Arquivo da tag: Alemanha

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podiohun86

Sobre troféus gigantes, eis Piquet na Alemanha (obrigado aos que corrigiram; pódio idêntico ao da Hungria) em 1986 erguendo a enorme taça. Até Senna riu. O comentário? Nelson sabia fazer rir. 

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ESQUISITICES

SÃO PAULO (piu-í) – O Claudio Aun mandou esse negócio aí embaixo. Segundo ele, é um pequeno trem que foi fabricado entre 1954 e 1971 para ser usado em parques e jardins botânicos na Alemanha. Puxava três vagões com capacidade total para 90 passageiros. O nome do brinquedo é Escher VW-Porsche Kleinbahn, feito em Hamburgo. Tinha um design que misturava o do Porsche 356 com o de uma lendária (é o que diz o texto) locomotiva da épica TEE, a Trans-Europe Express. O motor, do tipo industrial, era feito pela VW.

esquisiporsche

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O MISTERIOSO JOHN-W

SÃO PAULO (isso não existe…) – Mais uma do Divila. Alguém já ouviu falar desse “John-W”? Pois o cara, na Alemanha, possui essa coleção aí de carros de F-1 em escala 1:20. É um negócio inacreditável. Não tenho mais detalhes — se ele faz algumas miniaturas, se as compra prontas, onde fica a coleção, nada.

Mas deem uma navegada pelo site, que embora seja meio rudimentar, tem imagens muito legais. Pouca informação, no entanto.

Coleçãozinha de responsa.

johnw

 

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CARS & GIRLS

Só VW, só motores a ar. Alguém é capaz de identificar a cidade? O ano é 1968, aquele que ainda não terminou.

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APLAUSOS

SÃO PAULO (bolinha pune) – Aplausos para a pequena e simpaticíssima coleção de DKWs encontrada na Alemanha. Não tenho maiores detalhes, o José Ma2Tos que mandou. Mas só esse Monza aí…

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Tem piloto que vou te dizer… ADAC Fórmula Masters em Sachsenring. Dica do André França.

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FUSCA DO DIA

SÃO PAULO (isso é lindo)O site está em alemão, mas eu resumo. Esse Fusquinha aí é 1942 e é considerado o mais antigo em atividade “normal” no mundo, licenciado e tal. Está nas mãos desse simpático senhor, que tem a cara do velhinho do KFC, desde 1975. Ele foi do exército alemão, artilharia em Kassel, depois confiscado pelos aliados, depois foi sendo vendido para um e para outro, um encanador, um veterinário, e o tempo passando até chegar ao dono atual.

Lindo de doer. Quem mandou a história foi o Márcio Coração Valente.

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RÁDIO BLOG

SÃO PAULO (vai faltar Killepitsch) – O Fortuna Düsseldorf, terceiro colocado na Bundesliga 2, subiu hoje para a primeira divisão da Alemanha num embate com o Hertha Berlin, que ficou em 16° na série principal. Fiquei triste pelos berlinenses, mas o Hertha é assim, sobe e desce como a Lusa. Mas fiquei felicíssimo por meu amigo Dom Peter Von Wartburg, que mora num castelo em Düsseldorf e é torcedor fanático do Fortuna. Ele me mandou o clipe acima e a explicação: “Olha a banda de rock mais famosa da Alemanha, que é daqui. Die Toten Hosen (“as calças mortas” literalmente, mas é uma expressão pra falar que o cara é um mosca morta). Teve um ano que o Fortuna caiu pra quarta divisão e estava quase falido. Aí a banda começou a bancar o time até ele se recuperar”. Aqui tem o relato do jogo feito por Dom Peter.

Baita história, não? E rock da melhor qualidade. A Alemanha tem o futebol mais legal do mundo, com estádios lindos sempre lotados, todos com setores populares destinados aos torcedores mais fanáticos, bandeiras, faixas, cantoria, cerveja e salsicha. E as cidades se envolvem barbaramente com seus times, é um negócio muito sério.

Se tem algum país que o Brasil deveria tentar copiar no futebol é a Alemanha.

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E o Fábio Seixas, pela primeira vez na vida, me manda algo que presta. Absolutamente genial. O comercial, não o Seixas, claro.

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DICA DO DIA

SÃO PAULO (que vontade…) – Em 1953, Geoffrey Gander e seus amigos saíram de moto da Inglaterra para viajar pela Europa continental recém-saída da Segunda Guerra. Seu filho Paul colocou neste site aqui fotos maravilhosas da viagem. Eles cruzaram França, Alemanha, Suíça, Áustria e Itália. Problemas? Parece que só um pneu furado.

Linda, a Europa. Como sempre.

A dica foi enviada pelo Bira Martins.

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DECIDIDO

SÃO PAULO (com moderação) - Minhas próximas férias já estão resolvidas. Esse hotel na Saxônia é simplesmente o mais legal do mundo. E a diária é baratinha!

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DICA DO DIA

SÃO PAULO (e eu morrendo de inveja de todos) – Disparado o melhor site de fotos sobre encontros de carros antigos na Alemanha. Os caras cobrem tudo, e as imagens são arte pura. Essa aí embaixo é do mais recente evento, de Mercedes em Berlim-Tempelhof, o velho (e lindo) aeroporto desativado na capital tedesca. Descendo a página tem um maravilhoso encontro de Wartburgs em Eisenach. E se vocês procurarem bem, vão achar um SP2 também.

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ITÁLIA X ALEMANHA

SÃO PAULO (vai, Lusa!) - Para fechar o dia bloguístico, esta divertidíssima animação sobre as diferenças entre italianos e alemães. Foi o Felipe Passos que mandou, pelo Twitter.

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FOTO DO DIA

Acreditem ou não, a foto é do mês passaado em algum canto da Alemanha. Pena que não anotei o nome do blogueiro que mandou, mas a imagem merece. Notaram o Wartburg do lado esquerdo?

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EMPATOU

SÃO PAULO (pingando) – O título de Vettel hoje fez com que a Alemanha empatasse com o Brasil em conquistas na F-1. São oito para cada país. No caso dos tedescos, sete de Schumacher e um de Tião. Os brasileiros fizeram três campeões: o bi Emerson e os trilegais Piquet e Senna.

A Luana Marino faz um balanço aqui. A Inglaterra segue na frente com nove taças.

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SALADA GERAL

LONDRINA (podia chover…) – Minha coluna de hoje compara o marco importante da presença de sete alemães no grid da F-1 com a porcaria do tênis brasileiro que não aproveitou a onda Guga. Meio confuso, o texto. Mas está aqui, em todo caso.

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DIÁRIOS, ALEMANHA

GUARUJÁ (fechando o botequim por hoje) – A mando de minha editora Alessandra Alves, em todas as semanas de corrida eu devo publicar algum texto antigo que está no meu livro. O meu livro é ela que vende, por e-mail, aalves77@hotmail.com. Alessandra Alves, minha editora, acredita que estes textos estimulam as pessoas a comprarem meu livro. Eu já acho que ninguém mais lê textos desse tamanho.

MIL QUILÔMETROS DE SOLIDÃO (escrito em julho de 2003)

Aprendi muito entre o GP da Europa e o GP da França.

Aprendi que adoro andar de trem, algo que produz uma nostalgia de uma vida que não é a minha, que conheci já bem tarde, aos 25 anos, quando vim à Europa pela primeira vez, e só de trem andamos, eu e ela, éramos jovens e tudo nos espantava e nos deixava boquiabertos.

Aprendi que já há trens muito velozes na Alemanha, também, como os TGV franceses e os trens-bala japoneses. São bons, te levam rápido de um canto a outro, muito melhor do que viajar de avião. Falta o charme do barulho de trem, as rodas passando pelas emendas dos trilhos num suceder interminável que te dá sono, mas é um trem, afinal, sai de uma estação, pára em outras, uns descem e outros sobem com suas malas e vidas, encerra a viagem numa grande gare.

Aprendi que a gare de Munique é bela, pulsante, cheia de gente indo e vindo, já havia estado em Munique, acho que sempre digo que gosto da Alemanha, e gosto mesmo, um país inacreditável quando se sabe que há pouco mais de 50 anos estava de joelhos, todo arrebentado pela sanha de um homem.

Aprendi que os taxistas de Munique são quase todos imigrantes, ao menos o que peguei para ir ao hotel era, tomo o exemplo individual e generalizo, e não gostam de muito papo, apenas mostrei um papelzinho com o endereço, quinze minutos depois ele me apontou o valor da corrida, paguei, e ele foi simpático, tirou a mala do carro, jamais o verei de novo.

Aprendi que jamais verei de novo muita gente e muita coisa na vida, com quem a gente vai cruzando ao acaso, como o velhinho simpático e solícito do hotel em Munique, que reservei pela internet sem saber direito se o lugar era bom, e era muito bom, no norte, longe do centro, ao lado do maior parque da cidade, o Englisch Garten, que foi construído por certo kaiser ou imperador.

Aprendi que não é preciso fazer nada de especial numa cidade que não é a sua, e como ainda estava sol, muito calor, fim de tarde, coloquei um calção e uma camiseta, dez euros no bolso, um boné e resolvi sair correndo, correndo, mesmo, a pé, achar o parque, ver as coisas como um Forrest Gump sem destino, e corri, corri, corri, achei o parque, e comecei a ver coisas que nunca mais vou ver de novo, como o Trabant esquecido num quintal de uma casa dentro do parque, como a bandeira com o arco-íris pedindo paz pendurada na pequena varanda de um prédio também dentro do parque, provavelmente alojamento de estudantes, o parque fica perto da universidade.

Aprendi que há um lago no parque, um lindo lago, e o que o sol se derramando no fim de tarde em Munique sobre o lago é muito belo, e eu corria, corria sem parar, e tudo ia passando por mim muito rápido, e do outro lado do lago havia muita gente banhada pelo sol, e fui até lá correndo e correndo.

Aprendi que no verão eles abrem dentro do parque, ao lado do lago, um Bier Garten, jardim de cerveja, é o que quer dizer, e as pessoas se espalham por mesas compridas de madeira para tomar cerveja, comer salsicha e batata frita, e falam muito e bebem e riem e se rendem ao sol. Eu estava com fome e sede, parei de correr, resolvi me render ao sol e ficar ao lado daquela gente toda que nunca mais verei de novo, e meus dez euros deram só para a salsicha e a batata frita, a cerveja ficou para outro dia, fiquei com sede, matei a fome, e prometi a mim mesmo que um dia volto ali para tomar cerveja.

Aprendi que andar a pé sem destino, sem mapa, sem nada, é bom demais, e voltei a pé ao hotel sem obrigação de fazer mais nada, e liguei a TV num canal francês e vi um documentário sobre São Paulo, a minha cidade, falavam de tudo, trânsito, favelas, gigantismo, um documentário sobre uma das maiores cidades do mundo com seus problemas e encantos, francês é bom de documentários, e lá pelas tantas apareceu uma imagem do meu prédio, de onde moro! Caramba. Depois entrevistaram a prefeita, e ela fala francês direitinho, aprendi isso, também, que a prefeita fala francês, e que está fazendo uma porção de coisas boas em São Paulo que, morando em São Paulo, eu não sabia que ela estava fazendo. A gente não sabe de nada.

Aprendi na manhã seguinte que alemães são sempre muito pontuais, eu havia agendado uma visita à Audi, que fica em Ingolstadt, a 85 km de Munique, muito mais para ver o museu cheio de DKWs do que qualquer outra coisa, e faltavam cinco para as nove quando estacionou um belo Audi na rua, vi pela janela, era o motorista que me levaria para Ingolstadt.

Aprendi que de um dia para o outro o tempo muda muito, chovia e fazia frio, e meu motorista era simpático e dirigia rápido, me mostrou o estádio que estão fazendo na estrada para a Copa de 2006, e aprendi que ele gosta de futebol e que torce para o time pequeno de Munique, não o Bayern, mas o 1860, o que me deixou satisfeito porque também torço para um time que não é lá essas coisas, e aprendi que a gente pode ter algo em comum com alemães que nunca vimos e que nunca veremos outra vez.

Aprendi que se você é jornalista e solicita uma visita a um museu ou a uma fábrica mesmo que movido a interesses meramente pessoais, na Alemanha te recebem com grande solenidade e atenção, e foi assim que conheci quatro moças encantadoras que me guiaram pelo museu e pela fábrica, Angelika, Cecilia, Uta e Noeli, esta uma brasileira de Curitiba que fala duzentas línguas.

Aprendi uma porção de coisas sobre a Audi, a Auto Union, a DKW, a Horch, a Wanderer, mas não creio que isso interesse a todo mundo, por isso vou pular essa parte, guardo minhas lembranças da visita ao museu comigo mesmo, assim como as lembranças que comprei na lojinha, as miniaturas, as fotos, às vezes eu mesmo me assusto com essa paixão quase obsessiva por uma marca de automóvel que nem existe mais. Cada louco com sua mania, é o que digo sempre, para não esticar a conversa.

Aprendi que pêra com gorgonzola e figo fica bom, foi o que me serviram no restaurante chique da Audi, e aprendi muito sobre como se faz um carro na fábrica, um negócio impressionante com suas prensas monstruosas, seus robôs que pegam, levantam, transferem, colam, soldam, pintam, aparafusam, levam, trazem, calculam, e com os homens que operam tudo aquilo, e como é que pode de uma chapa de aço que entra de um lado sair um automóvel do lado de lá, e tão bom, bonito, perfeito.

Aprendi que meu carro saiu dali e que se eu procurar tem um caderninho no arquivo da fábrica onde está anotado tudo que nele foi feito, e quando, e como, e, principalmente, por quem. Quem colocou isso, quem apertou aquilo, quem testou, quem passou um paninho, e eu olhava para aqueles operários e operárias e me sentia um pouco amigo deles, afinal foi dali que saiu meu carro que me leva a todo canto, onde coloco meus filhos para viajar e para ir à escola, há um grau de intimidade aí. Não vou vender meu carro nunca.

Aprendi, quando saía da fábrica com um carro muito bonito, parente do meu, emprestado, que ficaria com saudades daquelas moças tão atenciosas. Era terça-feira, voltei a Munique, na quarta de manhã fui a Dachau.

Aprendi em Dachau, o primeiro campo de concentração da Alemanha, que somos, os seres humanos, uns merdas. Foi uma visita marcante, talvez a mais marcante de minha vida besta. Em Munique você pode fazer uma excursão a Dachau, é algo bem interessante, juntam-se algumas pessoas na estação, vão todos de transporte público, trem regional e ônibus, e uma moça que devia ser britânica era a guia.

Aprendi que não se deve falar muito nessas excursões, estava muito calado naquele dia, e foi em silêncio que passei aquelas horas vendo aquilo tudo. Não é o caso de dar aula de história. Tenho um livreto sobre Dachau aqui ao lado, repleto de dados e casos, pensei em escrever sobre isso, sobre os absurdos, a crueldade etc, mas essas coisas a gente sente, e cheira, e vê, e não sei se dá para contar direito. Uma hora, no fim da visita, quando passava pela alameda que ficava entre os barracões que alojavam os prisioneiros, chutei uma pedra e fiquei com dó dela. Trouxe a pedra. Tirei a pedra de lá. Pedras e insetos saíam de Dachau sem problemas na Segunda Guerra. Pessoas, não. Morriam lá dentro, empilhadas e doentes e torturadas, depois iam para o forno e viravam fumaça.

Aprendi sobre todos nós em Dachau, mas havia uma viagem pela frente, voltei ao hotel, comi uma salsicha num posto de gasolina, comprei um mapa, peguei o carro e dirigi 450 km até anoitecer. O mapa não era dos melhores, genericamente “Europa”, o que significa que incluía a Lituânia, o Uzbequistão e a Finlândia, e eu não ia para tão longe, mas para isso, hoje, há sistemas de satélite no carro que nos indicam as direções, em várias línguas.

Aprendi que dá para acordar na Alemanha, ir a Dachau, passar pela Áustria, parar na fronteira com a Suíça e entrar na França, tudo no mesmo dia, e fui seguindo, Memmingen, Kempten, Lindau, Saint Gallen, Zurique, Basiléia, parei em Mulhouse, já na Alsácia, uma região fronteiriça entre França e Alemanha onde se fala alemão, e onde há o maior museu de carros antigos do mundo, foi meio sem querer. Era uma coleção de dois irmãos que ao longo dos anos foram juntando carros, e acabaram falindo um dia, fugiram para a Suíça e quando o governo francês abriu o galpão que ninguém sabia direito o que tinha dentro descobriu centenas de carros, muitos do século 19, a maior concentração de Bugatti do planeta, hoje é uma atração internacional, dei muita sorte de achar esse museu, do qual já havia ouvido falar mas, repito, caí nele sem querer.

Aprendi que de Mulhouse a Magny-Cours, o destino final, seria possível ainda ver muita coisa, e entrei no carro e parti para mais 450 km de estradas, o sistema de satélite já não funcionava mais, era apenas para a Alemanha, e peguei o mapa e fui em frente, Belfort, Baume-jes-Dames, adoro esses nomes de cidades francesas, Dijon, Beaune, estradinhas, plantações de uva, vinícolas, a região da Bourgogne, ou Borgonha, acho que é como Borgonha que se traduz, Autun, Château-Chinon.

Aprendi que por esses caminhos se compram vinhos feitos ali mesmo, e que se pode degustar, e me deu uma vontade imensa de tomar vinho e escolhi uma dessas casas, parei, e o rapaz me atendeu e experimentei dois tipos como se entendesse muito. O segundo, ele me disse, era mais “fruté”, concordei, é mais fruté, mesmo, me dá uma dessas, e saí contente da vida com minha garrafa de vinho fruté debaixo do braço.

Aprendi, finalmente, que depois de dirigir sozinho mais de mil quilômetros por quatro países diferentes a gente fica muito sensível a tudo, louco de vontade de ter alguém do lado para dividir o que está vendo, e que a solidão só é boa para isso, para sentir a falta dos outros.

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N’ALEMANHA (2)

SÃO PAULO (demais!) – Aconteceu há pouco mais de uma semana este encontro de Pumas na… Alemanha! Quem conta é o Felipe Nicoliello, so sempre ótimo Puma Classic.

Muita gente não dá bola, mas não se enganem… Puma, para os pumeiros de verdade, é quase uma religião. Coisa muito séria.

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MISTÉRIO DO DIA

SÃO PAULO (parece o Jason) – Quem é o mascaradão (aliás, que balaclava feia!) no GP da Alemanha de 1980 com patrocínio da Brastemp no macacão? É fácil, acho que todo mundo vai acertar. A foto está cheia de pistas, como o carro, o capacete…

Mais uma da coleção de Humberto Corradi, nosso garimpeiro da rede.

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MR. POSTMAN

SÃO PAULO (tudo prateado) – Os 50 anos do espetacular circuito de Avus, eternizados com dois dos carros que escreveram sua história, as flechas de prata da Mercedes e da Auto Union. Bem legal. Mais ainda porque o quatro-argolas está prestes a ultrapassar o busão.

PS: para quem quer ler algo sobre Avus, tem um textinho meu aqui. Estive lá já não sei quando.

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