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segunda-feira, 11 de maio de 2009 - 16:22F-1, Meus velhos papéis

MEUS VELHOS PAPÉIS

SÃO PAULO (vai que pega no tranco) – Bom dia, macacada. Button x Barrichello x Universo é o assunto da semana, mas já deu, não? Hoje, relendo tudo que escrevi ontem e a enxurrada de comentários da blogaiada, cheguei à conclusão de que às vezes se gasta vela demais com defunto ruim.

Não, o defunto não é Rubens, que disse ontem que já tinham jogado flores em seu túmulo. Defunto é o assunto, que não sei se merece tanto fosfato. Trata-se apenas de uma corrida de carros, afinal. Um ganha, os outros perdem. É sempre assim. Corrida é bom porque não tem empate. Alguém sempre acha que poderia ter vencido, no automobilismo todos acham que são os melhores, e aí começam a surgir as desculpas, as justificativas. De todos os perdedores, não apenas de um.

É que quando Barrichello está envolvido, a coisa ganha outra dimensão, por seu histórico na Ferrari e pela mania de se explicar mesmo quando ninguém pergunta nada. É verdade que, ontem, as pessoas queriam saber o que houve, como é que a chance de vitória escapuliu de suas mãos e tudo mais. É que aqui, pelo menos, pouca gente encarou o resultado pela óptica de Button. “Como é que perdeu?” foi a questão escolhida para ser respondida, quando “como é que ganhou?” poderia ser, também.

Mas já deu. Ganhou, ponto. Foi rápido quando precisava, o outro não foi, a história recente da F-1 está repleta de casos em que dois pilotos da mesma equipe usaram estratégias diferentes numa prova, e sempre um chega na frente, e sempre o que chega atrás tende a achar que a do outro era melhor. Faz parte do jogo. Button vive uma fase melhor, está guiando o fino, fez valer a posição que está conquistando na equipe na pista, não pela vitória de ontem, mas pelas outras três neste ano, e pelas três poles, também.

Button & Barrichello estão em sua quarta temporada juntos e o desempenho nos três primeiros anos foi mais ou menos parelho. A desigualdade está se verificando agora. De qualquer forma, são 58 GPs lado a lado, e há equilíbrio, por exemplo, nas posições de largada: 31 x 27 para o inglês. Nos pontos, sim, Jenson demonstra alguma superioridade: 106 x 68. Boa parte dela, porém, se deve à ótima temporada que fez em 2006, com 56 pontos, contra 30 do brasileiro — era o primeiro ano Rubens na Honda, e o resultado não foi ruim, afinal.

São pilotos que se equivalem, portanto. Mas Button, neste ano, tem sido mais efetivo, mais rápido, mais tudo. Eu, sinceramente, achava que Rubens iria arrebentar, de tão motivado que estava, por ter conseguido a vaga a fórceps quando, ele tem razão, o mundo o dava como morto para a F-1, e por achar que, no mano a mano com Button, tinha chances de se sair melhor.

Mas não está. E depois de cinco corridas, com quatro vitórias para um e nenhuma para o outro, vai ser uma enorme surpresa se esse quadro virar.

Ah, sobre os papéis… Achei esse do GP do Brasil de 2006, a despedida da Lucky Strike da F-1, corrida vencida por Massa, última de Schumacher, prova histórica. Vem a calhar porque nessa prova, Button largou em 14º e chegou em terceiro. Rubens partiu em quinto e terminou em sétimo.

Como se vê, Barcelona não foi a primeira vez que Jenson superou o parceiro a partir de uma situação desfavorável. Então, ponto final na polêmica e vamos a Mônaco.

62 comentários

  1. evandro juarez rodrigues disse:

    Sempre estão arrumando uma desculpa para a incapacidade do Sr. Rubens Barrichelo. Quando ambos os carros estão uma M. o Sr. rubens Barrichelo até chega perto, porque o companheiro de equipe não consegue andar mais rápido, porém quando tem um carro competitivo a verdade aparece.

    Barrichelo é a maior mentira da história do automobilismo brasileiro!! Eterno perdedor, chorão, sr “sambadinha” (vergonha brasileira).

  2. Cassius Clay Regazzoni disse:

    Na grande maioria dos comentários vejo pessoas indignadas reclamando que Barrichello está sendo prejudicado porque a equipe é inglesa, o dono é inglês e o piloto é inglês, portanto, estão jogando contra o pobre brasileirinho Barrichello.

    Eu tenho que morrer de rir e fazer algumas perguntas a essa pobre gente para ver se consigo clarear seu nublado raciocínio:

    1) Quando Barrichello assinou contrato com a Brawn ele não sabia que a equipe era inglesa, com dono inglês e piloto inglês?
    2) Barrichello já havia trabalhado com Ross Brawn ou era sua primeira experiência com o inglês?

    Respondam às 2 perguntas e vejam que suas reclamações são tremendamente ridículas e que, na verdade, você estão sendo feitos de otários ao acreditarem nas desculpas esfarrapadas de Barrichello.

    Barrichello sempre insinou que Ross Brawn o prejudicava na Ferrari (disse que revelaria tudo em um livro), mas, mesmo assim, se humilhou publicamente, acampando por vários dias em frente à sede da equipe para conseguir a vaga na Brawn.

    Estava tão desesperado para correr para Ross Brawn que foi até desleal com Bruno Senna, mentindo sobre o potencial do projeto (que conhecia desde do início), dizendo que seria um fracasso e que Bruno se queimaria se fosse para equipe (isso está escrito na imprensa nas entrevistas que Barrichello deu à época não sou eu que estou inventando).

    Portanto, caros senhores, não há a mínima dúvida de que Barrichello sabia muito bem aonde estava se metendo e que iria concordar com qualquer ordem ou estratégia que a equipe lhe impusesse.

    Agora (como sempre faz), Barrichello fica jogando para torcida. No pódio está feliz da vida, rindo à tôa, depois, se diz injustiçado, prejudicado, coloca a culpa nos freios, câmbio, pneus, asas, estratégia, no câmbio, no corinthians e tudo mais que puder, sem nunca assumir que ele é o principal culpado pela sua situação.

    O pior, é que os seus pobres fãs ainda acreditam mesmo que ele é prejudicado sem saber e ficam indignados com isso.

    Pela última vez fãs de Barrichello eu faço as seguintes perguntas a vocês:

    1) Se vocês fossem pilotos de F1 comprometidos com a luta por vitórias e fossem constantemente sacaneados por suas equipes (inclusive com uma troca de posição na última volta de um GP de início de campeonato), vocês continuariam correndo por ela mais 3 temporadas e meia ou iriam imediatamente procurar outra equipe onde fossem tratados com respeito?
    2) Se vocês tivessem trabalhado com um cara que vocês dizem que te sacanearam durante 06 anos e já fossem milionários, tivessem o mínimo de orgulho e amor próprio e estivessem com a vida resolvida, com uma linda família para curtir, vocês iriam pedir “pelo amor de Deus” para trabalhar com ele de novo ou nunca mais iriam querer ver a cara do FDP?

    Respondam às duas perguntas e sejam humildes e inteligentes para perceber que Barrichello não é nem nunca foi prejudicado, na verdade, Barrichello sempre concordou com tudo o que aconteceu com ele.

    Barrichello sempre preferiu garantir a grana dele tranqüilo a jogar tudo para o alto e tentar ganhar corridas em equipes que o respeitassem e assim ele irá permanecer até o fim da carreira, por isso, esqueçam qualquer chance de Barrichello campeão, nunca vai acontecer.

    Pensem nisso e parem de ser feitos de otário por um piloto que definitivamente não merece a torcida de ninguém.

  3. Nadson disse:

    Flavio, sem querer ser chato:

    O Rubens antes de fazer sua 2ª parada tinha mais ou menos a mesma diferença para Button, que este tinha no final da corrida, na casa de 13 segundos e alguma coisa, certo?

    Pois bem, como a estratégia era de 3 paradas, e sabendo que os pneus duros eram muito piores, o correto seria fazer, aproximadamente, 3 trechos de 20 voltas com pneus macios, e um trechinho de 6 voltas de pneu duro, certo?

    O segundo trecho, de apenas 10 voltas, tirou qualquer possibilidade de se manter à frente, visto que, após a segunda parada, já retornara no mínimo no mesmo peso que o Button, tanto que parou apenas uma volta depois.

    A estratégia do Button foi boa sem dúvida, mas 3 paradas fazendo um trecho de macio de 10 voltas e um trecho de duro de 17 voltas, até minha Santa Mãezinha estranhou.

    Um abraço.

  4. Roberto Andrade disse:

    Joel e joao plata: eu queria ter escrito esse comentário de vocês… absolutamente verdadeiros, não tem como negar!!!!!!!!nenhum piloto fez corrida que se compare, Eric!!!!!!!!

  5. Eric disse:

    Alexandre:
    Schumacher fez no Q2 1:10,3.
    Massa 1:10,7 no Q3.

    Eu assisti do S mesmo,na arqubancada do Banco Real.

  6. Joel disse:

    È, Patrick Vaz.
    Essa corrida do schumacher foi maravilhosa. Para calar a boca da turma que dizia que ele não fazia ultrapassagem. Ultrapassar quem? Como? Se ele normalmente saía em primeiro e lá permanecia? A verdade é que cansei de torcer contra o Schumacher e Proust, me rendendo ao talento deles.

    “E os globais perguntaram ao Rubinho (aquela conversa que aparece já na volta de apresentação, salvo engano) se ele se preocupava com o Schumy, que vinha lá de trás. Ele respondeu: que venha!”

    Schumacher respondeu: fui!!

    Joel, Brasília/DF.

  7. HC disse:

    Usar um dia em que Button foi melhor para encerrar o assunto…

    Quando o assunto é sobre a ESTRATÉGIA da equipe, em outra corrida.

    Parece encomenda do Ross Brawn.

  8. Jonas Martins disse:

    Basta ler o documento da Honda que você vê a diferença entre os pilotos. Button apenas elogiando e agradecendo, e Barrichello reclamando e reclamando… O Rubens é muito negativo, o primeiro a torcer contra é ele mesmo, e parece que ele gosta de se fazer de coitado, é assim que ele se sente bem. Este ano está sendo um bônus para ele, por que não curtir e apenas correr, sem colocar pressão desnecessária nas suas costas?

  9. Fernando Antunes disse:

    É isso mesmo. Barrichello e Button são pilotos +/- equivalentes. E esse é o problema. São 14 pontos pra descontar. Isso é muito pra pilotos de nível tão parecido.

    Na Espanha Rubens estava dando a pinta de que ia começar a inverter a situação. Mas se por um lado se pode falar num terceiro stint ruim, tb fica estranha a forma como eles planejaram as paradas, fazendo com que Rubens não pudesse tirar a vantagem de andar com pneus moles por mais tempo.

    Enfim, a Brawn realmente começa dar a pinta de que já está escolhendo seu piloto. Eu lamento isso. Mas tb acho compreensível.

  10. Alexandre disse:

    Eric:

    Duas coisas:

    Não achei os tempos de todo fim-de-semana. Como eu já disse, o Schumacher teve problemas no Q3 e tempo de treino nem sempre serve de parâmetro. Na corrida, que é o que vale, Schumacher marcou a melhor volta da prova com 1’12.162 na 70ª volta (a penúltima). Massa marcou a melhor volta dele em 1’12.877 na 23ª volta.

    Claro que quase todo mundo escolhe a freada antes do S para ultrapassar, mas eu não sei em que setor você estava, pois a ultrapassagem do Schumacher sobre o Raikkonen não teve nada de comum. O finlandês fechou o alemão bruscamente na reta, quase jogando-o contra o muro. Schumacher não desistiu e se espremeu entre a McLaren e o muro, manteve a linha de dentro e mesmo assim contornou o S na frente. Quando eu cheguei em casa fiz questão de ver o vídeo da prova pra acompanhar aquilo. Procure que você acha e depois me diga se aquela foi uma ultrapassagem normal de corrida, como qualquer um faz.

  11. Eric disse:

    Corridaça para ser lembrada,Sr Roberto Andrade tem várias viu,mas com calma….
    Engraçado que sempre o melhor carro era dos outros….ahhhh vá…….

    O proprio Rubens,na chuva,Hockeinhein 2000…..tá bom???Veio de 16º e ganhou!!!!!!!

    Ao Rodrigo Moraes

    No meu primeiro comentário,verá que eu falei que o Schummi deu show.
    Mas falar de “manobra arrojada” é demais né…calma……

  12. Foca disse:

    isso!! vamos falar mal da ferrari que é mais divertido!!!

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