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GP2 EM FOCO

SÃO PAULO (o futuro, ah, o futuro…) – O Grande Prêmio traz hoje um ótimo material sobre o atual momento da GP2, que surgiu em 2005 com equipes tradicionais e estruturadas e, hoje, tem um grid cheio de “equipes pagantes” de propriedade de “investidores”.

Felipe Giacomelli é quem escreve. Ele é o maior especialista do Brasil nessa e em outras categorias de base espalhadas pelo mundo. Vale muito a leitura.

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COM MAIS DE 30

maisde30SÃO PAULO (podem se acostumar) – Felipe Nasr é o único brasileiro entre os 24 pilotos que começam, amanhã, a pré-temporada da GP2 em Jerez. Vai para seu segundo ano na categoria, que costuma ser aquele em que resultados são cobrados dos que pretendem chegar à F-1.

A ausência de pilotos do país na série que tem renovado a F-1 com altíssima taxa de acesso nos últimos anos tem relação direta com a estiagem que se vive por aqui em termos de categorias de base. Quando eu digo que daqui a pouco tempo a chance de não haver ninguém de verde-amarelo nas categorias de ponta é grande, não é chute. A Indy, que já foi porto seguro de tanta gente, terá como representantes desta linda terra ensolarada em 2013 apenas dois pilotos, Hélio Castroneves (Castro Neves/Cas Troneves/Castrone Ves), 37 anos, e Tony Kanaan, 38. Poderíamos incluir Bia Figueiredo, 27, mas ela não vai disputar a temporada toda. Na F-1, sobrou Felipe Massa, 31 — vamos deixar Luiz Razia, 23, de stand-by; a coisa anda meio malparada (existe “malparada”?) no seu caso com a Marussia, como relata Victor Martins aqui.

Nos últimos tempos, muita gente que hoje tem quase 30 desistiu dos monopostos e foi cantar em outras freguesias. Como exemplos podem ser citados Augusto Farfus (DTM), 29, Nelsinho Piquet (Nascar), 27, Lucas di Grassi (WEC), 28, e Bruno Senna (WEC), 29.

Por onde anda a garotada? Sumiu. Nasr, de 20 anos, vai carregar um fardo de algum peso nesta temporada. E resta, aos brasilinos, confiar em quem tem mais de 30.

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VICE DA B

SÃO PAULO (mas valeu) – A GP2 termina amanhã, mas o título foi definido na corrida de hoje. Quarto colocado na primeira prova da rodada dupla de Cingapura, o italiano Davide Valsecchi fechou a conta, já que Luiz Razia, que tinha chances matemáticas de título, terminou em quinto. O baiano ficou com o vice, independentemente do resultado da prova curta que será disputada durante a madrugada de domingo.

Ambos, Valsechhi e Razia, nada têm mais a fazer na GP2. Os dois completaram cinco temporadas na categoria (no caso do brasileiro, estou considerando a primeira na GP2 Ásia) e agora precisam dar um rumo a suas carreiras.

O fato de o título ter sido disputado por dois veteranos, por assim dizer, indica que a GP2 está deixando de ser apenas uma categoria de acesso para a F-1. É verdade que muitos ascenderam recentemente depois de passarem por ela — falamos disso aqui outro dia, que são 13 dos 25 que já largaram em alguma prova do Mundial-2012 (todos os titulares, mais D’Ambrosio) com passagens pela GP2. Mas é também verdade que está cheio de piloto que joga a âncora no campeonato e por lá fica algum tempo.

O motivo? A GP2 é hoje, no mundo, o que mais se aproxima da F-1. É uma categoria mais profissional, por exemplo, que a Indy. Corre em autódromos famosos e faz preliminar da principal categoria do automobilismo mundial. Virou uma Série B, para falar em termos futebolísticos. Nem todos da Série B sobem para a Série A. Muitos ficam nela por anos. É o que está virando a GP2.

O que não é necessariamente ruim. Apenas muda o caráter e a natureza do campeonato. Nem sempre os que estão nele visam o acesso à F-1. Muitas vezes, buscam apenas o título, pelo tempo que for necessário. E a partir disso, desse novo perfil de participantes, é preciso entender que nem sempre seus campeões vão subir. Podem seguir seus caminhos por outras categorias. É o que deve acontecer com campeão e vice deste ano. Não acho que nem Valsecchi, nem Razia estarão na F-1 no ano que vem.

Defender o título, no entanto, acho difícil. Correr de novo na condição de campeão é algo que ainda não aconteceu com ninguém. Mas está bem claro que hoje nenhum piloto chega à GP2 arrebentando já na primeira temporada, porque vai pegar pela frente gente mais experiente. E aquela máxima aplicável a jovens talentos de antigamente em certas categorias de base, de que era “primeiro ano para aprender e segundo para ser campeão”, já não vale mais. Ser campeão na GP2, hoje, pode demorar mais do que dois anos.

Valsecchi e Razia que o digam.

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ONE COMMENT

Simplesmente espetacular a manobra de Luiz Razia na última volta da “sprint race” da GP2 hoje. Raríssimo momento. Maravilhoso. Vitória maiúscula.

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BB & OGX

SÃO PAULO (legal) – Encaminharam o rapaz. E muito bem. Felipe Nasr vai correr na GP2 pela Dams, a equipe campeã do ano passado com Grosjean. O salto da F-3 para a categoria que mais se aproxima da F-1 era o mais desejado e mais caro, e por isso não se sabia se Felipe conseguiria. Conseguiu, com dinheiro de dois patrocinadores de peso: o Banco do Brasil e a OGX de Eike Batista, que também está bancando parte da verba que Bruno Senna despejou na Williams.

A novidade aí é o Banco do Brasil, que salva engano nunca se envolveu com corridas (os blogueiros lembram, nos comentários, de uma fugaz aparição nos carros da Brawn em 2009 e de algo com Tarso Marques na F-3000). Não tenho nada contra. “Ah, é estatal!”, vai dizer alguém. É. Mas é estatal de capital aberto que, como a Petrobras, está na labuta batalhando pelo mesmo mercado que o Itaú, o Bradesco, o Sudameris, a Shell e a Atlantic. Se os caras acham que dará retorno, ótimo. Já o Eike parece ter tomado gosto pela coisa. O dinheiro é dele, que gaste com o que achar melhor. O fato é que dois pilotos brasileiros em categorias de ponta só irão correr porque o ex-pegador da Luma resolver abrir o bolso.

Nasr mostrou muita competência na F-BMW e na F-3 Inglesa. E passou a ser, agora, a única aposta brasileira para o futuro na F-1.

Esse é o problema.

Quando se fala em aposta ufano-nacionalista, se fala em TV Globo, sempre ela. Todos devem ter notado que o acerto de Nasr com a Dams recebeu destaque incomum no “Jornal Nacional”. Nem é preciso conhecer demais o telejornal global para saber que piloto brasileiro acertando com uma equipe de GP2 não é notícia. Nenhum dos que passaram pela categoria no passado recente teve tal privilégio. O “JN” é apertado de tempo, normalmente só entram coisas muito importantes, ou que seus editores julgam importantes, e GP2 nunca esteve entre elas. Aí aparece o Felipe em horário nobilíssimo para ter o acordo anunciado em primeira mão. Pela Globo, claro.

É evidente que tem algum acordo comercial aí, mas tudo bem. E me parece claro que, de novo, neguinho começa tudo errado. Dá-se exclusividade à Globo em troca de espaço em telejornal e sabe-se lá quanto pelo “merchandising”. Foi assim com Senninha também. A Globo foi informada antes do anúncio da Williams, mas sonegou essa informação de seus telespectadores em troca do direito de fazer as primeiras imagens do piloto na fábrica e tal.

Que Nasr não se deixe seduzir por esse canto desafinado de sereia platinada. Preocupe-se em pilotar e crescer na profissão, não em fazer parte do “casting” da emissora. A Globo agiu assim por anos com Barrichello, doida para criar um ídolo-herói-com-muito-orgulho-com-muito-amor. Deu no que deu.

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NA TURQUIA

SÃO PAULO (seguindo de perto) – Enquanto isso, na GP2, Luiz Razia, também reserva da Virgin, vai fazendo direitinho a lição de casa. Na rodada dupla de Istambul, ele fez um quinto lugar no sábado e um segundo no domingo. Assim, é o terceiro no campeonato com 20 pontos, sete atrás do líder Pastor Maldonado.

Não há um grande nome de destaque na GP2 nesta temporada, o que pode ser bom, até, para todos eles. Há alguns experientes, como o próprio Maldonado, mas ninguém que apareça como favorito absoluto. Será um ano interessante. O outro brasileiro na categoria é Alberto Valério.

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COM QUE ROUPA?

cascovermelhoSÃO PAULO (mãos à obra) – Schumacher está em Jerez dando umas bandas com um carro da GP2. Muita gente estava ansiosa para ver o capacete do indigitado, se ele manteria o vermelhão dos tempos de Ferrari, ou se apareceria com alguma coisa mais “mercêdica”.

Bem, apareceu de vermelho, com a estrela de três pontas na testa (não dá para ver nessa foto aí do lado). Então, proponho à blogaiada, que está meio sem ter o que fazer: mandem para flaviog@warmup.com.br estudos sobre um bom capacete novo para Schumacher. Vou receber os desenhos hoje, até o fim do dia. Os três mais legais serão mostrados aqui e a gente abre votação. O mais votado leva um livro “O Boto do Reno”, deste que vos bloga, para casa. É promoção-relâmpago, acelerem!

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RIDÍCULO

SÃO PAULO (FIA, FIA…) - Romain Grosjean é o número 2. No treino de hoje para a GP2 em Hungaroring, ele bateu de forma grotesta em Franck Perera, o 27. Os dois ficaram acima dos 107% do tempo da pole. Nem sabia que isso ainda existia, mas poderiam não largar. Aí os comissários puniram… Perera! Que levou a porrada! Grosjean larga em último. Perera não larga. É a última de Budapeste, talvez mude até amanhã. Grosjean, metido que só ele, soltou a seguinte frase para Perera quando os dois se encontraram nos boxes: “Quem é você mesmo?”. Quem contou foi Alberto Valério, que testemunhou o encontro.

Que besta quadrada, esse Grosjean. Pelo que falou e, principalmente, pela batida ridícula.

Em tempo: Lucas di Grassi fez a pole.

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A MELHOR OPÇÃO

SÃO PAULO (dá-lhe, Salgueiro!) – Lucas di Grassi vai correr de novo na GP2, pela Racing, equipe que fez o campeão do ano passado, Giorgio Pantano. É a melhor alternativa, já que a F-1 encolheu, como ele diz. Concordo. E apesar de ter encolhido, acho que no fim de 2009 muita gente vai sair, e como novas equipes podem surgir, é possível que a placa de “há vagas” seja pendurada na porta de algumas fábricas no começo de 2010. E não tenho dúvida de que os novos empregados virão da GP2.

Por isso, é melhor Lucas tratar de ser campeão desse negócio.

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MAIOR ABANDONADO

SÃO PAULO (ô dó) – Giorgio Pantano anda chorando as pitangas pelos cantos. Será o primeiro campeão da GP2 a não conseguir uma vaga na F-1. Pior, ninguém nem telefonou para ele. Nem sabem que existe. Talvez porque Pantano tenha feito o caminho inverso ao dos moleques que passaram pela GP2 e já estão lá em cima… Chegou à F-1 há alguns anos, mas entrou pela porta da falida Jordan e depois foi obrigado a dar alguns passos atrás. Resultado: ganhou o título de uma categoria de acesso só agora, aos 29 anos de idade. É muito, para uma F-1 cada vez mais imberbe.

Pantano poderia ser um bom piloto para a Toro Rosso, ou para a Honda, ou para a Red Bull. É experiente e rápido. Mas sua hora passou. A realidade é crua e cruel. A realidade é chata pra cacete.

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GP2: BALANÇO DO ANO

SÃO PAULO (e agora?) - Terminou a quarta temporada da GP2, com a vitória do italiano David Valsecchi na corrida curta de Monza, hoje. Giorgio Pantano, que se sagrara campeão na véspera, terminou em quinto. O vice ficou com Bruno Senna, que não pontuou, mas contou com uma punição a Lucas di Grassi — 11º colocado na prova — para assegurar a segunda posição no campeonato.

Pantano fechou o ano com 76 pontos, contra 64 de Bruno, 63 de Di Grassi e 62 de Romain Grosjean — os dois últimos, vinculados à Renault. Mais três brasileiros correram neste ano: Diego Nunes (fez três pontos), Carlos Iaconelli e Alberto Valério (ambos ficaram no zero).

Bruno já anda falando em correr na GP2 de novo, se não arrumar nada na F-1. Lucas precisa dar um passo à frente, mas é difícil imaginar qual será. Dúvidas povoam as cabeças desses meninos. Quanto aos outros, Nunes, Iaconelli e Valério, gastaram dinheiro à toa.

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MONZADAS (10)

SÃO PAULO (acabou) – Giorgio Pantano conquistou o título da GP2 (a corrida não passou na TV). Terminou em décimo em Monza, mas como Bruno Senna chegou em quinto, ele não pode mais ser alcançado. Tem 73 pontos, contra 64 do primeiro-sobrinho. Que pode perder o vice amanhã para Lucas di Grassi, vencedor hoje (incrível esse rapaz; seria campeão se tivesse corrido as seis primeiras etapas), já que está apenas um ponto à frente do piloto da Renault. A última prova da temporada acontece como preliminar da F-1.

Está tudo aqui, no Grande Prêmio.

Pantano (na foto, com o canastrão que é dono de sua equipe), provavelmente, será o primeiro campeão da GP2 sem lugar na F-1. É veterano, já esteve por lá e ninguém está falando nele para 2009. Bruno, Di Grassi, Grosjean e alguns outros jovenzinhos vão tentar se arrumar. Mas o que falta nesta F-1 de hoje é vaga, mesmo. Tem gente que não larga o osso de jeito nenhum.

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MONZADAS (3)

SÃO PAULO (alguém empurra?) – Giorgio Pantano fez a pole para a primeira da GP2, que será amanhã, e abriu 13 pontos para Bruno Senna na classificação. O primeiro-sobrinho larga em 12º. Lucas di Grassi ficou em segundo no grid.

O campeonato acabou, se Pantano não fizer nenhuma estupidez na corrida. Mas a temporada de Bruno não foi ruim. Não foi brilhante, mas esteve longe de ser ruim. Deve lhe render um lugar na F-1 no ano que vem, mas duvido que seja como titular. Já Di Grassi, esse sim foi brilhante. Poderia ser campeão se não tivesse começado a correr depois de seis etapas disputadas.

Da mesma forma, porém, não creio que será titular na F-1 em 2009. O fato é que não tem muita vaga aberta para o ano que vem. Lucas continuará vinculado à Renault. Fazendo o quê, não sei.

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BELGICANAS (11)

SÃO PAULO (tentou) – Para não deixar passar em branco, a GP2 praticamente definiu seu campeão neste fim de semana em Spa. Giorgio Pantano não marcou pontos, mas Bruno Senna fez só dois. Está 71 x 60 para o italiano, com apenas a rodada dupla de Monza para encerrar a temporada. É bem difícil para o brasileiro descontar a diferença.

O curioso é que pela primeira vez desde que foi criada, em 2005, a GP2 não deve emplacar seu campeão na F-1 na temporada seguinte. Pantano já esteve lá, na Jordan em 2004, e está longe de ser um garoto promissor. Tem 29 anos, faz 30 em fevereiro, e seu futuro está muito mais ligado às corridas de turismo e protótipos do que a uma sequência de carreira com monopostos — está na quarta temporada na GP2, já deu. 

O lote da GP2 em 2008 não é dos melhores (2005 e 2006 renderam bons pilotos; 2007 caiu um pouco). Dessa turma, os que têm chance de chegar à F-1 são Senninha, Grosjean, Di Grassi e Buemi. Lucas encerra o ano no lucro e deixando no ar a sensação de que se tivesse disputado o campeonato desde o início, poderia lutar pelo título. Mas ele deixou de correr três etapas (seis corridas), as primeiras do ano.

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LUCAS ARREBENTANDO

PEQUIM (desse jeito…) – Voltando a passar a régua no automobilismo, é preciso abrir um espaço aqui para vocês falarem do Lucas di Grassi. Com seis corridas a menos, ele já está enconstando em Bruno Senna e Giorgio Pantano na GP2. Ganhou mais uma no fim de semana, em Valência.

Está na hora de a Renault começar a olhar para esse rapaz com mais carinho. E outras equipes, também. Tem uma tchurminha que em 2009 deve perder o emprego, como o Nick Heidfeld (que coisa, como despencou!), o Adrian Sutil, o Sébastien Bourdais, talvez até Rubens Barrichello.

Lucas está fazendo um campeonato redondinho.

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LUCAS CHEGANDO

SÃO PAULO (back) – Bela vitória de Lucas di Grassi na Hungria pela GP2, sua primeira depois de voltar à categoria. Foi a 38 pontos e ainda está longe do líder Giorgio Pantano, 63, mas dá a impressão de que se tivesse começado o campeonato na primeira etapa, estaria lutando pelo título.

Bruno Senna também fez ótima corrida, terminou em terceiro e foi a 54 pontos, encostando no italiano. A dupla Lucas-Bruno está fazendo bonito neste ano. E o primeiro-sobrinho, com essa constância, fica cada vez mais perto de fechar com a Toro Rosso na F-1 para 2009. Mesmo se não levar a taça. O importante é se manter na briga até a última corrida. E, pelo jeito, ele vai conseguir.

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NO COLO DE PANTANO

SÃO PAULO (retomando) – Tentarei ser breve, porque hoje está tudo atrasado… Começando com a GP2. Romain Grosjean ganhou em Hockenheim, mas não levou. Por ter feito uma ultrapassagem sob bandeira amarela, perdeu 25s de seu tempo e a vitória ficou com Giorgio Pantano, que abre 19 pontos sobre Bruno Senna na liderança. Lucas di Grassi foi o quinto. A chuva no fim deu uma animada na corrida. Será que a água vem amanhã também na F-1?

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DEU

SÃO PAULO (compensou) – Se ontem não deu, largando da pole, hoje cedo deu para Bruno Senna, saindo da terceira posição no grid em Silverstone. Ele conquistou sua terceira vitória na GP2, segunda no ano, com Lucas di Grassi em segundo e Giorgio Pantano fechando o pódio. A corrida foi disputada com pista molhada. Não foi tão boa quanto a de ontem, mas teve lá seus momentos. É a primeira dobradinha brasileira na categoria.

Pantano segue na liderança da temporada com 49 pontos, 12 à frente de Senna. Di Grassi, que pegou o bonde do campeonato andando, já está em quarto com 24.

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NÃO DEU

SÃO PAULO (fica para a próxima) – Bruno Senna não aproveitou a pole na GP2. Largou bem, mas cometeu um erro, escapou na grama, perdeu posições e no fim chegou em sexto. Lucas di Grassi, que largou muito bem, assumiu a ponta e no fim não resistiu ao assédio de Giorgio Pantano, o nome da prova. Que venceu e ampliou sua liderança sobre Bruno para 13 pontos. Di Grassi, por sua vez, está impressionando nesta volta à categoria.

Estou muito atrasado, tenho rádio hoje, e deixo os comentários para vocês!

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MAIS UM DEGRAU

SÃO PAULO (de grão em grão) – Na semana em que Gerhard Berger elevou a cotação de Bruno Senna, graças à sua vitória na GP2 em Mônaco, o primeiro-sobrinho consegue mais uma pole, agora em Silverstone. Reduziu a desvantagem na luta pelo título de sete para cinco pontos (o líder é Giorgio Pantano) e pode sair, como não?, da Inglaterra como líder do campeonato.

Bruno, em que pese o fato de ter começado muito tarde no automobilismo, vem comendo etapas com velocidade admirável e já pode sonhar com a F-1 sem muito medo de acordar num pesadelo. Seu progresso tem sido consistente e homogêneo, sem brilharecos, mas com bastante regularidade.

Desse jeito, chega.  E não vai ser só pelo sobrenome, não.

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