CHUPEM

Como eu disse, podemos morrer. Mas morremos atirando. Cumprimos decisão da Justiça. A CBF, não. Que se virem agora.

lusaebrasil

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LONG WAY HOME (7)

SÃO PAULO (que cor, que cor…) – O código do vermelho estava na plaqueta, então nem precisamos procurar muito. Il capo Finottão foi à loja e comprou a tinta. Apresentou ao vendedor as letras e os números e não deu muita conversa.

O primeiro banho foi dado. É uma cor muito bonita. Aos poucos, o pequeno Goiaba vai voltando à vida.

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DICA DO DIA

thegreatraxceSÃO PAULO (tudo pela arte) – A dica vem do Zé Rodrix. É um projeto interessantíssimo do americano Dwight Knowlton. Trata-se de um livro ilustrado sobre a vitória de Stirling Moss na Mille Miglia de 1955 com a Mercedes. O cara está arrecadando grana neste site de doações e pelo jeito vai conseguir juntar o que precisa. Ele já escreveu outro livro parecido, para crianças, com a história de uma Maserati de corrida. Tomara que dê certo.

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FOI MAO

foimao1SÃO PAULO (cidade linda, vazia) – É sabido que na China, apesar da exuberância comercial, arquitetônica e consumista, persiste um regime duro em que o governo procura controlar seu bilhão e cacetada de habitantes, além dos estrangeiros que ciscam por lá — seja a trabalho, seja por turismo.

Assim que o serviço secreto chinês designou um espião-jornalista para a corrida do fim de semana, que foi credenciado e ficou encarregado de identificar os inimigos da revolução em Xangai.

Conheço o rapaz, porque na Olimpíada de Pequim ele cumpriu a mesma função e descobri que era espião quando o vi escondendo um gravador de rolo com a tecla REC acionada dentro da minha mochila. Perguntei o que era aquilo e ele acabou confessando que estava de olho em mim desde o início dos Jogos e que pretendia entregar as gravações de meus diálogos aos seus superiores para provar que eu era trotskista, e portanto oferecia risco aos princípios capitalistas da nova China se saísse por aí conversando com o povo chinês, algo que eu não faria, de qualquer maneira, porque a única palavra que sabia dizer em chinês era “obrigado”.

Acabamos ficando amigos e ele me vendeu o gravador de rolo, equipamento meio defasado para a missão que lhe foi encomendada. E hoje de madrugada, nas imagens da TV, reconheci o rapaz perambulando pelos boxes. Ele estava disfarçado, mas na hora vi que era ele por causa de outro gravador de rolo pendurado no ombro e pela minicâmera que grava em VHS escondida debaixo do sobretudo.

Faço esta breve introdução para explicar os títulos das notas que serão usadas neste fim de semana sacro de corrida na China, já que meu amigo espião, De Doduling, tem uma característica muito própria: ele sempre leva boas notícias aos seus chefes porque não gosta de encrenca, já que é igualmente sabido que na China os caras costumam matar o mensageiro se a mensagem não for muito agradável, isso desde os tempos imemoriais da Dinastia Ming.

E foi precisamente o que aconteceu hoje. De Doduling foi encarregado de espionar Maldonado e ficou na cola do venezuelano o tempo todo, uma vez que o piloto da Lotus é suspeito de ser bolivariano, comunista e chavista. Procurou monitorar todas as entrevistas e inclusive as comunicações de rádio para produzir um relatório caprichado que fizesse algum sentido e, ao mesmo tempo, mostrasse aos seus chefes que Pastor não oferecia perigo algum, e assim agradá-los mostrando que a grande China não corre nenhum risco com sua presença. Muito pelo contrário. De Doduling confeccionou um relatório que deixou seus chefes felicíssimos, já que provou por A + B que Maldonado reza pela cartilha do Partido, concorda com tudo que prega o governo da China e admira seus líderes históricos.

Para tal, pinçou uma gravação do rádio e em torno dela construiu toda uma história que encantou os chefes e garantiu a ele, De Doduling, tranquilidade para seguir seu trabalho no sábado e no domingo. Quando Maldonado, de forma bizarra, bisonha e grotesca, bateu na entrada do box no segundo treino de hoje, acionou o rádio meio constrangido e disse para a equipe: “Foi mal”.

Usando sofisticados recursos de edição, De Doduling montou uma entrevista fictícia para provar que Maldonado “é dos nossos”, como escreveu na conclusão de seu relatório. Na montagem em áudio, inseriu uma pergunta em espanhol que conseguiu gravar nos boxes da Ferrari assim que terminou o treino, quando Alonso saiu de seu carro feliz com o segundo lugar: “Quem foi que conseguiu melhorar tanto isso aqui?”, exultou o asturiano, que tinha sido o mais rápido no treino da manhã, incrivelmente.

Na transcrição da entrevista fajuta que entregou aos chefes para tranquilizá-los sobre eventuais falhas no sistema de segurança do país, que teria permitido a entrada de alguém perigoso como Maldonado (e se eles, os chefes, concluíssem que Maldonado era um risco, poderia sobrar para ele, De Doduling, já que seu tio trabalha no controle de passaportes do aeroporto de Xangai), o espião escreveu:

Um jornalista da Venezuela ficou admirado com o progresso obtido nos últimos anos pelo Governo Central e o investigado (Maldonado, Pastor) demonstrou todo seu entusiasmo e engajamento quando lhe foi feita a pergunta ”Quem foi que conseguiu melhorar tanto isso aqui?”. “Foi Mao”, respondeu o piloto (gravação anexa, fita 004, aos 3min45s). O investigado é um seguidor de nosso Grande Líder e comprou até um relógio na entrada do autódromo que exalta sua figura onipotente e infalível (foto anexa, tirada sobre a mesa no escritório da equipe com a nova máquina fotográfica cedida pelo Escritório, a mini Rolleiflex já com filme colorido).

Muito perspicaz, De Doduling. Seus chefes devem ter ficado mesmo muito contentes com a conclusão do relatório, de que Maldonado é um maoísta empedernido, capaz de qualquer coisa para defender a revolução e o Grande Líder, espalhando sua mensagem para o mundo através das corridas de carros.

E vocês querem saber? O que de mais importante aconteceu na madrugada de hoje em Xangai, no que diz respeito à F-1, está no relatório de De Doduling: a batida de Maldonado na entrada dos boxes e o desempenho surpreendente da Ferrari, com Alonso.

O resto foi tudo absolutamente normal. Mercedes na frente, com Hamilton, Red Bull se aproximando em quarto e quinto, com Ricardão andando mais que Tião Alemão, que já está ficando meio ensimesmado com essa história, Williams bem com Massa (sexto) e o bolo de gente a mais de um segundo dos prateados, novamente favoritos à vitória, mas talvez sem a moleza que tiveram no Bahrein.

Ah, tem previsão de chuva para a classificação. Fez muito frio hoje em Xangai, inclusive. Se isso acontecer, a Williams vai sofrer, porque o carro é ruim de água. O próprio Alonso não demonstra muito entusiasmo com a possibilidade de andar no molhado. Gostou do que aconteceu hoje e, por ele, o clima permaneceria seco até o fim dos tempos.

Voltamos mais tarde, agora tenho TV.

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LONG WAY HOME (6)

SÃO PAULO (vou gravar) – E não é que chegaram algumas fotos pelo Whatsapp de autoria desconhecida? Goiabinha está desmontado e ganhando pintura nova. Dia 26 ele faz 20 anos. Não estará pronto ainda, mas quase. Hoje vou visitá-lo depois que o sol raiar e trago mais novidades. A Sol vai tomar um susto quando ficar pronto.

goiabadesmontado

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SENNA EM HQ

SÃO PAULO (novidade) – Não estava sabendo dessa, não. Mas quem gosta de Senna, e de quadrinhos, vai curtir. Estão lançando a história do piloto em HQ. O Marcos Sole, de Fortaleza, foi quem mandou o link. Desses quadrinhos em formato grande, eu gostava muito de Asterix e Tintim. E também, claro, de Michel Vaillant — que claramente inspira essa edição sobre o brasileiro.

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ONE COMMENT

Quando vejo as arquibancadas às moscas em Xangai, sempre lembro desta foto de Bristol, acho que de 2007. É impressionante.

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CANSOU

SÃO PAULO (eu também me cansaria) – O tom das declarações de Alonso sobre a saída de Domenicali e a chegada de Mattiacci é claramente de enfado.

Se pudesse, o espanhol largava a Ferrari hoje mesmo. É a impressão que eu tenho. Mas… para correr onde, meu filho?

O que acontece com o espanhol é um pouco do que se passava com Senna pelos idos de 1992 e 1993. O cara sabia que nem seu imenso talento poderia derrotar o carro tecnicamente superior da Williams — e a solução que Ayrton encontrou foi fazer de tudo para se juntar à equipe dominante na época. Fernandinho sente o mesmo. Nada seria capaz de brecar a Red Bull nos anos recentes, nada será capaz de frear a Mercedes neste. Pode ser quem for, ter o talento que tiver, mas não tem jeito. Na F-1, ou você está no lugar certo na hora certa, ou se lasca.

Ou, como fez Schumacher, insiste e ajuda a montar uma equipe ao seu redor que, um dia, vai encaixar e engrenar. Para isso, no entanto, é preciso ter persistência e paciência. Algo que Alonso parece não ter.

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GUARDEM UMA PRA MIM!

SÃO PAULO (cadê o cofrinho?) – Está no “Estadão” de hoje o registro do fotógrafo Márcio Fernandes: várias Kombis Last Edition estocadas no pátio da montadora. Muita gente achou caras demais as últimas mocinhas, cerca de 85 mil, e são mesmo. Mas sei de concessionária passando as Kombis por 67 mil em alguns lugares. Seja como for, não tenho dinheiro. Mas gostaria…

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FOTO DO DIA

Quem te viu e quem te vê, McLaren… Nos anos 60, era assim. Hoje, está assim.

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EU FUI

eufui84SÃO PAULO (volta, tempo…) – Éramos mais de um milhão. Um milhão, número mágico. Chutado, provavelmente. Um milhão no Anhangabaú? Cabe? Um milhão e meio, de acordo com a Polícia Militar. Nunca compreendi direito esses cálculos. Quem conta?

Meses antes, eram 250 mil na Praça da Sé. Na TV, disseram que a multidão comemorava o aniversário da cidade. Ora, ora, ora…

16 de abril, 1984. Eu morava na Vila Clementino, numa rua de nome esquisito, Loefgren. Estava na faculdade e estudava à noite. Naquela segunda-feira, porém, não haveria aula nenhuma. Saí de casa antes do almoço. Preguei um button branco na camiseta, vesti meus jeans mais surrados, um tênis velho e coloquei numa bolsa de couro cru, decorada com canetinha em verde e amarelo, meu RG e algum dinheiro. A bolsa ficou murcha e meio ridícula, então acrescentei alguma coisa para fazer volume. Uma barra de chocolate, um lenço de pano, e ela continuou murcha e ridícula. Subi a pé até a Domingos, peguei o metrô na Santa Cruz e, emocionado porque muita gente no trem estava indo para o mesmo lugar, rumei para o centro.

Dali a nove dias seria votada a emenda Dante de Oliveira, que pedia a volta das eleições diretas para presidente depois de 20 anos de ditadura. Era uma das últimas chances de pressionar o Congresso e de gritar aos milicos que a gente não queria mais aquilo.

Foi minha primeira manifestação, e fui sozinho.

Ao desembarcar na estação da Sé, segui a multidão e tive pela primeira vez a sensação de que vivia num país de verdade e que pertencia a uma nação. Havia um clima de festa e não me lembro de ter notado a presença ostensiva da polícia. Estávamos todos lá querendo a mesma coisa. Viva o povo brasileiro.

Caminhei até o Vale e fiquei perambulando meio sem direção, porque não conseguia me aproximar do Viaduto do Chá — de onde Osmar Santos comandaria, ao lado de políticos, artistas e jogadores de futebol o maior dos comícios. Ali na frente era coisa para profissional, sindicatos, partidos, militantes, operários, estudantes, todos já acostumados com a mecânica desse tipo de coisa. Eu era apenas um moleque magrinho de 19 anos, que estudava numa faculdade particular de classe média e cuja vida política se resumia à venda de sanduíches num evento no MIS para arrecadar fundos para as Diretas, alguns dias antes. Não vendi nenhum, não foi ninguém no evento e não sei direito como aqueles fundos seriam entregues para as Diretas. Comi alguns dos sanduíches que deveria vender, dei prejuízo às Diretas e isso foi tudo.

Acabei ficando bem longe, na altura do Buraco do Adhemar, quase debaixo do Viaduto Santa Ifigênia, sem enxergar direito, mas escutando tudo e sentindo aquele país todo pulsando à minha volta. Foi também a primeira vez que compreendi que alguém oferecia alguma esperança àquela gente toda, a nós: Lula. Quando sua voz rouca invadiu o Vale, depois de alguns discursos inflamados de um monte de gente, o povo entrou em êxtase. O mesmo êxtase que vi 18 anos depois, na avenida Paulista, quando o operário virou presidente.

As Diretas não passaram, como se sabe. Mas olho para essa foto e me vejo nesse milhão. Olho para trás, e tenho saudades de um tempo em que tínhamos algo para lutar. Olho para esse milhão de pessoas e vejo que conseguimos alguma coisa, afinal.

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IT MAKES ME SMILE

SÃO PAULO (me too) – Vamos começando meio tarde, hoje… Mas com qualidade. Primeiro, este delicioso vídeo do Chris Harris, da “Drive”, com seu carro favorito: um 2CV. Para ver e ouvir atentamente o que Chris diz sobre paixão por um automóvel, pela simplicidade, pela vida real. Agradeço ao Clóvis Colletto, que enviou o link. Quem vai adorar é o Jason Vôngoli.

Falando em Citroën, o Rodrigo Ribeiro mandou este link com um interessante artigo sobre o acervo da marca num “lugar secreto” perto de Paris. Vale a pena ver. O vídeo está abaixo.

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DICA DO DIA

uirapurulivroSÃO PAULO (joia) – Não li, mas lerei. O que não quer dizer que já não possa indicar à blogaiada o trabalho de David Marques, que encontrei no Facebook. Trata-se de um livro digital com a história do Uirapuru. Bem que o pessoal da Otto7 poderia dar uma olhada com carinho. Para ler, é só clicar aqui. Vão contando o que acharam! O carro (e Rigoberto Soler) merece todas as homenagens. Abaixo, a postagem do autor:

Estou compartilhando com vocês um trabalho de pesquisa que eu desenvolvi, compilei e estruturei no formato de um livro digital em comemoração aos 50 anos do Uirapuru, o primeiro carro esportivo de série projetado no Brasil. Fora a introdução, ele é dividido em três partes, sendo a primeira sobre Rigoberto Soler (o criador), a segunda sobre a Brasinca (o fabricante) e a terceira e última sobre o carro em si.

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FAMÍLIA GASOLINA

SÃO PAULO (em breve) – Mais um trailer estendido de “Família Gasolina”, o filme de Guilherme Malburg sobre os Da Matta. Está ficando ótimo. Ainda não tem data, nem local de estreia. Mas aguardamos ansiosamente. Kiki é um dos ídolos deste escriba. Toninho também.

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ENIGMA DO DIA

SÃO PAULO (o tempo urge) – O Ricardo Golffo mandou a foto chamando a atenção para a mudança brusca de asfalto para paralelepípedo. Não devia ser fácil, mesmo… Onde é? Quando? Quem?

doveisso

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LADALAND

Prisão perpétua para esses caras é pouco.

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MOTOLAND

Clicada lá num dos estacionamentos que frequento. O rapaz disse que é cinquentinha. Confere? Merece um esforço?

aprila50cc

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ONE COMMENT

Esse aí é o monstrengo que a Peugeot fez para o Dakar do ano que vem. Uau.

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SEGUE O JOGO

SÃO PAULO (STJD) – O tribunal da FIA rejeitou o recurso da Red Bull contra a desclassificação de Ricardão na Austrália. O carro do australiano, segundo os comissários do GP, apresentou irregularidades no fluxo de combustível durante a corrida. Ele chegou em segundo, abriu um sorrisão no pódio, mas horas depois soube que a taça seria confiscada.

A Red Bull comunicou que aceita a decisão. Está putcha de la vida, claro, mas resolveu ficar quieta e tocar o barco.

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FARUS FINO

SÃO PAULO (lindão) – Conhecem a história do Farus Quadro? Está no sempre ótimo Maxicar, com texto e fotos assinados pelo João Batista Jorge Pinto Filho. Fiquei com gostinho de “quero mais”. O carro foi vendido pelo rapaz que o tirou da linha de produção quando a fábrica fechou. Por que vendeu? Para quem? Continua com placas amarelas? Como foi essa visita às ruínas da fábrica?

Vamos lá, João Batista, conte mais!

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