Arquivo da categoria: Automobilismo brasileiro

A MECENAS

SÃO PAULO (que se expliquem) – A Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava, grande mecenas do automobilismo chique do Brasil nos últimos anos, foi alvo hoje de uma devassa fiscal, suspeita de sonegar R$ 600 milhões em impostos entre 2006 e 2011. Atrás de documentos, cerca de 80 agentes invadiram a fábrica da cerveja Crystal, outra marca do grupo, na cidade de Boituva, interior de São Paulo.

A empresa diz que não cometeu irregularidades. A operação que investiga a Petrópolis foi batizada de “Czar”.

Neste ano, a marca Itaipava deixou de ser patrocinadora oficial da GTBR, categoria que acabou sendo desmembrada. Mas patrocinou a etapa brasileira da Indy e segue apoiando vários pilotos, como Luciano Burti, na Stock Car.

 

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FOTO DO DIA

No clique de Humberto da Silva, a chegada da F-Vee sábado em Interlagos. Tem um vídeo aqui. Rodrigo Rosset, Fernando Monis e Gláucio Doreto travaram uma grande disputa pela liderança e chegaram praticamente juntos na bandeirada. O grid teve 20 carros.

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DIRETO DO SUL

SÃO PAULO (lindos, os quadradinhos) – Recebo e-mail do impagável Paulo McCoy Lava, guardião da história do automobilismo gaúcho (e da Ford no Brasil).

Estou trabalhando em (mais um!) livro e encontrei, em meu arquivo, uma foto do Escort #27 da dupla José Roque Bresolin-Antônio Gilberto Ody, sendo que este último, junto do Alan Magalhães e de Victor Steyer, coordenava, aqui no Rio Grande do Sul, o saudoso Campeonato Regional de Turismo. Mas, o motivo da foto: após seus tópicos sobre o Gilles e a Ferrari #27, pensei em repassar a imagem, já que a dupla homenageava o canadense (carro vermelho, numeral 27… e até um patrocinador ‘oriundi’, no caso, a Fila).

Esses carros, no RS, será que estão guardados em algum canto? E vocês aí do Sul, o que lembram desses anos loucos?

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GENTE GENTIL

SÃO PAULO (eu, hein?) – Lontras, Catarinense da Terra. Uma paulada que vara o carro e, aparentemente, um tiro na frente. É um tiro? Uma tentativa de assassinato? É isso? Quem pode nos explicar melhor? Onde vamos chegar? O que está faltando para nos aceitarmos oficialmente como cretinos irrecuperáveis?

Se a CBA não tomar nenhuma atitude, é melhor fechar as portas de vez.

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PROGRAMA DE INDY (3)

Ã-NHÂN’BEE – Não tem nada a ver com a Indy, mas foi aqui que apareceu, e merece o registro. Lembram do jeans Pool? Patrocinou até o Senna no início de carreira. Pois a marca voltou e o dono, que é o mesmo da época, escolheu uma equipe da Top Series para patrocinar. Essa Top Series é resultado do racha da GTBR, originalmente GT3. Dela saíram duas categorias, uma GT, que será tocada pelo Antonio Hermann, e essa outra que estreou aqui, que terá apenas provas de endurance. A de hoje, a propósito, foi só de exibição porque só havia duas horas disponíveis para a corrida, e o campeonato fala em provas de três horas de duração. Venceram os Negrões, Xandy e Xandinho, de Lamborghini.

Mas eu falava dos jeans Pool, e o carro que relança a marca é essa Merça aí embaixo, que será pilotada por Paulo Bonifácio e Sérgio Jimenez. Será. O carro teve algum piripaque depois dos treinos e acabou não indo para a pista. Mas a pintura ficou bonita.

A Pool era uma marca boa de propaganda. Assistiram ao vídeo lá em cima? A gatinha paga até uns peitinhos, o que nos anos 80 era um negócio de deixar arrepiados os pentelhos das senhoras de Santana, então expressão maior da defesa da moralidade brasileira. Devem ter entrado com alguma ação no Ministério Público e enviado uma carta ao papa, na época.

 

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OUTRA PANCA

SÃO PAULO (vai dar merda) – Mais um acidente no Paulista de Marcas, visto de camarote no finalzinho do vídeo. Ninguém se machucou, mas parece que os dois pilotos discutiram nos boxes depois da corrida. Essa categoria, com grids lindos, mais de 40 carros, está seguindo por um caminho muito perigoso. Ou a FASP toma as rédeas (punindo, orientando), ou alguém vai acabar se arrebentando. E o campeonato some. Neste blog, do piloto Claudio Roscoe, o pessoal tem conversado bastante sobre o assunto.

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TEM DE GOSTAR MUITO

SÃO PAULO (pau neles, claro) – O e-mail que recebi do Luiz “Guima” Guimarães ontem mostra como é a vida de quem gosta de automobilismo em São Paulo. E explica por que as arquibancadas de Interlagos vivem desertas no Campeonato Paulista. Segue:

Flavio, boa noite.

Estive sábado em Interlagos, com meu filho, minha nora e minhas netas. Sou o “talvez pai” da frase abaixo, extraída do comentário de Bernardo Costa (19:47) no seu post “P 11”. “Havia um homem que levou a família, mulher e duas filhas, e foi o maior responsável pelo aumento do público. Depois chegou um senhor amigo dele, talvez o pai.”

O passeio teve dois momentos distintos: as corridas e a revolta. Quanto às corridas, tudo de acordo com a expectativa. Assistimos à Força Livre (grid decepcionante, 10 carros!), à Classic Cup (belo grid, belo desempenho do Meiano e do Puma vencedor, depois de bela disputa com o Maveco). As netinhas adoraram tudo e gostaram muito do Meianov. Na sequência, assistimos à Formula Vee e à tomada de tempos do Brasileiro de Marcas – belos carros de verdade (ao invés dos chassis tubulares e bolhas da Stock), pena que não usam os motores correspondentes às marcas…

Quanto à revolta: frequento Interlagos desde a década de 50, como aficionado. Entre 1989 e 1993, fui “paitrocinador” de meu filho, nas categorias Speed 1600, Turismo “N”, Turismo “A” e Força Livre até 1.600. Na época, as arquibancadas não ficavam lotadas, mas também não eram desertos de concreto.

A revolta começou quando um segurança nos impediu (gentilmente, é bom ressaltar) de estacionar de ré (porta-malas aberto, se chovesse as crianças teriam um abrigo) na área fronteiriça ao portão 2, altura da faixa de entrada dos boxes. Motivo? “Não é permitido, senhor”. Suponho que estaríamos perturbando o enorme público presente. Ok, vamos estacionar na área das quadras, à esquerda do portão 7. Afinal, estamos aqui para nos divertir e não nos aborrecer por um detalhe tão pequeno. Mas chegou uma hora que as meninas pediram para “fazer xixi”. Sem problemas, basta ir ao banheiro, certo? Errado! O banheiro existente estava fechado a cadeado. Nisso chega outro segurança, de moto. Pergunto se ele tem a chave ou sabe quem tem. “Não, senhor, banheiro, só nos boxes”. Ou seja, o público, que era de 19 pessoas, se fosse de 190 ou 1.900, que se vire. Por sorte, meu filho, macaco velho de Interlagos, levava no porta-malas um peniquinho de quando elas eram menores. Colocamos o tal peniquinho atrás do prédio do banheiro. É um lixo só.

Desculpe-me pela extensão deste e-mail, mas esses fatos, aliados aos demais já conhecidos — falta de promoção, interesse único dos clubes em faturar com inscrições e carteirinhas, total descaso dos administradores do autódromo com sua conservação (só realizada por ocasião da F-1, assim como a “maquiagem” do entorno do autódromo e das vias que a ele levam) etc, etc — servem para afastar cada vez mais os admiradores do verdadeiro automobilismo. Como dificilmente algo será feito para reverter a atual situação, só nos resta “botar a boca no trombone” através dos meios que dispomos. Seu blog é um deles.

Forte abraço e, mais uma vez parabéns pela sua tocada de ontem com o Meianov. P11 merecida.

Luiz Guimarães

O Fabiano, filho do Guima, conta mais um pouquinho com outras fotos aqui. Nem é preciso me estender demais. Apenas acrescento que as coisas pioram quando temos, agregadas ao Paulista, provas de categorias nacionais, como o Brasileiro de Marcas. Elas restringem o acesso aos boxes e paddock, onde o parco público tem alguma estrutura e diversão, onde há alguma vida, sem oferecer, do lado de lá da pista, nas arquibancadas, o mínimo necessário para que se possa assistir a um treino ou corrida. É como se o público de arquibancada atrapalhasse. O automobilismo paulista faz questão de ser secreto.

Não vejo luz no fim desse túnel.

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DEODORO, A FARSA

SÃO PAULO (corto o…) – Vou resumir. Quando resolveram detonar Jacarepaguá para fazer um velódromo onde seriam gravadas cenas de uma novela, uma piscina que não servirá para a Olimpíada e um ginásio que virou casa de shows com nome de banco, a CBA não fez muita coisa. Mas quando percebeu que iriam arregaçar de vez o autódromo, o presidente da entidade na época conseguiu na Justiça uma garantia de que a pista só seria desativada quandou houvesse outra no Rio.

Isso foi antes do Pan do Rio, realizado em 2007. Então inventaram que seria feito um novo autódromo em Deodoro, mas é claro que não fizeram nada e Jacarepaguá foi sendo empurrado com a barriga, mutilado, todo estropiado. Aí inventaram que a área do autódromo seria transformada num parque olímpico ou coisa que o valha. Isso visando os Jogos de 2016, no Rio. Mas as obras não podem começar, e o circuito não pode morrer de vez, por conta da decisão judicial de antes do Pan. Para que seja respeitada a decisão, é preciso que alguma coisa seja iniciada em Deodoro, nem que seja uma planta, a aprovação de um projeto, essas coisas que depois não saem do papel.

Mas o Conselho Municipal de Meio-Ambiente do Rio votou uma deliberação que veta a construção de um autódromo em Deodoro, por ser uma área de preservação e tal. Na prática, é claro, estão empurrando Deodoro com a barriga, também. O prefeito disse que vai desrespeitar a recomendação. É claro que sua intenção não é propriamente construir uma pista em Deodoro porque ama as corridas e está indignado com os entraves ao seu sonho, mas sim liberar de vez a destruição de Jacarepaguá, porque está ficando em cima da hora. Ele precisa aprovar alguma coisa onde esteja escrito “Projeto para Autódromo de Deodoro”, que será a senha para que tratores e escavadeiras invadam Jacarepaguá para arrebentar o que resta. Aí, se um novo autódromo será mesmo construído, é outro papo. Que fique para o próximo prefeito, que vai dizer que não tem grana, que não conseguiu licença ambiental, e bye-bye, automobilismo no Rio.

É o que vai acontecer.

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MEIANOV-TOON

SÃO PAULO (rola em camiseta, caneca e pôster?) – O Bruno Mantovani é demais. Autor dos já famosos Pilotoons, fez esse aí do Meianov. E ele avisa: quem quiser algo personalizado, de qualquer carro, qualquer piloto (você que está lendo, por exemplo, no seu carro de rua), é só escrever para pilotoons@pilotoons.com.br.

Aproveitando, como sei que vou esquecer, informo-vos que neste fim de semana de Paulista em Interlagos. Correrei na Classic Cup com o glorioso soviético. Há uma chance de correr também na F-Vee. Mas isso depende de os organizadores terem um carro disponível. Quem sabe. Adoraria. Mas como a categoria anda concorrida, é capaz que não sobre nenhuma baratinha na reta. Veremos.

Como tem Brasileiro de Marcas neste fim de semana, desconfio que o acesso aos boxes não será 100% liberado. Mas no sábado, geralmente, não tem problema. É no sábado que corremos. E por conta dessa prova de Marcas, nossos horários ficaram meio malucos. Na Classic Cup, classificação das 8h30 às 8h55 e largada às 15h. Na F-Vee, classificação das 10h15 às 10h40 e largada às 16h. Será um longuíssimo sábado. Ainda bem que minha equipe tem motorhome com ar-condicionado, TV de plasma, jacuzzi e espelho no teto.

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ACABOU

SÃO PAULO (tá difícil) – Com apenas duas temporadas disputadas e grids com média de dez carros por etapa, a F-Futuro acabou. Os organizadores do campeonato, que têm à frente Felipe Massa, anunciaram a extinção da categoria hoje.

É uma baita derrota, em todos os sentidos. Era a única categoria-escola do país, mas na prática nunca funcionou como tal, tão modesta foi a adesão dos pilotos. Derrota do automobilismo brasileiro, que se voltou totalmente para corridas de bolhas e supercarros, sem preocupação com a formação de pilotos. Derrota da CBA, que assiste a tudo passivamente. Derrota da família Massa, que talvez tenha superestimado a capacidade do kart de produzir gente interessada em correr de monopostos, e que talvez tenha criado uma categoria ainda cara para os padrões nacionais.

Derrota geral, porque o Brasil simplesmente não tem mais pilotos para as categorias de ponta do automobilismo mundial. Não que algum fosse sair da F-Futuro, que nunca emplacou. Mas eles precisam sair de algum canto. E não há mais canto algum.

Segundo os organizadores, o campeonato de Linea, agora Copa Fiat, continuará existindo. A abertura será em junho em Londrina. O que será feito dos carros da F-Futuro, não tenho a menor ideia.

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2002-2012

SÃO PAULO (não é que deu saudade?) – Me desculpe quem mandou o vídeo, deixei aberto no computador para ver no fim do dia e não sei se veio por e-mail, Twitter ou pingou em algum comentário aí embaixo. Mas isso não tem tanta importância, se aparecer o brother que mandou, identifique-se!

São três vídeos, na verdade, e no total dá meia hora de um programa especial sobre a corrida de rua em Vitória na primeira temporada da F-Renault e da Copa Clio no Brasil. Eu comentei essa prova pela TV Bandeirantes, com narração de Luciano do Valle. Fiz quase toda a temporada, exceto as provas que batiam com a F-1.

Essa prova de rua foi um sucesso tremendo, com mais de 70 mil pessoas ao longo da pista. Teve muita pancada, também. Mas ninguém se machucou seriamente, que me lembre.

Os dois últimos vídeos são os melhores, com as corridas da Clio e da F-Renault. E é muito interessante dar uma passada de olhos na lista de pilotos que disputou aquela primeira temporada do Renault Speed Show, como se chamava a bagaça. O campeão foi Sergio Jimenez, que ficou com o título somando 144 pontos, contra 137 do vice Lucas di Grassi. Mas Jimenez não chegou a ganhar nenhuma corrida. Foram dez etapas, e duas em pistas de rua — a outra, em Florianópolis. Oito pilotos venceram provas. Lucas e Marcos Gomes foram os que ganharam duas vezes. Os demais: Igor Ciampi, André Prioste, Patrick Rocha, Lucas Schowambach (era um drama, para o Luciano, falar esse nome…), Allam Khodair e Renato Jader David.

Tinha gente boa naquele campeonato. Além dos citados, Gustavo Sondermann, Diego Freitas, Alan Hellmeister, Nelsinho Piquet (fez apenas uma prova, em Brasília, e ficou em terceiro), Daniel Serra, Fernando Rees, Julio Campos, Gustavo Foizer… Enfim, dos 28 que largaram em pelo menos uma etapa, dois chegaram à F-1: Nelsinho e Di Grassi. Não dá para reclamar. Se uma categoria de base consegue levar um ou dois pilotos à F-1 a cada três ou quatro anos, cumpre seu papel.

Na Clio, o campeão foi Luiz Carreira Jr., 10 pontos na frente de André Bragantini. Os grids eram fartos e os eventos, muito bem organizados. Com público. Tirando uma corrida ou outra (a primeira de Londrina, por exemplo, aconteceu no dia da final da Copa de 2002, entre Brasil e Alemanha), normalmente as arquibancadas estavam cheias, sem que fosse necessário distribuir milhares de convites a patrocinadores.

E querem saber? Foi a última coisa boa que se fez no automobilismo brasileiro, no conjunto da obra. Uma ótima categoria-escola de monopostos, atualizada com o que se tinha na Europa, e um belo campeonato de Turismo com carros de verdade populares, que as pessoas podiam comprar.

De lá para cá, corrida no Brasil virou evento corporativo, com carros caríssimos, zero de formação e eventos voltados para quem tem muito para gastar e pouco interesse no automobilismo como esporte. É hobby de gente rica e ótimo lugar para, hum, para dar um upgrade nas despesas das firmas, sabe como é? E do lado de fora, entre empadinhas e uisquinhos, faz-se um marketing de relacionamento aqui, calcula-se o valor agregado ali, bate-se um papinho sobre o share, a segmentação, o portfólio, trading, key account, planejamento diferenciado, migração de valor, essas coisas da Vila Olímpia.

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MEGAPANCA

SÃO PAULO (cacilda) – Um acidente muito perigoso aconteceu na largada da prova do Paulista de Marcas neste fim de semana em Interlagos. Há muitos outros vídeos postados neste blog aqui. É o caso de apurar responsabilidades, é o caso de avaliar o atendimento médico e resgate e é o caso, sobretudo, de se conversar com os pilotos. A categoria é legal, os grids são enormes, mas o que há de relatos de pilotos malucos, desleais e despreparados é algo que preocupa demais.

Gente que corre de carro precisa compreender que esse negócio é perigoso, machuca e mata. Um dos pilotos quase ficou aleijado, me contaram. Felizmente se salvou. Outro quebrou a clavícula. Desse jeito não tem graça nenhuma.

E é claro que essas merdas não são privilégio do Brasil. Abaixo, vídeo que o Denisson Gervásio me mandou de uma prova da Copa Clio inglesa, em Brands Hatch. Grid grande, se os pilotos não forem civilizados, dá nisso. As imagens do acidente na Inglaterra são boas também para se comparar o atendimento aqui e lá. Me parece que um dos envolvidos foi o irmão do Hamilton.

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MIOU

SÃO PAULO (não diga…) – A tal de Sprint Race, mais uma dessas categorias criadas a partir do espólio de campeonatos extintos (no caso desse, nem extinto foi; ele nunca começou), subiu no telhado. A primeira etapa tinha sido adiada, por falta de pilotos e alguns problemas técnicos. Era para começar neste fim de semana em Interlagos. Vi alguns carros andando ontem, carrocerias e chassis daqueles antigos Super Clio (ou seriam Super Mégane?) e motor Renault (embora a Renault, evidentemente, não permita o uso de seu nome ou marca nem nas bolhas, nem nos motores; vejam que no site há a especificação técnica dos motores, mas não sua marca).

A prova foi cancelada de novo, mas agora não sei por quê. A família Marques, de Curitiba (do Tarso, seu irmão e tal) criou esse campeonato. Que provavelmente será extinto sem começar, como aquele outro. O que é uma pena.

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2’14″063

 

SÃO PAULO (sono monstro) – A boa notícia: o Meianov fez hoje a melhor volta de sua gloriosa história, 2min14s063 com a assombrosa média de 115,710 km/h na classificação. O que me deu o 21° lugar num grid de 23 carros. Ou seja: está meio difícil ser competitivo com essa turma da Classic Cup. Minha meta de virar 2min10s para andar no meio do pelotão já era. Meio do pelotão hoje em dia é 2min06s.

O Cirello, imbatível, fez a pole com 2min00s728 de Puma a ar, do Della Barba, apesar de eu tê-lo atrapalhado numa volta. Acontece. Atrás de mim, no grid, um Opala estreante, de Eduardo Carreiro, e o Puma amarelo do Aroldo Teixeira, que voltou a correr.

Fiz uma largada interessante, e segundo o Lito Cavalcante, que assistiu à corrida, passei em 12° na primeira volta. Não lembro direito, porque não fiquei contando quantos carros estavam na minha frente. E de divertido, mesmo, só o comecinho. Depois, como de costume, os ultrapassados me ultrapassaram. Terminei bem, até, em 14°, uma volta apenas atrás do Cirello. De tarde a pista estava mais lenta. A melhor volta dele foi em 2min03s029.  A minha, 2min16s710. O Maverick do André Carrillo foi o segundo e o Puma verde-malanga do Paulo Sousa, que fez sua primeira prova com esse carro, terminou em terceiro na geral. Na minha categoria, fui o quarto. Mas foi muito chato, a corrida toda sozinho. Puta saco.

Mais legal foi a tentativa de participar da prova da F-Vee. Tentativa, porque quebrou meu motor. Foi assim. O Joca, que vem a ser o Bernie Ecclestone da categoria, chegou no box lá pelas 9h30 e me avisou que tinha um carro sobrando. E não era qualquer um. Era o carro que detinha o recorde de Interlagos para a Vee. Isso até hoje. Mas já falo do recorde.

Me ofereceram a baratinha e topei. Nunca tinha nem sentado no monoposto desse campeonato que entra forte em seu segundo ano, com grids cada vez maiores. Hoje foram 19 — 18, na verdade, porque acabei não largando. O pessoal da TJ foi muito atencioso, os mecânicos liderados pelo Thomas acertaram meus pedais, colocaram uma espuminha no banco, e fui direto para a classificação. Dei uma volta em 2min14s329, rodei na segunda, fiz 2min13s822 na terceira e na quarta começou a falhar e fumaçar, e parei. O motorzinho, infelizmente, estava com vazamento de óleo. Aconteceu alguma coisa que não daria para arrumar até a hora da largada e lá se foi a estreia para o vinagre.

Minha experiência, pois, limitou-se a essas quatro voltas. Largaria em 15° com o tempo que fiz, que não é lá muito signficativo pelo pouco tempo de pista. O Rodrigo Rosset fez a pole com 2min05s444. Este, agora, o novo recorde. Ele ganhou a prova, também.

Mas deu para ficar com vontade de mais. Calculo que se tivesse feito a classificação toda, daria para virar na casa de 2min09s, talvez um pouco menos. Seria o suficiente para largar no bolo e me divertir. Aliás, o Vee é muito isso, mesmo: divertido. Tem um chão ótimo, freia muito (é leve, o que ajuda), perdoa erros, é bem gostoso. Dei azar com o motor quebrado, mas não faz mal. Na próxima etapa, dia 22 deste mês, se pingar na área eu chuto para o gol. A categoria é barata e acessível. E as corridas são deliciosas, com muitas brigas e trocas de posições. Curti muito, apesar da brevidade, e agradeço ao Joca e ao Zullino pela chance. Vamos tentar de novo.

Ah, as fotos acima são do Dyonysyo Pyerotty. E apenas para que fique nos anais, registremos que terminei a corrida da Classic Cup uma posição atrás do falastrão Rogério Tranjan e seu Trovão Anil, que tem pedaleiras de molibdênio e freios de carbono 14.

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PATINHO NA TELA

SÃO PAULO (tudo pingado hoje) – Vários blogueiros de Brasília me mandaram a notícia do “Correio Braziliense”. O Patinho Feio do Alex e da Camber e do Piquet vai virar, ou já virou, documentário. Alguém sabe mais detalhes?

 

 

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ONE COMMENT

Na boa, isso era um grid.

300 Km de Tarumã, 1971
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P1

SÃO PAULO (caramba) – Tem uns caras que se adaptam rápido a esse negócio de correr de caminhão. Felipe Giaffone foi um deles. Agora, é Christian Fittipaldi, que na segunda corrida já crava uma pole.

Será que encontrou seu destino, a boleia? Muito legal. Gosto do Christian, um cara simpático, dedicado, que não fez feio, não, na F-1. Vamos ver essa corrida de jacarepaguá amanhã com atenção.

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GERALDO BACKER, 58

SÃO PAULO – O dono do autódromo Mestre Álvaro, na Serra (ES), Geraldo Backer, morreu hoje treinando em sua própria pista. Idealizador da Fómula BKR, uma categoria que em 2010 passou a usar monopostos que, aparentemente, vieram da extinta F-Ford de SP, o que me lembro de Geraldo é que ele era dono de um posto de gasolina apaixonado por corridas e construiu um autódromo. Até onde sei, o automobilismo do Espírito Santo se resumia às coisas que Backer fazia no seu circuito, cercado de barrancos, e em Vila Velha, em provas de rua.

As corridas sempre tiveram bom público, mas aconteciam meio à margem das garras oficiais de clubes e federações. Peço aos capixabas que nos tragam mais detalhes.

Backer tinha 58 anos.

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G PRA LÁ, T PRA CÁ

SÃO PAULO (meio confuso) – O campeonato de supercarros que nasceu como GT3 alguns anos atrás e evoluiu até passar a se chamar GTBR rachou. Não sei se vocês estão acompanhando, mas neste ano ele foi desmembrado em dois. O promotor, banqueiro e piloto Antonio Hermann voltou à cena via SRO Latin America e vai promover o Campeonato Brasileiro de Gran Turismo. O calendário foi divulgado hoje. Ontem, a empresa Auto+ anunciou a criação da Top Series, um campeonato mais curto com provas de endurance e muitos dos carros e equipes que participavam da GTBR. Há até uma divisão dos carros entre “Velozes” e “Furiosos”. Putz. A prova mais atraente será preliminar da etapa paulistana da Indy, no Anhembi.

Muito dessa movimentação tem a ver com o fato de a cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava, retirar boa parte do investimento que fazia no automobilismo VIP nacional. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos para ver quem vai ficar onde. Alguns times e pilotos, pelo que andei escutando aqui e ali, vão participar das duas.

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FOTO DO DIA

Enviada pelo blogueiro de nome mais espetacular que temos, Adonis Spyridon Beatrice Lykouropoulos. A blogaiada identifica essa turma?

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