Arquivo da categoria: Tecnologia

TWEET-GHIA

SÃO PAULO (vai andar bastante) – Interessantíssimo este projeto para alunos de uma escola de Kansas City. Um Karmann-Ghia 1967 será movido a “tuitadas” & similares (curtidas no Facebook, hashtags, fotos no Instagram, vídeos no YouTube, compartilhamentos diversos, essas coisas) por um engenhoso sistema elétrico que está sendo chamado de “combustível social”. A molecada aprende mecânica e usa as redes sociais para fazer com que o carro ande, transformando atividades na internet em energia propulsora. E ele irá até Washington na semana que vem. Cada vez que alguém usar as redes sociais associadas ao projeto, pelo que entendi, o bichinho ganha uma “carga” que permite que se mova.

Parece meio confuso, mas é até simples. E legal que escolheram um Karmann-Ghia. Me mandaram a notícia pelo Twitter, diga-se de passagem. A organização que toca o projeto se chama Minddrive e o site deles está aqui.

tweetghia

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BONDE CHINÊS

SÃO PAULO (gostei) – O Ricardo Divila, que morre de saudades dos bondes de São Paulo, mandou este vídeo. Eu não tinha visto ainda. Bela ideia. Não sei em que pé está, se é só uma viagem na maionese, ou um projeto com possibilidade de sair do papel. Coisa de chinês. Lá, esse treco iria passar por cima de um monte de carros. Nunca vi gente para dirigir tão mal quanto os chineses.

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CURTO, POR FAVOR

SÃO PAULO (essa, sim!) – O Luciano Marino descobriu essa máquina de café expresso que é simplesmente espetacular! Se chama Espresso Veloce. Tem V10 e V12!

espressoveloce

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ONE COMMENT

Adorei isso aqui. O Alec Duarte mandou.

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O PAI DO SOM

nagra3SÃO PAULO (um minuto de silêncio) – Morreu no final de janeiro, aos 84 anos, o polonês Stefan Kudelski, inventor do Nagra. O Nagra foi o gravador de rolo que revolucionou o cinema mundial a partir dos anos 50. Vocês, que operam suas mini-DV GoPro HD EPS Ultra sei-lá-o-quê, possivelmente não fazem ideia do quê era captar o som direto para fazer um filme quando não existiam os sistemas digitais de hoje. Via de regra, quase todo filme era sonorizado depois de rodado. Imaginem a dificuldade para sincronizar som e imagem. Uma maluquice total.

Kudelski desenvolveu o primeiro gravador portátil de rolo e batizou-o de Nagra — em polonês quer dizer “vai gravar”, como conta Tide Borges neste excepcional artigo no site da Associação Brasileiro de Cinematografia. A vida dos cineastas mudou. E para além da facilidade quase instantânea, comparada com a epopeia dos métodos anteriores, estava a qualidade. Não há nada no mundo como o som de um Nagra. Até hoje, desconfio.

E foi num Nagra que comecei minha carreira no rádio, como contei neste distante post de 2007 aqui. Era com um equipamento desses que o Chico Cocco, mágico de som da ECA (onde a gente produzia nosso “Encontro com a Ciência”), gravava as entrevistas para as pautas malucas que saíamos para fazer por esse Brasilzão afora. Fiquei triste ao revisitar o post e notar que todos os links indicados saíram do ar. Receio que aquelas gravações podem ter-se perdido para todo o sempre, sabe-se lá. Talvez nos arquivos da Rádio Cultura, ou da USP. Jamais saberei.

Mas eu sabia, e bem, editar uma matéria. Na gilete, cortando gaguejadas, suspiros, pausas, limpando perguntas e respostas, tudo isso não num Nagra, que era bom demais para editar, mas num Akai vertical instalado na edícula da casa que nos servia de escritório e redação em Pinheiros. Gilete, a fitinha adesiva para emendar a fita magnética (como chamava essa fitinha, caramba?), o lápis roxo que fazia as marcações, e assim montávamos grandes entrevistas, grandes matérias, que não sei se eram escutadas por muita gente. A Rádio Cultura AM nunca teve lá grande potência e audiência, eu mesmo costumava parar o carro em algum canto quando começava o programa para poder escutar sem grandes interferências.

Pois foi num Nagra que gravei os sons ao redor de mim por dois anos. Creio que isso é, hoje, peça de museu. Como eu, de certa forma.

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PRÉ-HISTÓRIA

SÃO PAULO (parece mentira) - A gente vê esta pequena reportagem de um canal de TV de São Francisco em 1981 (foi o Ricardo Divila que mandou, many thanks) e fica se perguntando: será que esses caras imaginavam no quê iria dar? Trata-se de uma experiência de um tradicionalíssimo jornal local, “The San Francisco Examiner”, que estava desenvolvendo um modo de transmitir suas notícias a computadores pessoais pelo telefone.

Sim, isso aí virou a internet que a gente conhece hoje.

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AO INFINITO

SÃO PAULO (dá pra fazer, é só querer) – Uma graça, esse vídeo. A menininha de 12 anos fez a experiência para a feira de ciências de sua escola, na Califórnia, e com a ajuda de uma empresa aqui, outra ali, construiu um pequeno foguete, colocou a Hello Kitty dentro, instalou umas GoPro, pendurou tudo num balão meteorológico e o resultado está aí.

As imagens são belíssimas e a experiência vale por um curso inteiro de ciências, se os professores souberem aproveitar.

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ESSE EU QUERO

SÃO PAULO (de Natal, atrasado) – Estou há dias para contar a vocês que finalmente vou entrar para a era dos videogames. É que a Coreia do Norte lançou um joguinho de corrida que é disputado pelas ruas de Pyongyang.

Tem até as meninas que cuidam do tráfego. Deve ser absolutamente espetacular.

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DIVERSÃO MODERNA

SÃO PAULO (na falta de outra) – Uma das coisas interessantes neste mundo de Google Maps é ver o que existe em determinados endereços que, um dia, foram importantes para alguém por alguma razão. É possível, por exemplo, ir até a Alameda Casa Branca para ver o lugar onde Marighella foi assassinado pela ditadura (falando nisso, já compraram o livro do Mário Magalhães? Não? Estão esperando o quê, exatamente?), ou passar diante da casa do famoso Crime da Rua Cuba, ou ainda ir até a Rua Vemag e chorar diante das ruínas da primeira fábrica de automóveis do Brasil.

Às vezes pego uns anúncios antigos, como este enviado pelo Mário Buzanfan, e “viajo” até o endereço indicado. Vejam aí embaixo: 442, Foothill Boulevard em La Cañada Flintridge, Califórnia. Era lá que faziam motorhomes sobre chassis de Schnellaster nos anos 50. Coisa mais linda… Eu dava um dedo por uma dessas.

Hoje ainda mexem em carros por lá. De vez em quando fico fantasiando que nessas velhas garagens existem paredes falsas que escondem carros zero, porões cheios de peças, sótãos repletos de equipamentos…

Mas não tem nada disso, não, é só fantasia mesmo. Se bem que vira e mexe a gente flagra uns carrinhos legais nas ruas. Notaram a BMW estacionada?

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RED BULL 360

SÃO PAULO (fiquei até tonto) – A Red Bull está distribuindo este vídeo incrível, gravado em 360 graus, com Buemi ao volante. Vou colocar logo aqui, antes que o Fábio Seixas descubra e publique também no blog mequetrefe dele.

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MISTÉRIO NO SUL

SÃO PAULO (bá, que coisa!) – Foi o Maurício Henkel quem mandou a notícia. Vocês já tinham ouvido falar de um tal Projeto Chambrin? A história é ótima. Nos anos 70, um engenheiro francês de nome Jean Pierre Chambrin desenvolveu uma tecnologia de motor a água e álcool que revolucionaria o mundo, e o governo do Rio Grande do Sul cedeu a ele uma oficina no Corpo de Bombeiros de Porto Alegre para que levasse os estudos adiante. Em 1982, segundo consta, o governo federal mandou lacrar tudo. O homem morreu alguns anos depois. Está tudo neste link aqui do “Zero Hora”. E neste aqui do “Correio do Povo”, com mais detalhes.

O que teria acontecido? Será que Chambrin descobriu como fazer um carro andar a água e o governo militar da época resolveu dar um basta no negócio por pressão da OPEP? Sei lá. Só sei que um Corcel estava sendo usado para os testes, esse aí da foto do Fernando Gomes, do “ZH”. O Corcel parece que vai para o museu dos bombeiros.

Foto Fernando Gomes/Zero Hora

Vocês aí do Sul, contem mais!

ATUALIZANDO…

Contaram. Este link aqui explica quase tudo em detalhes. Resta o mistério do fim das experiências…

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F-1 EM 1 MINUTO

SÃO PAULO (vá lá) – Já me mandaram um milhão de vezes e é provável que vocês todos tenham visto outro milhão de vezes. Mas como sempre tem algum atrasadinho, eis a animação que deu uma ligeira bombadinha na internet algumas semanas atrás.

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DICA DO DIA

Está no blog do Mestre Mahar uma coletânea dos maiores monstros mecânicos jamais construídos. Pela URSS, claro.

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VOLTOU

SÃO PAULO (o que compraremos?) – Leio que, finalmente, com novos donos, a Gradiente está de volta ao mercado. Por enquanto com poucos produtos: um tablet para crianças e um “toca-tudo” (DVD, Blu-Ray e o escambau a quatro). Gostei desse “toca-tudo”. Sempre tive produtos Gradiente, de TVs a aparelhos de som e até celular, se não me equivoco. Nem todos eram/foram bons, mas por algum motivo curtia a marca. Coisa de consumidor meio bobo, admito. Mas que se explica, talvez, por comerciais como esse aí em cima, que acho bárbaro.

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GENIAL

SÃO PAULO (hoje tá enroscado) – A Audi criou um treco muito legal para que os fãs da marca mandem mensagens em tempo real para seus carros de corrida que podem ser vistas em fotos de longa exposição. E aí as fotos vão para uma página no Facebook. Acho que é isso. Se for algo diferente, me expliquem, porque estou sem tempo! Quem mandou foi meu amigo Rogério Gonçalves, que tem um quiosque de revelação de fotografias em 24 horas.

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JÁ QUE É NA CHINA…

SÃO PAULO (moderno demais) – Já tinham me mandado isso, mas aproveitemos o fim de semana chinês para mostrar, afinal. Ói o trem que não para na estação, que genial. É projeto, ainda. E genial numas, também. Esse treco economiza tempo e energia e tal, em termos de engenharia é um espetáculo. Mas precisam mesmo acabar com o ritual de um trem parar na estação, abrir suas portas, o apito soar? Ainda bem que se isso um dia existir, nunca vai chegar aqui, nem na Europa, onde não tem espaço para essas coisas. Mas vale pela curiosidade.

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SOBREVIVEMOS

SÃO PAULO (que bom) – A impressora que imprime na medida em que você vai digitando, conhecida também como máquina de escrever, pode ser comprada ainda, e pela internet, vejam só. Deu no Blue Bus. A Hammacher Schlemmer, que deve ser uma das mais antigas firmas de venda de qualquer coisa por catálogo, fundada em 1848, tem entre seus produtos esta máquina aqui, zerinho, por 119,95 dinheiros americanos.

Vira e mexe pinga uma notícia aqui e ali sobre o fim definitivo das máquinas de escrever. Eu mesmo já publiquei algumas. Mas que nada. Elas sobrevivem. Ainda bem.

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O GRANDE IRMÃO

SÃO PAULO (sei lá, mil coisas) – O governo pretende instalar chips em toda a frota que se move no Brasil (não sei se motos, inclusive) a partir de julho. Lendo a matéria enviada pelo Márcio Coração Valente, parece algo positivo. Mas, sinceramente, não sei o que pensar disso. Não me sinto confortável sendo vigiado o tempo todo por um Grande Irmão eletrônico a cada metro que percorrer com meus carros. Não, não mesmo.

Ah, mas ajudará a localizar carros roubados e a tirar das ruas veículos irregulares e tal. OK. OK. Pode ser. Mas eu abomino os rumos que as coisas estão tomando. Detesto ser vigiado. A liberdade está indo para o saco. O excesso de vigilância só nos diz que precisamos ser monitorados, porque não somos dignos de confiança de ninguém.

Somo assim mesmo? Fracassamos a esse ponto?

Outro dia percebi que esse telefone novo do capeta que comprei tem uma bolinha azul que fica piscando e indica exatamente em que ponto do planeta me encontro. Não quero que um telefone me rastreie! Quero que me deixem sossegado e em paz.

A vida está um saco.

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INUTILIDADES

Da série “Coisas Muito Legais Que Jamais Vou Comprar e Que Não Servem Pra Nada”.

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DICA DO DIA

SÃO PAULO (impressionante) – Entrem neste link aqui e me respondam: dá pra se esconder na multidão hoje em dia? Quem mandou foi o vemagueiro Roberto Fróes.

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