Arquivo da categoria: Classic Cup

FOTOS DO DIA

Duas obras de arte de realismo socialista do Rodrigo Ruiz. As fotos da quinta etapa do Paulista de Classic Cup estão aqui.

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INTERLAGOS, SÁBADO

SÃO PAULO (meio atrasado…) – Fim de semana cheio, esse… Bom, sábado disputamos a quinta etapa da Classic Cup e acho que foi a corrida que mais curti neste ano. Foi a primeira na temporada com a entrada do safety-car na metade da prova, o que muda totalmente a história do negócio. É uma corrida diferente, depois que junta o pelotão. Grande medida, que a gente usava anos atrás e agora voltou.

Choveu de madrugada e fizemos a classificação bem cedo com a pista ensaboada. Meu carro, com blocante, é uma droga no molhado. Temos de ver isso daí, porque ao lado de Senna, Ickx e Fisichella sou considerado um dos quatro melhores pilotos da história na chuva. E só consegui ficar em 22°, penúltimo, um horror. A pole foi do Cirello, para variar, com 2min14s031. Virei assombrosos 2min44s631.

Mas felizmente secou até a hora da largada, e mais três carros se juntaram aos que fizeram a classificação. Ver 26 antiguinhos no grid foi algo que me encheu de alegria. Recuperamos a categoria. Foi o maior grid do fim de semana — tirando Marcas, claro.

Apesar de ser considerado um dos quatro maiores largadores da história, ao lado de Von Trips, Peterson e Rindt, larguei mais ou menos. Normalmente passo entre 10 e 20 carros nas largadas, mas sábado foram dois ou três, no máximo. Só sei que quando chegamos no Lago, o Luque, que correu com o “meu” Corcel Pacman, deu uma espalhada para a direita, abriu-se um bom espaço, apontei proa para a descida do Lago, fiquei na dúvida se deveria colocar lado a lado, mas nem deu tempo de tomar uma decisão. O Luque veio para a esquerda, para fazer o traçado ideal, por dentro, e deu-me uma senhora pancada do lado direito.

Rodamos ambos. Achei que ia morrer e comecei a fazer meu testamento mentalmente. Mas foi tudo muito rápido, e quando estava resolvendo quem iria ficar com o Candango, percebi que não tinha batido em nada e nem morrido. O que eu não podia deixar morrer era o Meianov, porque meu motor de arranque tinha pifado antes de ir para o grid. Se apagasse, nunca mais funcionaria de novo. Vi o Corcel um pouco à frente girando e batendo na proteção de pneus, mas ele também sobreviveu. Consegui manter os 700 cavalos do meu motor Lada funcionando e voltei à corrida soberbamente.

Na primeira parte da prova, passei alguns caras que estavam com carros claramente mais lentos que o meu. Como sabia que ia passar, dei uma valorizada em algumas manobras. Depois disso, virando ali na casa de 2min17s, tranquilinho, não tive muita companhia por umas três ou quatro voltas. Aí juntou todo mundo atrás do safety-car e na relargada consegui passar o Henry, de Escort, e o Cristiano, de Fusca, na freada do S do Senna. Depois me contaram que essa foi considerada uma das quatro maiores ultrapassagens da história, ao lado daquela do Piquet sobre o Senna na Hungria, do Hakkinen sobre o Schumacher em Spa e do De la Rosa sobre o Karthikeyan ontem na Espanha.

Só que meu carro, quando a corrida vai chegando ao fim, começa a sair muito de frente nas curvas de baixa, porque a pressão dos pneus aumenta demais. O Henry e o Cristiano, assim, me passaram de volta. Até tentei chegar, mas estava difícil. Minha sorte foi que o Zé Augusto teve algum piripaque no seu Fusca Laranja Mecânica, ganhei sua posição (ele abandonou depois) e terminei em terceiro na minha categoria. Trofeuzinho na estante. Na geral, um honroso 15° lugar sem tomar nenhuma volta dos líderes. Ganhou o Cirello de Puma Della Barba, como de hábito, com o Puma Verde Malanga do Paulo Sousa em segundo e o Douglas Espeto Alencar de Passat Preto Fosco Tosco em terceiro.

Meu desafeto Rogério Tranjan, da Rosinha-Gaydarji, foi o sétimo na geral e perdeu o pódio em sua categoria por 0s071 para o Edu Harmel, ambos de Passat. Numa situação dessas, ou o piloto demite o chefe de equipe, que não avisou que era a última volta, ou o chefe de equipe demite o piloto, que tirou o pezinho na reta para coçar o dedão. Como os dois dividem a mesma quitinete em Santa Cecília, não aconteceu nem uma coisa, nem outra.

Minha melhor volta foi a última, 2min14s772, quando estava desesperado tentando passar o Fusca do Cristiano. Acima das minhas expectativas, devo dizer. Meianov voltou aos boxes meio prejudicado, com o paralama amassado, mas nada que um bom martelinho não resolva.

Ah, estou precisando de pneus novos. Vou pedir para a Pirelli. Faz tempo que eles não me mandam pneus, desde que passaram a fornecer para a F-1. Tem de ver isso daí.

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AMANHÃ, INTERLAGOS

SÃO PAULO (cama) – Tem corrida da Classic Cup amanhã em Interlagos. É a quinta etapa do campeonato. Entrada franca, distribuição gratuita de abraços e apertos de mão, horário livre para fotos entre 8h e 14h no meu box, que não sei qual é. Classificação às 8h e largada às 13h35.

Acho que teremos 40 carros no grid. Apareçam, canalhas! O Meianov acabou de ser condecorado pelo governo soviético, como se vê aí ao lado. E o Kremlin prometeu mandar umas loiras direto da Ucrânia, porque parece que não querem mais as meninas por lá.

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P11

SÃO PAULO (e o sono, como faz?) – Bem, macacada, já de volta do mais longo dia em Interlagos. O intervalo entre a nossa classificação, 8h30, e a largada, depois das 15h, foi ótimo para ver amigos, ler tudo sobre o Bahrein, bater papo, tirar fotos, ficar com meus moleques, que foram ver a corrida, e tudo mais. Mas cansou.

Acho que hoje fizemos uma de nossas melhores corridas, eu e o Meianov, apesar do resultado pouco expressivo. Éramos 28 no grid e terminei em 11° entre os carros da Classic Cup. Contando a turma da TCMP, fui o 16°. Só sei que andei o bastante para chegar em 11° na geral, considerando todo mundo, e aí sim, com um grid gordo, teria sido um resultado bem legal.

O problema é que no fim eu e o Passat do Castilho, da TCMP, nos tocamos no Bico de Pato (andamos perto boa parte da prova, como mostra a foto acima, do Dyonysyo Pyerotty). Acho que foi uma daquelas cagadas duplas. Tentei passar por dentro, acho que ele não viu, rodei e perdi quatro posições gerais. Como o Passatão teve problemas no fim, era bem provável que eu conseguisse passá-lo também. Na minha categoria, a rodada não afetou nada. Terminei em terceiro. E o mais legal de tudo foi receber o troféu do meu filhote mais novo, que ainda ganhou uma enorme garrafa de champanhe do Zé Augusto, o vencedor na nossa Turismo Light, tornando-se seu fã.

Acho que larguei bem, quase bati no Gran Torino do Adonis, e nas três ou quatro primeiras voltas o Meianov foi valente e passou muita gente. Estava bem bacana, cheguei a andar perto de carros normalmente muito mais velozes em maiores dificuldades. Num determinado momento abri bem do Passat do Castilho e estava tranquilo, mas meu carro começou a sair de frente demais nas duas curvas mais lentas do circuito e fui perdendo tempo até ele me passar, eu tentar o troco e acontecer o toque. A vitória na geral, para variar, foi do Mariano Cirello, de Puma Della Barba, um foguete pilotado de forma impecável.

Interlagos estava agitada nos boxes e, como sempre, deserta nas arquibancadas. Amanhã tem Brasileiro de Marcas e vamos ver como será o público.

A foto abaixo é do Marcos Júnior, do portal Terceiro Tempo. Tem mais aqui.

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P23

SÃO PAULO (não passam, as horas) – Aqui em Interlaken, a classificação de manhã, quando o dia mal havia amanhecido, aconteceu com a pista toda molhada, oleosa, emporcalhada e escorregadia. Resultado: de blocante e tração traseira, Meianov penou. Viramos 2min51s616. Muito ruim. Mariano Cirello, de Puma, fez a pole: 2min23s125.

Teremos 29 no grid. Meianov larga em 23° e vai dar para brigar com o pessoal da TCMP que se juntou a nós e com o Opala do Edu Carreiro. Espero que o asfalto seque. Embora eu seja um dos melhores pilotos do mundo na chuva, ao lado do Alonso, do Schumacher e do Karthikeyan, a configuração do meu automóvel não é muito gentil para pista ensaboada. Se chover bastante, quem sabe. Mas só mais ou menos não dá.

Estreia a ser comemorada hoje: o Gran Torino do Adonis Lykouropaulos, o Greguinho, na V8. O carro é uma lindeza. Está na foto aí embaixo.

Não vou correr na F-Vee. Desta vez o pessoal não conseguiu disponibilizar um carro. Fica para a próxima. Nossa largada é às 15h, ainda dá tempo. É a quarta etapa do Paulista.

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MEIANOV-TOON

SÃO PAULO (rola em camiseta, caneca e pôster?) – O Bruno Mantovani é demais. Autor dos já famosos Pilotoons, fez esse aí do Meianov. E ele avisa: quem quiser algo personalizado, de qualquer carro, qualquer piloto (você que está lendo, por exemplo, no seu carro de rua), é só escrever para pilotoons@pilotoons.com.br.

Aproveitando, como sei que vou esquecer, informo-vos que neste fim de semana de Paulista em Interlagos. Correrei na Classic Cup com o glorioso soviético. Há uma chance de correr também na F-Vee. Mas isso depende de os organizadores terem um carro disponível. Quem sabe. Adoraria. Mas como a categoria anda concorrida, é capaz que não sobre nenhuma baratinha na reta. Veremos.

Como tem Brasileiro de Marcas neste fim de semana, desconfio que o acesso aos boxes não será 100% liberado. Mas no sábado, geralmente, não tem problema. É no sábado que corremos. E por conta dessa prova de Marcas, nossos horários ficaram meio malucos. Na Classic Cup, classificação das 8h30 às 8h55 e largada às 15h. Na F-Vee, classificação das 10h15 às 10h40 e largada às 16h. Será um longuíssimo sábado. Ainda bem que minha equipe tem motorhome com ar-condicionado, TV de plasma, jacuzzi e espelho no teto.

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FOTO DO DIA

Na verdade, é de sábado. Mas que tá linda, tá… Mais no site do Rodrigo Ruiz.

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DE CAMAROTE

SÃO PAULO (foguete) – Largada e primeiras voltas da corrida de sábado da Classic Cup de dentro do Passat do Edu Harmel. O Meianov aparece até os 3min, quando o Harmel me passou. Depois ele acabaria quebrando, infelizmente, numa nuvem de fumaça impressionante. Espero que não tenha detonado o motor. Dia 22 tem mais.

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2’14″063

 

SÃO PAULO (sono monstro) – A boa notícia: o Meianov fez hoje a melhor volta de sua gloriosa história, 2min14s063 com a assombrosa média de 115,710 km/h na classificação. O que me deu o 21° lugar num grid de 23 carros. Ou seja: está meio difícil ser competitivo com essa turma da Classic Cup. Minha meta de virar 2min10s para andar no meio do pelotão já era. Meio do pelotão hoje em dia é 2min06s.

O Cirello, imbatível, fez a pole com 2min00s728 de Puma a ar, do Della Barba, apesar de eu tê-lo atrapalhado numa volta. Acontece. Atrás de mim, no grid, um Opala estreante, de Eduardo Carreiro, e o Puma amarelo do Aroldo Teixeira, que voltou a correr.

Fiz uma largada interessante, e segundo o Lito Cavalcante, que assistiu à corrida, passei em 12° na primeira volta. Não lembro direito, porque não fiquei contando quantos carros estavam na minha frente. E de divertido, mesmo, só o comecinho. Depois, como de costume, os ultrapassados me ultrapassaram. Terminei bem, até, em 14°, uma volta apenas atrás do Cirello. De tarde a pista estava mais lenta. A melhor volta dele foi em 2min03s029.  A minha, 2min16s710. O Maverick do André Carrillo foi o segundo e o Puma verde-malanga do Paulo Sousa, que fez sua primeira prova com esse carro, terminou em terceiro na geral. Na minha categoria, fui o quarto. Mas foi muito chato, a corrida toda sozinho. Puta saco.

Mais legal foi a tentativa de participar da prova da F-Vee. Tentativa, porque quebrou meu motor. Foi assim. O Joca, que vem a ser o Bernie Ecclestone da categoria, chegou no box lá pelas 9h30 e me avisou que tinha um carro sobrando. E não era qualquer um. Era o carro que detinha o recorde de Interlagos para a Vee. Isso até hoje. Mas já falo do recorde.

Me ofereceram a baratinha e topei. Nunca tinha nem sentado no monoposto desse campeonato que entra forte em seu segundo ano, com grids cada vez maiores. Hoje foram 19 — 18, na verdade, porque acabei não largando. O pessoal da TJ foi muito atencioso, os mecânicos liderados pelo Thomas acertaram meus pedais, colocaram uma espuminha no banco, e fui direto para a classificação. Dei uma volta em 2min14s329, rodei na segunda, fiz 2min13s822 na terceira e na quarta começou a falhar e fumaçar, e parei. O motorzinho, infelizmente, estava com vazamento de óleo. Aconteceu alguma coisa que não daria para arrumar até a hora da largada e lá se foi a estreia para o vinagre.

Minha experiência, pois, limitou-se a essas quatro voltas. Largaria em 15° com o tempo que fiz, que não é lá muito signficativo pelo pouco tempo de pista. O Rodrigo Rosset fez a pole com 2min05s444. Este, agora, o novo recorde. Ele ganhou a prova, também.

Mas deu para ficar com vontade de mais. Calculo que se tivesse feito a classificação toda, daria para virar na casa de 2min09s, talvez um pouco menos. Seria o suficiente para largar no bolo e me divertir. Aliás, o Vee é muito isso, mesmo: divertido. Tem um chão ótimo, freia muito (é leve, o que ajuda), perdoa erros, é bem gostoso. Dei azar com o motor quebrado, mas não faz mal. Na próxima etapa, dia 22 deste mês, se pingar na área eu chuto para o gol. A categoria é barata e acessível. E as corridas são deliciosas, com muitas brigas e trocas de posições. Curti muito, apesar da brevidade, e agradeço ao Joca e ao Zullino pela chance. Vamos tentar de novo.

Ah, as fotos acima são do Dyonysyo Pyerotty. E apenas para que fique nos anais, registremos que terminei a corrida da Classic Cup uma posição atrás do falastrão Rogério Tranjan e seu Trovão Anil, que tem pedaleiras de molibdênio e freios de carbono 14.

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SABADÃO DO MEIANOV

SÃO PAULO (como demora…) – Senhoras e senhores, blogueiros e blogueiras, meu carro foi vítima de terrível sabotagem ontem, sábado, na segunda etapa da Classic Cup. Zebras malditas!

Aí está um vídeo do que foi minha corrida. Voltei a usar a câmera on-board, por força de patrocínios. Sabem como é, piloto pagante precisa dar retorno. Preciso comprar outra GoPro dessas, HD e com som bom. Mas por enquanto vamos com a antiguinha.

Notem no início mais uma largada fenomenal do Meianov, graças a uma inata habilidade que tenho de antever o apagar de luzes vermelhas milésimos de segundos antes que todos os outros. É quase um dom mediúnico. Fui caluniado mais uma vez pelo opaco Rogério Tranjan de ter queimado a largada, algo que meu advogado Paulinho Bebê certamente percebeu e tomará as devidas providências.

Como sempre, as duas primeiras voltas foram divertidas graças à largada, e depois entrei numa briga de foice no escuro com o Mauro do Karmann-Ghia branco, o segundo carro mais bonito da categoria. Nosso grid estava magro, mas como conseguimos redução nas inscrições, deveremos ter mais de 20 largando na próxima etapa.

O Nenê Finotti largou na pole com o Corcel Pac Man que eu acertei em Londrina há três anos e meio. Ganharia a corrida não fosse um problema no trambulador no final. Assim, quem venceu na geral foi Adriano Xupisco Lubisol, do Chevette branco que aparece imediatamente na minha frente na largada — o que prova que eu poderia ter lutado pela vitória, não fosse a sabotagem relatada no início. Aqui tem um monte de fotos da corrida de hoje feitas pelo nosso lambe-lambe predileto, Rodrigo Ruiz. Uma delas mostra o Meianov passando em sexto no S do Senna. Eu estava em 12° no grid. Um espanto.

No vídeo aí em cima, na parte final, vocês verão o que aconteceu. A bandeja da suspensão dianteira direita quebrou na reta quando eu estava a 233 km/h segundo a telemetria. O volante deu uma chicotada que poderia arrancar meus dois braços. Felizmente não bati em nada. Acho que abri uma fenda no asfalto, porém. Minha equipe divulgou release dizendo que a quebra se deu “porque o piloto atacou as zebras de forma pouco usual”. Tendo a concordar. Na verdade, do jeito que ando guiando, não sei como não quebrou antes.

No fim das contas ainda fiquei com o segundo lugar na minha categoria. Não sei que tempos de volta virei. A pista estava muito oleosa. Sei que esse carro dá trabalho. Para dirigir e para consertar.

 

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INTERLAGOS, AMANHÃ

SÃO PAULO (chove, please) – Semana agitada, nem deu tempo de avisar. Mas sempre é tempo. Amanhã vamos para a segunda etapa da Classic Cup em Interlagos. Nossa classificação é às 8h e a largada, às 12h30. Entrada gratuita e tal. Pode ir nos boxes, ver os carros de perto, se divertir à beça. Aqui tem um aperitivo: câmera no parachoque do Chevette de nosso presidente André Mello nos treinos de hoje. Legal pacas.

Meianov promete ultrapassar o risível Trovão Azul na volta de apresentação e na largada.

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SÓ, SOMENTE SÓ

SÃO PAULO (cagaram tudo) – No final de 2007, alinhamos 41 carros na última etapa da então Superclassic. Sucesso total e absoluto. Aí o Professor Carpinelli, que eu adoro, mas que faz várias cagadas, extinguiu a categoria. No briefing. Diante de quase meia centena de pilotos de pau duríssimo pelo lindo grid que conseguimos formar, transformando a Superclassic na maior categoria do Campeonato Paulista.

Mas o Carpinelli, nunca entendi como teve coragem, disse que a FASP faria um novo regulamento, mudaria o nome do campeonato e assumiria tudo. A gente tinha uma associação de pilotos que estava cuidando das coisas. E que ganhava força. O povo do automobilismo, federação e clubes, não gosta de associação nenhuma que tenha força. Eles preferem sabotar o próprio esporte.

De 2008 para cá, nossa categoria só diminuiu. Sem poder de negociação por conta da extinção da Superclassic e da nossa associação, ficamos na mão de uma comissão de antigomobilismo que não fez picas e nem existe mais. Nesse ínterim, foram criadas três categorias “low cost” e “high laps” que, aos poucos, corroeram a Classic Cup. Roubaram nossos carros e pilotos. Surgiu a CCC, que tem tempo de volta mínimo de 2min20s, mas paga apenas 500 mangos de inscrição. O mesmo com a F-Vee, que vem crescendo com seus lindos formulinhas, mas que tem como público-alvo o mesmo que o nosso, pagando igualmente 500 paus para correr. E agora a TCMP, para carros 1.6 dos anos 80, com enorme potencial de crescimento, pagando também 500 dinheiros.

Hoje, na abertura do Paulista, pagamos, nós da Classic Cup, 1.020 reais de inscrição. Eram 790 ano passado. Aumento de 29%. O grid tinha 12 carros. Mataram a categoria. A criação de campeonatos semelhantes nos quais se corre por metade do preço num nível de performance mais baixo fodeu com a gente. Nosso campeonato, a partir do qual nasceram os outros (porque foi com a gente, lá em 2003, que começaram a surgir pilotos dispostos a correr de carros clássicos), foi assassinado pelos filhotes. E pela FASP, e pelos clubes.

Hoje foi tão patético que teve pódio com um piloto só. Isso não existe. Agora, ou os clubes igualam nossas inscrições às deles, ou o campeonato acaba. Mas o melhor mesmo seria a federação, que nunca faz nada, fazer alguma coisa. Como unificar os grids das três categorias (Classic Cup, CCC e TCMP), deixando cada uma correr com seu próprio regulamento, mas largando todo mundo junto. Do jeito que está, temos três categorias de merda. Se juntarmos as três, talvez tenhamos algo minimamente aceitável, que se pareça com um grid de carros clássicos.

No que diz respeito à corrida de hoje, a foto do Dyonysyo Pyerotty diz tudo. Solidão absoluta, um saco. Nem sei em que lugar cheguei. Ganhei um troféu ridículo por ter sido segundo na minha nova divisão, que tinha dois carros.

Sábado de merda, em resumo. Se as coisas continuarem assim, o Meianov se junta ao #96 no museu do Trevisan. E para quem não lembra, o grid da última etapa de 2007 foi esse aí embaixo. Atrás do #96 tinha ainda mais umas quatro filas. Será que essa gente não tem remorso?

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ESQUECI…

SÃO PAULO (cadê a chuva que estava aqui?) – …de avisar que hoje tem corrida da Classic Cup, né? Mas ainda dá tempo. A largada é só às 13h. É a primeira etapa da temporada 2012, que será magrinha por causa das reformas previstas em Interlagos. Mudaram as categorias e agora fazemos parte, eu e o bravo Meianov, da TL, Turismo Light. As outras são TS (Turismo Super), GTL e GTS (Gran Turismo Light e Super, por supuesto). O que é “light” vai até 1.600 cc; o que é “super”, até 2.000 cc.

É de graça para assistir, mas parece que paga estacionamento dentro do autódromo. E me voy, senão chegou atrasado para a classificação. Vejo-vos lá.

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FOTO DO ANO

Esse clique do Rodrigo Ruiz ficou espetacular. Largada da corrida de sábado da Classic Cup. Tinha espaço? Mais fotos aqui.

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INOCENTE, ACHO

SÃO PAULO (putz) – O Mariano Cirello acaba de me mandar o vídeo da largada de domingo, a batida no Fábio Steinbruch, o acidente que poderia ter sido bem pior.

Como se vê de dentro do carro do Cirello (aliás, que câmbio, puta merda!), não fui o único a largar com o semáforo apagado (as luzes vermelhas só foram acender bem depois que o safety-car foi para os boxes, pouco antes da merda federal). Vários pilotos aceleraram quando o safety-car saiu da frente do pelotão de repente, sem que luz alguma estivesse acesa no semáforo que é usado para orientar nossa largada. Notem, por exemplo, o Puma branco #27 do Júnior no canto direito do vídeo. E o Chevette #8 do Adriano Lubisco, também. Ambos vêm de cano cheio lá de trás, porque viram que o Subaru prata da direção de prova saiu da frente do pelotão, e não havia luz vermelha nenhuma.

Alguns, porém, tiraram o pé, como o Marcelo Chamma, do Puma laranja, e o Renato Faerman, do Passat #63 que estava na minha frente. Foi na hora em que, inexplicavelmente, as luzes vermelhas se acenderam, com todo mundo já acelerando. Eu desviei porque estava em aceleração plena e ali não conseguiria parar, porque o Faerman praticamente brecou o carro. Seria como bater, sei lá, a 90 km/h numa parede.

Consegui puxar para a direita para evitar a porrada monumental, que poderia até explodir o carro dele — o tanque, cheio de álcool na largada, fica na parte traseira do carro. Mas o Fábio, um pouco à frente com o Dodginho branco, estava justamente fazendo o mesmo que eu: com o pé no fundo, teve de desviar de um Passat que também tirou o pé repentinamente, acho que do Carlos Estites. Ele puxou para a esquerda para não bater no Carlão. Eu, para a direita. No meio do caminho, nos tocamos.

Foi meio assustador, vendo agora. Na hora, não senti nada. Nem medo, nem pavor, susto, nada. Fiz o que tinha de fazer, evitei bater num carro parado e, quando rodei, torci para não me arrebentar no muro. Como não me arrebentei e o carro funcionou, voltei para a pista.

Corridas são assim, acho.Essas imagens reduzem um pouco meu sentimento de culpa. Espero que o Steinbruch veja o vídeo e me perdoe mais uma vez.

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P8

SÃO PAULO (tenso) – Talvez tenha sido minha melhor posição na classificação geral de uma corrida, descontando as de 2008 que fiz em Londrina com o Corcel Pac Man. Mas com meus carrinhos exóticos, acho que nunca tinha terminado em oitavo na geral.

OK, no fim das contas, apenas 13 largaram, muita gente que tem carros melhores (e pilotos idem) não participou. E esse grid enxuto tem um pouco de minha culpa. Acho que fui um dos responsáveis pelo acidente na primeira largada, que acabou tirando o Fábio Steinbruch da última etapa do Paulista/2011 da Classic Cup.

Tenho uma ótima desculpa, mas como defendo a tese de que quase sempre um acidente em corrida pode ser evitado, assumo minha parcela de responsabilidade e caso o Fábio leia isso aqui, espero que me perdoe.

Ocorre que a direção de prova fez uma cagada fenomenal na primeira largada. Nós largamos com os carros em movimento e, basicamente, funciona assim: volta de apresentação com safety-car na ponta, no Café ele diminui, as luzes vermelhas ficam acesas lá na frente, no meio da reta, o safety-car se retira, e quando as luzes se apagam, largamos.

Mas hoje (ontem, já…) não foi assim. Quando apontamos no Café, não havia luz nenhuma acesa. Esqueceram das luzes vermelhas, que orientam nossa largada. E o maledeto do safety-car demorou uma eternidade para sair da frente do grid, fazendo-o bruscamente na entrada dos boxes. Quando saiu, continuávamos sem luzes. Os pilotos da frente aceleraram, hesitantes, e eu fiz o mesmo. Aí apareceram as luzes vermelhas, as pessoas começaram a frear, eu vinha de cano cheio, desviei de um Passat para não encher a traseira do cara e nessa guinada para a direita, procurando um espaço para não bater em ninguém e não ser atingido pelos que vinham atrás, acabei tocando na traseira do Dodginho do Fábio, que rodou e bateu forte no muro pelo lado de dentro. Creio que ele também vinha acelerando.

Pelo menos é o que depreendi desse acidente ao ver um vídeo rapidamente no autódromo. Meu carro também rodou 180 graus e bateu de traseira no muro. O Cirello, que largou no fundo do pelotão, conseguiu frear e não bateu em mim. Meu carro voltou a funcionar, voltei para a pista, bandeira vermelha, nova largada pouco depois e foi isso a corrida.

Para mim, meio abalado com o acidente (apesar de ficar me desculpando para mim mesmo pela cagada das luzes, que não se repetiu na segunda largada — nesta, ao apontar no Café, vi claramente o semáforo aceso, lá de longe), a prova foi razoavelmente divertida nas primeiras voltas. Passei em quinto no S do Senna, depois fui sendo ultrapassado pelos mais rápidos de sempre e tive um bom duelo com o José Azevedo, segurando o Fusca dele por umas boas três ou quatro voltas, até errar uma marcha na freada do Lago (entrou quinta, em vez de terceira), perder a posição e só recuperá-la no fim, porque ele quebrou.

Não me orgulho nem um pouco de minha tentativa de ganhar posições para aproveitar eventuais vacilos dos ponteiros naquela largada toda cagada, porque no fim isso resultou numa batida de um colega e é algo que me entristece muito. Felizmente o Fábio não se machucou. Mas, de novo, peço desculpas. Minha chateação impediu, inclusive, que eu curtisse mais a presença da minha grande turma de amigos do Canindé, chefiada pela presidenta Michelle Abílio (e o Paulo, a Ju, a Bel, o Alexandre e sua namorada, o Higino e mais um monte de gente), que foi a Interlagos ver a corrida. Espero que tenham gostado, apesar da minha gabolice.

O resultado da prova está aqui. Acho que minha melhor volta foi em 2min15s e alguma coisa. Não peguei a papeleta. Agora, não sei quando tem corrida de novo. O calendário de 2012 está meio confuso. Quando souber, aviso aqui.

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2’14″421

SÃO PAULO (aos poucos vai) – A blogaiada que me desculpe, mas as férias acabaram na rádia e na TV, já estou no ar, o dia está cheio, teve corrida de manhã, esqueci meus óculos (nunca achei que iria, mesmo, precisar de óculos para escrever, saco), chove pra cacete e terei pouco tempo para o blog hoje.

Mas informo que na nona etapa do Paulista (é rodada dupla), o valoroso Meianov largou direitinho, andou algum tempo atrás de um Passat cujo motor não sei qual é, cravou a melhor volta de sua vida em 2min14s421 (média de 115,402 km/h), mas não terminou bem a corrida. Uma vibração nos carburadores acabou soltando o coletor, tive de ir aos boxes, perdi três voltas parado, a equipe arrumou (incrível, foi encostar o carro e o Nenê e o Magrão nem me perguntaram o que era, foram direto lá e consertaram; e eu sabia o que era!), cheguei em 14° entre os 16 que largaram, último na minha categoria, que tem seis carros e é a mais numerosa de todas.

Ou seja, necas de troféu, e amanhã acho que necas de novo, porque a turma que anda na minha divisão, a D2C (não sei bem o que é, acho que motores 1.6 e carros mais ou menos originais), é bem rápida. Tem os Pumas com motores a ar, dois do Della Barba, velocíssimos, e alguns Passats. Contra eles, o Meianov sofre.

Em todo caso, fiquei feliz com a volta na casa de 2min14s, quando tentava buscar o Passat do estreante Silnei Kravaski, que me deu uma linda cravada no S do Senna. Depois, se pingarem no meu e-mail, coloco fotos.

Como se vê, o Dyonysyo Pyerotty já mandou a primeira…

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EL GRAN LARGADOR

SÃO PAULO (um raio) – No vídeo do Alexandre Chaud, não sei se na primeira ou na segunda corrida de Londrina (eu deveria lembrar, porque não cortei a chicane nas duas…), mais uma demonstração de habilidade, astúcia, ousadia, coragem, atrevimento, velocidade, controle, frieza e perspicácia do Meianov.

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AULINHA

SÃO PAULO (semana cheia) – Doze minutinhos com o Meianov sendo caçado implacavelmente pelo Passat do Mário Bove sábado em Londrina. E a melhor largada do mundo de camarote… Notem pela janelinha que mostra as luzes vermelhas se acendendo e apagando que o Ladinha sai até um pouquinho atrasado.

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FOTOS, FOTOS, FOTOS!

SÃO PAULO (quando é a próxima?) – O Rodrigo Ruiz e o Tarso Marques (que não é aquele) já colocaram todas as fotos da nossa aventura em Londrina no fim de semana. Para saber tudo que aconteceu nos três dias, é só clicar aqui e ver os quatro álbuns (sexta, sábado, domingo e bastidores). Para variar, trabalho de primeiríssima da dupla. Escolhi uma foto a esmo, só para ilustrar a nota.

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