Arquivo da categoria: Corridas de clássicos

CAPOTE

SÃO PAULO (ai) – O cara participava de uma corrida de clássicos com um Bugatti 1924 e capotou. Foi na Inglaterra. Saiu ileso, mas a caranga, avaliada em mais de 800 mil reais, foi para o saco. O blogueiro Guilherme achou um vídeo do sinistro. Está aqui.

bugatticapote

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JESUS MANDA NOTÍCIAS

SÃO PAULO (e são boas) – O Jesus do título aí em cima é o time, bem entendido. E ele manda notícias através do Adriano Medeiros, que está disputando o campeonato de F-Ford clássicos na Inglaterra com o carro que foi da equipe de Alex Dias Ribeiro. A gente contou dessa ressureição aqui no blog em fevereiro, lembram?

Pois bem. Teve corrida em Snetterton no fim de semana. Os resultados estão aqui. Medeiros teve de largar em último porque o carro da Jesus Saves Racing estava fora da altura regulamentar, mas mesmo assim terminou em terceiro, com a melhor volta. O relato dele está no seu site. E tem até um vídeo da corrida. Os carros são uma graça.

Mandem abraços ao Adriano e ao Alex. Eles sempre dão uma passada por aqui.

savessnetterton

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COMEÇOU ASSIM

SÃO PAULO (estou cansado) – 6 de abril de 2003. Às 11h, cerca de 25 carros brasileiros de corrida saem do estacionamento na antiga Curva do Sol para dar quatro voltas em Interlagos. Nas arquibancadas, 70 mil pessoas esperando pela largada do GP do Brasil. Puxando a fila, um DKW branco com o numeral 17 e um repórter ao volante, narrando as voltas para a rádio Bandeirantes e para o sistema de som do autódromo. Num Karmann-Ghia vermelho, Bernie Ecclestone e o presidente da Volkswagen. Mais para trás, Luiz Pereira Bueno no Bino Mark III e Alex Dias Ribeiro no Patinho Feio. Num Gordini azul, o brother Fábio Seixas. Num Fusca Okrasa, o outro brother Luiz Salomão.

13 dias depois, alguns desses carros estariam no grid da primeira corrida da Historic Racing Cars, que deu origem à nossa Classic Cup — que hoje largou com 37 carros em Interlagos e é uma das maiores categorias do automobilismo brasileiro.

Faz dez anos. Às vezes vale a pena fazer as coisas.

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DIVERSÃO É ISSO

SÃO PAULO (palmas) - O Tiago Songa fez mais um Pé na Tábua, a corrida de calhambeques em Franca, e mais uma vez quem esteve lá foi Nelson Piquet. É assim que ele se diverte. Legal demais. E aplausos ao Songa, que acreditou num sonho e está realizando. Os carros são lindos, o evento também. Foi no final de janeiro, mas só vi esse vídeo hoje.

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POEIRA EM SC

SÃO PAULO (valorosos) – O brother Francis Trennepohl pensou rápido na etapa do fim de semana da Turismo Clássico Catarinense em São Bento do Sul, depois de levar uma pedrada no vidro. Fora que o Passat que ele estreou ficou lindo. Francis fez o carro para homenagear Gunnar Vollmer, titular do #20 quando foi bicampeão catarinense e bicampeão brasileiro de Marcas. Mais detalhes sobre os adoráveis malucos das corridas em pistas de terra, aqui. Tem grid cheio e muita gente vendo as corridas. Um mundo à parte no automobilismo brasileiro.

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JESUS SAVES

SÃO PAULO (justíssimo) – Vejam que legal. Lá na Inglaterra, tem um campeonato de F-Ford clássicos construídos entre 1974 e 1982. É forte, com corridas em circuitos não menos clássicos como Donington, Brands Hatch, Snetterton, Mallory Park, Pembrey, Thruxton, Oulton Park, Croft e Castle Combe. E este ano estreia a equipe JSR: Jesus Saves Racing.

Sim, isso mesmo que vocês estão imaginando. É uma equipe fundada sobre tudo aquilo que Alex Dias Ribeiro e seu irmão Fernando construíram na Europa na década de 70. “Jesus Saves” era a inscrição que Alex usava em seus carros e capacetes desde 1967, ele que se transformou no grande líder mundial dos Atletas de Cristo, que têm atuação forte no automobilismo — na F-1 inclusive, especialmente quando Alex era o piloto do Medical Car. Em 1978 ele criou a equipe Jesus Saves Racing.

O piloto Adriano Medeiros vai tocar o Van Diemen RF79 nesta temporada, carro que o caçula de Alex, Fernando, guiou em 1979. Medeiros vive há dez anos na Inglaterra, correndo de um monte de coisa e trabalhando como instrutor de pilotagem e também no “Top Gear” da BBC.

Uma lenda viva, o Alex. Outra, a JSR. Mais vivos do que nunca, o Alex e tudo que sua equipe representam até hoje para tanta gente. Aplausos de pé e nossa torcida eterna.

jesussavescar

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VALE TUDO

SÃO PAULO (sabíamos disso?) – Imagine um campeonato que reúna carros de F-1, GP2, F-3000, Indy, World Series, Champcar e F-Nippon. Tudo junto, mas com classificações separadas para três classes distintas, correndo em pistas como Imola, Nürburgring, Zandvoort, Dijon, Hockenheim, Spa, Monza, Nogaro e Zeltweg (hoje Red Bull Ring).

Demais, não? Pois existe.

Chama-se BOSS GP (Big Open Single Seaters) e tem feito muito barulho, com grids de respeito (ano passado, foram 37 pilotos que participaram de ao menos uma corrida), geralmente fazendo preliminares de outras categorias.

Os carros pertencem a pilotos-colecionadores e andam tanto quanto andavam quando disputavam campeonatos com os melhores pilotos do mundo. Tem muitos vídeos no YouTube que merecem ser vistos e, principalmente, ouvidos — ronco de motor de verdade, não esse zumbido chato dos V8 de hoje na F-1.

Quem descobriu a BOSS GP para nosotros foi meu amigo Rogério Gonçalves, colecionador de F-1 antigos com residência em Mônaco e Xerém.

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GENTE QUE SABE VIVER

SÃO PAULO (e eu sempre com invejinha…) – O Zé Rodrix avisa que no dia 14 chegam ao Rio os 30 carros que vão participar do The Great South American Challenge 2013. É um rali de clássicos organizado pela H&H Classic Rallies, empresa inglesa com vários eventos semelhantes em seu currículo. Na home dos caras já dá para ficar babando. O link direto para a prova sul-americana está aqui. Vejam que delícia de roteiro, saindo do Brasil e passando pela Bolívia, Peru, Chile e Argentina, com chegada prevista para Ushuaia, 38 dias depois da largada no Rio.

Sabiamente, os organizadores riscaram São Paulo do mapa, cidade cujo trânsito se converteu, nos últimos anos, numa câmara de tortura. Ainda mais para carros antigos.

A largada será no dia 16, rumo a Maresias e, depois, ao sul do país. O mapa indica uma passagem por Campinas, mas ao que parece alteraram o roteiro para cumprir essa primeira perna pelo litoral.

Essa turma sabe viver. Custa caro, claro. Mas são aventuras encantadoras.

South-America-Map-rs

 

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CHIQUE DEMAIS

SÃO PAULO (ainda chegamos lá) – Negocinho de corrida de carro velho está bombando… O Paulo Sousa, meu companheiro de equipe, mandou este trailer de um documentário que está sendo feito nos EUA. Claro que a cultura lá é bem mais estabelecida, os caras têm mais carros, autódromos, grana, estrutura… Mas, no fundo, é a mesma coisa: colocar os velhinhos na pista e acelerar, que é o que nos resta.

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ONE QUESTION

Existe som mais lindo? Tusencupen Classics em Falkenberg, Suécia, setembro de 2011. O Rui Branco mandou.

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SEIS HORAS EM SPA

SÃO PAULO (um dia faremos) – O José San Pedro mandou o vídeo acima, a historinha de um Ford Falcon nas 6 Horas de Spa para carros clássicos. Segundo o cara que narra, foram 103 carros no grid! Será que entendi direito? No site, fala-se em 600 carros para 20 corridas. Um negócio de louco. Muito bacana isso. A cultura de corridas de antigos na Europa é de matar a gente de inveja. Mas estamos caminhando para fazer coisas legais aqui também. Teremos novidades em alguns dias.

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AUTOZOOM NA PISTA!

SÃO PAULO (valeu a espera) – Depois de um bom par de anos, talvez um pouco mais, o Guilherme Decanini finalmente terminou sua réplica do Fusca Divisão 3 “Autozoom”. Ele andou no fim de semana na pista particular de Dimas de Mello Pimenta, no interior de São Paulo. Vejam que coisa mais linda! E o Guilherme mesmo que conte como foi essa aventura de fazer um carro que marcou sua juventude.

A propósito, vocês lembram quem corrida com esse Divisão 3?

Tem fotos aqui e aqui, também.

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QUE INVEJA!!!

SÃO PAULO (canalhas!) – Como assim? O Águia e o Bigola vão participar de uma prova de históricos na Argentina e não chamam os amigos? E com um Peugeot 404? Isso, definitivamente, não se faz! Vejam que beleza de semana terão pela frente Luiz Evandro Águia e Wagner Gonzalez, o Bigola:

O piloto Luiz Evandro “Águia” e o jornalista Wagner Gonzalez embarcaram hoje para Buenos Aires onde, a partir de sexta-feira, disputam a décima edição do Grande Prêmio Histórico da Argentina, tradicional competição que este ano reunirá mais de 220 duplas. Além da dupla brasileira e de argentinos, a competição, que passará pelas regiões de Santa Fé, Córdoba, San Luis, San Juan e Mendoza, terá também representantes da Inglaterra, Paraguai, Peru e Uruguai. Entre as duplas inscritas destaca-se a formada por Juan Maria Traverso, um dos maiores nomes do esporte a motor argentino, em dupla com seu colega Fernando Croceri.

A largada promocional do evento será dada na noite de sexta-feira em frente ao imponente edifício sede do Automóvil Club Argentino, na avenida Libertador, região central de Buenos Aires. A partir das 7h30 de sábado os carros iniciam a primeira prova especial, com um trecho inicial de 304 km até Venado Tuerto, em seguida passando por Rio Cuarto a caminho da Villa General Belgrano, onde se encerra o percurso desse dia após 680 km. Os primeiros concorrentes devem completar o percurso a partir das 18h25. A segunda etapa acontece no domingo, com um trajeto de 527 km até San Luis. Nos dias seguintes o GP histórico chega a San Juan (segunda, 456 km), San Rafael (terça, 616 km), San Luis (quinta, 462 km), e em seguida se desenvolve por outras duas etapas em torno desta cidade, uma de 462 km na sexta e outra de 112 km no sábado.

Não é uma prova fácil, não. Vai de 7 a 15 de setembro, uma paulada por dia com apenas a quarta-feira da semana que vem de folga. Somei 3.315 km nesse roteiro descrito pelo texto do Wagner. E onde é que essa dupla arrumou esse Peugeot? Tem mais brasileiro na prova?

Sensacional. Quando eu for presidente do mundo, vou participar de todas essas provas em todos os cantos do planeta, cada uma com um carro diferente.

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EM MOGI

SÃO PAULO (tá esquisito…) – Amanhã, o lindo e novíssimo autódromo Velo Cittá, em Mogi Guaçu, recebe 50 clássicos para um “track day” promovido pelo MG Club. É um rali de regularidade para carros fabricados entre 1946 e 1982. Começa às 9h.

Os pilotos escolherão tempos de volta entre 2min15s e 3min depois de três “voltas teste”. Aí, terão dez voltas para fazer tempos próximos ao escolhido. Serão duas baterias. Quem andar mais rápido ou mais devagar perde pontos. Os que perderem menos pontos ganham a competição.

Vai ser um grande barato. Pensei em participar, mas como tenho rádio amanhã, dancei. Vida de peão é triste…

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TARDA, MAS NÃO FALHA

SÃO PAULO (povo unido jamais será vencido!) – Acabo de receber a seguinte mensagem de Jason Vôngoli:

Na condição de cônsul honorário da DDR no Rio de Janeiro, recebi ontem (enfim) o troféu referente ao nosso extraordinário êxito no I Raid da Mantiqueira, disputado em maio. Este símbolo de triunfo socialista será levado a São Paulo no dia 14 próximo, sendo repassado a vossas mãos numa cerimônia especial que antecederá as 6 Horas de Interlagos. Pedem-se as presenças do Gerd e da sogra.
Abraços!
J.

Na foto, Vôngoli recebe a láurea de nosso guru-mor José Rodrix Octávio, grão-vizir do automobilismo clássico nacional.

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ONE QUESTION

Como pode uma corrida com um grid tão bonito como esse ser assistida por… ninguém? E era de graça, como sempre é. 

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DOS NOSSOS

SÃO PAULO (eu fora, de novo)Nelson Piquet vai participar da segunda edição das Mil Milhas Históricas, a partir de 21 de junho. Jaguar ou Mercedes, comenta-se, será o carro do tricampeão, que vai levar a mulher de navegadora. A prova é maravilhosa. Pena que não poderei correr, porque na semana anterior estarei fora do país e não tem jeito de emendar mais quatro dias longe de meus 200 empregos. Mas é um reforço danado de bom para o rali, que aos poucos vai-se tornando um clássico para clássicos no Brasil. Na foto abaixo, uma Alpina que andou no ano passado.

 

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FOTO DO DIA

Enviada pelo Remi Rodrigues. Spa Classic, 2012. Conhecem o carro?

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MAIS DO RAID

SÃO PAULO (inesquecível) – Mais do nosso grande Raid da Mantiqueira, com várias fotos e tal, pode ser visto no blog do Mestre Mahar, com sua pena implacável. A foto acima, aliás, é de sua autoria. Comunista histórico, participante ativo da Coluna Prestes, pediu que eu e Jason Vôngoli posássemos ao lado de uma bandeira da DDR que ele, Mahar, carrega sempre em sua mochila de lona veterana de Sierra Maestra.

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P10, P1 E P2

SÃO PAULO (tempo, tempo…) – Eu já tinha feito uma provinha de regularidade anos atrás, mas era trilha, de Troller, e foi bem bacana. Terminamos em quarto, eu e o Ricardo Lopes, meu navegador. Portanto, não dá para dizer que ficamos realmente surpresos, eu, Gerd, Jason Vôngoli e nossa amiga que foi de carona, com o resultado que obtivemos sábado no I Raid da Mantiqueira. Digamos que nos considerávamos favoritos.

E foi legal receber o telegrama do Loeb de noitinha no Hotel Serraverde, sede da prova, em Pouso Alto, nos dando os parabéns — mais uma vez o Carlos André, como anfitrião, passou dos limites de gentileza e da camaradagem.

Mas vamos falar logo da prova. Foram 28 clássicos do porte de Corvettes, Jaguar E-Type, Alfa Romeo, alguns Mercedes, alguns Porsches, um La Salle, Camaro, Mustang, enfim, uma salada completa de carros espetaculares que partiram de São Lourenço para um giro pela Mantiqueira de mais de 200 km num sábado de sol e céu azul de doer os olhos de tão lindo.

Gerdolino, com toda sua tarimba alemã-oriental, nos informou que nunca tinha participado de rali algum. Jason, meu navegador, tinha alguma experiência pilotando, não navegando. Eu, quando vi o livro de bordo cheio de tulipas, pedi um chope.

Saímos cedinho de Pouso Alto até São Lourenço. Abastecemos, 1 pra 50 (os doistempistas sabem do que se trata), e no local da largada optamos pela média de velocidade baixa. Sete o fizeram: nós, o Fusca Itamar vermelho da dupla Sérgio/Ana Maria, o MG de Max/Vitor, o Avallone do Viola, o Mustang de Anthony/Camila, a F100 de André/Selma e o La Salle de Muricy/Fernando.

Suspeito que ninguém estava apostando muito no Gerd. Talvez porque nossos equipamentos fossem um tanto quanto toscos: dois iPhones que serviram de cronômetro (esqueçam GPS, não tinha sinal), ambos com suas baterias acabando, e uma caneta que pedimos emprestada ao Mahar. Não chegou a ser usada. Mais um Marlboro e dois Trident de menta, uma caixa de fósforos, duas velas e duas boinas, além de uma bandeira da DDR e um rolinho de papel higiênico coberto com uma capinha de crochê que minha mãe costurou e que não poderia ser usado por se tratar de objeto de decoração. Com isso, julgamos que seria suficiente partir para um resultado decente.

Foram quase oito horas de raid, passando por Caxambu, Conceição do Rio Verde (onde quase nos casamos com a loirinha do Fusca bordô), Lambari, Carmo de Minas e São Lourenço de volta. Estradas ótimas e lindas, embora a paisagem fique em segundo plano nessas provas, porque a gente só olha para o velocímetro e para o cronômetro. O hodômetro não contou muito como referência porque por alguma razão o quilômetro alemão oriental é um pouco maior que o brasileiro.

O Jason foi um navegador espetacular, e a prova disso é que zeramos 8 dos 20 PCs e em 6 perdemos entre 1 e 3 pontos. Em 14 deles, pois, construímos um resultado mais do que aceitável, apenas 92 pontos perdidos no total (7 nos últimos 9 PCs, um espanto), o que nos deu a décima posição na classificação geral! Entre os que optaram pela média baixa, ficamos em primeiro. E na categoria “Futuros Clássicos”, terminamos em segundo, atrás apenas do Mazda Miata da dupla Claudio/Carlos Alberto, que perdeu 71 pontos. A vitória na geral foi de Emilio/Glicia de Corvette, meros 6 pontos perdidos.

Nos primes de Lambari e São Lourenço, Gerdolino ficou em 18°, mas poderia ser melhor se eu não tivesse feito uma ligeira cagadinha de não abrir a torneirinha da gasolina quando largamos na subida da montanha. Quando parado, todos sabem, torneirinha fechada. Aí largamos e o bichinho foi para o slalom com uma velocidade assustadora. Mas nos últimos três cones o motor apagou e lembrei do diabo da gasolina. Abri, mas ele leva alguns segundos para funcionar de novo. Paciência.

E foi o único problema do carro em 300 km de SP a Pouso Alto, mais 200 km de raid e mais 300 km de volta para casa em três dias. Todo mundo ficou besta com Gerdolino, inclusive Mestre Crispim, que voltou de carona para SP depois de participar, como navegador, no Malzoni pilotado por Jan Balder.

Agora imaginem… Esse Malzoni, que pertence ao Carlos André, foi o carro das Mil Milhas de 1966, que Jan e Emerson Fittipaldi perderam a três voltas do final quando engripou o cilindro do meio. Crispim era o chefe dos mecânicos dos cinco carros da Equipe Brasil, o último suspiro dos carros de fábrica da Vemag nas pistas: três Malzonis e duas carreteiras. É a edição mais célebre das Mil Milhas, vencida por Camillo Christófaro com a Amarela #18. Emerson, Jan, Crispim e Interlagos inteiro choraram pelo Malzoni #7 que ia vencer, mas acabou em terceiro. Crispim e Jan no mesmo carro 46 anos depois… É algo que deixa qualquer um emocionado e, sobretudo, feliz. Aliás, era só ver o sorriso dos dois durante o sábado todo para entender o que é felicidade. E para sacar como é que se deve lidar com o passado: com alegria e carinho, sem essa de ficar se lamentando que o tempo passa, o tempo voa. Deram uma aula, os velhinhos, Jan ao volante, Crispa na planilha, sem nunca ter feito um rali na vida.

Só para registrar, terminaram em 17° porque erraram na entrada de Caxambu, levando a gente junto. Foi onde perdemos mais pontos, mas depois recuperamos. Tem um descarte também e acho que no fim não pesou muito no resultado final.

Eu e o Jason (e nossa amiga) curtimos cada segundo. A parada em Lambari, no cassino desativado, foi especialmente gostosa. Almoçamos lá e ganhei de um blogueiro um pacotinho de água mineral de Cambuquira. Nas pequenas cidades, o povo na rua vendo os carrinhos foi muito legal. A região é linda e a organização foi primorosa, em todos os sentidos. É muito legal colocar antigos para rodar. Nenhum quebrou, o que é incrível. A cumplicidade piloto-navegador também é um grande barato e quando terminou, meu parceiro de Botafogo avisou: vamos fazer outros. Gerdolino é o cara.

Nas fotos lá em cima, tem material da querida e gatíssima Lúcia Simões (perfil dela no Facebook, cheio de fotos do evento, aqui; na página do seu marido Zé Rodrix Octavio, um dos organizadores, também gatíssimo, mais fotos) e uma ou outra que nós batemos pelo caminho com nossos telefones-cronômetros-câmeras, cujas baterias arriaram assim que chegamos de volta a Pouso Alto. Aqui, a cobertura da Fátima e do Fernando Barenco, do Maxicar, com centenas de fotos maravilhosas

E é o seguinte: ano que vem a gente volta para vencer. Desta vez, vamos levar canetas próprias e cronômetros manuais Heuer, muito mais charmosos. Uma prancheta também é bom. No mais, temos equipamentos suficientes.

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