SÃO PAULO (causa justíssima) – Recebo e-mail do colega Rubens Caruso Jr., que adotou Poços de Caldas como pátria e luta como louco para preservar o patrimônio histórico da cidade.
Gomes, estou numa luta colossal para salvar o patrimônio ferroviário de Poços de Caldas, inagurado por Dom Pedro II em 1886. A ideia vai além da preservação, trabalho que faço sem partido e sem interesse econômico. Uma escola da cidade, a Criativa Idade, está fazendo uma Petição Pública, juntando assinaturas pela “Reativação da linha ferroviária de Poços de Caldas e melhorias no bem tombado”. Se puder ajudar, leia o pequeno texto que os alunos colocaram e, se estiver de acordo com a ideia, por favor assine. O site é seguro. E se você achar a ideia bacana e conveniente para pubicação no seu site, agradeço muito.
Está publicado. O link para a petição está aqui. Para saber mais, é só entrar no site Memória de Poços, aqui. Abaixo, foto que mostra a linda estação de trem sendo usada como depósito de trastes.



Fico lisonjeada de saber que ainda existem pessoas preocupadas com a situação desse trecho de nossa cidade. Tenho 25 anos e passei minha infância na rua Beira Linha e a frequento até hoje por familiares morarem lá. Sempre tive uma preocupação com a área, tanto que muitos trabalhos acadêmicos foram com esse foco, inclusive meu TFG (Trabalho Final de Graduação) na faculdade de Arquitetura e Urbanismo dessa cidade. Defendo a preservação da área (estação e todo seu entorno), mas acredito que a reativação da linha férrea seja uma luta sem sucesso, principalmente porque dependemos da vontade e bom senso dos órgão públicos, o que acho bem dificil que aconteça. E urbanistica e arquitetônicamente falando, não há espaço (na rua Beira LInha) para a reativação da linha férrea. Muitas casas já tomaram conta de espaço que não lhes pertence, invadiram outros, e esses mesmos não se preocupam com a conservação de suas residências (o que é visivelmente notado quando se caminha pela área). Acho importante que primeiramente seja feito algo para conscientizar os moradores da importância à preservação, dar incentivos, porque se eles não se preocuparem em preservar (eles que estão residindo no local) fica complicado que nós, de fora do lugar, consigamos sucesso. Porém acho muito viável que exista interesse sobre aquela área que muitos moradores da própria cidade desconhecem!
Ariana, a Estação e seu entorno foram tombados pela prefeitura, por meio de lei, em 1993. Embora protegida, está na situação deplorável que a foto desse post exemplifica. A rua Beira Linha, um dos patrimônios abrangidos em meu pedido de tombamento do remanescente não tombado, comporta sim a passagem de uma composição; quem ocupou sabe que está errado e que em nenhuma hipótese cabe usucapião. Muitos dos que não se preocupam com a conservação das casas o fazem por absoluta falta de recursos. Há gente miserável morando ali -e se você foi recebida como eu fui em algumas delas, sentando num sofá puído para um xícara feita mais com coração do que café- percebeu o carinho que essas mesmas pessoas têm com o passado, coisa que boa parte do poder hoje ignora.
Por fim, “uma luta sem sucesso” é a chave para que o poder vença toda tese que não interesse a eles. Uma regra -e uso muito- é NUNCA entrar vencido numa disputa. Ouvi de uma importante autoridade de Poços de Caldas, mais de uma vez, que essa pensar na volta do trem era utopia. Passei por cima, não desanimei, e o assunto vem ganhando corpo. Já são quase 500 assinaturas na petição pública em três dias.
Não desanime. Seu conhecimento é importante. Continue acreditando! Estou à disposição.
Um abraço,
Caruso
Realmente, alguma coisa precisa ser feita,o leito dos trilhos foram totalmente tomados,está tudo muito descaracterizado, uma pena, parece que ali é chegar e pegar…
Sou a Renise mora às 28 anos na rua Beira Linha, onde passava o trem.O meu avô Joaquim Ricardo de Souza (que já faleceu) trabalhava na Fepasa e com a Família moram às 49 anos neste local, muitos anos atrás as ruas não tinha asfalto mas eram limpas com pedras britas na estrada e matos sempre aparados. Na década 90 fecharam a Fepasa (mogiana) tiraram todos os trilhos, no ano 97 jogaram uma lama de asfalto. Atualmente está um abandono, invasões, maconheiros, matagal, buracos e correria de carros. Até hoje já fui na prefeitura conversar com o Paulinho Courominas, Vereadores, para que possam tomar providencias neste pedaço e pelo menos arrumar este lugar. Fico muito triste nesta situação, quem me dera voltar atrás quando o trem passava, eram emocionante. Quando época de eleição aparecem candidatos de todos os partidos fazendo promessas, promessas e promessas. Não sabemos que vereador se interessa por nós aqui.Já que acaba as eleições somem todo mundo até as próximas. Já enviei e-mail na Câmara municipal, secretaria de obras não tive nem respostas. Obrigado.
Olá moro na Rua Beira linha onde passava o trem, e quando o tinha a rua era limpa e bem organizada, agora dá uma passadinha lá para ver como está…
Passei minha lua de mel em Poços de Calda. No dia 17 passado comemoramos nosso 23º niver de casamento. Não sei se foi nesse ano que andei no monotrilho. Um negócio privado e muito legal. Ligaria o centro a rodoviária que foi la para a entrada da cidade. Vi também um trem (nesta estação) que ligava Poços a Aguas de Lindóia se não me engano. O descaso com o patrimônio artístico e cultural é enorme neste país. Depois a gente diz que lá fora as pessoas preservam. E por que nós não fazemos o mesmo?? Vou assinar!!
A propósito: o estado deplorável do monotrilho de Poços de Caldas tem servido para que forças que visam depreciar os transportes sobre trilhos façam uso dessa condição para “demonstrar” o “fracasso” do modal.
Rogério, é importante destacar que o fracassado Monotrilho de Poços de Caldas é um empreendimento PRIVADO. Até mesmo uma apresentadora de um programa matinal local usou o equipamento como o exemplo que você cita acima.
Poços de Caldas carece de apenas 10 km de trilhos para se ligar ao mundo. Esses 10 km são suficientes para termos o trem inclusive como transporte urbano, atendendo a carente zona sul da cidade e ainda duas universidades, PUC e Unifal.
Um abraço,
Caruso
Lamentavelmente essa situação não é só em Poços. As concessionárias ferroviárias não estão nem aí para a preservação dos bens ferroviários, usam tudo até sugar, não conservam nada, só o minimamente necessário e isso é causa de acidentes e descaso com as cidades por onde as linhas passam. As ferrovias hoje no Brasil simplesmente se tornaram duas barras de trilho enormes que ligam pórtos a minas ou portos a terminais de grãos. A ferrovia não transporta mais nenhum tipo de carga além dessas commodities e não trazem mais benefício algum às populações das cidades que atravessam. A ANTT não fiscaliza nada e não parece ter poder algum contra os desmandos dessas concessionárias. O ramal de Poços só não foi extinto ainda (já tiraram os trilhos de Poços até Bauxita) por causa da mina de bauxita (que já está se exaurindo), que viabiliza o transporte até a fábrica da Votorantim em Alumínio, SP. Pelo menos alguma coisa parece que está acontecendo e até já foi formada uma Frente Parlamentar para a recuperação das ferrovias de São Paulo. Nossos próximos passos são mostrar para toda a sociedade os desserviços ferroviários da forma que estão e procurar apoio para reverter esse estado de coisas. Convido os leitores do Flavio que se interessam por este assunto a lerem o blog “São Paulo TREM jeito”, o qual traz notícias da área ferroviária, denuncia quem tem que ser denunciado e propõe melhorias, estando até aberto a contribuições para o desenvolvimento da ferrovia em SP. Entre em http://saopaulotremjeito.blogspot.com/
Além da Estação Ferroviária, há o Monotrilho, que é mostrado como atração turística nos sites … mas está quebrado, com trilhos caindo e, acredito, sem perspectiva ou possibilidade de restauração …
Outras localidades (Campos do Jordão – SP, Canela – RS, Ouro Preto – MG, Tiradentes – MG, Jagariuna – SP, Paranapiacaba – SP, CuritibaParanagua – PR), conseguiram restaurar suas ferrovias (pelo menos uma parte) e oferecem um passeio turísitco … até em São Paulo, no Memorial do Imigrante tem um passeio de Maria-Fumaça …
Obrigado pelo apoio Flavio.
O maior erro q nós brasileiros cometemos foi deixar q acabassem com nossas ferrovias;
não podem deixar POÇOS a mercê de políticos aproveitadores dospatrimônios públicos…
Façam um alerta geral e lutem pela preservação da estação ferroviária de Poços, não
podemos ficar calados’,temos q lutar por nossa cidade, estado e país!!! Parece q somos
bobos:tudo vai destruído e nós fcamos apáticos…calados…aceitando roubos e mais roubos
sem reagir.Vamos à luta POÇOS de CALDAS,nós mineiros estamos com vcs!!!!!!
ISABEL,,,ERRO FOI NOS BRASILEIROS PERMITIR QUE ISSO TENHA OCORRIDO,,,,MAS NAO FOI ERRO NAO,,,O TERMINO DO TRANSPORTE FERROVIARIO,,FOI A MAIOR IMBECILIDADE DOS POLITICOS QUE LA ESTAVAM NO PODER,,IGNORANCIA TOTAL EM TODOS OS SENTIDOS,,,E POR ISSO QUE HOJE A CIDADE DE SAO PAULO SE AFOGA NO TRAFEGO DOS CAMINHOES DE CARGA E NA POLUICAO POR ELES GENERADA,,,
HOJE PARA REVERTER O SISTEMA,,,O CAPITAL NECESSARIO E GIGANTESCO,,,E TENHO CERTEZA QUE O MOTIVO DA TRANSFERENCIA DO TRANSPORTE FERROVIARIO PARA O TRANSPORTE RODOVIARIO,,FOI NA REALIDADE INTERESSE PROPRIO DE POLITICOS ,,QUE POSSIVELMENTE DONOS DE EMPRESAS DE CONSTRUCAO CIVIL,,,(CONSTRUCAO DE RODOVIAS) E AQUELES DONOS DE EMPRESA DE TRANSPORTES,,,
GOSTARIA DE PROVAR O CONTRARIO,,MAS ASSIM E O BRAZIL,,,
A MALHA FERROVIARIA CONSTRUIDA PELOS INGLESES,,,,NO SECULO 17…PARA O TRANSPORTE DO CAFE PARA OS PORTOS DO PAIS,,
NESSA FOTO DA P VER O PISO DA ESTACAO ,,,COM OS AZULEJOS VICTORIANOS,,COMO FALAMOS AQUI NA INGLATERRA,,,SAO MOSAICOS DA EPOCA DO DESENVOLVIMENTO DA REVOLUCAO INDUSTRIAL,,SE PRECISAREM DO MEU APOIO,,,,PODEMCONTAR COMIGO.
Flávio, seria uma boa trocar uma idéia com o Nassif. Ele é Caldense e acredito que se senzibilizaria.
Abs.
Eu fui há 2 semanas atrás para Poços e vi essa estação…Já achava que estava preservada pela Prefeitura e não sabia de sua situação…passei lá e tinha uma turma jogando bingo lá e achei muito legal!
Flavio, muito obrigado pela força.
Um grande abraço
Mas é assim mesmo que as coisas se sucedem….
As estações de Birigui e Penápolis, que não têm nada de histórico ou valor arquitetônico, mas que contiuam a ser patrimônio público, viraram depósitos de cal e cimento das empresas de um sujeito, que veja só, é pré-candidato à prefeitura de Araçatuba-SP.
Ninguém sabe os termos da locação, cessão ou sei lá o que, o que se sabe é que os prédios públicos foram entregues à empresa privada de um político do PSDB, que enche de cimento e cal.
As outras estações encontram-se abandonadas e vulneráveis aos vândalos, transformando milhões de reais em patrimônio público em escombros. É o dinheiro público virando entulho diante dos nossos olhos e o pior, para dar lucros a político do psdb.