chumbo e Macarrão. Até nisso o telecatch era bem mais, digamos, criativo. Eles se fantasiavam, ao menos. Pelo que li por aí, a doce Sandy, cuja virgindade foi publicamente preservada por anos a fio, será a mestra de cerimônias da nova atração global que nos mostrará o glamour das artes marciais misturadas com espancamentos semanais e discussões acaloradas sobre a técnica apurada de um joelhaço no queixo, sobre os mantras dos participantes que, e isso os absolve, treinam muito, são dedicados, creem em Deus e rezam todas as noites, se alimentam bem e seguem regras bem definidas como, por exemplo, não enfiar o dedo nos olhos do adversário nem no seu rabo, que isso é feio. Esse cardápio que a TV aberta nos oferece é dos mais democráticos e devemos ser gratos a ela, porque todos os dias, horas antes das sessões de porrada na cara, o telejornal do mesmo canal nos mostrará também como é violento o mundo e o Brasil, e como devemos nos preocupar com isso. A cada notícia envolvendo um crime de agressão entre vizinhos, uma briga numa favela que acaba com um tiro na fuça de alguém, um confronto de torcedores organizados armados de paus e pedras, que só são diferentes dos nossos gladiadores do terceiro milênio porque não tiveram a sorte de receber a graça do revestimento das câmeras, da edição rápida e sonorizada, das cotas de patrocínio, da patente registrada pela Endemol e da apresentação da Sandy e do Galvão Bueno, a cada notícia dessas o apresentador engomadinho e a apresentadora de cabelo bem arrumado e unhas bem-feitas trocarão olhares compungidos que nos dizem mais do que qualquer palavra. Esses olhares nos dizem algo como “gente, onde é que vamos parar, por que vocês, aí, não são como a gente, engomadinhos e manicurados?”, e os mesmos olhares serão trocados quando nos oferecerem uma notícia sobre a Síria, “gente, por que é que os sírios são tão violentos e intolerantes, será que eles não têm uma Ivete Sangalo para levantar a poeira?”, ou sobre as manifestações dos gregos desesperados com a falência de seu país, “gente, por que é que os gregos são tão estressados, por que não se juntam a nós, por que não escrevem para o programa do Luciano Huck para ver se ele pode fazer alguma coisa?”.)

Sigamos com nosso motoqueiro filho da puta. Ele tinha acabado de chutar o automóvel. Muitos de nós já passamos por situações semelhantes, motoqueiros que nos xingam, gesticulam, arrancam espelhos retrovisores. Normalmente eles vestem jaquetas da Califórnia Racing, usam roupas escuras, figurino Mad Max, e se julgam proprietários de faixas estreitas entre os carros que ninguém deve ocupar se não vestir a mesma jaqueta e se não sair de sua frente quando passarem buzinando. Mas o caso do nosso motoqueiro do vídeo parece ser outro, a motocicleta é grande e potente e ele não gostaria de ser chamado de motoqueiro, provavelmente odeia os motoqueiros e se denomina motociclista. Não se sabe exatamente o que o levou a dar um bico no carro da moça, mas ele deu, e a moça ficou puta dentro das calças, acelerou o carro e derrubou o indigitado, numa reação que para muitos é exagerada, para outros é justa e digna.

Nesse momento, estou torcendo para a moça. O cara não tinha nada que chutar seu carro, que história é essa? Mas a moça não se contenta e ergue o sujeito por sobre o capô, como se nele desferisse um direto de direita, mas como é moça e frágil, e o cara é grande, o recurso que encontrou, diante do coturno do cidadão, foi dar-lhe um bico com o carro, mesmo, que é o que se lhe oferecia naquele momento à guisa de arma.

Sigo torcendo para a moça, mas sendo sincero comigo mesmo reconheço que se o carro fosse outro, uma SUV blindada, por exemplo, talvez eu passasse a achar que ela é uma filha da puta maior que o motoqueiro, uma madame mimada que ganhou o carro do maridão e se acha dona da rua, do trânsito e do mundo. Mas era um Fiat desses que nem são tão caros, e o motoqueiro aparentemente não se machucou, a treta teve sequência, e quando a moça saiu do carro, depois de resistir a um ataque pela janela do sujeito que por alguma razão tentou arrancar a chave do contato, talvez tenha conseguido, notei nela uma certa fragilidade e simplicidade pelo porte físico e pelas roupas simples, camiseta branca, bermuda jeans, nada de mais, nada de menos. Embora tenha ficado chocado com o atropelamento voluntário e decidido, que pegou o motoqueiro quase indefeso, já sem sua moto, apenas portando sua armadura negra, voltei a torcer ligeiramente para a moça, que me pareceu ter tido uma reação típica de quem ficou assustado mas, ao mesmo tempo, quis mostrar a si mesmo que não, ninguém vai me assustar só porque sou mulher e frágil, esse motoqueiro que vá à puta que o pariu, e a puta que o pariu, no caso, será o capô do meu carro e o tanto que ele for capaz de jogar longe este filho da puta que só porque é homem, grande, forte e barbudo, acha que pode me intimidar e me agredir. Ele que vá intimidar a puta que o pariu.

Os ânimos parecem se acalmar um pouco e, já fora do carro, a moça saca de sua segunda arma, um celular, com o qual deve ter ligado para o marido, ou o noivo, ou o namorado, ou o pai. Impossível saber. O motoqueiro, ainda de capacete, saca de arma semelhante, um celular, também é impossível saber para quem está telefonando, talvez para algum colega policial, ou para a esposa, namorada, ou para um amigo com quem tinha combinado dar um rolê e tomar umas cervejas, volta à sua moto e é possível vislumbrar seu rosto, e nessa hora escolho de vez meu lado, é o da moça, porque o cara tem cara de mau, barba, óculos escuros, roupas de couro opressivas e realmente intimidatórias, eu ficaria igualmente assustado, não sei se o mandaria à puta que o pariu apenas verbalmente, ou com o capô do meu carro, que foi a opção escolhida pela menina. Sei que jamais seria amigo de alguém com esse figurino e essa cara, e por aí noto como são frágeis meus critérios de avaliação e julgamento, pois ele pode ter cara de mau e usar roupas de couro, mas isso não faz dele necessariamente um filho da puta escroto, pode ser um bom pai de família, um filantropo, um voluntário de causas nobres, poderia estar estressado por um motivo ou outro, pode ter sido vítima de uma enorme cafajestada da menina no trânsito alguns minutos antes, jamais saberei.

Como não sei também o desfecho dessa história e nem me interessa muito, porque já escolhi o meu lado, o da moça, por mais rasas que possam ser minhas razões. Compreendo que o que ela fez também não é lá muito prudente, ela poderia ter partido o barbudo com cara de mau em dois pedaços, quebrado sua perna, ele poderia ser cardíaco, tomar um susto e morrer, do mesmo jeito que não se deve chutar o carro de ninguém no trânsito, também não convém derrubar o outro com o carro e passar por cima dele, OK, vamos à surrada frase “estão todos errados, e quando todos estão errados, ninguém tem razão”. OK, essa frase serve bem para o episódio do vídeo, que ao fim e ao cabo não serve para muita coisa, não dá nem para afirmar que um é filho da puta e a outra não, serve apenas para mostrar como somos, os brasileiros, nós que também somos conhecidos como um povo cordial.

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DICA DO DIA

Brasília, 1967. Danilo Rizzo foi quem mandou. Ótimas imagens e ótima trilha.

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A BRASA, MORA?

SÃO PAULO (quem sabe…) – Olha lá o que o artista Luiz Iritani está colocando no mercado. Ele é um dos maiores modelistas do Brasil (tenho dois Copersucar de sua lavra que vou te dizer…) e resolveu fazer a Brasília #17 do Ingo, Divisão 3. Carro histórico. A ficha técnica:

-16 peças em resina
- fotogravura em latão 7,6 x 15,2 cm com 89 peças
-fotogravura em inox 2,9 x 7,6 cm com 26 peças
-5 peças de metal
-plástico transparente 12 x 12 cm
-rodas/pneus torneados em plástico
-fita para cinto de segurança
-decal
-arames de cobre e alumínio
-manual detalhado com 20 páginas
Preço: R$ 275,00 + correio

Os interessados podem escrever diretamente para ele: irimodel@uol.com.br. Recomendo qualquer kit do Iritani de olhos fechados. Mas atenção: esse preço é para o kit desmontado. Quem não tem paciência e/ou habilidade para montar e quiser indicações de montadores, é só pedir a ele.

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INSENSÍVEIS

SÃO PAULO (pulhas) – E o Ministério dos Transportes não dá a menor pelota para os cidadãos que se mobilizam para salvar o Museu do Automóvel mantido pelo Roberto Nasser com recursos próprios.

Pediram o prédio para guardar documentos antigos, desprezando a importância cultural do local, seu acervo, seu papel na vida de Brasília.

O prazo para esvaziar o prédio, que contém também a maior biblioteca do país sobre automóveis, expira amanhã. Todo mundo grita, escreve para deputados e autoridades, e ninguém responde, ninguém quem saber de porra nenhuma.

Para onde vão os carros? O que fazer com a biblioteca? Custa ouvir a sociedade? Ah, custa. Dá um trabalho danado.

Descaso total com a história. Nota zero para o governo federal.

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MINISTRO, SALVE O MUSEU!

SÃO PAULO (chega de palhaçada) – É inacreditável o que o Ministério dos Transportes está fazendo em Brasília, insistindo em desalojar o Museu do Automóvel criado e mantido pelo Roberto Nasser para colocar no prédio arquivo morto, papéis velhos que se encontram… no Rio!

Será possível que não haja UMA ÚNICA ALMA SENSÍVEL NO GOVERNO FEDERAL, seja nos Transportes, seja na Cultura, capaz de tomar uma atitude sensata a respeito do que está acontecendo? Será que as únicas coisas que sensibilizam o governo são as denúncias histéricas da “Veja” e da “Folha”?

Segundo o Blog do Jovino, Nasser terá de desocupar o prédio nesta semana. E o acervo? E a biblioteca? E a utilidade cultural e social do espaço? Será que o Ministério dos Transportes precisa tanto assim de um prédio que abriga um museu PARA GUARDAR PAPÉIS VELHOS? Alguém desse ministério é capaz de vir a público e nos dar UMA ÚNICA BOA RAZÃO PARA TOCAR O NASSER PARA A RUA?

Adianta a gente gritar aqui? No Twitter? No Facebook? Nasser, advogado dos mais competentes, já recorreu de todas as formas. Eu não sei, sinceramente, o que fazer. Estou mandando este post para o ministro Paulo Sérgio Passos. Aqui tem os contatos de toda a cúpula do ministério e sugiro que a gante escreva para todos eles. Se quiserem falar direto para o ministro, aí está seu contato: paulo.passos@transportes.gov.br. Seus telefones são (61) 2029.7001/7002/7003.

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BSB

SÃO PAULO (esperando) - E dá tempo também de pingar aqui o trailer de “Rock Brasília – Era de Ouro”, que estreia em outubro. O documentário vai contar a história do último fenômeno musical brasileiro digno de nota, a explosão do rock nacional no final dos anos 70 e início dos 80, que teve Brasília como epicentro. Vai ser muito legal rever bandas como Legião, Capital Inicial, Paralamas e outras que desmentem essa história de que foi perdida, a década de 80. Que nada. Foi riquíssima.

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VOU DE TÁXI

SÃO PAULO (mas…) – Pensei em criar uma nova seção no blog, mas já são tantas que não dou conta. Em todo caso, se pintarem táxis legais, pingo aqui. E pra começar a série, esse 67 em Brasília. Cidade que, diga-se, tinha em seu plano inicial de urbanismo, ou coisa que o valha, táxis padronizados. E eles deveriam ser DKWs, todos pintados de cinza. Até onde eu sei, esse negócio acabou não vingando. Mas existem até registros por escrito: DKW cinza, esse era para ser o táxi de Brasília até hoje.

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BSB, 51 (2)

SÃO PAULO (contradições) - Em contraste com o filme ufanista do fim dos anos 50 sobre a construção de Brasília postado ontem, vejam este documentário em duas partes rodado, aparentemente, em 1966/67. O filme é de Joaquim Pedro de Andrade, com narração de Ferreira Gullar. Colorido, com imagens excepcionais e fotografia exuberante.

Menos de dez anos depois da inauguração da nova capital, já ficava claro que a generosidade do projeto de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer estava contaminada e irremediavelmente comprometida. Brasília foi uma cidade concebida para eliminar as diferenças sociais e econômicas entre seus habitantes. Uma utopia arquitetônica e humanista, talvez a maior já imaginada na história.

Faltou, como se diz no futebol, combinar com os homens.

A segunda parte está aqui. Quem enviou foi o Olinto Figueira.

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BSB, 51

SÃO PAULO (e é linda) – Amanhã Brasília faz 51 anos. É a maior obra da história do país, uma cidade incompreendida pelos brasileiros que nunca estiveram lá. Um lugar especial. Mas não adianta falar, precisa ir, ver e sentir Brasília para compreendê-la. Para marcar a data, fiquem com este excepcional filme de Jean Manzon, do final dos anos 50 (imagino que 1957 ou 1958) enviado pelo Clébio Júnior. Ver essas imagens e ver o que é Brasília hoje dá bem a dimensão do que foi feito no Planalto Central há mais de meio século.

O texto do filme é maravilhoso. No início, Luiz Jatobá diz: “O homem brasileiro não mais arranha as praias como os caranguejos”. Espetáculo.

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FOTO DO DIA

Contei oito DKWs… Foto enviada pelo meu amigo Rogério Gonçalves, arquiteto que desenhou Brasília, mas ficou sem os créditos.

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BRASINHA, MORA?

SÃO PAULO (já estamos esperando) - Depois do SP2, é a Brasília que vai para o catálogo da Hot Wheels, informa o atento Vitor Matsubara-san, discípulo que aprendeu direitinho. Meio tunada, como todas essas miniaturas, mas bem melhor do que nada. Parece que os caras da Hot Wheels estão descobrindo os brasileirinhos. Legal, isso.

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UMA NOITE NO MUSEU

SÃO PAULO (grande figura) – Se estiverem com pressa, deixem para ver em casa, à noite, porque o vídeo tem 15 minutos. Um delicioso passeio pelo Museu do Automóvel de Brasília, do Roberto Nasser. Aproveitando, vocês aí da capital, atualizem-nos com a situação do museu, que estava para ser desalojado.

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BRASA LÁ

SÃO PAULO (pra onde vai tanta água?) – O Diego Ximenez mandou essa aqui. Um cabra lá nos EUA está vendendo uma Brasília por módicos 12 mil dinheiros verdes. Dá uns 20 paus brasileiros. É meio caro, se a gente pensar nos preços praticados por aqui, já que ainda tem bastante por aí. Mas, lá, acho que é pouco, até. Uma Brasa nos EUA é algo tão raro quanto um Goggomobil no Brasil.

Bom, aí vou ler o texto original do Jalopnik e… Depois dizem que eu implico com americanos. A besta quadrada que postou o texto, além das piadinhas de sempre, diz que ouviu falar que no Brasil os carros de duas portas eram mais populares porque quatro portas indicavam que o dono era rico, e o medo de sequestradores fazia com que as pessoas evitassem os sinais externos de riqueza.

Já escutei muita merda na vida, mas essa se coloca entre as três maiores, sem dúvida.

Tem uma pesquisa no final para que os idiotas digam se acham o preço pedido alto demais, ou não. Como são uns ignorantes de carteirinha, estão dizendo que a Brasa não vale as 12 mil doletas, claro. Vamos votar em massa para defender a peruinha exilada?

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ELEIÇÕES 2010 (11) – VW NACIONAIS

SÃO PAULO (e vai longe, muito longe…) - Já estão com saudades de votar, não? Então vamos lá. A primeira das cinco categorias de hoje é a de VW brasileiros. Carros projetados aqui, sacaram? Os finalistas são a Variant II, o SP2 e a Brasília. Excelentes representantes do que se fazia no departamento de design de São Bernardo do Campo.

Podem começar! E contem histórias de suas Variants, Brasílias, SPs…

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“FUSCA” MISTERIOSO

SÃO PAULO (existe?) – E agora, quem foi que mandou? Acho que foi o Dario Faria, não tenho certeza. Guardei as fotos, mas apaguei o e-mail. Em todo caso, trata-se de um fora-de-série chamado Brasília, 1960, que acabou na capa da “Revista de Automóveis”. E, parece, apareceu para vender no Rio um tempo atrás. Pelo jeito, filho único de mãe solteira.

Alguém sabe algo mais dele?

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SALVE, MARACANGALHA!

SÃO PAULO (todos juntos, vamos…) – Seguinte, macacada. Lembram do Galaxie que foi de JK, restaurado pelo Exército em Brasília com a ajuda de Dino Dragone e seus Amigos do Galaxie? Pois agora o 16º Batalhão de Logística, sob o comando do coronel Eleazar de Moraes, vai assumir outro abacaxi. Mas igualmente valioso. Trata-se do “Maracangalha”, como foi apelidado esse simpaticíssimo jipe Willys da foto, que pertence ao Museu do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

Pelos dados disponíveis, o Maracangalha foi o primeiro veículo que circulou pelo Planalto Central antes da construção de Brasília. “O bichinho está muito deteriorado”, diz o coronel. Que pede a ajuda de jipeiros de todo o Brasil para iniciar sua restauração.

São necessárias muitas peças, ele mandou até uma lista, mas quem se dispuser a ajudar deve pedi-la diretamente ao coronel, pelo e-mail eleazar@globo.com. Jipe é algo relativamente simples para fazer, tem muita coisa ainda no mercado. E o carro merece.

Como é por uma ótima causa, portanto vamos colocar a mão na massa! Escrevam para o coronel diretamente e ofereçam o que puderem.

E já que estamos falando de Brasília, alguém pode nos dar notícias sobre o Museu do Automóvel mantido pelo Roberto Nasser? O Ministério dos Transportes queria desalojá-lo de lá para encher o galpão de papéis velhos. E parece que o prazo iria até o fim do mês. Pessoal de BSB, precisamos de informações!

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O VERDADEIRO CANDANGO

SÃO PAULO (de volta à labuta) - Essa foto merece ser dividida com vocês. O e-mail foi enviado pelo brother Zelesco, o maior especialista em Candangos do Brasil.

Amigos,
Vejam em anexo que bela imagem saiu publicada na edição de “Carta Capital” que está nas bancas. Numa reportagem sobre José Hamilton Ribeiro (um dos maiores repórteres do Brasil, nota do blogueiro), aparece esta foto dele conversando com JK perto de um Jipe DKW! Alguém sabe algo mais sobre a caravana de jipes que a Vemag enviou para Brasília? Pela foto, parece que a Vemag cedeu o jipe para a “Folha de S.Paulo”. Sei que houve tambem uma caravana chamada “Coluna Norte” muito bem registrada pelo Jean Mazon…

Ou para as “Folhas”, como era conhecido o jornal nos anos 60, porque havia mais de uma… Para quem não sabe, o Jipe DKW-Vemag foi lançado em 1958 com esse nome mesmo, mas a Willys entrou com uma ação na Justiça reivindicando a marca “Jeep”. Por isso o carro foi rebatizado como Candango, numa homenagem aos trabalhadores que construíram a nova capital.

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VAMOS SALVAR O MUSEU!

SÃO PAULO (mais um, não!) – Alarmante o e-mail que recebi. O Museu do Automóvel de Brasília, mantido com tanto esforço e carinho pelo Roberto Nasser, corre o risco de ser desalojado. Vejam abaixo:

Você sabia que Brasília tem um Museu do Automóvel? Pois tem sim, e graças à iniciativa e a paixão do Dr. Roberto Nasser, curador do museu e uma das maiores autoridades em antigomobilismo do nosso país. Mas o MAB corre sério risco de desaparecer. Ele está instalado em um imóvel que pertence ao Ministério dos Transportes, que o requisitou para servir de arquivo-geral de documentos, com prazo para desocupação até o final de setembro.

Em reunião realizada em 28 de agosto, o Dr. Roberto Nasser anunciou o fato, e tememos pelo fim do MAB, pois não há para onde levar tantos exemplares raros – Fenemês, DKWs, VWs, Gurgel, motores, chassis e carrocerias raríssimos. Isto dito, os representantes dos clubes de antigomobilismo do Distrito Federal estão reunindo forças para salvar o MAB, fazendo um apelo público ao Ministério dos Transportes.

Comemorando a Semana da Pátria, no próximo dia 12 de setembro, às 10h, o Ministério do Exército devolverá ao Memoria JK, completamente restaurado, o Galaxie do Presidente Juscelino Kubitschek, último carro usado por ele em vida. No evento, estarão presentes diversas autoridades e presidentes de todos os clubes de carros antigos do DF. Logo após a solenidade, todos nós faremos um apelo pela preservação do MAB, dando um “grande abraço” no museu e convidamos a toda a sociedade do DF para nos ajudar a cobrir toda a circunferência do prédio do MAB.

Então está marcado: 12 de setembro, domingo, às 10h, contamos com sua presença para prestigiar o retorno do Galaxie de JK ao Memorial e, em seguida, vamos atravessar o Eixo Monumental a pé e dar um grande abraço, um grande beijo, no Museu do Automóvel de Brasília! A gente se encontra lá!

Se é que este blog serve para alguma coisa, pedimos de joelhos ao Ministério dos Transportes que reveja a decisão de desalojar o museu. O local é importantíssimo, tem a maior biblioteca automobilística do Brasil, precisa ser preservado a todo custo. Um pouco de sensibilidade nessas horas é tudo que se pede.

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AVIS RARA

SÃO PAULO (quase comprei uma) – Clicada pelo blogueiro Italo Drago em Ijuí (RS). As Brasílias 4 portas são raríssimas. A maioria, salvo engano, foi feita para exportação. Mas o modelo foi razoavelmente usado como táxi, também, no Rio.

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BOA, GAROTADA

SÃO PAULO (gentinha que vou te dizer…) - Em Brasília, todos se orgulham do respeito dos motoristas às faixas de travessia de pedestres. E é verdade, e é mesmo motivo de orgulho, num país que, regra geral, caga e anda para as leis do trânsito. Mas nem tudo são flores, claro. O Lucas Sá mandou este vídeo, sobre o uso da faixa de bicicletas pelos motoristas mal-educados da capital. E veja o que fizeram os ciclistas.

Parabéns à turma das duas rodas. E zero, zero, zero, para os canalhas que querem ser mais malandros do que os outros e fazem com que o trânsito nas grandes cidades brasileiras seja um inferno.

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