Arquivo da categoria: Cultura

JONNY QUEST!

Jonny Quest Opening Titles from Roger D. Evans on Vimeo.

SÃO PAULO (genial) – Sensacional o vídeo enviado pelo Dyonysyo Pyerotty. O cara, fã de Jonny Quest, recriou os personagens usando brinquedos de verdade e fez essa animação da abertura dos desenhos. Deu saudade. Aqui, detalhes dos bonecos que ele fez. Chama-se Roger D. Evans, o artista.

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MAGNÍFICO

Manifesto mitológico, magnânimo, maravilhoso. Meninos: monstruoso.

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FAÇA SUA LEGENDA

Uma metáfora da chegada da vida: a cegonha, que faz o ninho justo sobre o carro que fez nascer a moderna indústria automobilística da gloriosa Alemanha Oriental. Não sou poeta, nem prosador, mas tenho certeza que os blogueiros saberão enxergar a beleza dessa imagem tão significativa.

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PANAIR NO AR

SÃO PAULO (não perca) – Reproduzo a valiosa dica do Beto Traballi, porque a gente andou falando da Panair por aqui, semanas atrás:

O Canal Brasil exibe no sábado, dia 3 de abril, às 21h, o documentário inédito “Panair do Brasil”, na faixa “É Tudo Verdade”, com apresentação e curadoria do crítico de cinema Amir Labaki. Dirigido por Marco Altberg, o documentário resgata a história da empresa pioneira na aviação comercial do país. Depoimentos de passageiros ilustres, como o jornalista Artur da Távola, o músico Milton Nascimento, a atriz Norma Bengell e o senador Eduardo Suplicy; além de testemunhos de ex-funcionários e dos herdeiros da companhia – as famílias Rocha Miranda e Simonsen – enriquecem a obra.

Narrado por Paulo Betti, o filme relata a trajetória de pioneirismo e glamour daquela que foi, durante décadas, a maior e mais querida empresa aérea – imortalizada por Elis Regina na música “Conversando no Bar”. A produção relembra também o drástico fechamento da companhia por ordem do governo militar e a luta de seus antigos funcionários e representantes por reparação moral.

Fundada como subsidiária da norte-americana NYRBA em 1929 e incorporada pela Pan American no ano seguinte, teve seu nome modificado de NYRBA do Brasil para Panair do Brasil. Responsável por toda a infraestrutura de telecomunicações aeronáuticas do país, construiu e equipou, com recursos próprios, boa parte dos aeroportos do Norte e do Nordeste. Em abril de 1946, ligou pela primeira vez a América do Sul à Europa, África e ao Oriente Médio. Após reinar durante décadas como a marca brasileira mais conhecida internacionalmente, encerrou suas atividades abruptamente, em 1965, por determinação do governo militar.

Panair do Brasil foi exibido no Festival do Rio, em 2007. No ano seguinte, participou da mostra competitiva do Festival de Belém e da Retrospectiva do Cinema Brasileiro no CineSesc, em São Paulo.

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ALGUÉM SE HABILITA?

SÃO PAULO (onde, por exemplo?) – Essa aqui foi enviada pela Jackie Della Barba faz algumas semanas. É o seguinte. Neste ano, comemoram-se 60 anos da criação da República Federal da Alemanha e 20 anos da queda do Muro de Berlim. O Consulado Geral da Alemanha tem uma exposição itinerante prontinha, de graça, para quem quiser levar à sua escola, universidade, clube, o que for. É so clicar aqui para ter mais informações.

Essas duas histórias são contadas através de painéis fotográficos com imagens da DPA, uma das maiores agências de fotos do mundo. Escolhi uma a esmo, só para vocês terem uma ideia da qualidade do material. Pensei em levar isso para Interlagos, mas nossos eventos são muito curtos, dois ou três dias, apenas. Não justificam, creio, a montagem de uma exposição. E, na verdade, não têm muito a ver com nosso público, nem com o ambiente de autódromo…

Mas adoraria ver esses painéis expostos em algum lugar bacana. Se alguém fizer contato com o consulado, nos avise, ok?

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SEMPRE ALERTA!

SÃO PAULO (ele não deixaria o Porsche passar…) – Recebo e-mail do Rafael Bruno contando que os 38 episódios do seriado “Vigilante Rodoviário” foram recuperados pelo Canal Brasil. “Segundo a coluna ‘Controle Remoto’, do jornal ‘O Globo’, o grande sucesso da TV Tupi no ínicio da década de 60 será relançado em março. Protagonizada pelo ator Carlos Miranda, a história mostra as aventuras do Inspetor Carlos, que ao lado do seu cão Lobo lutava contra o crime a bordo de um Simca Chambord 1959 ou de uma motocicleta Harley-Davidson 1952″, conta o blogueiro.

Bem legal! E a ilustração abaixo é do blog do irmão do Décio, que todos aqui já conhecem…

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TODOS AO SESC!

SÃO PAULO (na faixola!) – Nosso guru Andre Jung avisa e convoca: amanhã, terça, tem show do Urban Totem, seu novo projeto musical, no Sesc Pompéia, um dos lugares mais legais de São Paulo. O endereço: R. Clélia, 91, na… Pompéia, claro!

O show começa às 21h e é de graça. E quem aparecer por lá dizendo que soube do show por este modesto blog, ganha… Sei lá, ganha alguma coisa do Andre! Mas tem de procurar por ele nos camarins.

É isso aí, faça da sua noite de terça-feira uma noite musical e automobilística, também, porque se tem uma coisa que pega o Jung é conversar sobre F-1.

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O Anjo

Há 25 anos morreu Nelson Rodrigues. Existem alguns anos em que o mundo surta e começa a matar quem não devia. 1980 foi um desses, com Lennon e Nelson. 1994 foi outro, com Senna e Tom Jobim. Anos bestas.

Nelson era um reacionário de primeira e eu o odiaria, provavelmente, se tivesse 20 anos em 1970. Mas como tinha só seis, nem sabia quem era.

O tempo se encarrega do extermínio dos ódios, e por isso ler o que Nelson disse ou escreveu hoje só me causa admiração. Sua biografia, “O Anjo Pornográfico”, de Ruy Castro, é uma obra-prima da literatura brasileira. Quando terminei de ler, anos atrás, estava apaixonado por Nelson.

Paixão estranha, porque assisti a algumas peças escritas por ele e não consegui gostar de nenhuma. Seu rancor com a esquerda, com figuras como dom Hélder, sua intolerância com a juventude e com as mudanças que o mundo viveu na virada dos anos 60 para os 70, seu mau-humor atávico, tudo compunha um perfil que me faria, fácil, detestá-lo. Ainda bem que não tinha idade para odiá-lo, quando vivo. Perderia a chance de conhecer e entender uma figura que jamais poderá ser entendida na estreiteza do maniqueísmo.

Nelson escrevia como poucos. E refletia como ninguém. Sua obra era a expressão da perplexidade diante de um mundo que se tornava a cada dia mais incompreensível.

Como hoje.

“Acho a velocidade um prazer de cretinos. Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca.” Nelson Rodrigues (1912-1980)

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Um pouco de bom gosto, pra variar

Quer fugir do MMAB (Mar de Mediocridade que Assola o Brasil)? Anote aí na sua agenda: no 16 de dezembro (sexta-feira), vá ao Santa Esquina, r. Rua Bragança Paulista, 1.240, em frente ao Tom Brasil Nações Unidas. A partir das 22h, show da 4Free, banda que tem o grande Rodrigo Borges (ex-Grande Prêmio) na guitarra. Rock da melhor qualidade para quem é de SP. Seis mangos a entrada. Reservas: 5643-8882.

A 4Free, para quem não conhece, tem uma ativa comunidade no Orkut.

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Lennon e nós

Onde você estava quando John Lennon morreu? Bem, boa parte dos que me lêem nem era nascida. Talvez não tenha a dimensão real de quem foi John, menos ainda na era musical em que vivemos, repleta de lixo de todas as espécies.

Desliguei-me de música há algum tempo. Para mim, música parou de ser feita nos anos 80. O que veio depois é puro lixo. No Brasil, então… Semana passada teve apresentação de fim de ano na escola dos meus filhos. Escolheram três músicas. Duas de Ivete Sangalo.

Vão mudar de escola.

Voltando a Lennon. Eu tinha 16 anos quando ele foi morto em NY. Logo depois, ou pouco antes, saiu “Double Fantasy”, um LP antológico. LP = Long Play. Será mesmo que é preciso explicar o que era um disco?

A “Veja”, uma revista desprezível (hoje, pelo menos; acho que sempre foi, enfim…), colocou John na capa com o título que está lá em cima: Lennon e nós.

Não chega a ser um primor de capa, ao contrário. Mas guardei em algum baú e vez por outra me pego repetindo esse título, como se fosse um mantra. O que Lennon tem a ver conosco?

Comigo, muito. Mas é inútil explicar demais.

Segue uma letra, das que mais gosto, uma que neste último quarto de século cantarolei muito, pensando sozinho, vendo a grande roda girar.

Watching The Wheels

People say I’m crazy doing what I’m doing
Well they give me all kinds of warnings to save me from ruin
When I say that I’m o.k. well they look at me kind of strange
Surely you’re not happy now you no longer play the game

People say I’m lazy dreaming my life away
Well they give me all kinds of advice designed to enlighten me
When I tell them that I’m doing fine watching shadows on the wall
Don’t you miss the big time boy you’re no longer on the ball

I’m just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go

Ah, people asking questions lost in confusion
Well I tell them there’s no problem, only solutions
Well they shake their heads and they look at me as if I’ve lost my mind
I tell them there’s no hurry
I’m just sitting here doing time

I’m just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go
I just had to let it go
I just had to let it go

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