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R8

SÃO PAULO (demais) – Gravamos hoje a materinha para o “Limite” da semana que vem. É sobre o Renault R8 Gordini que pertence ao amigo Alfonso Abrami, colecionador, piloto e profundo conhecedor de automobilismo. O que é mais legal, além de ser um carro único no Brasil: ele pertenceu à equipe oficial da Willys e, depois, foi comprado por Marivaldo Fernandes, que correu com ele até 1967, estima-se.

Marivaldo estava no avião que caiu e matou também José Carlos Pace, em 1977. Eram muito amigos. O carro foi resgatado pelo Abrami há uns dez anos e passou por restauração bem criteriosa. Voltou ao motor de 1.100 cc de 90 hp, um espanto, com dois Solex 40, câmbio de 4 marchas e freios a disco só na frente. No fim de sua vida nas pistas, ele já tinha motor de 1.300 cc, 5 marchas e disco nas quatro, como os últimos R8 fabricados na França.

Esse carro foi importado pela Willys em meados dos anos 60 — ele é 1965. Foram duas unidades que vieram para corrida. Só essa sobreviveu, pelo que se sabe. Luiz Pereira Bueno, Carol Figueiredo, Chiquinho Lameirão e Bird Clemente estão entre os que o pilotaram antes de Marivaldo.

Abrami melhorou algumas coisas, como as suspensões e o sistema de refrigeração, colocando radiador na frente. A primeira pintura era a da Willys, amarela com faixa verde. Marivaldo, que sempre usou o número 45, pintou de azul escuro, depois. Quando foi encontrado, estava pintado de chumbo. Abrami decidiu voltar à cor original dos R8 de corrida na França, o azul claro que era a marca dos carros do país em competições.

Funciona lindamente, ronca que é uma beleza e, o que é melhor: preserva em suas entranhas as histórias desses pilotos fabulosos que com ele correram pelo Brasil afora.

Semana que vem, no “Limite” da ESPN Brasil.

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ESCORT NA TELINHA

SÃO PAULO (sol, enfim) – No ar, no site da ESPN Brasil, a materinha que fiz sobre o Escort do Brasileiro de Marcas e Pilotos descoberto pelo Nenê Finotti, chefe da nossa equipe na Classic Cup. O sempre atento Danilo Gaidarji acha que o carro foi do Andreas Mattheis.

Minha careta no frame congelado está engraçada…

ATUALIZANDO…

Tudo indica que esse carro é o “flechinha” do Mattheis. Desconfio que um emocionante reencontro entre criador e criatura está para acontecer.

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POR QUE NÃO?

SÃO PAULO (começando o dia) – Engraçado, esse negócio de blog e Twitter. A gente fica algumas horas fora do ar, na “vida real”, e se sente na obrigação de dar explicações… Estamos todos ficando loucos, isso sim. Bom, hoje foi dia de gravar matéria para o “Limite” da semana que vem. Foi uma matéria meio caseira, porque gravamos na LF, a oficina da minha equipe na Classic Cup. É que na semana passada caiu no colo do Luis “Nenê” Finotti um Escort que correu na antiga Copa Shell de Marcas & Pilotos.

A foto ao lado foi devidamente “emprestada” do ótimo Blog do Sanco. É muito parecido com o carro que vamos mostrar na TV. São raras as referências na net a esses campeonatos. Pesquisas devem ser feitas em revistas de época ou na memória de quem corria.

Esse carro estava parado havia dez anos numa garagem. Tem uma etiqueta no santantônio mostrando que sua provável última corrida no Brasileiro foi disputada em Goiânia em 1993. Depois ele passou por algumas modificações e chegou a correr na Força Livre em SP, até ser aposentado de vez.

A Copa Shell, nome que o Brasileiro de Marcas ganhou a partir de 1987, chegou a ter 50 carros no grid no auge, em 1984, única temporada em que as quatro grandes montadoras instaladas aqui participaram oficialmente. Corriam Uno, Escort, Gol, Passat, Voyage, Apollo, Chevette, Oggi, muitos com apoio de fábrica. Os pilotos? Vamos lá, sem forçar muito: Ingo, Paulo Gomes, Mattheis, Serra, Giudice, Travaglini, Toninho da Matta, fora a numerosíssima turma do Sul — deixo para os blogueiros a tarefa de lembrar mais e mais nomes.

Os últimos anos da categoria, começo da década de 90, foram fracos, com cada vez menos gente no grid, apesar da frequente participação de pilotos locais quando as provas saíam do eixo Rio-SP. Foram momentos de glória em Tarumã, Guaporé, Goiânia, Cascavel, Curitiba, Brasília, Interlagos, Jacarepaguá…

O problema é que como sempre acontece no automobilismo brasileiro havia muitos interesses em jogo, os regulamentos viviam mudando, tinha muita roubalheira e reclamação, e aos poucos as montadoras foram perdendo o interesse por um campeonato que a CBA nunca conseguiu organizar direito, porque sempre foi ocupada por gente mal-preparada e pouco chegada na lisura.

Uma pena. O Brasil tem hoje, instaladas aqui, GM, Ford, Fiat, VW, Peugeot-Citroën, Renault, Toyota, Honda, e é incapaz de realizar um campeonato multimarca. Ficam as lembranças dos anos 80/90 e a memória silenciosa gravada no Escortinho que o Nenê encontrou.

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RÉPLICAS NA TELINHA

SÃO PAULO (diminuiu) – A quem interessar possa, a matéria sobre as réplicas de Porsche 550 e 356 que fiz para o “Limite” da ESPN Brasil desta semana está neste link aqui. Ficou um pouco mais curta do que o normal. É que tinha feira na rua, e não deu para sair com o carro… Mas pelo menos comemos pastéis e tomamos caldo de cana!

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RÉPLICAS NO “LIMITE”

SÃO PAULO (dá uma vontade…) – A materinha semanal deste que vos bloga no “Limite”, da ESPN Brasil, é sobre a fusão Porsche-VW que já acontece no Brasil há mais de 20 anos com as réplicas de Porsche da Chamonix, equipadas com motores VW. Os carros são lindos, os três modelos comercializados. Mas o 356 Speedster é minha paixão secreta. Pena que são caros. Paga-se por um bom produto e pela exclusividade…

O programa, em condições normais de temperatura e pressão, começa às 22h.

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EL GOL GT

SÃO PAULO (e não é que o sol saiu?) – Para quem não viu ontem à noite, e nem verá nas reprises, aqui está a matéria sobre o Gol GT que fiz para o “Limite” na ESPN Brasil. Grande sacada do repórter, essa de gravar em frente ao Pacaembu, não? Gol, Pacaembu, sacaram?

Na verdade, gravei lá porque tinha uma barraca de pastel e outra de garapa para almoçar quando terminasse a gravação…

E continua a discussão sobre o tempo de duração das matérias… Dez minutos é demais? A TV de hoje comporta essas coisas? Está certo fazer uma matéria sem pressa, e dane-se o tempo, e vire-se o editor? Perguntas de alguém que se acha um desastre na TV…

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SAAB NA TELINHA

SÃO PAULO (tudo rápido) – Para quem não viu na TV, aqui está o link para o vídeo da matéria sobre o SAAB que foi ao ar ontem no “Limite”. Nosso apresentador, John Charles Al Bukerq achou meio longa demais. Gostaria de ouvir a blogaiada/fãs de esporte da ESPN sobre isso. Realmente, matérias com mais de 3 minutos são uma raridade na TV. As minhas têm 8, 10 minutos. É muito?

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SAAB NO “LIMITE”

SÃO PAULO (grande carro) – Um pouco da história do e da SAAB será contada hoje no “Limite” da ESPN Brasil, às 22h. Esse da foto é o protótipo do primeiro carro da marca, de 1947, que daria origem ao modelo fabricado até 1980, primeiro com motor dois cilindros dois tempos, depois três cilindros dois tempos, por fim V4 quatro tempos. Para quem não sabe, a SAAB, com esse bichinho aí, ganhou duas vezes o Rali de Monte Carlo e três vezes o Rali da Grã-Bretanha. Não percam!

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BUSÃO NA TELINHA

SÃO PAULO (o dia está acabando…) – Para não esquecer, aqui está o link da segunda parte da matéria que fiz para a ESPN Brasil no Museu dos Transportes Públicos de São Paulo. Semana passada, falei dos bondes. Nesta, dos tróleibus. Ficou legalzinha… Tenho saudade dos tróleibus. Adorava descer a Augusta neles.

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BONDE DO LIMITE (2)

SÃO PAULO (“relíquias” é com I!) - Já está no ar a primeira parte da matéria sobre o Museu dos Transportes Públicos de SP sobre a qual falamos ontem. No site da ESPN Brasil, aqui. A segunda parte, sobre os ônibus, vai ao ar na semana que vem.

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BONDE DO “LIMITE”

SÃO PAULO (se puder, vá) – Em duas partes, gravei na semana passada matéria no Museu dos Transportes Públicos de São Paulo, que fica pertinho do Canindé (estação Armênia do metrô, entrada franca). Muito legal o museu. Merece uma visita sem pressa.

Hoje, no “Limite”, vou falar dos bondes — que deixaram de circular em SP em 1968. Esse “camarão” da foto, aliás, estava numa exposição fora, no dia em que fui. Semana que vem falarei dos ônibus do acervo: dois tróleibus, um nacional e um americano, mais um Mônika de 1968 — era o nome da neta do prefeito Faria Lima…

Eu não cheguei a andar de bonde em SP. Se andei, não lembro. Tinha quatro anos quando a CMTC acabou com eles. Na Europa, várias cidades ainda usam esse transporte. Simples, silencioso, não poluente. Um charme. Alguém aqui se lembra deles? Não, garotada, bonde não tem nada a ver com tigrão, funk, essas coisas!

O museu tem ainda o Landau que serviu ao Jânio Quadros, mais um monte de material da CMTC em outras duas salas. Bárbaro. Quem puder ver, o programa vai ao ar hoje às 22h na ESPN Brasil.

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HISTÓRIAS DE GUERRA (2)

SÃO PAULO (escolha a sua) – Lembram da história da moto DKW que contei na semana passada? Pois a versão em vídeo, com a matéria que fiz sobre ela para o “Limite”, da ESPN Brasil, está neste link aqui.

O Jayme, dono dela (melhor: filho do dono, right?), é uma figura. Sua casa simpaticíssima na zona norte de SP, além de guardar essa joia e mais algumas sobre rodas, ainda tem telefones, vitrolas e rádios antigos. Tudo funcionando perfeitamente.

E, na sala, uma outra moto — que eu deveria ter fotografado. Também foi de seu pai. Zerada. Gostei da ideia de colocar uma moto na sala. Poderia fazer isso com a minha DKW…

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HISTÓRIAS DE GUERRA

SÃO PAULO (um livro) – É essa moto que fui conhecer de perto hoje. Estava no encontro de clássicas que aconteceu algumas semanas atrás aqui em SP. Uma DKW 350 cc, 1938. A DKW foi a maior fabricante de motocicletas do mundo durante os anos 20 e 30. A matéria que fiz para o “Limite” vai ao ar na semana que vem na ESPN Brasil.

A moto pertence ao advogado Jayme Szyflinger, que gosta muito de DKWs. Tem um Candango, uma Vemaguet e uma Schnellaster, entre outros brinquedinhos preciosos.

Ela veio direto da Segunda Guerra para o Brasil.

Foi assim. O pai de Jayme, judeu austríaco, tabalhava para uma companhia de seguros no final dos anos 30. Foi enviado para o Japão para implantar um sistema de seguros agrícolas, quando Hitler anexou a Áustria. A coisa já estava feia para os judeus na Europa central e ele, como tantos outros, tinha percebido antes da viagem. Por isso, vendeu quase tudo que tinha e transferiu para um banco na Inglaterra.

Batata. Enquanto viajava a trabalho, foi demitido da empresa, por ser judeu. Não voltou para a Áustria. Seguiu para a Inglaterra e, de lá, pegou um navio para a Argentina, onde vivia sua irmã. No navio, conheceu uma italiana, católica. Se apaixonaram. Mas ela ficou no Brasil e ele seguiu para a Buenos Aires, onde encontrou a irmã.

Semanas depois, juntou uns cobres e comprou uma motoneta Puch. Cruzou a fronteira e foi parar em Santa Catarina, onde a moto já estava se desmanchando. Vendeu o que restava lá mesmo e, de carona, chegou a São Paulo, onde encontrou sua namorada italiana. Casaram-se aqui.

O mundo estava em guerra. Numa tarde, em 1942, foi ao Largo do Paysandu, no centro da cidade, onde a embaixada britânica estava recrutando voluntários para lutar na Europa . Austríaco, e portanto fluente em alemão, alistou-se como quinta coluna. Enviaram-no de avião até o Senegal, de onde embarcou num navio para a Inglaterra.

Foi treinado durante semanas e, quando estava pronto, lançado de paraquedas na Alemanha com documentos falsos. Incorporou-se ao exército alemão e foi enviado à frente soviética. Atuou como espião até o fim da guerra, quando, ferido, seu batalhão foi aprisionado pelos americanos. Detido, contou sua história, apanhou bastante, até que conseguiu junto às autoridades militares britânicas, consultadas pelos americanos, comprovar quem era.

Ganhou patente de tenente, depois major, e como oficial britânico deu baixa e decidiu voltar ao Brasil. Antes, porém, quis conhecer os lugares onde seus familiares tinham sido mortos por Hitler. Àquela altura, estava lotado em Bonn. Pediu algo que tivesse rodas e andasse, para sua pequena excursão em busca de pistas dos parentes, e lhe disseram para escolher qualquer coisa num galpão onde estavam apreendidos vários veículos alemães. Quase nada funcionava. A moto DKW funcionou. Pela pintura em tom de areia, provavelmente pertenceu à 21ª Divisão Panzer e foi usada nas operações no norte da África. Não se sabe direito como acabou voltando à Alemanha, indo parar em Bonn.

Com ela, o pai de Jayme rodou a Europa, foi à Áustria, viu o que queria ver, descobriu o que precisava descobrir, e retornou à Alemanha para, então, pegar um vapor de volta ao Brasil e retomar a vida.

No porto de Hannover, encostou a moto, disposto a deixá-la por lá mesmo, e embarcou. “Mas quando estava subindo a rampa”, conta Jayme, seu filho, “achou ter ouvido alguém chamar seu nome. Olhou para trás e não viu nada, só a moto, que parecia pedir para ir junto. Como era oficial britânico, estava uniformizado, pediu para colocarem a moto no navio e colocaram.”

E assim foi. Quando chegou ao porto de Santos, desembarcou a moto, deu a partida e subiu a serra. Horas depois estava diante de casa, no bairro do Bom Retiro, antigo reduto da comunidade judaica em São Paulo. A esposa, quando o viu pela janela, desmaiou. Ela passara anos sem notícia do marido. Uma vez por mês, nesse tempo todo, recolhia o soldo pago pelo governo inglês no centro da cidade e lhe diziam apenas que estava “tudo bem”.

É essa moto que está com Jayme até hoje. Ela carrega ainda um telefone de campanha, cantil, marmita, estojo de primeiros socorros, compartimentos para munição, mapas e documentos, caixa de ferramentas.

E uma linda história sobre seu banco Pagusa de couro preto.

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BIANCO AUTOGRAFADO

SÃO PAULO (coisa mais linda) – Está no ar no site da ESPN Brasil a materinha que fiz para o “Limite” desta semana, um pouquinho da história do Bianco. O carro, esse da foto (mas para ver o vídeo, tem de clicar aqui), pertence a um blogueiro e amigo, o Guilherme Decanini. E tem um detalhe: está autografado por seu criador, Toni Bianco.

Vale a pena ver. Pelo carro, claro, não pelo repórter, que continua péssimo no vídeo…

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NÃO VIU?

SÃO PAULO (agora vê) – A matéria sobre a Brasília no “Limite” está aqui. Me deu uma vontade louca de ter uma. Mas tem de ser desse naipe. Vou dar uma procurada por aí…

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BRASÍLIA NO “LIMITE”

SÃO PAULO (o dia começou tarde) – Atenção fãs de VW de verdade! Vai ao ar hoje à noite no “Limite” da ESPN Brasil a matéria que gravei sábado sobre a Brasília, tendo como estrela da companhia essa azul Caiçara da foto, 1975, que pertende ao brother Alexandre Paíga.

É um carro simplesmente impressionante. Tem 19 mil km e todas, todas mesmo, peças originais VW. Até os tapetes de fábrica. Impecável. E eu nunca tinha guiado nenhum VW a ar com motor tão macio e dócil como esse. Descoberta em Minas há quatro anos, pertencia a uma senhora que nos últimos anos de vida não podia dirigir. Seu sobrinho cuidou do carrinho como se fosse um bebê.

Vale a pena assistir. Até porque a Brasília é um carro injustiçado por aqui, que tem fama de carro velho de periferia. É, na verdade, um dos projetos mais importantes da indústria nacional, que nasceu simplesmente para substituir o Fusca. E reparem nas linhas: hatch com corte da traseira bem acentuado. Semelhanças com Uno, Corsa, Fiesta, Celta, Palio & cia. não são apenas uma coincidência. A Brasília antecipou, em 1973, a tendência mundial para carros compactos.

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O JIPE

SÃO PAULO (sobe até parede) – Semana passada fiz matéria para o “Limite” sobre o Candango, lembram? Pois o vídeo já está no ar aqui, contando a história do jipe mais espetacular do universo. Como estou com problemas técnicos no blog hoje, sem conseguir inserir fotos no nosso banco de dados, esta nota vai “seca”, sem imagem alguma. A não ser que eu… Peraí.

Pronto. Consegui usando um link. Aproveitei e matei a saudade do meu Candango da época em que o comprei. Tinha pneus “Rodorural”, rodas de Belcar e capota preta. Agora ele está mais bonitinho.

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MOVÉIS PATENTEADOS

SÃO PAULO (não viu?) – Esqueci de colocar aqui o link para a matéria que fiz para o “Limite” de terça passada, sobre o MP Lafer. O legal é que o carro escolhido foi de um blogueiro, o impagável Romeu Nardini, que sabe absolutamente tudo sobre carros nacionais e trata seu MP a pão-de-ló.

Aliás, uma das “descobertas” dessa matéria, algo que eu realmente não sabia, é que a sigla MP quer dizer Movéis Patenteados (Lafer). É que Percival Lafer, seu criador, usou para batizar o carro (inspirado no MG TD inglês 1952) simplesmente a razão social da empresa da família — que fabricava (e ainda fabrica) móveis.

Para ver a matéria, clique aqui. A imagem é só para ilustrar, porque os vídeos do site da ESPN eu não consigo incorporar diretamente. Semana que vem vou contar a história do Candango. E, na outra, pretendo fazer algo sobre a Brasília. A ideia original da série “Indiana Gomes” nem era essa, mas no fim estou podendo falar um pouco de carros brasileiros, minha praia. Como ninguém está reclamando, vamos em frente…

Aproveitando, fica aqui um elogio público ao Clube do MP Lafer. Tem um site maravilhoso, é superativo, reúne-se com frequência, seus passeios juntam mais de 100 carros, é um verdadeiro exemplo para os antigomobilistas brasileiros.

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S/R NA TELINHA

SÃO PAULO (preguiçosos!) – Ninguém vai procurar, então segue o link da materinha sobre o Monza S/R que foi ao ar nesta semana no “Limite”, da ESPN Brasil.

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E AQUI?

SÃO PAULO (quem diria…) – É incrível o que está acontecendo na indústria automobilística americada. A GM pediu concordata e com a injeção de dinheiro do governo americano para que a vaca não vá de vez para o brejo, vai-se tornar uma enorme estatal. Uma espécie de Lada dos EUA.

Agora é preciso saber o que será da empresa no Brasil. Ouvi um cara hoje no rádio dizer que a operação brasileira da GM é das mais lucrativas, e que por isso nada vai mudar. Ao contrário, pode até melhorar, já que a matriz pode recorrer à engenharia da filial de São Caetano para desenvolver novos produtos, mais apropriados aos tempos bicudos do planeta.

Semana passada fiz uma matéria para o “Limite” da ESPN Brasil, que vai ao ar amanhã, sobre um belo GM, o Monza S/R. Esse vermelho da foto, que pertence ao Oswaldo, um simpático blogueiro. Exemplar de uma época em que a Chevrolet fazia coisas muito boas por nossas bandas. O Monza chegou a ser o carro mais vendido do Brasil por três anos seguidos, na década de 80. E não era baratinho.

O carro do Oswaldo é um brinco, tem toca-fitas Motoradio Albatroz digital e amplificador Tojo. Já estou namorando o dito cujo. O carro, não o Oswaldo. Sai pra lá, Oswaldo!

Foi minha pequena homenagem à marca, contar a história do S/R. Que quando teve lançado o modelo com motor 2.0 passou a ser o carro mais rápido do país em velocidade final, 191 km/h.

ATUALIZANDO…

Já que o assunto é GM, reproduzo e-mail que acabo de receber do blogueiro Felipe Holtz. Quer dizer que a Avtovaz vai tomar conta da Opel? Bom saber… Segue o texto:

“É sabido por todos o quanto você admira a indústria automobilística russa e talvez você goste de um pedaço da matéria publicada hoje no site Terra sobre a GM: “A montadora austríaco-canadense Magna chegou a um acordo com a GM no final de semana para salvar a Opel. De acordo com informações preliminares, a Magna pretende adquirir 20% da Opel, que junto aos 35% de seus parceiros russos somariam 55%. A GM manteria outros 35% e os 10% restantes ficariam com os funcionários da empresa. A Fiat, que fez um acordo com a Chrysler, também apresentou oferta pela Opel, assim como pelas operações da GM no Brasil e América Latina…” .

Parceiros russos, leia-se: banco Sberbank e a montadora Avtovaz. Ou seja, a montadora dos carros Lada será uma das principais acionistas da Opel. Hoje, o primeiro-ministro Vladimir Putin anunciou o desejo de ver uma Avtovaz renovada sob o manto tecnológico da Opel, sugerindo até um novo nome para a montadora russa: GM-AvtoVaz. Quem diria que um dos maiores ícones do capitalismo americano seria um dia controlado pelos russos. É a vida…”

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