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SEM CHECO

SÃO PAULO (bom para o Felipe) – A Ferrari confirmou que Alonso testa dois dias e Massa, um em Mugello. Nada de Pérez, como especulou a “Autosprint”. A “Autosprint”, aliás, tem batido sem dó no brasileiro.

Os testes estão marcados para o período de 1° a 3 de maio.

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“INÚTIL”

SÃO PAULO (na frigideira) – A “Autosprint” já foi mais importante e influente, mas não se deve desprezar a revista quando ela começa a ficar histérica. O torcedor italiano é apaixonado e os dirigentes da Ferrari são muito sugestionáveis. Menos pelo veículo, mais pelos jornalistas que assinam seus libelos. E não há imprensa mais corneteira no mundo quando se trata de F-1.

Por isso, é relevante a capa desta semana, definido Felipe Massa como “inútil” para a equipe e já sugerindo nomes para substituí-lo. Não no ano que vem, mas “o quanto antes”. Sergio Pérez e, pasmem, Jarno Trulli são as, digamos, indicações da “Autosprint”.

É uma decisão difícil. O desempenho do brasileiro em Melbourne foi, de fato, muito ruim. Se é verdade que na classificação os dois pilotos patinaram, é igualmente verdade que Alonso foi muito mais rápido que o companheiro: 0s945 no Q1, 1s003 no Q2. É muita coisa, muito mais do que as médias de 2010 e 2011, a saber:

2010
- Placar das classificações: Alonso 15 x 4 Massa
- Posição média de largada: Alonso 5,8 x 7,7 Massa
- Diferença média de tempo em classificações: 0s316 pró-Alonso

2011
- Placar das classificações: Alonso 15 x 4 Massa
- Posição média de largada: Alonso 4,6 x 5,8 Massa
- Diferença média de tempo em classificações: 0s297 pró-Alonso

Claro que uma única corrida, como está de abertura do campeonato, é pouco para afirmar que os três décimos médios de 2010 e 2011 triplicaram. Média é média e só tivemos um GP até agora. Mas o que mais intrigou nesta prova foi a maneira como Felipe despencou, depois de uma boa largada. Pérez, que partiu em último, chegou em oitavo. Massa não terminaria nos pontos, embora tenha fechado a primeira volta em décimo. Aqui, vale lembrar que o mexicano também largou muito bem e era 12° na primeira volta, aproveitando-se das confusões que aconteceram com Bruno, Ricciardo, Hülkenberg et caterva. A partir daí, construiu sua corrida com uma estratégia de apenas uma parada, o que representa enorme vantagem em relação a quem, como Massa, foi para os boxes três vezes.

Felipe tinha problemas para aquecer pneus no último ano de Bridgestone e o mesmo aconteceu no ano passado, o primeiro da Pirelli. Em Melbourne, seu carro escorregava de um lado para o outro, o que é a pior coisa possível para a borracha. Ah, mas Alonso chegou em quinto. Verdade. E é aí que mora o problema. Massa será comparado sempre com Fernandito. Que é um piloto que lida melhor com as dificuldades. Apesar da classificação desastrosa, o espanhol, não nos esqueçamos, foi o primeiro depois dos quatro carros das duas equipes favoritas. É um resultado e tanto. Muito mais devido às suas qualidades que às do carro, que inexistem.

A melhor volta de Alonso na corrida, 1min30s277 na 52ª, foi a sétima melhor da corrida, 1s090 pior que a de Button, 1min29s187 — a melhor de todas. Felipe fez apenas a 15ª melhor, 1min31s940 (na 46ª), 1s663 mais lento que o parceiro. À frente, apenas, das duplas da Caterham e da Marussia e de Schumacher, que abandonou depois de quatro voltas, com o tanque cheio.

A temporada, em resumo, começou muito mal para Felipe. Trocá-lo por deficiência técnica é algo que, acredito, a Ferrari não faria se tivesse de pensar racionalmente. Racionalmente. Porque quando a imprensa italiana começa a apitar, as decisões em Maranello nem sempre são as mais racionais.

ATUALIZANDO…

A Ferrari informou que vai trocar o chassi de Massa na Malásia. Para tirar algumas dúvidas sobre o comportamento do carro na Austrália. E saiu em defesa do brasileiro em comunicado oficial.

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