FOTO DO DIA

Na Argentina, esperando pelas próximas etapas. Dica do Mestre Mahar.

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A HONDA VEM AÍ

SÃO PAULO (se segurem) – Já está na boca do povo há alguns meses, mas agora parece que vai. É esperado para amanhã um anúncio da Honda de que volta à F-1 como fornecedora de motores da McLaren a partir de 2015.

Impossível não lembrar da parceria que durou de 1988 a 1992 e resultou em quatro taças  para os mclarianos: Senna, Prost, Senna e Senna, pela ordem, até 1991; em 1992, deu Mansell com a Williams, e em 1993 a McLaren virou Ford, para se transformar em Peugeot em 1994 e finalmente fechar com a Mercedes em 1995.

O jeito de trabalhar dos japoneses é conhecido. Metódicos, meticulosos, determinados, se transformaram na grande paixão de Ayrton quando o brasileiro começou a trabalhar com eles. Senna é deus lá, um samurai morto em combate.

Os tempos são outros e a McLaren se transformou num time alemão nesses quase 20 anos de Mercedes. Mas será importante começar a pensar em alguém que combine com a Honda e com o jeito japonês de ser. É prematuro especular sobre quem estará nos carros de Woking em 2015, claro. Mas certamente a dupla Button-Pérez não é a mais bem desenhada para o espírito nipônico que deverá ser injetado no time. Hamilton seria o ideal. Mas Kobayashi seria interessantíssimo, também.

mclhAcrescentando que a brincadeira não vai ser só com a McLaren, não — que não vai pagar nada pelos motores. A brincadeira deve incluir Lotus e Williams, as duas hoje em dia abastecidas pela Renault.

E mais: o motor V6 1.6 turbo já está no dinamômetro. Faz algum tempo.

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JESUS MANDA NOTÍCIAS

SÃO PAULO (e são boas) – O Jesus do título aí em cima é o time, bem entendido. E ele manda notícias através do Adriano Medeiros, que está disputando o campeonato de F-Ford clássicos na Inglaterra com o carro que foi da equipe de Alex Dias Ribeiro. A gente contou dessa ressureição aqui no blog em fevereiro, lembram?

Pois bem. Teve corrida em Snetterton no fim de semana. Os resultados estão aqui. Medeiros teve de largar em último porque o carro da Jesus Saves Racing estava fora da altura regulamentar, mas mesmo assim terminou em terceiro, com a melhor volta. O relato dele está no seu site. E tem até um vídeo da corrida. Os carros são uma graça.

Mandem abraços ao Adriano e ao Alex. Eles sempre dão uma passada por aqui.

savessnetterton

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ONE COMMENT

podiohun86

Sobre troféus gigantes, eis Piquet na Alemanha (obrigado aos que corrigiram; pódio idêntico ao da Hungria) em 1986 erguendo a enorme taça. Até Senna riu. O comentário? Nelson sabia fazer rir. 

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SOBRE PNEUS E ULTRAPASSAGENS

SÃO PAULO (e tenho dito) – A essa altura, acho que todos já sabem que a Pirelli vai colocar novos pneus na pista a partir do GP do Canadá. Os 79 pit stops de Barcelona (78 para trocas, para ser preciso) assustaram um pouco. Precisar de quatro paradas para ganhar uma corridaBorracha, idem. Lembro de uma vitória de Schumacher assim em Magny-Cours que todos acharam espetacular, mas ele só fez isso para tirar uma onda. Naquele ano (2004?), estava tão fácil que o alemão resolveu ganhar corridas de todos os jeitos possíveis: uma parada, duas, três, com uma mão só, sem duas marchas, com freio a tambor, sem água no radiador, apenas com mecânicos canhotos, de óculos escuros… Essa da França foi para se divertir em ritmo de classificação durante a prova toda. Não havia a menor necessidade.

Mas domingo, não. Ou Alonso parava quatro vezes, ou se lascava. E muitos outros pilotos fizeram o mesmo.

Aí acaba a prova e ouço aqui e ali odes ao GP. Que em Barcelona nunca ninguém passava ninguém, e neste ano foi demais, um festival de ultrapassagens e tal.

Bobagem.

Reparem que a imensa maioria das ultrapassagens aconteceu entre carros cujas diferenças nos tempos de volta, no momento das ditas cujas, as ultrapassagens, eram de 2 a 3 segundos. Ninguém se esforçou demais. Era chegar e passar. Bico. Até eu passo por cima de um carro 2 segundos mais lento que o meu em qualquer pista.

Assim, é uma falácia dizer que o GP da Espanha foi “imprevisível”, “emoção do começo ao fim”. Ele foi é confuso para o público. Era fácil prever que Alonso venceria, depois de passar em terceiro na primeira volta. Ali sim houve corrida, nos primeiros metros, nas ultrapassagens que fez na largada. À frente dele havia um carro manco, de Rosberg, que duraria dez voltas, se tanto, e Vettel. OK, Vettel poderia ser um adversário. Então digamos que a corrida ficou imprevisível até a volta 11, quando Alonso saiu dos boxes na frente de Vettel. Ali o GP da Espanha acabou. Dali em diante, nada do que acontecesse seria real. As mudanças de posição seriam tão artificiais quanto um Big Mac de isopor. Só mesmo uma cagada num pit stop poderia alterar o resultado final. E jogar nas costas do erro de mecânicos o desfecho de um GP é uma pobreza esportiva.

Passamos a ter um campeonato de gestão de borracha. Quando Hamilton diz “não consigo dirigir mais devagar que isso”, é uma derrota. Quando ele mesmo se espanta, “uma Williams me passou!”, pelo rádio, é a indignação de quem tem um carro que depende só de pneus para funcionar. Se é assim, de que vale todo o esforço para se projetar um carrinho bacana?

Ótimo que a Pirelli vai mexer nisso. GPs confusos para quem assiste não são legais. É bom que a pessoa entenda o que está acontecendo quando está vendo uma competição esportiva qualquer. Senão, fica iludido o tempo todo, achando que algo anormal está acontecendo diante de seus olhos, ou vai acontecer. Não vai. As ultrapassagens de Barcelona foram de mentira. É como colocar o Bayern para jogar contra o Velo Clube começando o jogo com cinco jogadores contra 11 do adversário. Em 15 minutos, vai estar perdendo de 3 a 0. Aí para o jogo, coloca 11 contra 11, e o Bayern vira. Imprevisível, isso? Não. Confuso e mentiroso.

Fora que para a Pirelli me parece uma desgraça mercadológica botar a cada duas semanas na pista, para milhões de almas na TV, pneus que acabam depois de cinco ou seis voltas. Eu não me animaria muito a comprar pneus assim para meu carro.

Tomara que voltemos a ter um campeonato de carros, motores e pilotos. Se for para ter campeonato de pneus, que se abra a F-1 para outras marcas. Aí sim. As disputas Michelin x Bridgestone eram interessantes. Com o modelo de fornecedor único, não faz sentido submeter os pilotos a esse martírio de ter de andar devagar numa competição cuja objetivo é ser mais rápido que os outros. Conservar pneu hoje é mais importante do que ser veloz. É uma distorção da natureza do automobilismo.

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ONE QUESTION

Os troféus de Raikkonen e Massa precisavam ser tão pequenininhos?

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DE QUEM SERÁ?

SÃO PAULO (uau) – Estamparam uma Ferrari 458 Spider num poste na madrugada de hoje em São Paulo. Um casal ocupava o veículo, mas não se sabe quem eram os pombinhos — que, felizmente, não se machucaram e não machucaram ninguém. No G1, a partir de um testemunho, comenta-se que a mulher dirigia o carro e era “uma figura pública”.

Se fosse um coió de Chevette já saberíamos o nome, endereço, profissão e situação do veículo no Detran.

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FALA MUITO

espnradiowaynesSÃO PAULO (tudo resolvido) – O podcast “Limite” da Rádio ESPN, sexta edição, está aqui. Clicar, ouvir e, se for o caso, comentar. O programa fala do GP da Espanha e traz uma entrevista legal com Sergio Jimenez, da FIA GT, Estoque e Superkart Brasil.

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CARS & GIRLS

t21

Placa da Áustria, o que me lembrou de uma passagem querida com Gerdolino.

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DE CATALUNYA (4)

decat003SÃO PAULO (sem pressa, irmãos) – Vou começar do começo, malhando o Judas. Praga de quem não está gostando da situação, o microfone de Barrichello não funcionou no grid. Depois, cenas de pastelão. O repórter-babá (que é bom, diga-se) segurando o microfone e o aspirante a repórter segurando junto.

Coisas básicas de TV. Nunca segure o microfone se tem alguém já segurando. Não dispute o microfone. Treino, preparo.

Entrevistas? Jean Todt: “Tutto bene?”. Foi a pergunta. Acabou. Treino, preparo. Saiba sempre o que perguntar. “Tutto bene?” não é pergunta.

Técnica. “Esse aqui é o aspirador que a equipe usa pra resfriar os freios.” O cara coloca nas entradas de ar laterais. E é um ventilador. Falta vocabulário. Treino, preparo.

Pau dado, vamos à corrida, que é mais importante.

El Fodón de las Astúrias agora é isolado o quarto piloto com mais vitórias na história, 32. Desempatou de Mansell. Foi sua segunda em GP da Espanha, terceira no país. Venceu em Valência no ano passado. Em Barcelona, em 2006 com a Renault.

É um pilotaço, que fez ultrapassagens no início soberbas e, depois, estabeleceu Raikkonen como alvo, já que o finlandês iria parar uma vez a menos nos boxes. “Só” três pit stops. É coisa pacas, mas o jeito, para quem não lida tão bem com a borracha, era fazer quatro.

Monitorou Kimi, passou a Lotus na pista, foi, viu e venceu. Considerando o fato de que a Red Bull não tem aquele carro outrora imbatível, que a Lotus possui limitações, que a McLaren morreu e que a Mercedes é leoa de treino, temos um favorito ao título.

A corrida de Massa ajuda a reforçar a tese. Melhor dele em muito tempo, com uma primeira volta primorosa e sem perder o contato com a turma da frente nunca. Pódio merecidíssimo e de enorme valor, já que largou em nono. Palmas para ele. De verdade. Foi o Massa de outros tempos.

Kimi em segundo cumpriu seu script. Não tem carro para vencer sempre. Mesmo com uma parada a menos, chegou atrás de um caro só. Falta um tiquinho de velocidade. O quarto e o quinto dos rubrotaurinos me surpreenderam. Esperava mais de Vettel. Vitória, para dizer o mínimo. Foi discreto. De certa forma, a corrida de Webber foi mais impressionante, porque teve de recuperar bastante terreno depois de uma largada novamente desastrosa.

Foi a primeira vez que alguém venceu em Barcelona sem ter largado nas duas primeiras filas. Mas deve-se relativizar isso. Mercedes na primeira fila é como se não houvesse. Os dois carros perdem rendimento miseravelmente em ritmo de corrida e é incrível como sua suspensão engenhosa não colabora. Engenhosa porque mantém o carro a uma altura homogênea do solo, otimizando, obviamente, os fluxos de ar. Mas come borracha como ela só. Algo para os engenheiros tentarem entender. Hamilton nem nos pontos chegou. Rosberguinho foi o sexto.

A McLaren conseguiu colocar os dois nos pontos, o que a esta altura do campeonato é quase um milagre. Button fez uma corrida excelente, dentro de suas possibilidades. Estava em 17° na primeira volta e chegou em oitavo, dois segundos à frente de Pérez que, evidentemente, nem ameaçou uma disputa. O inglês parou três vezes. O mexicano, quatro. Di Resta fez a dele, na média da Force India: sétimo. E Ricciardo arrancou o pontinho nanico do dia.

Legal ver Alonso com a bandeira da Espanha. A FIA chegou a chamá-lo à torre para dar uma dura, mas foi apenas para carimbar “somos ridículos”.

Na classificação do campeonato, Vettel lidera com 89, seguido de pertíssimo por Raikkonen, 85. Alonso tem 72, Hamilton marcou 50 e Massa anotou 45. Próxima parada, Monte Carlo.

E viva a Lusa, campeã de novo.

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DE CATALUNYA (3)

gaudi003SÃO PAULO (lá vem cacetada) - E para fechar o sábado, falemos da TV. Notei a ausência do comentarista Reginaldo Leme na transmissão dos treinos de hoje em Barcelona. Não sou corporativista, longe disso. E nunca fui nem particularmente contra, nem particularmente a favor de ex-atletas fazerem o papel de jornalistas. Muitas vezes o uso desse recurso ajuda, especialmente em ocasiões sazonais — em Olimpíadas, por exemplo, quando é preciso recorrer a alguns deles para falar de esportes que não possuem equipes permanentes e especializadas nas emissoras de TV, ou sites e jornais.

Alguns ex-atletas acabam se tornando jornalistas. E ex-técnicos e ex-árbitros. Conheço vários. Vão estudar, se preparam, assumem a função. É uma continuidade legítima de uma carreira ligada ao esporte, não tenho absolutamente nenhum reparo a fazer. Poderia aqui dar uma lista de excelentes ex-alguma-coisa que viraram excelentes jornalistas. Alguns se transformaram em apresentadores, outros em comentaristas ou colunistas. São muitos mesmo: Casagrande, Glenda, Meligeni, Tostão, Jaú, Wlamir Marques, tem agora o Roger Chinelinho que está muito interessante no ar… Pode-se gostar ou não de um ou de outro, mas nota-se que se prepararam para o que passaram a fazer na vida.

Só que a lista de ex-atletas que viraram patetas no ar, como comentaristas e apresentadores, seria bem maior. Não vou citar nomes porque estou meio cansado de confusão. Essa turma ganhou espaço nos últimos tempos por conta da burrice e da estupidez de executivos que comandam as emissoras de TV. Basta falarem umas merdas e fazerem umas piadas escatológicas que, bingo!, ganham um palco e um microfone. Ou ostentarem um rostinho bonito, ou ainda um sotaque bem aprimorado no Leblon  acrescentado de algumas aparições em “Caras”. Pronto.

(Vão todos para a TV. Manda essa gente escrever 20 linhas de texto compreensível para ver o que dá.)

Por isso, confesso que me irrito quando ex-atletas tiram o lugar de quem se preparou a vida toda para fazer aquilo — apurar, comentar, reportar, analisar, escrever. Uma coisa é usar ex-atleta para acrescentar. Outra, para subtrair. Barrichello certamente tem potencial para acrescentar algo às transmissões da Globo. Era piloto de F-1 até outro dia, percebe algumas coisas, dá a visão de quem já esteve lá dentro. Burti é ótimo tradutor. Não corre de F-1 há mais de uma década, mas tem noção de alguns aspectos técnicos, claro.

Só que no grid, como repórter, não funcionou porque ninguém sabe quem ele é. E porque ele não é repórter. Não sabe ser repórter. Não se preparou para ser repórter. E aquele estilinho “vou chegando e vou falando porque sou bonitinho e conhecido no Brasil” não funciona para todo mundo. Rubens foi bem em Interlagos na primeira experiência de microfone na mão, no grid. Foi simpático e tal. Mas era mais um personagem do que um repórter. A atração era ele, pelo inusitado da função. Mas jornalismo não é assim. O repórter não deve ser a atração. Nunca. Como será daqui para a frente?

Não entendo por que não deixar um repórter de verdade trabalhar no grid. Eu fiz isso durante anos em rádio. O Fábio Seixas também. E nunca ninguém recusou uma palavrinha a nós. Basta saber fazer. Somos treinados para isso. Para fazer perguntas, para questionar pessoas. Não para dar sorrisos e tapinhas nas costas.

Enfim, nem tudo que funciona lá fora, funciona aqui. Os ingleses usam muito ex-pilotos e dirigentes em suas transmissões, como Eddie Jordan, Martin Brundle e David Coulthard. Mas o estilo da TV inglesa é outro. Primeiro, os caras são bons pacas e não passam o tempo todo dizendo amenidades. Um jornalista está quase sempre com eles fazendo o papel de âncora. E eles são treinados pelas emissoras para fazer algo mais do que soltar frases pueris e pasteurizadas, como adora a Globo — que acha necessário explicar tudo, dizer “carro de segurança” em vez de “safety-car”, que fala “posições de largada” em vez de “grid”, “RBR” em vez de “Red Bull”, tudo isso porque algum gênio lá dentro acha que todos aqui fora somos idiotas funcionais.

Nada a reclamar de Barrichello e Burti como comentaristas e palpiteiros, pois. Mas ao jornalista, o que é do jornalista. Leme tem a experiência, a vivência, a informação. Barrichello e Burti falam do que já sabem. A asa-móvel é isso. O pneu é aquilo. O câmbio é assim. O motor é assado. Não são treinados para levantar, apurar e passar informações. Reginaldo é. Foi Reginaldo, e não Burti, ou Barrichello, ou sei lá quem mais, quem revelou o escândalo de Cingapura em 2009. Foi para ele que Piquet contou, não para Burti, ou Barrichello, ou sei lá quem mais. É com Reginaldo que fluem as conversas no paddock que vão além de “e aí, beleza?” muito comuns entre ex-pilotos. É essa bagagem que ele leva para uma transmissão. E isso está sendo jogado fora em nome dessa cultura das celebridades-convidados que infesta a emissora oficial — no futebol, vi outro dia Michel Teló comentando um jogo de Champions League e um certo Naldo, que não tenho a mais remota ideia de quem seja, numa partida de Libertadores, acho.

No caso da F-1, essas celebridades ganham muitíssimo bem para dar sorrisinhos no ar. Os contratos de Burti e Barrichello batem na casa dos cinco dígitos fácil, e o primeiro dígito não é 1, nem 2, nem 3. Como jornalistas, eles são péssimos. Gravando comentários e/ou chamadas na frente das câmeras, são constrangedores. Participando ao vivo de programas de estúdio, idem. Um horror. Um festival de obviedades que acaba não justificando a presença de nenhum dos dois. Mas são da turma, ricos & famosos, celebrities, e dane-se o resto.

Não acho certo, enfim. Vocês achem o que bem entenderem.

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DE CATALUNYA (2)

gaudi002SÃO PAULO (às compras) – A aposta segue em Vettel. Sou teimoso. Apesar da primeira fila da Mercedes hoje em Barcelona, que deveria fazer automaticamente de Rosberguinho o favorito absoluto à vitória, tão impressionantes são as estatísticas dessa corrida no circuito Catalão. A saber:

- Em 22 edições, desde 1991, nada menos do que 17 (77,3%) foram vencidas por quem largou na pole.
- Quatro partiram do segundo lugar no grid, o que eleva a 94,5% o índice de vencedores que largaram na primeira fila.
- O vencedor que largou mais atrás em Barcelona foi Schumacher em 1996, terceiro no grid (foi sua primeira vitória na Ferrari, debaixo de muita chuva).
- A sequência mais impressionante de poles/vencedores foi de 2001 a 2010, interrompida por Vettel, que em 2011 ganhou largando da segunda posição.

Ou seja, portanto, obviamente que essa corrida é a mais previsível do calendário, do mundo e do universo. Donde eu deveria concluir que a Mercedes leva, com Rosberg. Na pior das hipóteses, com Luís Rámilton.

Mas acho que não, por causa dos benditos pneus, como os quais os carros prateados têm certa incompatibilidade. A não ser, claro, que nessas três semanas a Mercedes tenha encontrado alguma solução para comer menos borracha, o que também não é impossível. Como tivemos 90 minutos de treino com chuva na sexta, é difícil tirar alguma conclusão pelos tempos de voltas nas sequências longas dos dois pilotos, já que todo o programa de preparação para a corrida teve de ser alterado.

Sendo assim, sigo com Vettel, mas sem grande convicção, reconheço. Ele e Webber não tiveram nenhum brilhareco no fim de semana. Ficaram pipocando ali na frente, é verdade, mas sem dar sinal algum de superioridade infinita como em outras ocasiões.

Já no Q1 Hamilton fez o melhor tempo, embora usando pneus médios, o que parecia uma covardia contra os duros de alguns adversários. Mas nem era tanto. A diferença nos tempos de volta dos dois compostos não é tão grande assim. Degolados foram os marússicos Chaton e Branquinho, os caterhânicos Van Der Ley e Pica e as duas lamentáveis Williams, de Sapattos e Maldanado. Essa é a equipe que ganhou em Barcelona no ano passado, com o venezuelano. Incrível. Como é fácil fazer um carro ruim, errar a mão e perder um ano. Dá dó.

No Q2, Hamilton foi o mais rápido de novo, com um tempo bastante impressionante: 1min21s001. Não houve grandes surpresas no que diz respeito às quatro grandes atuais, que levaram seus oito pilotos para o Q3. As duas vagas restantes foram disputadas a tapa e golpes de foice, e acabaram entrando uma Force India, de Resta Um, e uma McLaren, de Pérez. Dançaram, pela ordem, Ricardão, Verme, Fútil, Bonitton, o incrível Hulk e Guti-guti. Button, coitado, deu uma errada feia. Vai muito mal a McLaren. Outra que pode jogar o ano no lixo já.

E o Q3 foi o da consagração mercêdica, com Rosberguinho fazendo uma volta excepcional em 1min20s718, 0s254 mais rápido que Lewis, o que é um caminhão de décimos, centésimos e milésimos. Terceira pole dele, segunda seguida. A segunda fila ficou com Tião Alemão e o falante Raikkonen, que tem boas chances com a Lotus por conta do ritmo de corrida. É aposta segura para pódio. Na terceira fila, vermelhinhos: El Fodón em quinto, um milésimo de segundo à frente de Massacrado. E fechando os dez primeiros, Grojã, Canguru, Chiquitita e Resta Um.

Não acredito numa corrida muito emocionante. Ela deve se definir após o primeiro pit stop, quando teremos uma noção de quanto vão durar os pneus da Mercedes. Se eles pararem mais ou menos junto com os demais e não tiverem uma queda de performance muito acentuada nas voltas anteriores à primeira visita aos boxes, aí têm grande possibilidade de vitória. Caso contrário, Vettel e Raikkonen estarão prontos para dar o bote. A Ferrari vai depender do esforço pessoal de Alonso, como sempre.

Verei a prova em VT, vejam que legal. Porque na hora da largada estarei no Canindé. Muito mais importante. Dia de taça, bebê.

ATUALIZANDO…

Massa foi punido e perdeu três posições por ter atrapalhado Webber e larga em nono. Assim, temos nos dez primeiros: Rosberguinho, Rámilton, Tião Alemão, Grilo Falante, El Fodón, Grojã, Canguru, Chiquitita, Amassado e Resta Um. Gutiérrez também tomou três posições no grid por ter se imiscuído no caminho de Button.

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SATO-SAN

SÃO PAULO (banzai) – Takuma Sato é o destinatário da cartinha de hoje na coluna Warm Up. Trechinho:

nippon50Inveja talvez não seja a palavra. Espanto. É isso. A gente fica espantado com vocês. O tempo todo. Gozado que na F-1 sempre os tratamos com desdém como pilotos, mas com verdadeira reverência quando o assunto era outro. Motores, por exemplo. Osamu Goto, lembra? Era um semideus na Honda. Senna foi um dos primeiros a devotar a vocês esse respeito que, na maioria das vezes, não temos. Somos ridículos, os ocidentais.

É isso. Para ler o texto na íntegra, é só clicar aqui.

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RÁDIO BLOG

And the goodbye makes the journey harder still.

(Se preferirem ver Yusuf Islam, que está melhor ainda, tem um vídeo amador aqui. Acho que ele vem ao Brasil no fim do ano, e aí já dá pra morrer.)

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KOMBI DO DIA

Já que estamos em maio, mês de 500 Milhas… O Benito di Paula mandou.

kombindy

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BONDE CHINÊS

SÃO PAULO (gostei) – O Ricardo Divila, que morre de saudades dos bondes de São Paulo, mandou este vídeo. Eu não tinha visto ainda. Bela ideia. Não sei em que pé está, se é só uma viagem na maionese, ou um projeto com possibilidade de sair do papel. Coisa de chinês. Lá, esse treco iria passar por cima de um monte de carros. Nunca vi gente para dirigir tão mal quanto os chineses.

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IMAGINE

SÃO PAULO (caramba) – Vai a leilão no dia 12 de junho, na Inglaterra, essa Ferrari azul 330GT que pertenceu a John Lennon. Lance inicial de 180 mil dinheiros britânicos, mas certamente vai sair por muito mais que isso. Primeiro, que é um carro raríssimo. Depois, por ter sido de quem foi.

Imagina lá em casa…

lennonferrariazul

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DE CATALUNYA (1)

guell1SÃO PAULO (começa agora) – Mil perdões à blogaiada, mas só deu para escrever agora, por conta de outros compromissos televisivos.

O primeiro dia europeu da temporada teve chuva de manhã, o que não é muito comum em Montmeló nessa época do ano. Parece que a previsão para o resto do fim de semana é de tempo seco.

No molhado, no primeiro treino, nada muito significativo. Todos andaram pouco e o asfalto só ficou razoável no final. De tarde, com a pista seca, pressa foi a palavra de ordem para aproveitar o tempo. Todos andando o máximo, porque a vida é curta.

Vettel, o favorito à vitória, terá na Ferrari de Alonso seu maior adversário domingo. O carro da Red Bull é bom para esse tipo de pista, mas a Ferrari não fica muito atrás. E o espanhol corre em casa, o que ajuda. Torcida não empurra carro, mas tem piloto que consegue uma dose extra de motivação diante de seu público e El Fodón é um desses.

O alemão ficou em primeiro hoje, com Alonsito em segundo a 0s017. O relato do treino está aqui. A Lotus está um pouco atrás, assim como a Mercedes. A Force India confirmou a condição de melhor das intermediárias. A McLaren foi mal de novo — o ano está com cara de que será jogado fora logo, logo. E Williams e Sauber continuam andando cada vez mais para trás. O que é lamentável, especialmente por Hülkenberg, piloto que merece mais do que o carro que tem.

Ano passado Maldonado venceu. Dá para acreditar nisso, olhando para a Williams de 2013? Pois é, não dá. Mas o venezuelano ganhou, sim, e com estilo.

Vão comentando aí que volto daqui a pouco. Mas já deixo meu palpite para a corrida: Tião, o alemão.

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SÁBADO LÁ

SÃO PAULO (game over) – Faltou contar como foi a corrida sábado. Larguei em 27° e cheguei em 17°. Quarto na categoria. Tivemos 36 carros no grid, e como uns oito que correm sempre não correram, posso imaginar o que vai ser a quinta etapa, dia 25 de maio. Certamente mais de 40 carros. Legal, né?

Até agora, em quatro corridas, fiz dois quartos e dois terceiros lugares na Turismo Light. Nessa voltinha aí em cima, o Meianov virou em 2min14s411. Acho que é a segunda melhor volta da vida dele. O Gulla, de Puma, fez a pole e venceu na geral. E foi isso. Qualquer hora edito o vídeo da corrida, tive umas briguinhas interessantes.

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NERVOSINHOS

SÃO PAULO (chá de camomila neles) – Um fotógrafo espanhol tretou (tretou é muito bom) com Alonso no hotel, foi empurrado e diz que vai processar o piloto. Deve ser um desses malas paparazzi. Queria foto da namorada do cara. Mas mesmo os malas devem ser tratados com alguma educação. De qualquer maneira, é impossível julgar quem estava certo, ou errado. Só mesmo testemunhando a cena. Mas é algo que aborrece um esportista num fim de semana importante.

Me lembrou do Montoya levando uma “camerada” na cabeça em Imola. Essa do vídeo aí embaixo.

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