Perfil
Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto e escritor. E professor de Jornalismo na FAAP, também. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar” e "Quatro Rodas Clássicos", rádios Cultura, USP, Jovem Pan e Bandeirantes. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. É também comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil e da rádio Estadão ESPN. Foi parceiro do iG, com o site “Grande Prêmio”, desde a criação do portal, no final de 1999. Em março de 2012, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2007 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de "Meianov".
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TV GP

SÃO PAULO (dá tempo) – Como sou uma anta, acho que ainda não avisei aqui que todas as segundas-feiras gravo uma espécie de “videoblog” para o Grande Prêmio que vai ao ar no portal MSN. Já viram? Gostaram? O de hoje está aqui. Acho que não tem a opção de “incorporar”, então vai pelo link, mesmo.
Não precisam elogiar minha beleza eslava. Atenham-se ao conteúdo e aos incríveis efeitos visuais e musicais.
ATUALIZANDO…
Tuiteiros enlouquecidos me alertam para a trilha musical, que ao que parece é usada em outros sites também. Óbvio, afinal essa musiquinha, “Kalimba”, veio de fábrica como amostra de música no meu computador. Deve vir em outros, também, assim como aquelas amostras de fotos com flores e montanhas. Como eu, muita gente deve ter pego essa coisinha aí para inserir em seus vídeos toscos como os meus. Não baixo músicas, não tenho paciência, e sou meio ignorante musicalmente. Mas se algum blogueiro quiser mandar uma musiquinha que se encaixe melhor para abrir e fechar o vídeo, fique à vontade. Podem mandar seus arquivos para flaviog@warmup.com.br. Mas mandem editados, não venham com músicas inteiras, que nem abro. Uma introdução instrumental para abrir e fechar o vídeo é tudo de que preciso.
DIRETO DA MARGINAL
SÃO PAULO (vai lá!) – Hoje começam para valer as atividades no Anhembi para a corrida de domingo da Indy. Quem quiser acompanhar um relato em tempo real, ao vivo, de tudo que acontece na pista de rua paulistana pode seguir este serviço especial do Grande Prêmio. Temos sete jornalistas na cobertura. Estarei lá a partir de amanhã me juntando ao time.
Tags: SP Indy 300
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JAPAN POP SHOW
SÃO PAULO (baita reforço) – Bom dia, macacada. É tanta coisa acontecendo que não dei a devida atenção, aqui, à estreia da coluna “Japonesas” no Grande Prêmio. É mais uma colaboração de piloto brasileiro lá fora. No caso, aquele que, atualmente, pode ser considerado um dos mais bem-sucedidos do país, João Paulo de Oliveira.
JP corre na F-Nippon, da qual já foi campeão, e é piloto da Nissan no ultracompetitivo Super GT. Está no Japão desde 2003. Profissional, recebendo para correr, sem apoios no Brasil, exceto o dos amigos como Chico Rosa, um de seus maiores incentivadores desde sempre.
Ativo em redes sociais, sempre antenado com tudo que acontece no mundo da velocidade, piloto de primeiríssima linha, JP junta-se ao nosso time em 2012.
Bem vindo, garoto!
COLUNAS, COLUNAS, COLUNAS
SÃO PAULO (legal, isso) – Nos últimos três dias, seis colunas novinhas em folha publicadas no Grande Prêmio: a “Motorsphere”, do Felipe Giacomelli, a “Coluna do Capelli”, do próprio, “Brickyard”, da Evelyn Guimarães, “Bruto”, do estreante Thiago Camilo, “Apex”, do Andre Jung, e “Wildcard”, da Juliana Tesser. Assuntos, pela ordem: o lado B do automobilismo, F-1, Indy, Stock, F-1 de novo e MotoGP.
É um cardápio e tanto. Leiam, fariseus! E comentem aqui.
Tags: colunas
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REFORÇO ARGENTINO
SÃO PAULO (só crescendo) – Estreou hoje no Grande Prêmio a coluna Carrera, do argentino Bruno Tarulli, que vai falar sobre o automobilismo aí do lado, onde se leva corrida a sério. É mais um grande reforço ao nosso time de colunistas que terá, ainda, mais novidades nos próximos dias.
Deu para perceber que estamos ampliando bem a área de colunas porque julgamos que hoje, com a quantidade infinita de informações circulando pela internet, é importante termos referências que possam orientar os leitores em seus julgamentos e análises. A internet despeja muita coisa no ar e é difícil acompanhar tudo. As colunas, de certa forma, organizam essa deliciosa (e muitas vezes perigosa) bagunça geral.
A página de colunas do Grande Prêmio está aqui. E é claro que queremos saber o que vocês estão achando.
Tags: Bruno Tarulli, Carrera, colunas, colunistas
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GP + AK
SÃO PAULO (sempre é tempo) – Repito o título da notinha do blog do Victor Martins, postada no final do mês passado (quando, por razões já conhecidas, este blog ficou meio abandonado). O Grande Prêmio fechou uma parceria com a turma do Allkart, que tem o melhor conteúdo sobre kart do Brasil. Nosso conteúdo de kart, a partir de agora, passa a ser produzido pelo pessoal que mais se especializou no tema nos últimos anos.
Mais uma na série de novidades do GP na era MSN.

Tags: Allkart
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COLUNAS A GRANEL
SÃO PAULO (aos poucos) – No processo de mudanças do Grande Prêmio, agora abrigado no portal MSN, teremos algumas colunas novas, muitas de pilotos e/ou ex-pilotos, ainda por estrear. E outras da turma da casa, como Andre Jung (Apex), Coluna do Capelli (Ivan Capelli), Motorsphere (Felipe Giacomelli) e Superpole (Victor Martins). A minha, Warm Up, volta amanhã.
Algumas já estão no ar e o link para a página de colunas do site está aqui. Leiam tudo! E comentem aqui. Não pode falar mal, porém. Só do Martins.
Tags: colunas
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DESCONTÃO

SÃO PAULO (aproveitem) – Olha lá, macacada! O Reginaldo Leme está dando desconto de 15% no anuário “AutoMotor Esporte” edição 2011/2012. Basta mandar um e-mail para bruno@rleme.com.br e, ao encomendar o seu, dizer que é leitor do Grande Prêmio e do blog deste que vos bloga. O livro custa 95 dinheiros para os fariseus que não pertencem à especialíssima categoria de seguidores gômicos. Para vocês, 80 mangos, mais o frete.
Aproveitem, que é por tempo limitado! Uns três meses, se tanto…
ERA ASSIM…
SÃO PAULO (rápido, muito rápido) – E eu não poderia ir pra casa sem mostrar isso aqui: a cara do site quando ele foi ao ar, no final de 1996. Essa versão da página é de 1998. Encontrei num site de arqueologia internética que recupera páginas antigas. Uma viagem no tempo. O link da página abaixo está aqui. Algumas páginas internas estão vivas, ainda. E tem uma linha do tempo que permite ver várias fases do Warm Up/Grande Prêmio. Nessa aí, a gente colocava no ar as matérias que eu mandava para os mais de 50 jornais para quem cobria F-1. Mas sempre no dia seguinte, para não “furar” os jornais…

Obra do Zé Otávio, da ProdutoBrasil, parceiro e amigo desde os primórdios, quando a gente enviava as reportagens por fax por um complicadíssimo sistema que interligava meu computador nos autódromos a três ou quatro linhas telefônicas simultâneas no Brasil, que por sua vez mandavam os textos para as redações. Caramba, como é que a gente conseguia fazer aquilo? Às vezes acabava o papel da máquina do desgraçado do jornal, ninguém percebia e o telefone ficava reenviando os textos até alguma alma aparecer para recolocar a bobina no fax. Um dia ele me pegou pelo braço para explicar o que era a internet e fazer um site. “Dá para entrar no museu do Louvre e na fábrica da Ferrari”, falou, e começou a abrir umas imagens no seu computador de última geração que devia ser um 486, no máximo. E lá estávamos nós no Louvre e na Ferrari. Uma maluquice total.
Mas era legal.
ATUALIZANDO…
Como eu disse, colocava as matérias que escrevia para os jornais. Entrem no link lá em cima e cliquem em “Provas” no menu da esquerda. Depois, leiam o relato do GP da Austrália, aquele que o Coulthard deixou o Hakkinen vencer. Fiz uma entrevista com Barrichello sobre a corrida e perguntei sobre isso. A resposta é engraçadíssima. E tem minhas colunas que eu jamais encontraria, assim como os Diários de Viagem. Vou ver se copio tudo isso e guardo.
Tags: ProdutoBrasil, Warm Up
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DECOLAMOS

SÃO PAULO (sem volta) – Bem, macacada, foi uma longa terça-feira. Mas o novo Grande Prêmio entrou no ar. Tivemos de trocar a hospedagem porque deu algum pau monstro na GoDaddy e graças ao esforço do Zé Otávio da ProdutoBrasil, parceira desde 1994, e da Inventive House, Ana e Angela à frente, finalmente decolamos. O maior site de automobilismo do Brasil, agora, é parceiro do portal MSN e é com a Microsoft que vamos daqui para a frente, hospedados nos EUA num servidor de tráfego ilimitado e tal e coisa e coisa e tal.
Optamos por uma página simples, limpa, sem frescuras, já que nossa principal função é produzir informação, e não fazer carrinhos pulando em 3D da tela. Gravei até um videozinho de apresentação para explicar tudo. Ficamos fora do ar por cinco dias, mas no fim tudo deu certo. Não aconteceu nada de importante nesses dias, felizmente.
Vamos ver como será no fim de semana. Afinal, é abertura do Mundial de F-1 e estão todos sedentos por corridas, treinos, declarações, fotos, vídeos, cronometragem, fofocas, aquilo que desde 1996 levamos ao ar quando o Grande Prêmio ainda se chamava apenas Warm Up.
A propósito, o site continua sendo acessado pelos nossos dois endereços tradicionais, www.grandepremio.com.br e www.warmup.com.br. Mantivemos também nosso logotipo. O Victor Martins, capitão da equipe, queria colocar um degrau no bico do carrinho, mas não deixei. E sabe o que é curioso? Até hoje não sei quem foi que desenhou o nosso logotipo. Ele foi criado no iG em 2000 e o autor nunca se apresentou. Será que ainda trabalha lá? Apareça, artista misterioso!
Vão aparecer aqui e ali alguns probleminhas, é evidente. Mas aos poucos vamos ajeitando tudo. Obrigado pela paciência e seguimos. Sempre seguimos. E se tudo der certo, semana que vem vou pagar pizza para a equipe inteira.
FORA DO AR
SÃO PAULO (acontece) – Macacada, o Grande Prêmio em sua nova versão ainda está fora do ar. Problemas no novo servidor, mas tudo estará solucionado em breve. Não se desesperem. Quando menos se esperar, ploft! Entra tudo e pronto. A transferência de um site inteiro de um lugar para o outro não é tarefa tão fácil.
Tags: GoDaddy, iG, MSN
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O NOVO GRANDE PRÊMIO
SÃO PAULO (no fim tudo dá certo) – Os leitores mais atentos e assíduos do Grande Prêmio devem ter notado algumas coisas estranhas nos últimos dias, especialmente desde ontem. Bem, vamos às explicações.
Depois de 12 anos de parceria com o iG, o site está deixando o portal, assim como aconteceu com nossos blogs em outubro. A nova política de parcerias do iG resultou na saída de alguns sites, blogueiros e colunistas, já que a empresa está se reestruturando num processo que já dura alguns meses.
O Grande Prêmio foi reformulado sob a batuta de Victor Martins & cia, com apoios técnicos da Inventive House, da ProdutoBrasil e do MSN, nossa nova casa. Estamos, desde 1° de março, com uma nova parceria em vigor, agora com o portal da Microsoft, para quem já fornecemos conteúdo há algum tempo.
Claro que essas mudanças são traumáticas e trabalhosas. Estamos fazendo todos os testes e enfrentando todo tipo de problema técnico que sempre surge nessas horas. A hospedagem do Grande Prêmio passará a ser feita em servidores nos EUA e temos tido algumas dificuldades na transferência de todos os arquivos e na operação dos sistemas necessários para colocar o site no ar.
Mas é algo que em breve estará solucionado e o site voltará ao ar em questão de horas (esperamos!) nos seus endereços habituais: www.grandepremio.com.br e www.warmup.com.br, além das URLs associadas também ao MSN. Para vocês, usuários, não muda muita coisa. A gente continua fazendo o que sempre fez, jornalismo com informação correta e precisa e opinião desvinculada de equipes, pilotos e categorias, tendo compromisso única e exclusivamente com quem nos lê.
Nossa página tem uma longa história na internet brasileira, que começou em 1996 como Warm Up e assumiu o novo nome quando se tornou parceiro do iG, na implantação do portal. Nesses 16 anos de vida, tornamo-nos o maior site de automobilismo do mundo em língua portuguesa, criamos a Revista WARM UP, o Almanaque Warm Up, aderimos às redes sociais, fizemos podcasts e programas em vídeo, cobrimos quase 300 GPs de F-1, além de inúmeras corridas de todas as categorias importantes no Brasil e no mundo, ganhamos prêmios (iBest para o site, o blog e vídeo de esportes, ACEESP para reportagem sobre doping no automobilismo no ano passado), criamos uma escola.
O iG foi sempre um grande parceiro, igualmente importante na história da internet brasileira. Nasceu como provedor gratuito de acesso à internet numa época em que se pagava caro por isso. “Internet Grátis” era o mote. O portal tinha vários sites parceiros reunidos sob seu guarda-chuva e foi lançado com forte campanha publicitária cujo astro era um cachorrinho simpaticíssimo que ficou conhecido como “o cachorrinho do iG”. O logotipo era vermelho e quando as operações passaram a dar lucro, reza a lenda, mudou de cor para o azul.
Nestes 12 anos, o iG mudou de dono algumas vezes, mas sempre cumpriu impecavelmente suas obrigações contratuais com o Grande Prêmio. Quando a primeira crise da internet bateu fundo, lá para o fim de 2001, ficamos firmes e sobrevivemos mesmo sem remuneração nenhuma durante alguns anos, compreendendo o momento difícil pelo qual todo mundo estava passando.
Foram anos duros, mas depois de mais uma década de parceria não há nada de que se arrepender. Graças ao iG, o Grande Prêmio ganhou visibilidade; graças ao Grande Prêmio o iG ofereceu aos seus usuários um conteúdo de enorme credibilidade e importância. Há muitas pessoas a quem agradecer nessa longa trajetória, como o Matinas, o Leão, a Andrea Fornes, o Mário Vitor, o Caio Tulio, o Fred, a Mari, o Gian, o Caíque, o Elvis, o Beto, o Oinegue, a Marcella, toda a turma dos setores administrativos e de tecnologia, todos os que passaram pela editoria de Esportes… E certamente estou esquecendo algumas dezenas. Afinal, foram 12 anos de trabalho intenso e muita dedicação de todos os lados.
Life goes on, como se diz, e agora iniciamos esta parceria com o MSN com o mesmos empenho e entusiasmo de sempre. É curioso que na nova casa, mais uma vez, reencontro muitos colegas com quem trabalhei em outros lugares muito tempo atrás. Uma delas é a Andrea Fornes, a querida Leca, minha colega de “Folha” e iG, que hoje comanda a equipe de conteúdo editorial da Microsoft no Brasil. Foi ela quem nos chamou para conversar um ano e meio atrás, dando o pontapé inicial neste relacionamento que, tomara, será longo e próspero.
Nas primeiras semanas, pequenos problemas vão aparecer — nessas coisas de internet, quando se trata de um site grande como o nosso, é normal que seja assim. O site novo ainda não está no ar em definitivo, o que deve acontecer neste fim de semana. Aos nossos leitores, pedimos uma certa compreensão. Carro novo, sabem como é… Quebra nas primeiras corridas, mas depois que começa a andar na frente, não sai mais!
E é o que faremos: vamos em frente. Valeu, iG. Bem-vindo, MSN.
Tags: iG, MSN
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VALE A PENA
SÃO PAULO (mas não é fácil) – O Victor Martins, em nome de toda a equipe da Revista WARM UP, acaba de ser premiado pela ACEESP, Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo, como melhor repórter de imprensa escrita em 2011.
Salvo engano, é a primeira vez na história do Troféu Ford-ACEESP que um prêmio para mídia escrita é concedido a uma publicação eletrônica, como nossa revista, e sai do ambiente natural desses prêmios, que são os jornais. Ainda mais quando se trata de esporte. Os grandes jornais de São Paulo, mais os diários esportivos nacionais que circulam no Estado, costumam ganhar essas láureas por conta de suas grandes equipes de produção e, obviamente, pela prioridade dada ao futebol, que tem um público muito maior que o automobilismo.

Por isso, é um enorme feito do Victor e do time da WARM UP essa conquista de 2011. Inscrevemos duas reportagens para a análise da comissão julgadora: a da unificação dos títulos mundiais considerando a era pré-Fórmula 1 e a do doping no automobilismo, tendo como gancho o caso de Tarso Marques escondido pela Stock, pela CBA e pelo piloto. Foi essa que ganhou, publicada em abril deste ano após mais de seis meses de investigações.
A gente faz jornalismo sério. Mal-humorado, às vezes. Sarcástico, ácido, pentelho. A gente cobra, critica, aponta o dedo. Chamem do que quiserem o jornalismo que fazemos. Mas nunca se esqueçam de que é jornalismo. Voltado para um setor pouco relevante para a maioria das pessoas, o automobilismo, mas jornalismo.
Seriedade que não nos rende muita coisa no meio — a mais recente é um processo que pode acabar com minhas finanças já combalidas; o único, diga-se, que sofri em quase 30 anos de estrada. Nos veem com antipatia, raiva, algum desprezo. “Tem muita gente que te odeia”, me disse o Massa hoje lá na Granja. Felipe não é um deles. Mas rende o que é mais importante para quem abraçou esta profissão: respeito de quem nos lê.
Como vocês sabem, este blog deixou o iG recentemente. O portal, que hoje pertence à Oi, está passando por uma vasta reformulação e dela faz parte, também, o fim da parceria que deu origem ao Grande Prêmio no final de 1999. Ela tem data para terminar, em meados de janeiro do ano que vem. O destino do site é incerto. Até agora não falei disso publicamente, mas é uma boa hora. Infelizmente o mercado publicitário ainda reluta em investir em internet, e muitos anunciantes que atuam mais fortemente no automobilismo não gostam muito do nosso jeito de fazer jornalismo. Talvez por isso mesmo, porque fazemos jornalismo, e não promoção de eventos. Não somos amiguinhos de ninguém, raramente somos convidados para almoços e convescotes, porque os anfitriões acreditam que não existe almoço de graça, e nós não. Além do mais, o mercado publicitário não curte produtos baratos. Dão trabalho, e é mais fácil empurrar uma cota milionária anual no lombo de alguma empresa grande para morder uma gorda comissão do que trabalhar no varejo de uma mídia como a internet, pensando possibilidades, estudando alternativas.
Estamos lutando para sobreviver em 2012. Não será fácil, mas estamos lutando. Um prêmio como o concedido hoje ao Victor e à WARM UP não vai mudar muito essa realidade, mas para nós vale muito. Vale para que a gente tenha reforçada, dia a dia, a certeza absoluta de que o único caminho decente e aceitável neste ofício é a honestidade.
Tags: ACEESP, Revista Warm Up
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LEIA DJÁ!
SÃO PAULO (caiu, levanta) - No ar a impecável edição #16 da Revista WARM UP. Abaixo, o que você vai encontrar neste mês:
A edição traz em sua capa a avaliação de como se comportaram a F-1 e a Indy depois dos acontecimentos de 25 de julho do ano passado, dia que foi tratado como negro pela WARM UP — o “Fernando is faster than you” da Ferrari e a vitória revogada de Helio Castroneves por ter se defendido de uma ultrapassagem na liderança. A reportagem levanta, um ano depois, o que aconteceu nas duas categorias para que a ética e a competição fossem resgatadas. E conclui que nem tudo mudou. Também, a revista deste mês relata a situação do kartismo brasileiro. Mas não sob a ótica que sempre é abordada — a dos problemas financeiros e dos recursos que faltam. Tendo como base a primeira etapa do Brasileiro de Kart, duas histórias relatam de que modo a CBA vem conduzindo a base do automobilismo: os obstáculos que são colocados para evitar que a CRG participe do campeonato e a própria reforma do kartódromo de Interlagos, que teve investimento zero daqueles R$ 843 mil para o recapeamento da pista — e que pode nem acontecer — e que terminou numa patética multa aplicada pelos comissários da entidade revogada pela própria CBA dias depois. Um caso paralelo, o do Parakart, aponta o porquê de a competição, depois de ter sido assumida pela confederação, ter sido paralisada. Nesta edição, o leitor também encontra uma matéria completa sobre o crescente automobilismo virtual e a importância que tomou até para os pilotos profissionais, os passos que a Porsche Cup pretende dar fora do Brasil, a mudança de carreira do argentino Bruno Marioni, ex-jogador e agora piloto, as análises das principais categorias e muito mais.
Para ler, ou baixar a revista inteira em PDF, é só clicar aqui.
Tags: Revista Warm Up
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O CASO TARSO
SÃO PAULO (e os chatos somos nós) – Uma “nota de esclarecimento” assinada por Tarso Marques está circulando hoje entre a imprensa especializada. Refere-se à reportagem de capa da Revista WARM UP #13, de abril, sobre o caso de doping de Tarso Marques omitido pela CBA.
Até então. Porque no dia 5 de maio a CBA foi obrigada a vir a público para confirmar que Marques “teve sua licença de piloto suspensa pelo período de dois anos”. O comunicado da CBA, cuja íntegra está logo abaixo, é encerrado com a seguinte frase: “O piloto está a par desta conclusão e não há registro de recurso contra a decisão”. É interessante lê-lo de cabo a rabo para tentar compreender o incompreensível, a “nota de esclarecimento” de Tarso divulgada hoje.
STJD da CBA confirma suspensão de Tarso Marques
Piloto foi suspenso por dois anos
Rio de Janeiro, 5 de maio de 2011 – O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), através de documento apresentado pelo Auditor-Relator Dr. Leonardo Pampillon Gonzalez Rodrigues, confirmou que o piloto Tarso Aníbal Sant´Anna Marques teve sua licença de piloto suspensa pelo período de dois anos. A decisão obedece aos regulamentos internacionais adotados pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pela Agência Mundial Antidoping (WADA) atualmente em vigor.
A decisão foi tomada após o processo instaurado e realizado pelo STJD, órgão que opera de forma totalmente independente da CBA. Na análise de material colhido de acordo com os critérios estabelecidos pela FIA e pela WADA foi constatada a presença das substâncias Norantosterona e 3´hidroxiestazolol.
O piloto está a par desta conclusão e não há registro de recurso contra a decisão.
Confederação Brasileira de Automobilismo
Assessoria de Imprensa
Wagner Gonzalez
Ótimo. O comunicado não é das melhores peças lítero-informativas às quais já tive acesso, mas vá lá. Digo isso porque falta dizer quando foi feito o exame, quando a suspensão foi aplicada, em qual corrida e de qual categoria ele foi pego etc e etc e etc. Isso, no entanto, quem leu a WARM UP de abril já sabia. Para quem não leu, está aqui.
Agora, leiam o comunicado do piloto, que chegou através da empresa MS2 Comunicação Integrada, com sede em Porto Alegre.
Nota de esclarecimento – Tarso Marques
São Paulo, 3 de junho de 2011
Tendo em vista as notícias veiculadas nos últimos dias, especialmente por parte de um site e blog especializados em competições automobilísticas, o piloto TARSO MARQUES vem esclarecer para a mídia, aficionados, promotores de eventos esportivos e parceiros comerciais do automobilismo nacional o seguinte:
a) Em sessão realizada na última quinta-feira, dia 26 de maio, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), reuniu-se e decidiu acolher, por unanimidade de votos (cinco a zero), o requerimento interposto pelo piloto Tarso Marques.
Tarso havia sido denunciado por ter ingerido um medicamento, flagrado em exame regular de dopagem realizado na última etapa da Stock Car V8 em 2009. Mesmo que a data da utilização desta medicação tenha ocorrido meses antes da referida competição, restaram traços da substância em seu organismo, como o rigoroso exame apontou.
b) Por se tratar de uma análise qualitativa, a substância foi detectada, apesar da ínfima quantidade do resultado, e, como a lista dos produtos proibidos pela Agência Mundial de Controle de Doping (WADA) é extremamente ampla e diversificada, os responsáveis médicos da CBA enquadraram o piloto na condição de infrator.
c) Diante deste fato, o STJD entendeu de aplicar uma punição que foi agora revista, em razão dos argumentos e provas apresentados, pois ficou clara a ausência de dolo na ingestão do medicamento que, ressalte-se, não colaborou sob nenhum aspecto para alterar o desempenho da função no esporte, seja na parte física ou mesmo psicológica.
d) Com esta decisão, agora definitiva e irrecorrível, Tarso continua a participar de provas automobilísticas em qualquer parte do mundo, sem nenhum tipo de restrição.
e) O piloto faz questão de destacar o exemplar comportamento da CBA, que, enquanto aguardava uma decisão definitiva da Justiça Desportiva, tomou todas as cautelas para proteger a imagem pública de um filiado, respeitando o natural segredo de justiça que causas envolvendo suspeita de doping exigem.
f) Infelizmente, este caso terminou vindo a público quando, por provocação de um portal de notícias esportivas (mal informado este, que já tem como característica querer criar polêmica a título de notoriedade), a mídia tomou conhecimento parcial dos fatos, como ressalta o advogado do piloto, Marcelo Aiquel: “Em realidade, o que houve foi uma típica atitude irresponsável de jornalistas mal informados, ávidos por matérias de teor sensacionalista, que sequer procuraram checar a completa veracidade das informações e publicaram de forma espalhafatosa uma matéria tendenciosa e bastante divorciada da realidade. A prova desta imparcialidade é que, decorridos apenas poucos dias do referido “furo” jornalístico, o egrégio STJD revisou a sua própria decisão anterior, atendendo pedido formulado em dezembro passado, logo após o julgamento do processo, e meses antes da “investigação” jornalística citada. É lamentável constatar que, quem cobra profissionalismo no automobilismo, não faça do seu próprio trabalho um exemplo daquilo que exige, com tanto ênfase, dos dirigentes. Mas, como em todos os grupos, encontramos os bons e os maus profissionais. Eu diria que o tal portal e seus blogs deram uma “patinada” ao procurar fazer sensacionalismo sem antes buscar, de forma responsável, descobrir a verdade dos fatos.”
g) Tarso vem estudando algumas propostas para, em breve, disputar campeonatos e declara: “Graças a Deus, meus patrocinadores sempre acreditaram na minha inocência e não se deixaram induzir pelos boatos. Como é notório, aguardei meu julgamento certo de que a justiça seria feita. Agora a minha meta é focar exclusivamente nas vitórias. Infelizmente, existem pessoas deste tipo em todos os lados e é uma pena pois nós, esportistas, sempre contamos e procuramos atender a imprensa que sempre nos apoia em grande maioria e mesmo assim existe esta espécie que, para tentar promover seu sitezinho, blog ou o que quer que seja acabou querendo usar meu nome (que já tem uma historia sólida no automobilismo) para fazer sensacionalismo, e trazer a atenção de leitores e visibilidade ao seu site. Esse tipo de imprensa, sim, deveria ser banido do automobilismo, pois tem uma arma nas mãos e saem falando besteiras sem base, sem veracidade e acabam prejudicando outras pessoas. Mas acredito que, depois dessa, todo mundo ficará com um pé atrás ao receber suas publicações”.
Tarso Marques
Ótimo.
Eu até tenho algumas perguntas. Gostaria de saber, por exemplo, por que a CBA diz em seu comunicado, de maio, que não havia nenhum recurso do piloto, e o advogado diz que “o egrégio STJD revisou a sua própria decisão anterior, atendendo pedido formulado em dezembro passado”. Foi feito um pedido em dezembro e cinco meses depois, em maio, a CBA ainda não sabia?
Putz.
O rapaz foi suspenso no final de 2009 e em dezembro de 2010 pediu para reformularem a decisão?
Putz.
O item “f” do comunicado társico também me causa espécie. “Infelizmente, este caso terminou vindo a público quando, por provocação de um portal de notícias esportivas (mal informado este, que já tem como característica querer criar polêmica a título de notoriedade), a mídia tomou conhecimento parcial dos fatos (…)”.
Infelizmente? Claro. Melhor seria se tudo ficasse escondido, ninguém soubesse de nada. Ora, bolas, que gente chata, que se mete na nossa vida! Só porque é um caso de doping num esporte de risco, corrida de automóvel, as pessoas precisam ficar sabendo que tem bolinha rolando na parada?
Que gente chata.
Na verdade, o arrazoado da “nota de esclarecimento” é ótimo, porque de fato esclarece como alguns personagens do mundo do esporte, em particular do automobilismo, acreditam que deve ser o jornalismo: parceiro, brother, cheio de conchavos, amiguinho, pra que falar de coisa ruim se é tudo tão bacana, não?
Meu site, nossa revista, meus repórteres, são implacavelmente descascados pelo advogado e pelo piloto, com estilo e elegância. Não custa listar o que acham de nós Tarso e seu defensor Aiquiel: sensacionalistas, espalhafatosos, tendenciosos, divorciados da realidade (aqui cabe: a realidade era um caso de doping escondido pela CBA, com nome, data, endereço)… O advogado fala que a “prova da imparcialidade” etc é que o tribunal etc. Imparcialidade nossa, creio, e agradecemos o elogio. Mas será que nunca as pessoas vão parar de confundir “parcialidade” com “imparcialidade”? Ser imparcial é legal, gente! Obrigaduuuuuu!
Mas sigo. Fomos acusados de “patinar” na busca da verdade dos fatos (aqui cabe de novo: a verdade dos fatos era um caso de doping escondido pela CBA etc). “Patinar”. Pô, aí é sacanagem. Chamou de patinador, iiihhhh!
E Tarso, rapaz a quem sempre admirei, com quem convivi por algum tempo quando ele estava na F-1, figura doce, simpática, ótimo piloto, diga-se (Alonso vive dizendo que ele foi seu professor na Minardi), segue com suas considerações sobre o Grande Prêmio e a Revista WARM UP, lamentando que exista “esta espécie que, para tentar promover seu sitezinho, blog ou o que quer que seja acabou querendo usar meu nome (que já tem uma historia sólida no automobilismo) para fazer sensacionalismo, e trazer a atenção de leitores e visibilidade ao seu site”.
Pô, o Grande Prêmio não é um sitezinho, não! É até grandinho, mas pode crescer, claro. De forma que é sempre bom quando o noticiário é quente e envolve grandes nomes do automobilismo. Já pensou um caso de doping do Schumacher? Ou do aluno Alonso? Putz, a gente arrebentaria a boca do balão. Mas lamento informar que nossa audiência não aumentou grande coisa com a revelação do caso de doping de Marques — que não é exatamente um personagem de enorme popularidade; se a gente tivesse de usar o nome de alguém para dar “visibilidade” ao site, talvez a escolha recaísse sobre figuras mais notórias, como Justin Bieber (coloquei nas tags, isso bomba, ops, em ferramentas de busca!) ou Tati Quebra-Barraco. Existe uma Tati Quebra-Barraco, não?
Alguém pode imaginar que esse tipo de coisa me aborrece. Pode-se dizer que nestes anos todos de jornalismo não fiz grandes amigos, digamos, entre aqueles cujas trajetórias esportivas me cabe relatar para meus amigos de verdade, os leitores — e telespectadores, ouvintes, internautas, aqueles que consomem a informação que eu e minha equipe produzimos. Só neste ano, por exemplo, desagradamos os Giaffone por causa das mortes na Stock Light e na Copa Montana, aquele menino Nunes que postou um vídeo de uma moto a 300 km/h numa estrada brasileira, uns caras que vendem pastilhas, e em passado recente aconteceu o mesmo com pilotos e promotores de várias categorias, além de dirigentes, políticos e até jornalistas do meio que tem um, hum…, diferente grau de “engajamento” com aquilo que cobrem.
Não, essas coisas não me aborrecem. Não, não me sinto ofendido quando um piloto chama meu site de “sitezinho”, ou de “sensacionalista”, ou de “divorciado da realidade”.
Eu conheço a realidade. Meus repórteres também. Alías, meu editor Victor Martins rabiscou algumas saborosas linhas sobre o tema também, e elas estão aqui. Não temos nenhuma pretensão messiânica com o que publicamos, com o tipo de jornalismo que praticamos. Nunca derrubamos ninguém, nenhum presidente de federação caiu, ninguém fez nada em relação aos carros da Copa Montana, nenhum autódromo ficou melhor porque a gente vive dizendo que todos são ruins, as arquibancadas continuam vazias, nenhuma categoria nasceu ou morreu por nossa causa, na verdade estamos cagando e andando para essas coisas.
O que fazemos tem um nome e alguns adjetivos que a ele, o nome, sempre são associados por quem nos acompanha há tantos anos: sério, honesto, imparcial, isento. É por isso que algumas pessoas não gostam de nós. É difícil gostar de quem é exatamente o contrário daquilo que se é.
ADOREI
SÃO PAULO (talento em tudo) – Está legal demais o texto do Humberto Gessinger na nossa seção Text-writer, no Grande Prêmio. O líder dos Engenheiros do Hawaii, que tem mais ou menos minha idade, fala sobre o GP da Turquia, sobre as asas móveis (“Fica a impressão de que, quando o carro que está atrás abrir a asa para dar o bote, o que está na frente será sugado, engolido pela boca que se forma, e sairá cuspido, lá atrás, ultrapassado.”), sobre os lapsos de memória (genial: “Quando se fala de memória, manda o bom senso evitar idas ao Google para conferir os dados e a grafia correta. É fundamental preservar os lapsos. Espero que vocês entendam e perdoem os erros.”) e mais um monte.
Acho um barato ler textos sobre qualquer assunto quando não escritos por especialistas. São sempre muito melhores.
PRA COLEÇÃO
SÃO PAULO (comprem!) – A segunda edição do Almanaque WARM UP já está à venda. A revista impressa é uma coletânea das melhores reportagens da Revista WARM UP, esta eletrônica — cuja edição #13 entra no ar ainda hoje, com uma grande reportagem de capa que vai mexer com o automobilismo brasileiro.
Para comprar o impresso, é só clicar aqui. Custa baratinho, metade do preço da primeira edição.
MODO “EASY”
SÃO PAULO (é mesmo) - O terceiro convidado do Grande Prêmio para a coluna “Text-writer” é o comediante Anderson Bizzocchi. É sempre legal ver o que tem a dizer o pessoal que ama corridas, mas não é diretamente ligado a elas. Anderson estava em Recife com sua peça, mas acordou de madrugada para o GP da China. E achou que as ultrapassagens ficaram banais como nos videogames no modo “easy”.
GRANDE PRÊMIO RECEBE
SÃO PAULO (legal demais, essa série) - Começamos com o Luiz Thunderbird na Austrália, e nesta semana é a vez de mais um convidado do Grande Prêmio, que nada tem a ver com o automobilismo, escrever sobre uma corrida. Erich Beting, jornalista e publicitário, comete as linhas que seguem sobre o GP da Malásia. “Diga não ao alemão!”, clama Beting, preocupado com uma possível nova hegemonia na F-1.
Semana que vem tem mais na seção Text-writer!
PENA MUSICAL
SÃO PAULO (lá vale tudo) - O Grande Prêmio estreou hoje uma nova seção, a “Text-writer”, uma brincadeira com a expressão “test-driver”. Depois de cada GP, um colunista convidado, que não tem nada a ver com o esporte, vai escrever no site. O primeiro é o músico Luiz Thunderbird, astro da velha e boa MTV, músico, roqueiro, figura (pensante) rara na cena cultural brasileira. E que, além de tudo, tem nome de carro!
Não tem como dar errado. Seu texto, divertidíssimo, sincero, cheio de bossa, está aqui. É uma honra para o site abrir espaço para gente legal escrever. Nós, do Grande Prêmio, sempre fomos fervorosos defensores da diversidade de opiniões. Segredinho profissional… Quando contratamos alguém, uma das perguntas que fazemos no doloroso processo de seleção é: a F-1 é a coisa mais importante do mundo para você? Se for, obrigado. Aqui não é o seu lugar. Porque contratamos jornalistas, não adoradores e devotos de F-1. E “Text-writer” é isso: um espaço para expressão livre e solta para pessoas que veem a F-1 como mais uma entre tantas coisas interessantes da vida e do mundo falarem dela e do que mais quiserem. Não por acaso um de nossos principais colunistas é um… baterista, o grande e preciso Andre Jung, ex-Ira!.
Legal demais o texto do Thunder. E aguardem os próximos!



