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INDY & STOCK

SÃO PAULO (digam vocês) – Vi parte da Stock em Curitiba e não vi a Indy em Long Beach. Deixo para a blogaiada os comentários sobre a vitória do Valdeno Brito, sobre esse horário das 9h30 das corridas, bom para a TV e nem tanto para quem vai ao autódromo, e também sobre o triunfo de Will Power e o engarrafamento no fim da corrida da Indy. O toque de Helinho em Barrichello, creio, merecerá muitos palpites. Rubens ficou meio chocado com o tanto de pancada que levou. Bem-vindo ao mundo real. A Indy é assim.

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BOLHA NOVA

SÃO PAULO (não é igual?) – A Stock está fazendo sua pré-temporada em Curitiba. Os carros que levam a marca Chevrolet agora se chamam Sonic, em vez de Vectra. O que é Sonic? Vende aqui?

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DICA DO DIA

SÃO PAULO (quero a Ferradura de volta!) – Eduardo Savóia, repórter da Bandeirantes, anda num Opalão da Stock em 1985. O vídeo, enviado pelo Luis Mendes, mostra um automobilismo e um jornalismo que já não existem mais, ingênuo, descompromissado, tranquilo… E na velha pista de Interlagos, que nos mata de saudades.

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MENOS MAL

SÃO PAULO (nunca é tarde) – A organização da Stock Car acaba de informar, depois de “furada” pelo Victor Martins, que todas as corridas do ano que vem serão transmitidas pela Globo na íntegra “nas manhãs de domingo”. Não foi oficializado o horário, mas deve ser às 9h30, de acordo com o blog do Victor. Também vão acabar com o playoff, o reabastecimento obrigatório e mudar o sistema de pontuação.

Todas medidas bem-vindas. Mas não deixa de ser engraçado ler as alegações da Vicar, que fala em abolir as paradas obrigatórias, por exemplo, porque isso “aumentará o dinamismo das corridas, facilitando o entendimento dos duelos por posições”. Se alguém tiver paciência para achar os comunicados da época em que os pit stops foram adotados, certamente encontrará algo parecido — aumentar o dinamismo, tornar a disputa mais acirrada etc. O mesmo vale para o trecho que fala do fim do playoff: “O campeão será definido após 12 etapas, com pontos corridos e sem descarte algum. Para garantir o suspense e a emoção até a última curva, será adotado um novo sistema de pontuação para o campeonato”. Quando adotaram o playoff, prometeram que aquilo iria garantir o suspense e a emoção até a última curva, certamente.

Mas isso não tem importância, é só um detalhe e faz parte da liturgia da assessoria de imprensa exaltar as mudanças. Que, neste caso, são mesmo para comemorar. O playoff de apenas quatro corridas distorceu alguns campeonatos, como o deste ano, e o reabastecimento era algo desnecessário e pueril — com equipes frequentemente se atrapalhando nos boxes e gerando muita confusão fora da pista, por conta dos regulamentos sempre mal redigidos pela CBA.

Simplicidade é tudo, em resumo. Agora, que se respeite o público que acompanha as corridas e que se estabeleça uma cobertura/transmissão menos infanto-juvenil-babaca, sem aquelas tolices de carrinho amarelo, carrinho azul, João Bobão no pitlane, gostosa do BBB passeando pelos boxes e coisas do gênero. Corrida é corrida. Larga, disputa, passa, bate, termina. Não precisa muito mais do que isso.

E para não dizer que não falei das flores, ótima foto aérea de Interlagos com arquibancadas cheias na Corrida do Milhão deste ano, que foi muito boa. Aliás, o campeonato de 2012 está marcado para começar em São Paulo no dia 25 de março.

Foto Duda Barrios

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CHAMA O PASQUALE

SÃO PAULO (afemaria) – Além de não colocar nem um parafuso no carro da Estoque que conquistou o título (mas que leva o leãozinho na carenagem) hoje no Velopark, a Peugeot não parece muito preocupada em escalar alguém familiarizado com o idioma para cuidar de seu Twitter. “Preveram” e “Campião” é de doer a alma.

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CACÁ X 4

SÃO PAULO (muda?) – Acabou a Estoque com o quarto título de Cacá Bueno, hoje no Velopark. Corrida acidentada, como de costume, ainda mais num traçado curto e estreito como o gaúcho, que fica num lindo parque temático de velocidade. Estivemos lá com a Classic Cup (ano passado?) e adorei tudo, de verdade.

Cacá não terminou a prova. No fim, lutando pela vitória (já que Max Wilson não tinha mais chances, depois da combustão espontânea em seu carro), passou Marcos Gomes, que tentou recuperar a posição, houve um toque depois de uma fechada de porta, coisa normalíssima, e o campeão rodou e abandonou. A vitória ficou com seu companheiro Daniel Serra.

Bueno soltou os cães sobre Marcos Gomes, embora não tenha sido histriônico ou chiliquento. Mas foi duro com o adversário, desnecessariamente. Mencionou o pai de Marquinhos, Paulão, “um grande campeão” que o filho, em sua opinião, jamais será.

Exageros verbais à parte, Cacá é o melhor piloto da Stock já há algum tempo, tendo como pares na qualidade Max Wilson, Ricardo Maurício e Tiago Camilo — na minha opinião, os mais preparados da categoria. O tetracampeonato foi justo, apesar dos ridículos playoffs, e tem muito também da competência da equipe de Andreas Mattheis.

A prova não teve uma audiência muito boa, segundo o Victor Martins. A questão da pontuação tem de ser revista. Esses playoffs são muito mambembes. E justiça seja feita: Cacá, beneficiado pelo regulamento, nunca gostou dele e sempre deu declarações públicas atacando o sistema adotado alguns anos atrás.

Cacá, diria Tite, fala muito. Em geral, diz o que tem de ser dito. Hoje falou um pouco demais contra Marcos Gomes, mas também não é o fim do mundo. Piloto nenhum gosta de perder uma corrida na última volta.

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VÁRZEA

SÃO PAULO (não surpreende) - O asfalto de Londrina, recém-concluído, está derretendo sob o sol do norte do Paraná. Assim, os treinos da Estoque foram suspensos hoje. Não se sabe o que será feito. Está esfarelando tudo. Não tem condição de fazer corrida direito. Vão acabar fazendo, mas vai ser aquela coisa varzeana à qual já nos habituamos.

A Vicar diz que havia pedido o recapeamento à Prefeitura de Londrina desde não sei quando, e que a missão de vistoriar a obra era da CBA e da Federação Paranaense.

A CBA ainda não falou nada, nem a federação. Nem a Prefeitura.

Todo mundo tira o seu da reta. Por enquanto, só a Vicar o fez por escrito. O que não a isenta de nada. Não é a Nascar brasileira? Custava designar um representante acompanhar esse negócio para exigir cumprimento de prazos e, se fosse o caso, cancelar a prova? Achar que a CBA vistoria autódromos é ingenuidade. A CBA só emite carteirinhas e faz festa em hotel chique.

Vai bem, a gestão do automobilismo nacional. Não por acaso, a capa da REVISTA WARM UP deste mês resvala no tema…

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NÃO ENTENDI

SÃO PAULO (alguém entendeu?) – Nem eu, e acho que nem ninguém. Na corrida da Estoque de ontem, em Santa Cruz do Sul, Alceu Feldmann e Marcos Gomes ficaram em primeiro e segundo. Aí eles não tinham no tanque a quantidade necessária de combustível ao fim da prova. E a direção tirou seus pontos. Mas não deu a vitória ao terceiro colocado, Cacá Bueno. Ou seja: estamos diante da primeira corrida da história que não teve vencedor. Quer dizer, teve… Mas ele não marcou pontos. Por outro lado, não foi eliminado da classificação final. Ganhou, mas não levou. Não levou os pontos. A vitória, levou. Deu pra entender? Ou entendeu sem dar?

Não sei se o regulamento prevê, em caso de irregularidades desse tipo, tirar os pontos e não desclassificar os pilotos. Se prevê, é certamente o regulamento mais mal escrito de todos os tempos. Nada contra os pilotos, claro. Feldmann, coitado, fez uma corrida brilhante, saindo de 26º no grid para a vitória, a primeira sua na categoria. Mas carro irregular é carro irregular. Se são retirados os pontos, que se tire o resultado, também.

Cacá deve estar bem fulo, para não dizer outra coisa.

Esquisita, essa Estoque.

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CAMILHÃO

SÃO PAULO (sol, sol, sol!) - E deu Thiago Camilo agora cedo na Corrida do Milhão. Villeneuve foi o 18°. Nada demais, nem de menos. Thiago é um batalhador, legal que tenha ficado em suas mãos a bolada. Aliás, é o terceiro vencedor diferente nas três edições da prova de prêmio milionário. Prova que teve como grande destaque Max Wilson, terceiro colocado, tendo largado lá no fim do pelotão, em 30°.

E aí, fomos a Interlagos? Contem tudo aqui. Muita gente elogiou a corrida (vi pela TV e gostei), mas muitos estão reclamando da organização, do trânsito, dos ingressos, da polícia, dos flanelinhas e até de assaltos.

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UM CARA LEGAL

SÃO PAULO (sempre achei) - Ontem, ou anteontem, fui maldoso ao dizer que Villeneuve viria a SP para fazer papel de bobo na Estoque. Coisa de gente mal-humorada. Jacques está se divertindo, e isso basta. O texto da Evelyn Guimarães hoje no Grande Prêmio mostra isso. E mostra um cara que não faz questão de ser diferente de ninguém.

E pensar que a primeira opção dos organizadores como convidado de honra da Corrida do Milhão era Bruno Senna. Que é um sujeito do bem, simpático, dedicado, mas que não tem o carisma do campeão mundial de 1997. Além do mais, seria uma babação de ovo para cima dele insuportável, por conta do jeito Globo de ver o mundo.

Villeneuve dificilmente vai ganhar o milhão. Mas, para ser bem brega, ganhou um milhão de amigos em Interlagos.

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ONE COMMENT

É legal ver Villeneuve com o #27, em qualquer carro. Melhor ainda seria se fosse possível ver o piloto… O clique é de Bruno Terena, hoje em Interlagos.

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SEM LEI

SÃO PAULO (questão de gosto) - Jacques Villeneuve declarou sua paixão às corridas nas primeiras entrevistas em SP e disse que prefere o território “sem lei” da Nascar à ordem estabelecida na F-1 e à má fase técnica da Indy. O canadense corre domingo na Stock, com patrocínio da Shell, que no ano que vem passa a fornecer o etanol da categoria. É que, como se sabe, a marca Esso vai desaparecer do país e todos seus postos passarão a ser Shell. O da esquina de casa deve ser um dos últimos…

Ainda sobre a Stock, hoje tem treino extra para experimentar a nova chicane. O Luciano Burti postou este vídeo (precisa virar a cabeça pra ver) com o Villeneuve passando pelo trecho da pista.

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FICOU ASSIM…

…a chicane refeita para a corrida da Estoque neste fim de semana, a tal que dá um milhão ao vencedor e que terá Villeneuve fazendo papel de tonto com o patrocínio da Shell. Mais detalhes aqui.

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JACQUES NA ESTOQUE

SÃO PAULO (já pensou se ganha?) – Quarentão, Villeneuve recebeu o convite e aceitou. Vai disputar uma prova da Estoque em Interlagos, dia 7 de agosto, a tal de Corrida do Milhão. O canadense tem currículo e é uma atração, claro. Ganhou a Indy, foi campeão mundial de F-1 em 1997, venceu as 500 em Indianápolis, tem nome, fama, toca guitarra e tal.

Depois que deixou a F-1, Villeneuve andou correndo de um monte de coisa. Passeou por divisões da Nascar, esteve em Le Mans, na Argentina, está se divertindo por aí e não leva a carreira muito a sério — no que faz muito bem.

A equipe, segundo me disseram, é a Mico’s. Não sei quem corre na Mico’s. Quem perdeu o lugar na Mico’s. Que diabo é Mico’s?

Detesto essas coisas com apóstrofos. Semana passada fomos comer feijoada num certo Xurrasco’s, ou coisa do gênero. Não dá. Nenhum lugar que se chama Xurrasco’s pode ser bom, muito menos em feijoadas. Quando eu for presidente do mundo, vou estatizar todos os negócios do planeta que tenham apóstrofo no nome e fechá-los imediatamente.

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O FOGO

SÃO PAULO (é alguma coisa) - A JL, empresa dos Giaffone que fabrica os carros da Stock Car, divulgou um relatório sobre o incêndio que quase matou o piloto Tuka Rocha na corrida de Jacarepaguá. Abaixo, um resumo. Volto na sequência:

Após uma semana e meia de estudos, a JL Racing, fabricante do carro, divulgou nota apontando as principais conclusões sobre o incidente. Além disso, já foram anunciadas mudanças a fim de aumentar a segurança dos pilotos e que entrarão em vigor na próxima etapa do campeonato, no dia 6 de agosto, em Interlagos.

“Após vários estudos de imagens de TV, fotos e no carro de Tuka Rocha, concluímos que o fogo começou na fibra externa onde é colocado o material especial de absorção de impactos laterais. O indício é que o escapamento colocou fogo na peça, como pode ser observado em uma das imagens capturadas da transmissão de TV (FOTO 1)”, diz Zequinha Giaffone, diretor da JL Racing.

Além da perícia no carro de Tuka e da análise de imagens da corrida, os técnicos da JL fizeram novas simulações na sede da empresa, em Cotia (SP), utilizando os mesmos materiais do local onde, pelas imagens de TV, mostrou-se o princípio de incêndio. A intensidade do fogo e a cor da fumaça foram idênticas aos do acidente na simulação feita com fogo controlado e ventiladores industriais.

“Fizemos testes separadamente ateando fogo no material de absorção e ele não incendiou daquela maneira. O mesmo ocorreu com as partes de fibra com tratamento anti-chamas, mostrando que são eficientes de forma isolada. Ou seja, elas só são inflamáveis se expostas ao fogo sob uma convergência de fatores, como ângulo do vento e posicionamento das peças de fibra ao seu redor. Porém, mesmo sendo um caso isolado, não queremos correr riscos e vamos trocar o material”, diz Giaffone.

O estudo da JL também descartou outras hipóteses do princípio de incêndio. “O tanque de combustível ficou intacto e também não houve nenhum vazamento de óleo. O pneu traseiro também não teve relação direta: só furou porque superaqueceu”, diz Giaffone.

As mudanças no carro da Stock Car, que foram discutidas e aprovadas em reunião da JL com equipes, pilotos, Vicar e dois representantes da CBA, serão as seguintes:

1) Substituição do material de absorção de impacto lateral;
2) Remoção da entrada de ar do teto;
3) Troca do material do visor da parede corta-fogo;
4) Vedação completa da parede corta fogo-traseira;
5) Tratamento anti-chamas de novos componentes em locais que serão orientados pelo fabricante e serão vistoriados pela CBA;
6) Substituição da mangueira na saída do respiro do tanque até a parede corta fogo por um tubo de alumínio.

Pronto. Acho ótimo que medidas imediatas sejam adotadas. Mas não deixa de ser um espanto saber que a parede corta-fogo traseira só agora terá vedação completa. Corta-fogo que não veda não serve para nada. Como se nota, tem muita coisa inflamável demais dentro desses carros. O visor da parede corta-fogo, por exemplo, pega fogo. E esse material de absorção de impacto, pelo jeito, manteve os pilotos sob alto risco durante muito tempo.

Enfim, ao menos se fez alguma coisa. Não tenho dúvida que a repercussão do fato nas mídias independentes tem algo a ver com isso.

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“ACHEI QUE IA MORRER”

SÃO PAULO (é fogo) - Terror total. Foram os segundos em que Tuka Rocha esteve dentro de um carro em chamas da Estoque, domingo no Rio. A ótima entrevista ao Fernando Silva, do Grande Prêmio, está aqui.

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20 ANOS EM OUTUBRO

SÃO PAULO (toco y me voy) – Claro que eu vou esquecer quando chegar a data, então vamos aproveitar que a Estoque anda, digamos, quente para lembrar dos quase 20 anos (será em outubro) do recorde de velocidade estabelecido por Fábio Sotto Mayor em 1991 na Rio-Santos, em Bertioga. Foi usada uma reta de 5 km: 2 km de aceleração, 1 km para registrar a velocidade e mais 2 km para frear. O Opalão passou dos 315 km/h, mas a marca oficial, pela média das duas melhores passagens, foi de 303,157 km/h. Opala, carro de linha.

Quem mandou o vídeo foi o Danilo Cândido. Não é a primeira vez que pinga no blog. Acho que no ano passado coloquei essa mesma reportagem aqui, mas não faz mal. Nem todos tinham nascido no ano passado, não é mesmo? Aqui e aqui tem mais dois vídeos sobre o recorde. O que está aí no alto é a matéria do “Vitória”, da TV Cultura, conduzida pelo Celso Miranda, que nem barba tinha! Bom lembrar, também, que essa marca foi obtida 25 anos depois daquela histórica do Carcará.

Ah, vai aparecer um monte de arrancadão aqui dizendo que o recorde já caiu, que um Porsche não sei das quantas fez não sei quanto não sei onde, ou que um dragster arrancou a 2.000 km/h com nitroglicerina e energético no tanque e por aí vai. Não me interesso muito por tais dados. Recorde brasileiro de velocidade tem de ser estabelecido por carro feito aqui. Ponto final.

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NÃO DÁ MESMO

SÃO PAULO (e me voy) - Três meses depois da morte de Gustavo Sondermann e das fotos posadas de dirigentes na Curva do Café, não há um projeto para a área de escape que se pretende fazer no local. Entre outros, esse é um dos motivos pelos quais obra nenhuma foi iniciada ali. É o gestor do autódromo, Octavio Guazzelli, que confirma. Está tudo no blog do Victor Martins e teremos mais amanhã, no Grande Prêmio. Diga-se, aqui, que o autódromo não tem culpa nenhuma. Precisa receber um projeto das entidades esportivas para começar a mexer em qualquer coisa. Se ninguém manda nada, nada é feito. Por isso, estão dando um tapa na chicane usada pelas motos em mil-e-novecentos-e-bolinha para as corridas da Stock e de Marcas.

Vejamos. Morreu Sperafico, ficou por isso mesmo, os carros da Light continuaram sendo usados sem alteração nenhuma. Morreu Sondermann, restos do carro foram jogados no lixo e até agora não se viu uma palavra sequer sobre a investigação que a CBA prometeu levar às últimas consequências. O carro de Tuka Rocha pegou fogo misteriosamente domingo no Rio e os fabricantes falam em reunião com os pilotos e com a Vicar para ver o que será feito, e estamos esperando para saber o que causou o incêndio e como é que um automóvel de corrida pega fogo daquele jeito sem que haja vazamento de combustível. A propósito, leiam o depoimento de Sérgio Jimenez sobre o acidente. Ele estava atrás de Tuka. A cronometragem erra miseravelmente com os pilotos da Red Bull em Campo Grande, eles são punidos, e morreu o assunto apesar das evidências de falha no equipamento.

O automobilismo brasileiro está uma piada.

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PUTZ

SÃO PAULO (onde há fumaça) - Eu nunca tinha visto nada parecido. Ou, talvez, tenha. Aconteceu na Truck uma vez em Interlagos, não? Bem, se já tinha acontecido, ou não, não é o importante. Importante é a Estoque investigar direitinho o que aconteceu hoje no Rio com Tuka Rocha. O carro pegou fogo, ele não parou imediatamente por alguma razão insondável (deve ser ouvido pelos dirigentes, se houver alguma preocupação com o incidente), estava vendo a pista, porque fez a curva e entrou na reta, e aí o interior foi tomado pela fumaça negra e ele se jogou para fora com o carro em movimento, largando-o até que batesse no guard-rail. Na reta. O clique acima é do Miguel Costa Jr.

Um acidente perigosíssimo, que felizmente não teve maiores consequências.

E deve ser levado em conta o que disse Cacá Bueno pelo rádio (a Sportv levou colocou o áudio no ar). Ele reclamou do perigo que os carros estoquianos oferecem no caso de incêndio. “Já falei umas 80 vezes”, queixou-se o piloto, contrariado. Está na cara que tem algo errado. Não sou eu quem está falando, é o vencedor da prova. Portanto, construtores, entendam-se com ele. Mas expliquem-se.

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ISSO É LEGAL

SÃO PAULO (boa ideia) - Reproduzo parte do release enviado ontem pelo tricampeão (argh) da Libertadores Márcio Fonseca. Iniciativa bem bacana na semana da prova estoquiana no Rio.

Os moradores do Complexo do Alemão, conjunto de 13 favelas na zona norte do Rio de Janeiro, assistiram a uma cena inédita e sequer imaginável há menos de um ano: a passagem de um Stock Car pelas estreitas ruas da comunidade que aos poucos vai deixando para trás a imagem de violência que a marcou por décadas. Inicialmente sobre um caminhão-plataforma e depois na área que cerca o teleférico do morro do Adeus, o carro de Xandinho Negrão fez a alegria de jovens e crianças, que atualmente podem brincar tranqüilas pelo bairro sem a presença intimidadora de traficantes e seus armamentos pesados.

Xandinho e seu companheiro Marcos Gomes chegaram ao Morro do Adeus pouco antes das 11h30 e ficaram surpresos com o clima pacato que encontraram numa região em que jamais se atreveriam a passar antes da entrada da Unidade Pacificadora da Polícia no ano passado. “É uma transformação impressionante. Quando a gente lembra as cenas dos bandidos naquela fuga mostrada pela TV e agora constata que até um Stock Car pode subir o morro fica até arrepiado”, comentou Gomes.

Os pilotos da Equipe Medley/Full Time Sports foram recepcionados por Nilceia Rocha, presidenta da Associação dos Moradores do Morro do Alemão, que não escondeu a alegria pela visita ilustre. “Diziam que a comunidade era um lixo, agora virou um luxo, até a Stock Car apareceu aqui”, brincou a líder dos moradores. Para ela, a iniciativa dos pilotos foi importante para atestar as mudanças que o Complexo do Alemão vem experimentando. “Hoje nos sentimos parte da sociedade. E estamos de portas abertas para receber todos que quiserem subir o morro”, avisou.

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