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GIRA MONDO, GIRA

SÃO PAULO capavidela- A morte do carniceiro Jorge Rafael Videla não ia merecer nenhuma linha deste blog, tamanho o desprezo que tenho por essas figuras na América do Sul que nos impuseram décadas de medo, violência, barbárie, selvageria e ignorância.

Mas depois de ver a capa do “Página|12″ da Argentina, achei que tamanha sensibilidade e talento na confecção de uma primeira página de jornal não poderiam passar em branco. Ela fala, provavelmente, mais do que qualquer artigo ou estudo sobre a ditadura argentina. Quem mandou a imagem foi a querida Cynara Menezes, da “Carta Capital”.

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DE CATALUNYA (3)

gaudi003SÃO PAULO (lá vem cacetada) - E para fechar o sábado, falemos da TV. Notei a ausência do comentarista Reginaldo Leme na transmissão dos treinos de hoje em Barcelona. Não sou corporativista, longe disso. E nunca fui nem particularmente contra, nem particularmente a favor de ex-atletas fazerem o papel de jornalistas. Muitas vezes o uso desse recurso ajuda, especialmente em ocasiões sazonais — em Olimpíadas, por exemplo, quando é preciso recorrer a alguns deles para falar de esportes que não possuem equipes permanentes e especializadas nas emissoras de TV, ou sites e jornais.

Alguns ex-atletas acabam se tornando jornalistas. E ex-técnicos e ex-árbitros. Conheço vários. Vão estudar, se preparam, assumem a função. É uma continuidade legítima de uma carreira ligada ao esporte, não tenho absolutamente nenhum reparo a fazer. Poderia aqui dar uma lista de excelentes ex-alguma-coisa que viraram excelentes jornalistas. Alguns se transformaram em apresentadores, outros em comentaristas ou colunistas. São muitos mesmo: Casagrande, Glenda, Meligeni, Tostão, Jaú, Wlamir Marques, tem agora o Roger Chinelinho que está muito interessante no ar… Pode-se gostar ou não de um ou de outro, mas nota-se que se prepararam para o que passaram a fazer na vida.

Só que a lista de ex-atletas que viraram patetas no ar, como comentaristas e apresentadores, seria bem maior. Não vou citar nomes porque estou meio cansado de confusão. Essa turma ganhou espaço nos últimos tempos por conta da burrice e da estupidez de executivos que comandam as emissoras de TV. Basta falarem umas merdas e fazerem umas piadas escatológicas que, bingo!, ganham um palco e um microfone. Ou ostentarem um rostinho bonito, ou ainda um sotaque bem aprimorado no Leblon  acrescentado de algumas aparições em “Caras”. Pronto.

(Vão todos para a TV. Manda essa gente escrever 20 linhas de texto compreensível para ver o que dá.)

Por isso, confesso que me irrito quando ex-atletas tiram o lugar de quem se preparou a vida toda para fazer aquilo — apurar, comentar, reportar, analisar, escrever. Uma coisa é usar ex-atleta para acrescentar. Outra, para subtrair. Barrichello certamente tem potencial para acrescentar algo às transmissões da Globo. Era piloto de F-1 até outro dia, percebe algumas coisas, dá a visão de quem já esteve lá dentro. Burti é ótimo tradutor. Não corre de F-1 há mais de uma década, mas tem noção de alguns aspectos técnicos, claro.

Só que no grid, como repórter, não funcionou porque ninguém sabe quem ele é. E porque ele não é repórter. Não sabe ser repórter. Não se preparou para ser repórter. E aquele estilinho “vou chegando e vou falando porque sou bonitinho e conhecido no Brasil” não funciona para todo mundo. Rubens foi bem em Interlagos na primeira experiência de microfone na mão, no grid. Foi simpático e tal. Mas era mais um personagem do que um repórter. A atração era ele, pelo inusitado da função. Mas jornalismo não é assim. O repórter não deve ser a atração. Nunca. Como será daqui para a frente?

Não entendo por que não deixar um repórter de verdade trabalhar no grid. Eu fiz isso durante anos em rádio. O Fábio Seixas também. E nunca ninguém recusou uma palavrinha a nós. Basta saber fazer. Somos treinados para isso. Para fazer perguntas, para questionar pessoas. Não para dar sorrisos e tapinhas nas costas.

Enfim, nem tudo que funciona lá fora, funciona aqui. Os ingleses usam muito ex-pilotos e dirigentes em suas transmissões, como Eddie Jordan, Martin Brundle e David Coulthard. Mas o estilo da TV inglesa é outro. Primeiro, os caras são bons pacas e não passam o tempo todo dizendo amenidades. Um jornalista está quase sempre com eles fazendo o papel de âncora. E eles são treinados pelas emissoras para fazer algo mais do que soltar frases pueris e pasteurizadas, como adora a Globo — que acha necessário explicar tudo, dizer “carro de segurança” em vez de “safety-car”, que fala “posições de largada” em vez de “grid”, “RBR” em vez de “Red Bull”, tudo isso porque algum gênio lá dentro acha que todos aqui fora somos idiotas funcionais.

Nada a reclamar de Barrichello e Burti como comentaristas e palpiteiros, pois. Mas ao jornalista, o que é do jornalista. Leme tem a experiência, a vivência, a informação. Barrichello e Burti falam do que já sabem. A asa-móvel é isso. O pneu é aquilo. O câmbio é assim. O motor é assado. Não são treinados para levantar, apurar e passar informações. Reginaldo é. Foi Reginaldo, e não Burti, ou Barrichello, ou sei lá quem mais, quem revelou o escândalo de Cingapura em 2009. Foi para ele que Piquet contou, não para Burti, ou Barrichello, ou sei lá quem mais. É com Reginaldo que fluem as conversas no paddock que vão além de “e aí, beleza?” muito comuns entre ex-pilotos. É essa bagagem que ele leva para uma transmissão. E isso está sendo jogado fora em nome dessa cultura das celebridades-convidados que infesta a emissora oficial — no futebol, vi outro dia Michel Teló comentando um jogo de Champions League e um certo Naldo, que não tenho a mais remota ideia de quem seja, numa partida de Libertadores, acho.

No caso da F-1, essas celebridades ganham muitíssimo bem para dar sorrisinhos no ar. Os contratos de Burti e Barrichello batem na casa dos cinco dígitos fácil, e o primeiro dígito não é 1, nem 2, nem 3. Como jornalistas, eles são péssimos. Gravando comentários e/ou chamadas na frente das câmeras, são constrangedores. Participando ao vivo de programas de estúdio, idem. Um horror. Um festival de obviedades que acaba não justificando a presença de nenhum dos dois. Mas são da turma, ricos & famosos, celebrities, e dane-se o resto.

Não acho certo, enfim. Vocês achem o que bem entenderem.

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APLAUSOS PRA TURMA DO GP

SÃO PAULO (de pé) – A cobertura da etapa paulistana da Indy foi a maior jamais realizada pelo Grande Prêmio. A equipe comandada pelo Victor Martins e pela Evelyn Guimarães fez de tudo: textos, fotos, colunas, vídeos, tempo real, tudo. Neste link aqui está a última edição do “Última Volta”, programa com um resumo da corrida feito com a inestimável colaboração do Renato Lima, que foi meu editor no “Limite” da ESPN Brasil.

A garotada não tinha experiência quase nenhuma em TV, mas todos passaram com louvor pelo batismo. Estão de parabéns. Jornalismo puro, feito com coração, empenho, dedicação, esforço e conhecimento de causa. Sem papagaiadas nacionalistas ou tendência para gracinhas fora de hora. Foi legal demais.

O único vagabundo da turma fui eu. Mas é só pagar uma pizzada para eles e elas que fica tudo bem e evito a demissão. O certo, mesmo, seria esse time aí tomar o poder da Warm Up. Mas se eles partirem para uma revolução interna, pego em armas. Tenho bons estilingues e, sobretudo, conheço o passado nebuloso de cada um deles.

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#37 JÁ NAS BANCAS

SÃO PAULO (sunny) – A edição #37 da REVISTA WARM UP já está prontinha para ser devorada pela blogaiada. Tem entrevista com Bruno Senna, com Michael Andretti, material especial sobre F-3, kart, F-1 e tudo mais.

Basta clicar aqui. O preço é salgado… Grátis. E continuem falando sobre o novo formato, que foge daquele tradicional das revistas na internet, com pagininha que vira e tal.

capada37

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A CAPA

SÃO PAULO (tudo bem, sogrão?) – A “Playboy” divulgou a capa da edição americana de maio que tem Tamara Ecclestone na capa. Como este é um blog familiar, conservador, cristão, muçulmano, budista e pudico, vou colocar aqui só um detalhe. Quem quiser ver tudo e arder no mármore do inferno ao lado do pastor Feliciano deve clicar aqui.

tamaranacapa

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RB NA RG

SÃO PAULO (acrescenta) – Barrichello estreia como comentarista fixo da Globo no GP do Bahrein, ao lado de Reginaldo Leme e Luciano Burti. Ontem a emissora oficializou aquilo que Victor Martins já tinha antecipado em seu blog.

Os 19 anos de experiência na F-1, o fato de ter deixado a categoria faz pouco tempo, a convivência recente com boa parte dos pilotos, a empatia com o público, tudo isso pode ser muito útil nas transmissões. E ele foi bem como repórter de grid no GP do Brasil.

E vocês, o que acham?

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NOVA REVISTA, NOVO JORNALISMO

capada36SÃO PAULO (espetacular é pouco) – A Revista WARM UP está no ar. Todos os meses, há três anos, ela entra no ar. Mas a edição #36 é especial, especialíssima. Porque inova no formato “revista na internet”.

Eu confesso que nunca entendi direito esse negócio de revista na internet. Na maioria das vezes, é bacaninha aquele negócio de virar a página e tal. Mas só isso. Bacaninha. Tem umas que até fazem o barulhinho da página virando. Mas é um formato ruim de ler. E nosso formato anterior era assim: bonito, agradável, mas ruim de ler na tela. Cada vez mais me convenço de que revistas, como as conhecemos, são legais no papel. Você vai, volta, amarrota, joga num canto, pega de novo, lê no banheiro, recorta algo que te interessa e tal. É uma outra espécie de interatividade.

A interatividade na internet é diferente. E por isso, depois de meses de estudos e desenvolvimento, a equipe chefiada pelo Victor Martins chegou a esse novo formato de revista, só para computadores e smartphones. A concepção artística é do Ivan Capelli, com a arte do Bruno Mantovani.

A WARM UP ainda é conceitualmente uma revista, no sentido de concentrar matérias de maior fôlego, diagramação diferente da de um site convencional, concebida para passar em revista assuntos do mês e se aprofundar em diversos temas. Mas ficou mais fácil de ler. “Amigável”, como se diz, sem “lentes de aumento” ou idas e vindas com o mouse. E você pode comentar cada texto, compartilhar nas redes sociais, fazer o que bem entender. É um novo jornalismo.

A edição deste mês é inteirinha dedicada à apresentação da temporada de 2013 da F-1.

Ficou linda. Divirtam-se. Aplaudam. Os meninos e meninas merecem.

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GP DO MERCOSUL NA #35

CAPA_ed35bSÃO PAULO (boas chances) – A edição #35 da Revista WARM UP que chegou às bancas virtuais no fim da semana passada traz como destaque a possibilidade cada vez maior de o Brasil sediar uma segunda corrida na F-1, que poderá se chamar GP do Mercosul, no Beto Carrero World, em Santa Catarina. Bernie Ecclestone visitou o local, gostou do que viu, do potencial turístico e, sobretudo, da grana que não deve ser muito difícil, já que há governo do Estado envolvido.

Interlagos não corre grandes riscos, embora Bernie não vá cair em depressão se a prova tiver de sair de São Paulo por alguma razão — que pode ser, por exemplo, a recusa da Prefeitura em arcar sozinha com a construção de novos boxes e paddock. O diagnóstico é: o público da corrida paulistana é pequeno, coisa de 50 mil pessoas, algo que cabe em qualquer lugar. E essa turma que vem para Interlagos tem grana para ir a Santa Catarina, se precisar. É um público envelhecido, inclusive, que assiste a todos os GPs há anos, e que vai achar mais legal ficar perto da praia, do sol e das loiras catarinenses (não estou sendo machista, nem sexista aqui; quem vai ao Setor G sabe como são tratadas as mulheres e conhece o naipe dos ogros e trogloditas que frequentam essa arquibancada “popular”) do que ter de continuar a enfrentar o trânsito e o concreto de São Paulo, se a F-1 sair daqui. Em resumo: ninguém vai reclamar demais.

Mas como o Brasil está por cima da carne seca, com dinheiro e economia aquecida, Ecclestone vê com simpatia a ideia de duas etapas de seu calendário por aqui.

E o GP do Mercosul não é o único assunto, claro, da #35. A Revista está recheada, como sempre, com reportagens e entrevistas de fôlego para vocês se divertirem neste mês. De graça.

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PRÉ-HISTÓRIA

SÃO PAULO (parece mentira) - A gente vê esta pequena reportagem de um canal de TV de São Francisco em 1981 (foi o Ricardo Divila que mandou, many thanks) e fica se perguntando: será que esses caras imaginavam no quê iria dar? Trata-se de uma experiência de um tradicionalíssimo jornal local, “The San Francisco Examiner”, que estava desenvolvendo um modo de transmitir suas notícias a computadores pessoais pelo telefone.

Sim, isso aí virou a internet que a gente conhece hoje.

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NA REVISTA

Capa_ed34SÃO PAULO (seguimos) – A Revista WARM UP deste mês já está no ar. É a 34ª edição, que tem como destaque de capa uma entrevista com Cacá Bueno. Os outros destaques estão aqui. Boa leitura.

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MALDADE

SÃO PAULO (não se faz) – O blogueiro Nenê mandou a notícia. O coitado do jornalista pegou um Porsche 917, clássico dos clássicos, para um testinho despretensioso e na hora de mudar a marcha, bum! Foi-se o motor. O dono do carro nem quis saber e processou o pobre Mark Hales, que vai ter de pagar mais de 300 mil dinheiros brasileiros (100 mil dinheiros britânicos) ao canalha, que até já vendeu o carro por uma fortuna.

Jornalista sofre.

naosefaz

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NELSON & NIGEL, DE NOVO

SÃO PAULO (ficou ótimo) – Está rendendo o encontro entre Piquet e Mansell no Velopark para a gravação da campanha do Ford Fusion. Ambos foram entrevistados por Tiago Maranhão no “Linha de Chegada” do Sportv, programa que foi ao ar ontem. Quem não viu pode ver aí em cima. Maranhão conduz com muita competência o papo, repórter bem preparado que é. Muito legal o programa inteiro. Vale prestar atenção às opiniões de Piquet sobre o automobilismo brasileiro no final: “Um desastre”. Como se vê, não sou só eu que acho…

Mas é claro que a conversa vai muito além disso. Mansell é simpaticíssimo e Nelson, como sempre, dá suas tiradas impagáveis. Interessante, também, a maneira como ambos enxergam as corridas de F-1 hoje, o tanto que a categoria mudou desde os anos 80. Sem saudosismo, apenas analisando as diferenças brutais dos carros, pilotos, circuitos e, por que não dizer?, da vida e do esporte em relação ao que se vê atualmente.

Assistam, é sensacional.

ATUALIZANDO…

Tiraram a entrevista do YouTube, mas ela está aqui, na íntegra, no site do Sportv.

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“PIT STOP” EM SP

CAPA_108SÃO PAULO (boa sorte!) – O Paulo Torino, ex-Velopark, avisa que neste fim de semana começa em Interlagos a distribuição da edição paulista do “Pit Stop”, o jornal automobilístico que ele edita há anos no Sul. São 12 páginas com tudo que aconteceu na última etapa do Paulista, entrevista com Helio Castroneves e matéria especial sobre os 73 anos do autódromo paulistano. “Será mensal e gratuito, na mão dos pilotos uma semana antes de cada uma das etapas do Marcas, Classic e Fórmula de 2013″, promete o Torino, e ficamos todos aqui torcendo para dar muito certo.

A temporada 2012 do automobilismo de SP termina neste fim de semana, invadindo 2013. Depois passo horários dos nossos treinos e corrida.

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LEITURA DE FIM DE ANO

SÃO PAULO (onde desliga o forno?) – A edição #33 da Revista WARM UP já está no ar, com uma profunda discussão sobre os rumos do automobilismo na TV como matéria de capa. Tem ainda uma entrevista com Giacomo Agostini, a lenda das duas rodas, e outra com Paulo Nobre, provável futuro presidente do Palmeiras e piloto de rali.

Além das tradicionais eleições dos melhores do ano nas pistas.

Tudo de graça. É só clicar aqui.

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#32 NAS BANCAS

SÃO PAULO (“A vida é um sopro, um minuto. A gente nasce, morre. O ser humano é um ser completamente abandonado…”) – A edição #32 da Revista WARM UP já está no ar. Para ler e/ou baixar, é só clicar aqui. Custa zero centavo de dólar, pelo câmbio de 1° de dezembro.

Destaques deste mês: resumo da temporada da F-1, entrevista com Monisha Kaltenborn, a primeira chefe de equipe da história da F-1, uma visita à cidade de Simoncelli e muito mais.

Leiam, canalhas!

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CAPAS

SÃO PAULO (“Quando olho para trás vejo que não fiz concessões e que segui o bom caminho. Isso é que dá uma certa tranqüilidade.”) – Três belas primeiras páginas de jornais brasileiros hoje: “Correio Braziliense”, “Extra” e “Estado de Minas”.

Ele gostaria.

 

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RUBENS, O REPÓRTER

SÃO PAULO (por que não?) – Todo mundo que viu, e com quem conversei, disse que foi bem legal a participação de Barrichello como repórter na transmissão do GP do Brasil pela Globo. Não assisti, porque estava no ar na rádio.

A ideia de usar um ex-piloto de F-1 no grid não é nova. E funciona bem. Os ingleses, principalmente, fazem isso com maestria. Os pilotos conhecem os veteranos, muitas vezes correram contra eles, e costumam atendê-los com mais paciência e cortesia do que aos jornalistas. Em geral, são amigos. E não se deixa um amigo falando sozinho.

Pelo que me contaram, Rubens teve jogo de cintura, iniciativa, bom-humor e, na cabine, foi bem nos comentários. É evidente que, no grid, ele acaba sendo recebido com muito mais reverência do que Burti — que disputou apenas 15 GPs, um em 2000 e 14 em 2001. Daquela época, sobraram apenas Button, Raikkonen e De La Rosa. Os demais não conviveram com o atual comentarista global e piloto da Stock Car, e mal o conhecem. Assim, o resultado não é o mesmo do que, por exemplo, quando é Coulthard a empunhar um microfone (o que ele faz pela BBC, e muitíssimo bem).

Vocês viram? O que acharam?

Foto Instagram de Rubens Barrichello

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RATO & OMELETE

SÃO PAULO (mais emoção) – Hoje está legal a seção de vídeos para chorar… A querida Lia Bock, da “Trip”, me manda o clipezinho feito com Emerson e Jan Balder no reencontro com o Malzoni #7 que venceu as Mil Milhas de 1966. Sim, venceu, porque perder a três voltas do final não vale. Então, venceu. Emerson está na capa da revista da Audi deste mês. O carro hoje pertence ao Carlos André, outro querido amigo. Lá em Interlagos esbarrei no Emerson e falamos rapidamente do Malzoni. Ele não estava acreditando que tinha dirigido de novo o bichinho. “Só precisamos colocar um motor de corrida nele”, falou, com os olhos brilhando.

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EMERSON E O MALZONI

SÃO PAULO (deu certo) – Simplesmente espetacular a capa (e a matéria, suponho; não li ainda) da edição brasileira da revista da Audi de outubro. Emerson reencontrou o carro com o qual quase ganhou as Mil Milhas de 1966, correndo em dupla com Jan Balder. Foi a edição mais dramática da história da prova, decidida quando, a quatro voltas do final, um pistão do GT Malzoni #7 começou a derreter. Camillo Christópharo ganhou, a única vitória da mítica carretera amarela #18 do Lobo do Canindé.

O Malzoni pertence ao colecionador Carlos André Sarmento e sua autenticidade foi comprovada por ninguém menos que Miguel Crispim Ladeira, um dos cinco gênios que o Brasil produziu em toda sua história (os outros somos eu e mais três).

Uma historinha… Emerson, no dia da sessão de fotos, pediu ao Carlos André para dar uma volta com o carro pelas ruas do Morumbi, onde mora. Adorou, claro, mas como não guiava um carro com motor dois tempos havia décadas, e precisava lembrar dos macetes do bichinho, perguntou se podia dar mais uma voltinha. Quando entregou o Malzoni ao dono, falou: “Na segunda já fui bem melhor!”

Eu daria um braço para ser uma mosquinha dentro desse carro no reencontro dele com o Emerson, só os dois, talvez matando os fantasmas de 1966.

Ah, parece que na versão para iPad da revista tem também um vídeo, mas não tenho ideia de como se faz para ver isso. Acho que precisa de um aplicativo, algo assim.

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PROCURA-SE TALENTO PERDIDO

SÃO PAULO (crepúsculo) – O que aconteceu com Schumacher, afinal? Por que sua volta à F-1 não foi um estouro? Por que ele não lutou por vitórias e títulos?

Esse é o tema de capa da edição #31 da Revista WARM UP, nas bancas virtuais desde ontem, com uma profunda reflexão sobre o retorno do alemão. E, claro, com opiniões das mais di

versas. Há os que acham que ele não foi fracasso nenhum, como eu. Outros consideram que cometeu um erro, foi um fiasco e nunca foi nada demais. Tem de tudo.

Aliás, boa hora para discutir o tema, como fez Barrichello na Sportv. Ele disse que se pudesse voltar à F-1 hoje, estaria mais bem preparado que Schumacher. Vocês concordam?

A revista traz ainda linda entrevista com Alex Dias Ribeiro e a história do jovem brasileiro que largou um contrato com a Red Bull para fazer carreira no motociclismo para ser policial em São Paulo. Boa leitura, é de graça!

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